segunda-feira, 12 de maio de 1980

A Síndrome da China

Título original: The China Syndrome
País: EUA
Ano: 1979
Gênero: Drama
Duração: 118 min
Direção: James Bridges
Elenco: Jack Lemmon, Jane Fonda, Michael Douglas, Peter Donat , Wilford Brimley, Scott Brady, James Hampton, Richard Herd e Daniel Valdez.

Sinopse: uma repórter (Jane Fonda) e seu cinegrafista (Michael Douglas) presenciam um estranho acontecimento em uma usina nuclear da Califórnia. Após a matéria feita por eles ter sido recusada pela emissora de televisão, começam a investigar o porquê do segredo em torno do assunto, com a ajuda de um engenheiro da usina (Jack Lemmon) que gradativamente toma consciência da gravidade da situação.

Crítica
: um ótimo filme sobre um dos mais controversos temas da atualidade: o perigo nuclear. Além disso, expõe a importância da denúncia, do jornalismo investigativo.
A quase ausência de trilha sonora intensifica o clima tenso na trama.
O filme foi lançado nos Estados Unidos no dia 16 de março de 1979 e, por ironia do destino, o acidente com a usina nuclear de Three Mile Island, na Pensilvânia, aconteceu em 28 de março, exatamente treze dias depois do lançamento da película.

Avaliação
: *** 

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segunda-feira, 24 de março de 1980

O Tambor

Título original: Die Blechtrommel
País: Alemanha/França/Polônia
Ano: 1979
Gênero: Drama
Duração: 141 min
Direção: Volker Schlondorff
Elenco: Mario Adorf, Angela Winkler, David Bennent, Katharina Thalbach, Daniel Olbrychski, Tina Engel, Berta Drews, Roland Teubner, Tadeusz Kunikowski e Andréa Ferréol.

Sinopse:
a história se passa na pequena cidade alemã de Dantzig e começa pelos anos 1920-30 se estendendo até o final da Segunda Grande Mundial. O pequeno Oskar Matzerath (David Bennent) era um bebê particularmente vivo, com um espírito extraordinariamente alerta. Já desde a vida intrauterina tinha uma visão particular do mundo, de seus pais... Aos três anos, ganhou de presente seu primeiro tambor vermelho e branco, ao qual se mantém fiel para o resto de sua vida. No entanto, nessa idade, a partir do seu imaginário e do que vê do mundo dos adultos e de uma Alemanha que massacra os judeus e divide os poloneses, dos fracassos da guerra e de outras situações do mundo adulto, paralelamente e por princípio, ele decide e se recusa terminantemente a crescer. Enquanto isso, o movimento nazista está crescendo na Alemanha e o padrasto de Oskar (Mario Adorf) se junta ao partido.
Crítica: a feliz adaptação do romance homônimo de Günter Grass, "Prêmio Nobel de Literatura", critica a sociedade alemã da época.
A narrativa, conduzida sob os olhos de Oskar (vivido pelo competente David Bennent) é bastante criativa. A trama flui com velocidade devido a inúmeros acontecimentos.
É um ótimo filme, bem ambienteado e produzido, apesar de alguns personagens e cenas a mais, que poderiam ser excluídos sem prejudicar a história.

Curiosidade: vencedor do Oscar (1980) de Melhor Filme Estrangeiro e do Festival de Cannes (1979) como Melhor Filme.

Avaliação: ***

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quarta-feira, 20 de junho de 1979

Kramer vs. Kramer

Título original: Kramer vs. Kramer
País: EUA
Ano: 1979
Gênero: Drama
Duração: 105 min
Direção: Robert Benton
Elenco: Dustin Hoffman, Meryl Streep, Jane Alexander, JoBeth Williams, Nicholas Hormann, Justin Henry, Howard Duff, George Coe, Bill Moor, Howland Chamberlain, Jack Ramage, Jess Osuna, Ellen Parker, Shelby Brammer e Carol Nadell.

Sinopse: Ted Kramer (Dustin Hoffman) é um profissional para quem o trabalho vem antes da família. Joanna (Meryl Streep), sua mulher, não pode mais suportar esta situação e sai de casa, deixando Billy (Justin Henry), o filho do casal, com Ted, que tudo faz para poder educá-lo, trabalhando e fazendo as tarefas domésticas. Quando consegue ajustar seu trabalho a estas novas responsabilidades, Joanna reaparece exigindo a guarda da criança. Ted, porém, se recusa e os dois lutarão pela custódia do filho.

Crítica: é um filme essencial para todos aqueles que já passaram por momentos de separação dos pais. Retrata as mudanças sociais ocorridas nas últimas décadas, especificamente, a entrada das mulheres no mercado de trabalho, e os seus anseios de paridade com os homens. Hoje em dia, a trama pode até parecer banal, contudo, nos final dos anos 70, o assunto ainda era visto como tabu, e daí talvez, advenha sua enorme repercussão no meio cinematográfico. A busca de Joanna Kramer girava em torno do seu desejo pela independência financeira e contra sua falta de vida social.
As atuações dos protagonistas são estupendas, encarnadas com extrema convicção. O longa comove pela profundidade do tema, roteiro extremamente realista, belas cenas e excelente fotografia.

Curiosidade
: foi premiado com 5 Oscars: Melhor Filme, Melhor Diretor, Melhor Ator (Dustin Hoffman), Melhor Atriz Coadjuvante (Meryl Streep) e Melhor Roteiro Adaptado.

Avaliação
: **** 

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