segunda-feira, 17 de julho de 2017

Gatos (Kedi)

País: EUA/Turquia
Ano: 2016
Gênero: Documentário
Duração: 79 min
Direção: Ceyda Torun
Elenco: -

Sinopse: centenas de milhares de gatos vagam pela metrópole de Istambul livremente. Durante milhares de anos eles entraram e saíram da vida das pessoas, tornando-se uma parte essencial das comunidades que tornam a cidade tão rica. Não reivindicando nenhum dono, esses animais vivem entre dois mundos, nem selvagens nem domesticados - e trazem alegria e propósito para as pessoas que eles optam por adotar. Em Istambul, os gatos são os espelhos para as pessoas, permitindo-lhes refletir sobre suas vidas de maneiras que nada mais poderia. 

Crítica: o documentário é apaixonante – seja para quem gosta ou não de felinos. A direção foi feliz na escolha dos felinos personagens, dos depoimentos de que quem convive com eles e o que a presença desses seres admiráveis mudou na vida de cada um.
Cada gato tem uma personalidade e parecem pensar e nos “questionar” com aqueles olhos enigmáticos.
Istambul é o cenário, onde centenas e centenas de felinos vivem nas ruas (a estimativa é de 150 mil, portanto, impossível passar sem percebê-los). Eles escolhem a quem dar amor e a relação (mesmo que indo e vindo; os gatos são livres para sair e perambular pelas ruas) é perfeita. A interação, de fato, ocorre.
O filme é emocionante. As tomadas, a trilha sonora (uma das mais competentes que tenha visto no cinema) e, claro, a beleza dos reis felinos são mesmo merecedoras de um documentário que os homenageie. Pena que sejam somente 79 minutos.
Memorável!!! 

Avaliação: ****

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A Luta de Steve (Gleason)

País: EUA
Ano: 2015
Gênero: Documentário
Duração: 110 min
Direção: J. Clay Tweel
Elenco: Steve Gleason, Michel Varisco, Mike Gleason e Scott Fujita.

Sinopse: ​a história do jogador da NFL, Steve Gleason, que aos 34 anos foi diagnosticado com esclerose lateral amiotrófica. A previsão dos médicos para seu tempo de vida era de dois a cinco anos, ainda assim Gleason optou por viver com o propósito de dedicar seu tempo a esposa, ao filho recém-nascido e outras pessoas que sofrem da mesma doença. 

Crítica: o jogador norte-americano Steve Gleason sofre da mesma enfermidade do físico britânico Stephen Hawking – a esclerose lateral amiotrófica (ELA), doença degenerativa do sistema nervoso, que acarreta paralisia motora progressiva, irreversível, de maneira a limitar todos os movimentos, inclusive a fala.
Os neurônios se desgastam ou morrem e já não conseguem mais mandar mensagens aos músculos, o que gera enfraquecimento dos músculos, contrações involuntárias e incapacidade de mover os braços, as pernas e o corpo. E quando os músculos do peito param de trabalhar, fica muito difícil respirar por conta própria.
É todo esse quadro que acompanhamos na vida de Steve, que encontra forças no nascimento do filho que está por vir para lutar contra a morte.
De herói do esporte ele passa a herói das pessoas que têm o mesmo diagnóstico. Cria uma fundação para angariar fundos para equipamentos e tratamentos para facilitar a vida de quem também tem ELA.
O filme mostra o seu envolvimento com esse projeto, a sua relação com o pai, o seu casamento, o nascimento de Rivers (seu filho) e todos os passos dos sintomas da doença que só se agravam.
É impossível não se comover com seus depoimentos. Para ele o pior é perder a fala. Recorre, então, a um aparelho controlado pelo movimento dos olhos em um teclado virtual, onde consegue se comunicar com o uso da sua própria voz, sintetizada.
As dificuldades são impressionantes e o cuidado 24 horas cada vez mais necessário. Steve começou a gravar vídeos com receio de não ver seu filho nascer, mas está hoje com 40 anos e tenta ser um pai presente na medida do possível. Um exemplo para os que acreditam que a vida não teria sentido após a descoberta de uma doença terminal. 

Avaliação: ****
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Poesia sem Fim (Poesía Sin Fin)

País: França/Chile
Ano: 2016
Gênero: Biografia
Duração: 120 min
Direção: Alejandro Jodorowsky
Elenco: Adan Jodorowsky, Pamela Flores, Brontis Jodorowsky, Alejandro Jodorowsky e Jeremias Herskovits.

Sinopse: autobiografia do diretor Alejandro Jodorowsky que homenageia através da sua história a herança artística do Chile. Durante a juventude do artista chileno, ele se libertou de todas as suas amarras, como família e limitações, e foi introduzido no principal círculo artístico boêmio dos anos 1940 no Chile, onde conheceu promissoras pessoas do ramo que se tornariam reconhecidas no século XX. 

Crítica: “Poesia sem Fim” é mais uma obra teatral e uma ode à arte do que cinema. Mesmo a poesia, que seria o centro da história, visto que é uma biografia do poeta Alwjandro Jorodowsky, às vezes, é deixada de lado pelo excesso de cores, de fantasias, de figuras, de cenas exageradamente surreais.
O conjunto não agrada. Peca pelo exagero em tudo, apela sem necessidade. Uma pena, pois em vários momentos nota-se que houve criatividade nos cenários que, de forma inteligente, são mudados, como que em um palco de teatro.
Contudo, a direção preocupada demais em chocar, equivocadamente achando que assim atingiria o público (inclusive aquele que não é fã de poesia), deixa de fisgar o espectador com o verdadeiro trabalho do poeta e com a situação política vivida no Chile na época. Quando ele, então, decide partir para Paris, que é onde mais sua obra deve ter ganhado inspiração, o filme acaba.
O que se viu na tela foi somente um amontoado de ideias mal executadas e um resultado burlesco. 

Avaliação: *
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