segunda-feira, 25 de agosto de 2014

Tudo Acontece em Nova York (Swim Little Fish Swim)

País: EUA/França
Ano: 2012
Gênero: Comédia Dramática
Duração: 100 min
Direção: Ruben Amar, Lola Bessis
Elenco: Dustin Guy Defa, Brooke Bloom e Lola Bessis.

Sinopse: Mary (Broke Bloom) é uma enfermeira trabalhadora e cansada de sua vida. Seu marido, Leeward (Dustin Guy Defa), músico, tem pouco sucesso na carreira artística e nunca consegue manter um emprego. A relação entre os dois está bastante desgastada, e a situação piora com a chegada de Lilas (Lola Bessis), uma jovem francesa que não tem onde ficar, e acaba morando no apartamento do casal.

Crítica: um filme que fala da dificuldade de realizamos nossos sonhos, seja sozinho ou a dois, tendo como pano de fundo a bela Nova York, onde há gente de todo tipo. Mary é uma enfermeira que trabalha duro para sustentar o apartamento alugado e a filha, já que seu marido Leeward é músico, mas tem pouco sucesso ou aspiração na carreira. Com um discurso anticapitalista, nunca gravou um CD e recusa fazer musicais para comerciais que dariam um bom dinheiro.
Nesse impasse e com a relação desgastada, Lee parece tentar esquecer-se da pressão da esposa em conseguir um trabalho chamando os amigos para tocar em casa. Lee é bastante convincente no papel. Uma cena engraçada é quando tentar persuadir os amigos a lerem um livro, escrito em 1976, chamado “Doe ao Próximo”. Tentando levar isso ao pé da letra, há uma garçonete que vive no sofá de sua casa; ele convida um músico de rua para o aniversário da sua filha; chama o entregador de pizza para comer junto com ele e a filha; entre outros.
A questão é levar seus ideais adiante quando não são compatíveis com os sonhos de Mary que quer morar numa casa maior e com mais privacidade. Tudo piora com o surgimento de uma francesa chamada Lilas, que está em NY tentando provar seu talento artístico. Com o seu visto quase vencendo, consegue prorrogar seu retorno a Paris por mais uns dias e se instala no “outro sofá” do apartamento de Mary e Lee.
Apesar dos problemas, a aparição dela servirá para que Lee, enfim, grave um CD, ainda que seja distribuído gratuitamente.
A revelação da gravação vem somente ao final para Mary. Uma história para se refletir sobre a vida e o que fazemos dela, de descoberta e de amadurecimento pessoal.

Avaliação: ***

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Quanto Mais Quente Melhor (Some Like It Hot)

País: EUA
Ano: 1959
Gênero: Comédia
Duração: 120 min
Direção: Billy Wilder
Elenco: Jack Lemmon, Tony Curtis, Marilyn Monroe, George Raft, Al Breneman, Joe E. Brown, George E. Stone, Joan Shawlee, Grace Lee Whitney, Harold "Tommy" Hart, Harry Wilson e Helen Perry.

Sinopse: em 1929, em Chicago, Joe (Tony Curtis) e Jerry (Jack Lemmon) são músicos desempregados à procura de trabalho. Acidentalmente, a dupla testemunha o Massacre do Dia de São Valentim, no qual o criminoso Spats Colombo (George Raft) aniquilou Toothpick Charlie (George E. Stone) e sua gangue. Com medo de represálias, Jerry e Joe se veem obrigados a deixar a cidade. Sem ter como se sustentar, eles decidem pegar o primeiro trabalho que aparece a sua frente: fazer parte da banda de garotas Sweet Sue (Joan Shawlee) e suas Sincopadoras. Para poderem participar do grupo, os dois se vestem com trajes femininos e fingem ser mulheres. A banda está indo de trem para Miami, para uma reunião dos Amigos da Ópera Italiana. Joe resolve se autodenominar de Josephine e Jerry, de Daphne. Tudo parece ir bem até que eles conhecem Sugar Kane (Marilyn Monroe), a bela vocalista da banda. Jerry se apaixona perdidamente por ela, mas Joe faz questão de relembrá-lo de que eles não podem ser desmascarados. Quando chegam a Miami, um milionário (Joe E. Brown) se apaixona por Daphne e Joe elabora planos para tentar conquistar Sugar. O problema maior é que, no encontro dos Amigos da Ópera Italiana, estão Spats Colombo e sua gangue.

Crítica: o longa tem uma boa história com um enredo bem amarrado. Lançado em 1959, é impressionante como ainda faz rir, principalmente quando Jack Lemmon (no papel de Joe) e Tony Curtis (como Jerry) estão em cena. Após presenciarem um assassinato, precisam deixar a cidade o quanto antes. A única saída é se travestir e entrar para uma banda formada apenas por mulheres, que está prestes a partir para uma turnê em Miami. É na viagem que eles conhecem Sugar Kane (Marilyn Monroe), uma bela mulher atrás de conquistar um milionário.
Todo em preto-e-branco, o início é interessante parecendo um típico filme de gângsteres. Só depois, as peripécias dos músicos vestidos como mulheres de aparência duvidosa vão ganhando a tela.
O elenco é afinado e o roteiro lidou muito bem com a comédia que explora com inteligência os papéis de gênero e a identidade sexual na sociedade. De forma dinâmica, vamos acompanhando a dupla em fuga.

Avaliação: ***

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sábado, 23 de agosto de 2014

Império do Sol (Empire of the Sun)

País: EUA
Ano: 1987
Gênero: Drama
Duração: 184 min
Direção: Steven Spielberg
Elenco: Christian Bale, John Malkovich, Miranda Richardson, Nigel Havers e Ben Stiller.

Sinopse: Jim Graham (Christian Bale) é um garoto de 11 anos de uma família inglesa que vive no Oriente. Jim tem um padrão de vida alto, mas de repente é separado de seus pais em virtude da China ser invadida pelo Japão. Isso o obriga a se defender e a crescer, tornando-se então um sobrevivente em um campo de concentração com rígidas regras. Baseado no livro de J.G Ballard.

Crítica: o filme de Steven Spielberg mostra os horrores da Segunda Guerra Mundial sob a ótica do garoto Jim (Christian Bale).
Bem produzido, tanto que levou várias indicações ao Oscar nas categorias de Direção de Arte, Fotografia, Figurino, Edição, Trilha Sonora e Som, porém deixou a desejar no conteúdo. Ao contar a história sob a ótica do menino Jim, limita as asperezas da guerra, deixando tudo leve e superficial demais. Da guerra mesmo e de suas razões, se fala pouco.
Às vezes, nem sabemos quem é quem na trama e isso, decididamente contribuiu de forma negativa para a obra. O roteiro deveria ter encontrado um equilíbrio entre a aventura e crescimento do menino preso em um campo de concentração japonês (já que era filho de um inglês, e todos os ingleses (que não fugiram) foram encarcerados pelos japoneses que tomavam o poder, depois de anos de colonização inglesa) e as consequências da Guerra. Jim só volta a ver seus pais após o fim do conflito. No dia em que tentavam fugir, Jim perdeu-se dos seus pais.
A atuação de Christian Bale, então com 13 anos, é impressionante, tendo em vista o que se exigiu dele para o papel. O problema mesmo está no enredo mal direcionado, sem profundidade dos personagens que viviam aquele momento e real exposição dos acontecimentos.

Avaliação: ***

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Metrópolis (Metropoles)

País: Alemanha
Ano: 1927
Gênero: Ficção científica
Duração: 210 min
Direção: Fritz Lang
Elenco: Brigitte Helm, Alfred Abel, Gustav Frohlich, Rudolph Klein-Rogge, Heinrich George e Theodor Loos.

Sinopse: Metrópolis, ano 2026. Os poderosos ficam na superfície, onde há o Jardim dos Prazeres, destinado aos filhos dos mestres. Os operários, em regime de escravidão, trabalham bem abaixo da superfície, na Cidade dos Trabalhadores. Esta poderosa cidade é governada por Joh Fredersen (Alfred Abel), um insensível capitalista cujo único filho, Freder (Gustav Fröhlich), leva uma vida idílica, desfrutando dos maravilhosos jardins. Mas um dia Freder conhece Maria (Brigitte Helm), a líder espiritual dos operários, que cuida dos filhos dos escravos. Ele conversa com seu pai sobre o contraste social existente, mas recebe como resposta que é assim que as coisas devem ser. Quando Josafá (Theodor Loos) é demitido por Joh, por não ter mostrado plantas que estavam em poder dos operários, Freder pede sua ajuda. Paralelamente Rotwang (Rudolf Klein-Rogge), um inventor louco que está a serviço de Joh, diz ao seu patrão que seu trabalho está concluído, pois criou um robô à imagem do homem. Ele diz que agora não haverá necessidade de trabalhadores humanos, sendo que em breve terá um robô que ninguém conseguirá diferenciar de um ser vivo. Além disto decifra as plantas, que são de antigas catacumbas que ficam na parte mais profunda da cidade. Curioso em saber o que interessa tanto aos operários, Joh e Rotwang decidem espioná-los usando uma passagem secreta. Ao assistir a uma reunião, onde Maria prega aos operários lhes implorando que rejeitem o uso de violência para melhorar o destino e pensar em termos de amor, dizendo ainda que o Salvador algum dia virá na forma de um mediador. Mas mesmo este menor ato de desafio é muito para Joh, que ouviu a fala na companhia de Rotwang. Assim, Joh ordena que o robô tenha a aparência de Maria e diz para Rotwang escondê-la na sua casa, para que o robô se infiltre entre os operários para semear a discórdia entre eles e destruir a confiança que sentem por Maria. Mas Joh não podia imaginar uma coisa: Freder está apaixonado por Maria.

Crítica: é um dos melhores filmes da era do cinema mudo, considerando-se, claro, os recursos disponíveis de então.
Em um cenário de grandes cidades, com construções magníficas, viadutos, pontes e muitos carros, o sempre crítico Fritz Lang lança mão de sua visão sobre a humanidade no futuro: desigualdade social, exploração da mão-de-obra barata e a tecnologia a serviço do mal. Dá para imaginar que ele pensou em um robô com a aparência de um humano? Os efeitos especiais usados são incríveis. A história é dividida em atos, assim como em uma peça de teatro.
Uma pena é a interpretação exagerada e teatral do protagonista e que parte do filme tenha se perdido (alguns momentos são preenchidos com texto-legenda para explicar o que acontece).
De qualquer maneira, é uma obra de grande valor do gênio que inspirou, nada mais nada mesmo, que Alfred Hitchcock, o mestre do suspense. 

Avaliação: ***

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sexta-feira, 22 de agosto de 2014

Não Pare na Pista – A Melhor História de Paulo Coelho

País: Brasil/Espanha
Ano: 2014
Gênero: Drama
Duração: 112 min
Direção: Daniel Augusto
Elenco: Julio Andrade, Ravel Andrade, Fabíula Nascimento, Fabiana Guglielmetti e Paz Veja.

Sinopse: cinebiografia de Paulo Coelho, o filme se concentra em três momentos distintos da carreira do escritor: a juventude, nos anos 1960; a idade adulta, nos anos 1980; e a maturidade, em 2013, quando refaz o Caminho de Santiago. Usando como base depoimentos do próprio Paulo Coelho, a história perpassa os momentos mais marcantes da vida do autor, como os traumas, a relação com as drogas e a religião, sexualidade e a parceria com o músico Raul Seixas.

Crítica: Paulo Coelho realmente é alguém que merece um filme. Contudo, acredito que poderia ter sido feito melhor. A produção é ótima, mas as atuações (problema crônico no Brasil) pesam negativamente sobre a avaliação do filme.
A maquiagem que tenta envelhecer Paulo Coelho é pesada e exagerada. No entanto, o que compensa mesmo é a história em si, com muita coisa para contar. Desde o início da trama, são muitas idas e vindas para contar a vida do escritor mais traduzido em vida, depois de Shakespeare. Mostra a vida de Paulo Coelho em três tempos: a conturbada adolescência e a difícil relação pai e filho; um jovem reflexivo e cheio de dúvida fazendo o Caminho de Santiago de Compostela (Espanha) quando surgem as primeiras ideias para o livro “Diário de um Mago” e sua amizade com o cantor Raul Seixas; e a fase adulta, do já consagrado escritor mundo afora.
Apenas não comove nem emociona, o que de dá em parte por uma razão já exposta acima: interpretações que não são naturais.
A trilha sonora, sim, é excepcional, embalada a muito Raul Seixas e, em algumas partes, à música clássica.

Avaliação: ***

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Amantes Eternos (Only Lovers Left Alive)

País: Alemanha/Reino Unido/França/Chipre
Ano: 2014
Gênero: Romance
Duração: 123 min
Direção: Jim Jarmusch
Elenco: Tom Hiddleston, Tilda Swinton e Mia Wasikowsk

Sinopse: conta a história de dois vampiros eruditos, Eve e Adam, cansados da sociedade atual e incomodados com a evolução da humanidade. Há séculos eles vivem uma relação de cumplicidade e amor, que será abalada pela aproximação da irresponsável irmã caçula da vampira.

Crítica: o longa, de ritmo lento, exige um pouco de paciência. É um filme mais contemplativo, mas que, se você permitir, o absorve pela ambientação do cenário e estado de ser dos protagonistas, graças à eficiente direção de arte, figurino, trilha sonora e fotografia.
Na verdade, “Amantes eternos” é apenas um simples recorte na história de duas pessoas que se amam, numa situação atípica por se tratar de mortos-vivos como protagonistas. Mas os momentos de intimidade do casal encantam. E o título original traduzido – somente amantes deixados vivos – faz referência direta à importância que os dois dão ao sentimento, mesmo que deturpado pela visão de alguém que não é humano.
Ainda que os vampiros estejam saturados na cultura pop, o cineasta cria um novo gênero diferente: entre o romance e o terror clássico, com pitadas de humor numa trama noturna em lugares decadentes.

Avaliação: ***

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Helio Oiticica

País: Brasil
Ano: 2014
Gênero: Documentário
Duração: 95 min
Direção: Helio Oiticica Filho
Elenco: -

Sinopse: este documentário conta a história do artista plástico Hélio Oiticica através de fitas K7 que o próprio gravou durante os anos de 1960 e 1970. As "Heliotapes" foram encontradas por seu sobrinho Cesar Oiticica Filho, que dirige este longa, quando preparava uma exposição sobre a vida e obra do tio. Fugindo da narrativa tradicional, o filme aborda diversos aspectos da biografia de Oiticica, como suas aspirações anarquistas, sua temporada em Nova York e seu contato com as drogas.

Crítica: o filme recebeu o prêmio da Federação Internacional da Crítica (Fipresci), na categoria Fórum, e também o Caligari entre os filmes que concorrem no Festival de Berlim. O Caligari distingue a inovação no âmbito cinematográfico, que a revista "Film Dienst" concede a cada ano.
O documentário "Hélio Oiticica" é inteiramente consagrado ao artista brasileiro (1937-1980), um dos mais importantes do século XX e fundador do movimento cultural chamado Tropicalismo.
No filme, o diretor renuncia a qualquer tipo de comentários e entrevistas, deixando que o próprio Oiticica tome a palavra através de material de arquivo sonoro - procedente principalmente de fitas K7 - e de vídeo.
Os testemunhos do artista ilustram seu desenvolvimento artístico e permitem ao espectador conhecer os amplos interesses políticos e estéticos que foram plasmados em sua obra.
Dessa forma, exalta-se Helio Oiticica por mostrar todos os seus lados, inclusive a relação com sexo e drogas.
Apesar de não ser uma narração totalmente linear, as imagens montadas por blocos funcionaram bem e passam o recado de quem foi esse artista.

Avaliação: ***

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Uma Dose Violenta de Qualquer Coisa

País: Brasil
Ano: 2013
Gênero: Drama
Duração: 96 min
Direção: Gustavo Galvão
Elenco: Vinícius Ferreira, Marat Descartes, Leonardo Medeiros, Maria Manoella, Catarina Accioly, Mário Bortolotto, Klarah Lobato, Luma Le Roy, Larissa Salgado, Vanise Carneiro e Juliana Drummond.

Sinopse: Pedro fugiu de casa, pegou a estrada e não sabe para onde ir. Lucas também não, mas a estrada é seu palco. Eles têm mais de 30 anos e levam apenas a roupa do corpo. Depois de se conhecerem numa lanchonete de beira de estrada, em Minas Gerais, os dois percorrem o interior do Brasil em busca de uma dose violenta de qualquer coisa.

Crítica:

Avaliação: a conferir

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Sabata (Ehi Amico... c'è Sabata, hai Chiuso!)

País: Itália
Ano: 1969
Gênero: Faroeste
Duração: 104 min
Direção: Gianfranco Parolini
Elenco: Lee Van Cleef, William Berger, Ignazio Spalla, Aldo Canti e Claudio Undari.

Sinopse: um cofre contendo dinheiro do Exército dos Estados Unidos é roubado do banco da cidade de Dogherty. No dia seguinte, o pistoleiro Sabata alcança os bandidos e resgata o cofre. Ele, com ajuda de Carrincha e Alley Cat, descobre que Stengel, Fergusson e o juiz O'Hara, pessoas importantes da cidade, estão envolvidas no roubo. Exige uma recompensa para não denuncia-las mas Stengel tenta elimina-lo diversas vezes, sem sucesso. Banjo, um misterioso músico, também ajuda Sabata inicialmente, mas alia-se a Stengel mediante grande recompensa para matar Sabata.

Crítica: o típico Western Spaghetti (produção italiana das décadas de 60e 70) é repleto de ações extravagantes, situações surreais, muito malabarismo (sobretudo nas cenas com Banjo, Carrincha e o Gato de Rua) e, claro, bang bang.
Lee Van Cleef incorpora com perfeição o pistoleiro imbatível. Todos querem a sua cabeça. O grande elenco, repleto de coadjuvantes e figurantes, desempenha bem o papel.
Poucos diálogos, e aventuras de sobra. A fotografia e a trilha sonora são marcas registradas na obra.

Curiosidade: Lee Van Cleef fez 350 filmes entre produções para o cinema e para a TV. Na década de 1970, era considerado um dos dez atores mais conhecidos na Europa. Teve problemas com o alcoolismo que o afastaram das telas por alguns anos, mas superou-os na época de ouro dos Western Spaghetti, trabalhando com o diretor Sergio Leone e o ator Clint Eastwood.

Avaliação: ***

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Momento de Decisão (The Turning Point)

País: EUA
Ano: 1977
Gênero: Drama
Duração: 119 min
Direção: Herbert Ross
Elenco: Anne Bancroft, Leslie Browne, Mikhail Baryshnikov, Shirley MacLaine e Tom Skerritt.

Sinopse: um drama sobre duas dançarinas consagradas que enfrentam problemas pessoais e profissionais. Dedee (Shirley MacLaine) deixou sua carreira promissora para cuidar da casa e dos filhos. Atualmente administra uma escola de balé em Oklahoma. Emma (Anne Bancroft) se firmou em uma companhia de dança e tornou-se uma estrela, mas seu sucesso ficou no passado. Uma quer a escolha da outra e juntas refletem sobre chances perdidas e acompanham o início da carreira da filha de Dedee no balé.

Crítica: um clássico ainda atual – assim podemos definir “Momento de Decisão”, com uma direção segura e ousada para a época.
Um filme reflexivo sobre o comportamento humano envolvendo o amor, a sexualidade de homens e mulheres, a concorrência desleal no trabalho trazendo à tona a inveja, os ciúmes, o orgulho, a vaidade, enfim, as escolhas e dúvidas da vida. É impossível em um determinado momento de nossa jornada não nos perguntarmos: e se eu tivesse feito isso ou aquilo...
Os diálogos são bem conduzidos e, ainda que algumas falas exagerem no melodrama, são capazes de passar para o espectador muitos sentimentos que, às vezes, são guardados em segredo.
É preciso levar em conta que alguns atores são bailarinos e não mestres na arte de atuar. As coreografias, elaboradas pelo próprio Mikhail Baryshnikov, empolgam os admiradores de balé. 

Avaliação: ***

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Um Paraíso Hawaiano (Hura Gâru)

País: Japão
Ano: 2006
Gênero: Comédia
Duração: 108 min
Direção: Sang-il Lee
Elenco: Yasuko Matsuyuki (Madoka Hirayama), Etsushi Toyokawa (Yojiro Tanigawa), Yu Aoi (Kimiko Tanigawa), Shizuyo Yamazaki (Sayuri Kimano), Ittoku Kishibe (Norio Yoshimoto), Sumiko Fuji (Chiyo Tanigawa) e Eri Tokunaga (Sanae).

Sinopse: a história (baseada em fatos verídicos) se passa em 1965, em uma pequena cidade ao norte do Japão. Mostra como uma comunidade tradicional, com o declínio de sua economia baseada na mineração de carvão, tem a ideia de desenvolver um conceito de aldeia havaiana, treinando seus habitantes para atrair turistas e salvar a cidade da extinção.

Crítica: o Havaí no Japão. Por quê, não? Nessa comédia, uma pequena cidade japonesa cria um centro havaiano (Parque Joban Hawaiano) para ensinar o tradicional Hula-Hula, ainda que no ritmo japonês.  
Mas aqui a dança tem um cunho mais complexo, que vai além do simples lazer. A iniciativa significou dar uma nova esperança e um novo rumo a uma cidade quase à beira da falência e que um dia já teve seu auge econômico com as explorações das minas de carvão.
A produção pode não ser hollywoodiana nem contar com astros famosos, no entanto, tem uma história (baseada em fatos reais) repleta de conteúdo e personagens profundos que refletem o comportamento humano diante das dificuldades, das mudanças, dos valores, dos tabus.
O roteiro é contagiante e a trilha musical ajuda a acentuar esses momentos. Os atores, desconhecidos, empenham-se em seus papeis: Hirayama como a professora de dança; as meninas que fazem todo tipo de sacrifício para aprender; e todos os demais coadjuvantes. E a mensagem final não poderia ser mais positiva.
A última cena é uma exibição contagiante na inauguração do Centro Havaiano, depois de muitos meses de ensaio.

Curiosidade: "O Parque Havaiano Joban foi inaugurado em 15 de janeiro de 1966. Esperava-se um público de 1.000 pessoas durante a semana e umas 3.000 nos fins-de-semana e dias de festa. A realidade é que o empreendimento se converteu num sucesso que atraiu 1 milhão e 500 mil pessoas no ano. (...) Em 1990, trocou o nome para 'Spa Resort Hawaiians' e continua evoluindo, embora se mantenha como manancial termal integrado na estrutura social da região."
A mina foi fechada definitivamente em 1976. A senhora Hirayama, hoje com mais de 70 anos, já ensinou 318 dançarinas. As artistas, que se apresentaram no filme com tanta feminilidade, graça e ritmo, treinaram durante 3 meses, pois nenhuma tinha experiência prévia em Hula ou outra dança.

Avaliação: ***

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Deus Não Está Morto (God’s Not Dead)

País: EUA
Ano: 2013
Gênero: Arte
Duração: 113 min
Direção: Harold Cronk
Elenco: Shane Harper, Kevin Sorbo e David A.R. White.

Sinopse: quando o jovem Josh Wheaton entra na universidade, ele conhece um arrogante professor de filosofia que não acredita em Deus. O aluno reafirma sua fé e é desafiado pelo professor a comprovar a existência de Deus. Aí começa uma batalha entre os dois homens, que estão dispostos a tudo para justificar o seu ponto de vista.

Crítica:

Avaliação: a conferir

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Sex Tape: Perdido na Nuvem (Sex Tape)

País: EUA
Ano: 2014
Gênero: Comédia
Duração: 94 min
Direção: Jake Kasdan
Elenco: Cameron Diaz, Jason Segel e Rob Corddry.

Sinopse: um casal (Cameron Diaz e Jason Segel) vive um longo relacionamento que começa a esfriar. Para tentar esquentar as coisas, eles decidem se gravar fazendo sexo. Para desespero da dupla, a fita de sexo desaparece e eles se veem em uma série de confusões na procura pelo constrangedor objeto.

Crítica:
Avaliação: a conferir

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As Tartarugas Ninja (Teenage Mutant Ninja Turtles)

País: EUA
Ano: 2014
Gênero: Aventura
Duração: 100 min
Direção: Jonathan Liebesman
Elenco: Megan Fox, William Fichtner e Will Arnett.

Sinopse: afetados por uma substância radioativa, um grupo de tartarugas cresce anormalmente, ganha força e conhecimento. Vivendo nos esgotos de Manhattan, quatro jovens tartarugas, treinadas na arte de kung-fu, Leonardo, Rafael, Michelangelo e Donatello, junto com seu sensei, Mestre Splinter, tem que enfrentar o mal que habita cidade.

Crítica: o filme mantém-se fiel à aparência original (bruta e obscura) do quarteto: Leonardo, Rafael, Donatello e Michelangelo - esse último a grande estrela da equipe, como de costume, mas rende-se à influência das criações em massa desse gênero.
O humor já não funciona assim tão bem; as piadas são fracas. Além disso, a insistência em explicar e repetir tudo (desde a criminalidade em Nova York até a situação atual) como se o expectador fosse capaz de entender de primeira mão faz o roteiro perder força e tornar a trama cansativa.
A melhor parte é o entrosamento das 4 tartarugas e suas brincadeiras. A participação, além da conta, de Megan Fox como jornalista, é ainda mais prejudicial à história.
Se você não for muito exigente, assista; caso contrário, não.

Avaliação: **

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O Que Será de Nozes? (The Nut Job)

País: Canadá/Coréia do Sul/EUA
Ano: 2014
Gênero: Animação
Duração: 86 min
Direção: Peter Lepeniotis
Elenco: Will Arnett, Brendan Fraser e Liam Neeson.

Sinopse: quando o teimoso esquilo Surly é expulso de um parque na cidade grande, ele precisa encontrar outras maneiras de sobreviver. Mas o lugar dos seus sonhos está muito perto dele: trata-se de Maury's Nut Store, uma loja repleta de nozes, castanhas, amêndoas... Surly reúne os amigos e bola um plano para invadir o lugar e roubar toda a comida para suportar o inverno.

Crítica:
Avaliação: a conferir

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Os Mercenários 3 (The Expendables 3)

País: EUA/França
Ano: 2014
Gênero: Ação  
Duração: 127 min
Direção: Patrick Hughes
Elenco: Sylvester Stallone, Jason Statham e Arnold Schwarzenegger.

Sinopse: Barney e sua trupe de mercenários resgatam Doc, um dos integrantes originais do grupo que estava preso há oito anos. Em seguida, eles partem para cumprir uma missão, onde têm uma grande surpresa: o reencontro com Conrad Stonebanks, que Barney acreditava ter matado. Antigos colegas que se tornaram inimigos, Barney e Conrad agora se enfrentam em um grande duelo onde os demais mercenários também acabam envolvidos.

Crítica:

Avaliação: a conferir

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quarta-feira, 13 de agosto de 2014

Uma Lição de Vida (The First Grader)

País: EUA/Reino Unido/Quênia
Ano: 2010
Gênero: Drama, biografia
Duração: 121 min
Direção: Justin Chadwick
Elenco: Naomie Harris, Oliver Litondo e Tony Kgoroge.

Sinopse: baseado em fatos reais, o filme conta a história de Kimani Maruge, um queniano de 84 anos que está determinado a aproveitar sua última chance de ir à escola. Desta forma, para aprender a ler e escrever, ele terá que se juntar a crianças de seis anos de idade.

Crítica: o filme, produzido em 2010, demorou a chegar por aqui. Boa direção, excelente roteiro e atuações genuínas são algumas das qualidades dessa bela biografia.
A luta de Kimani Maruge para estudar não foi nada fácil, assim como sua vida, marcada por violência, tragédias e mortes. Completamente só, pois sua esposa e seus dois filhos foram assassinados, ele quer aprender a ler a qualquer custo. A motivação maior seria ler uma carta que recebeu do governo e que está guardando há algum tempo.
Depois de vários “nãos”, ele consegue, por fim, ser aceito na escola. Todos parecem adorá-lo ali – a professora e os colegas de classe – mas terá que enfrentar o desagrado do diretor geral da escola e a reação agressiva de vizinhos e pais das crianças.
Quando seu caso ganha notoriedade na imprensa internacional, surgem pessoas desonestas achando que ele está recebendo algum dinheiro, o que não é verdade.
A pressão é tanta que a professora é transferida na esperança de apaziguar os conflitos, no entanto as crianças não aceitam a substituta. Maruge, mais uma vez dotado de muita coragem, pega um transporte público até a capital Nairóbi e invade a sala do presidente do país pedindo que a professora retorne para a escola.
Em meio a esses acontecimentos, lembranças do passado o atormentam e, assim, ficamos a par de sua revolta, seus traumas, suas dores.
Impossível não se comover com tanta perseverança e determinação, ainda mais quando tudo isso vem de alguém com 84 anos que pouco de bom viu na vida.
Uma boa surpresa, em parte recompensadora, está justamente no conteúdo da carta. Veja e assista!

Avaliação: ****

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Chef

País: EUA
Ano: 2013
Gênero: Comédia
Duração: 114 min
Direção: Jon Favreau
Elenco: Robert Downey Jr., Scarlett Johansson, Jon Favreau, Dustin Hoffman, Sofia Vergara e John Leguizamo.

Sinopse: após perder o seu emprego como chef de um restaurante, Carl (Jon Favreau) decide abrir um trailer de comida para recuperar seu instinto criativo, ao mesmo tempo em que busca se aproximar da sua família.

Crítica: apesar do elenco caro, poucas são as aparições no filme dos famosos como Dustin Hoffman, Robert Downey Jr. e Scarlett Johansson. A estrela mesmo é Carl (Favreau) e sua incrível habilidade na cozinha.
Com muito bom humor, alto astral e diálogos excelentes (produto escasso em comédias, sobretudo americanas), a trama fala de oportunidades e sonhos que não devem ser desperdiçados ou deixados para trás.
Além do lado profissional, aborda a relação familiar complicada. Separado e com um filho que exige amor e atenção, Carl terá que aprender a conciliar os dois.
Tudo é muito dinâmico. Após uma péssima crítica publicada na imprensa por um famoso gastrônomo, dos pratos tradicionais nos cardápios, Carl se vê vendendo comida em um trailer (com a ajuda do ex-marido de sua ex-esposa) percorrendo diversas cidades americanas – aliás, o road movie aproveita para fazer uma bela propaganda do país.
O final tem uma feliz surpresa.

Avaliação: ****

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Paraíso

País: México
Ano: 2013
Gênero: Comédia
Duração: 105 min
Direção: Mariana Chenillo
Elenco: Daniela Rincón, Andrés Almeida, Luis Geraldo Mendez e Anabel Ferreira.

Sinopse: namorados desde a infância, Carmen (Daniela Rincón) e Alfredo (Andrés Almeida) vivem felizes em um município próximo à Cidade do México. Alfredo é promovido no trabalho, e o casal é obrigado a se mudar para a capital e se adequar à rotina da metrópole. Os novos valores e relações fazem os dois encararem uma velha condição que pouco os preocupou até aqui: ambos estão acima do peso. Incomodados com os comentários maldosos que chegam aos seus ouvidos, os pombinhos decidem trocar donuts por saladas. Mas novos problemas surgem quando apenas um deles começa a emagrecer.

Crítica: apesar da classificação no gênero comédia, a história está mais para drama, mas é bem contada e traz uma belíssima mensagem: a de que o amor está acima de tudo e é o mais importante.
A atuação de Daniela Rincón (Carmen) é acima de média e é justo questionar se o filme seria tão bom sem ela no elenco.
Mudanças sempre trazem algum receio e, às vezes, consequências inesperadas. Ir para uma cidade grande, onde não se conhece ninguém, pode conduzir alguém ao total abismo e à solidão.
Nesse momento, é preciso que um conte com o outro. Juntos decidem emagrecer, pois estão muito acima do peso. A decisão parte de Carmen, depois de ouvir comentários de mau-gosto em uma festa do trabalho do marido.
Cursos, palestras, livros, dieta, academia de ginástica. Tudo entra na lista para a mudança. A questão é que um decola e abraça a causa, que é o caso do Alfredo e Carmen acaba por se esquivar, comendo escondido o que precisava ser cortado da alimentação, mentindo que está indo a aulas de ioga e, claro, engordando em vez de emagrecer (até suborna a moça da balança para registar um peso menor levando bolos deliciosos para ela).
A motivação só aparece – porém por outra causa – quando vê à frente do seu prédio um cartaz oferecendo aulas de gastronomia. Ela descobre o que gosta de fazer e até participa de um concurso de receitas. Mas nessas alturas, o casamento já não é o mesmo. Distanciam-se, Carmen descobre um provável ‘affair’ de Alfredo com uma colega de trabalho e ela volta ao interior para viver com os pais.
Cada um segue seu curso até que confirmarem que não vivem um sem o outro, apesar das diferenças. Uma bonita história de amor e aceitação.

Avaliação: ***

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O Casamento de May (May in the Summer)

País: Jordânia/Qatar/EUA
Ano: 2013
Gênero: Comédia dramática
Duração: 99 min
Direção: Cherien Dabis
Elenco: Hiam Abbas, Cherien Dabis, Alexander Siddig, Bill Pullman, Alia Shawkat e Elie Mitri.

Sinopse: May Brennan (Cherien Dabis) é escritora e vive uma vida de glamour em Nova York, com a qual a maioria dos escritores sonha. Prestes a se casar, May visita a família em Amã, na Jordânia. Sua mãe, católica, desaprova o noivo, que é muçulmano, e planeja boicotar a cerimônia. O pai, até então distante, ensaia uma aproximação. Todas as reviravoltas familiares farão May reavaliar sua decisão sobre o casamento.

Crítica: a repressão às mulheres já foi tema em vários filmes, como "A Separação", "O Sonho de Wadjda" e "Caramelo". Em "O Casamento de May", o tema se repete, mas é retratado de maneira mais leve e com muito humor.
Em meio ao conflito de gerações, religiões e crenças de uma história de família jordaniense, revelam-se os incidentes comuns a qualquer lar.
Depois de anos, a jovem escritora May (vivida por Cherien Dabis, que também dirige o filme) retorna a Amã para visitar a família pouco antes de seu casamento. Sua mãe (a excelente Hiam Abbas), católica e que ainda ama o ex-marido, desaprova o noivo muçulmano, planejando boicotar a cerimônia. O pai (hoje casado com alguém bem mais jovem) tenta uma aproximação, sobretudo com as irmãs mais jovens que parecem odiá-lo. Uma irmã é bastante moderna e foge aos padrões e normas culturais impostos pela religião; a outra é gay e ainda não consegue se assumir. De repente, May descobre que ela também tem seus dilemas: o casamento está perto e ela nem sabe se é isso mesmo o que quer.
Nessa sua estada na terra natal, ela sai com as irmãs, bebe um pouco além da conta e conhece um rapaz que faz com que suas dúvidas aumentem. Nas raras vezes em que fala com o noivo ao telefone (que só aparece no final da trama), a incerteza dos dois sobre uma união mostra-se clara.
A mãe misteriosa também guarda uma surpresa, que é engraçada, contudo revela como é difícil impor barreiras ao amor.
As atuações são ótimas e o desfecho é sensato e maduro como deveria ser.

Avaliação: ***

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Bistrô Romantique (Brasserie Romantiek)

País: Bélgica
Ano: 2012
Gênero: Drama
Duração: 102 min
Direção: Joël Vanhoebrouck
Elenco: Filip Peeters, Koen De Bouw e Barbara Sarafian.

Sinopse: no dia dos namorados, a dona de um restaurante recebe uma surpreendente proposta de um amor do passado. Paralelamente, durante o jantar, uma dona de casa informa ao marido que tem um amante e uma cinquentona pensa em suicídio.

Crítica: o primeiro longa do diretor belga Joël Vanhoebrouck agrada o público em geral. Traz ótimas interpretações, bons diálogos, excelente fotografia e bastante maturidade à trama.
A história se passa no restaurante que dá título ao longa, durante o jantar de comemoração ao dia dos namorados. Pascaline (Sara de Roo) comanda o bistrô junto com o irmão e chef Angelo (Axel Daeseleire) e bolam, com auxílio de poucos funcionários que possuem, um menu fixo para a noite. O primeiro a chegar ao bistrô é Frank (Koen de Bouw), um antigo amor de Pascaline. Após vinte anos, Frank reaparece com a proposta de levar Pascaline para viver com ele em Buenos Aires.
Todas as mesas do bistrô são ocupadas por casais completamente diferentes uns dos outros, assim como suas histórias e seus relacionamentos. Não só casais, Frank está sozinho, só com a empreitada de reconquistar Pascaline. Sozinha também está Mia (Ruth Becquart), que cogita suicídio e ganha a companhia e conselhos do garçom. Em outra mesa, Roos (Barbara Sarafian) faz confissões ao marido e nos apresenta a perspectiva de um casamento falido.
À medida que o cardápio do jantar é apresentado ao espectador, conhece-se também os personagens e seus relacionamentos. Nos conflitos que surgem, somos levados a refletir sobre os nossos.
Mas apesar do desconforto em algumas situações, tudo é tratado de forma leve, sem muita severidade.
Um bom filme para se assistir a dois ou mesmo só.

Avaliação: ***

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The Rover – A Caçada (The Rover)

País: Austrália/EUA
Ano: 2014
Gênero: Drama
Duração: 103 min
Direção: David Michôd
Elenco: Guy Pearce, Robert Pattinson e Scoot McNairy.

Sinopse: em um futuro próximo, os habitantes australianos vivem uma rotina perigosa, onde a criminalidade impera. Com o passar dos anos, Eric (Guy Pearce) já perdeu quase tudo o que tem, e torna-se um homem duro e impiedoso. Quando o seu último bem, seu carro, é roubado por uma gangue, ele vai atrás destes homens. No caminho, ele é obrigado e levar consigo Reynolds (Robert Pattinson), o ingênuo membro da gangue, abandonado por seus comparsas.

Crítica: o cenário social do filme – uma espécie de faroeste contemporâneo – revela um total colapso, uma terra árida e abandonada.
Surge, então, um lobo solitário, Eric (Guy Pearce), que teve seu carro roubado por alguns homens em fuga no deserto australiano. Estes deixam para trás Rey (Robert Pattinson, bem convincente no papel), irmão de um dos ladrões (Scoot McNairy), que servirá como guia e refém ao protagonista.
Entre um clímax violento e outro, aliás sempre repetitivo, é nítida a crueldade do homem que revela a total descrença no ser humano, responsável pela matança de tudo que é vivo.
A trama deveria ter aproveitado essa premissa para aprofundar-se em questionamentos, mas não o fez. Com exceção de uma cena ou outra (a melhor é uma entre Robert Pattinson e Scoot McNairy que faz você se esquecer do resto do filme), o enredo está longe de se destacar entre tantos já produzidos para a tela do cinema.

Avaliação: **

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Um Herói do Nosso Tempo (Va, Vis et Deviens)

País: Bélgica/França/Israel/Itália
Ano: 2005
Gênero: Drama
Duração: 140 min
Direção: Radu Mihaileanu
Elenco: Moshe Abebe, Moshe Agazai, Rami Danon, Roni Hadar, Roschdy Zem, Sirak M. Sabahat, Yaël Abecassis e Yitzhak Edgar.

Sinopse: o drama busca inspiração no êxodo de 8 mil judeus etíopes (chamados "falashas"), em 1984, que fugiam do governo pró-soviético de seu país para tentar algum tipo de salvação em Israel. Eles empreenderam a pé uma peregrinação de aproximadamente 600 quilômetros, da Etiópia ao Sudão, buscando a partir dali chegar à terra prometida que acenava com fartura e dias melhores. Porém, apenas a metade chegou viva a um campo de refugiados no Sudão, onde famintos de toda a África disputavam pela sobrevivência. É neste campo sudanês que um garoto de oito anos (Moshe Agazai) é praticamente expulso do lugar pela própria mãe, que lhe diz duramente o tal título original do filme: "Vá, Viva e se Transforme".

Crítica: infelizmente, o título original “Vá, Viva e se Transforme” ganhou uma tradução simplória em português.
A trama aborda uma história incomum: o êxodo de judeus etíopes para Israel. Acontecimento que se deu também com a ajuda financeira dos Estados Unidos e Reino Unido.
Uma mãe que não é judia vê nessa oportunidade uma salvação para o filho Shlomo (Salomão – nome que passa a suar ao entrar em Israel), sobretudo por já ter perdido seus dois outros filhos menores. Ordena que ele entre na fila que o conduzirá ao repatriamento em Israel. Junta-se, ainda que contra a sua vontade, a outra mulher que se passará por sua mãe. No entanto, ela já estava doente e, após alguns dias, ela falece. Shlomo se vê completamente só em sua nova moradia.
A adaptação não é fácil. Lá ele tem tudo o que nunca sonhou em ver ou possuir. Mas, ao mesmo tempo, está sofrendo e confuso por estar mentindo, com medo de ser descoberto e sentindo muita falta da sua mãe. Por achar que nunca mais verá sua mãe, ele passa a ter comportamento agressivo na escola, insiste em dormir no chão, recusa-se a comer e tenta fugir da escola. A solução para ajuda-lo surge quando é adotado por uma família, que já tinha dois filhos.
A longa duração do filme permite acompanharmos sua trajetória até a fase adulta, passando pela infância turbulenta, contudo cercada de amor dos pais adotivos, a adesão à religião e às tradições, a descoberta do amor na adolescência, os dilemas entre estudar medicina fora e servir ao exército e Israel, o regresso a Israel depois de se formar, o casamento com uma garota branca que conhece há 10 anos, tornar-se pai e a revelação da verdade: de que não é judeu.
É bela uma passagem do filme em que um policial diz que ele é mais judeu que todos ali, que ele sabe e conhece todas as crenças e tradições e pratica a religião. Orienta também que ele não se preocupe com o que as pessoas falam, mas para seguir em frente.  
Surgem, nesse caminho, momentos difíceis de preconceito, seja por cor ou religião. As críticas à sociedade israelense ortodoxa são bem videntes.
A superação de tudo isso tem uma grande razão: retornar ao Sudão para encontrar sua mãe. Ele o faz, agora como médico.
Uma história que nos faz pensar como tudo pode ser diferente quando as portas se abrem, quando as barreiras são derrubadas e quando se tem fé em algo.  

Avaliação: ****

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O Homem sem Face (The Man Without a Face)

País: EUA
Ano: 1993
Gênero: Drama
Duração: 115 min
Direção: Mel Gibson
Elenco: Mel Gibson, Nick Stahl, Margaret Whitton, Fay Masterson, Gaby Hoffmann e Geoffrey Lewis.

Sinopse: depois de ter seu rosto e corpo desfigurados num acidente de carro, o professor Justin McLeod (Mel Gibson) passa a viver sozinho numa enorme casa localizada em uma ilha na costa do Maine. Ele tenta conviver com a humilhação e provocação de seus vizinhos. Sua vida muda depois que conhece o adolescente Chuck (Nick Stahl). Eles se tornam amigos inseparáveis, mas os problemas não acabam. A família do garoto e a polícia acusam o professor de molestar crianças. Agora McLeod (Mel Gibson) tem mais um desafio para vencer: tentar provar que é inocente.

Crítica: a trama se passa em 1968. Chuck Norstad (Nick Stahl) é um pré-adolescente órfão de pai, que vive com a mãe e duas meio-irmãs, filhas de pais diferentes, e que se sente deslocado no seu meio familiar.
Sua mãe (Margaret Whitton) coleciona fracassos conjugais e uma de suas meias-irmãs, Gloria (Fay Masterson), é bastante agressiva com ele. Ele é angustiado por não saber ao certo porque seus pais se separaram e como ele morreu, e deseja desesperadamente sair de casa e entrar para uma academia militar para se tornar piloto.
Como ele é reprovado no exame preparatório, busca a ajuda de alguém bastante incomum: o ex-professor Justin McLeod (Mel Gibson) que vive isolado em uma ilha. Desfigurado por um acidente automobilístico, evita todo e qualquer contato com humanos. Ele só vai à cidade à noite para buscar suas compras, e sempre no mesmo mercado.
Depois de várias rejeições, Chuck enfim convence McLeod a lhe dar aulas. A amizade surge, dando espaço à confiança, tanto que o ex-professor até fala do passado, revelando como ocorreu o acidente. Por outro lado, Chuck consegue também tornar-se alguém melhor e provar que é capaz de aprender.
A trama tem seu lado psicológico bem explorado. Ambos apoiam-se um no outro e tentam lidar com seus fantasmas. No entanto, os vizinhos curiosos levantam suspeitas e boatos maldosos. Talvez a vida solitária e longe da sociedade fosse mesmo a melhor opção para McLeod.
Com suposições injustas, a pequena comunidade consegue afastá-los. O contato, a partir daí, será bastante remoto. De fato, Chuck entra para a academia e se forma, graças à ajuda do professor sem rosto, mas com um grande coração (apesar da aparente frieza) e sabedoria.
Uma história comovente. Vale a pena conferir!

Avaliação: ***

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