domingo, 23 de fevereiro de 2014

Clube de Compra Dallas (Dallas Buyers Club)

País: EUA
Ano: 2013
Gênero: Drama
Duração: 117 min
Direção: Jean-Marc Vallée
Elenco: Matthew McConaughey, Jared Leto, Jennifer Garner, Steve Zahn, Denis O`Hare e Griffin Dunne.

Sinopse: em 1986, o eletricista texano Ron Woodroof (Matthew McConaughey) é diagnosticado com AIDS e logo começa uma batalha contra a indústria farmacêutica. Procurando tratamentos alternativos, ele passa a contrabandear drogas ilegais do México.

Crítica: sem dúvida, o melhor filme dos concorrentes ao Oscar deste ano. A nota máxima vai não somente pela história em si, mas pela direção certeira de Jean-Marc Vallée (que dirigiu o excelente Crazy – Loucos de Amor, em 2005) que soube equilibrar um drama sem ser melodramático, e pela atuação surpreendente de McConaughey, o melhor de toda a sua carreira.
Baseado na vida de Ronald Woodroof (McConaughey), o longa tem início em 1985, quando o protagonista é diagnosticado como portador do vírus HIV e, já com a saúde debilitada, recebe um prognóstico sombrio: mais 30 dias de vida, no máximo.
Impossível não se lembrar de Tom Hanks em ‘Filadélfia’ ou de Sean Penn em ‘Milk’. Mas, aqui, Woodroof é incrivelmente racista, misógino, homofóbico e politicamente reacionário. A surpresa é quando, mesmo com uma aparência extremamente frágil, decide arregaçar as mangas.
Inicialmente incrédulo por achar que a AIDS era um mal exclusivo de homossexuais ou usuários de drogas injetáveis, Woodroof gradualmente aceita sua condição e passa a pesquisar e buscar formas de conseguir os novos medicamentos testados contra a síndrome, entre eles o AZT. Contudo, ao perceber os graves efeitos tóxicos do remédio, ele logo descobre alternativas experimentadas por um ex-médico (Griffin Dunne, irreconhecível) que, com o diploma cassado, reside no México e, a partir daí, não só passa a se medicar como ainda decide contrabandear as pílulas para os Estados Unidos a fim de vendê-las para pacientes norte-americanos.
Apesar do temperamento explosivo e das atitudes preconceituosas, ele se alia ao travesti Rayon (Leto) para levar adiante sua luta. E, claro, nada de transformações em ‘homem certinho’, o que enfraqueceria o filme, mas nasce entre eles o respeito à individualidade de cada um. A sua batalha é tão comovente que até uma médica Eve (Jennifer Garner) se rende aos seus apelos, também sem nenhum romance em vista.
O diretor é muito sábio na condução da história que corre dinâmica, ao empregar transições elegantes indicando o avanço dos meses (por exemplo, nas sequências em que busca remédios alternativos em outros países), e com atuações louváveis de todo o elenco. O diálogo sarcástico ao desfiar críticas contra a indústria farmacêutica, intercalado com momentos cômicos, dão uma forma agradável à trama que prende a atenção do espectador desde o primeiro minuto do filme.
Algumas cenas são duras como o rompimento de Woodroof com seus ‘supostos’ amigos ignorantes. O amadurecimento dele como ser humano acontece aos poucos e comove. A dificuldade para conseguir medicamentos nos primeiros anos da epidemia é algo terrível e do qual ninguém queria falar à época. O único refúgio para discutir o assunto eram os grupos de apoio.
Além de todas as qualidades já citadas, a película tem ainda um ótimo trabalho de design de produção que recria a época. São eficientes também as cenas em que um zumbido incômodo e recorrente evoca as crises de saúde provocadas pela AIDS.
Enfim, o longa é muito mais que uma cinebiografia. Ele apresenta um retrato angustiante de um momento em que a propagação da AIDS, associada ao preconceito que a doença e a homossexualidade despertavam, era contraposta à lentidão com que agiam os órgãos responsáveis pelos testes de novas medicações e sua liberação para consumo. Quem se beneficiava com isso era só a indústria farmacêutica ao criar uma demanda reprimida que, usando o desespero de pacientes à beira da aniquilação, não hesitava em lançar remédios subtestados e sobrevalorizados que intoxicavam os doentes ao mesmo tempo em que arruinavam suas contas bancárias.
Um filme imperdível e merecedor de Oscar, ainda mais quando a safra anda bastante fraca e sem grandes histórias para contar.


Avaliação: *****

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Inside Llewyn Davis (Balada de um Homem Comum)

País: Estados Unidos
Ano: 2013
Gênero: Drama
Duração: 105 min
Direção: Ethan Coen e Joel Coen
Elenco: Oscar Isaac, Carey Mulligan, Justin Timberlake, John Goodman e Garret Hedlund.

Sinopse: Llewyn Davis é um jovem cantor de folk no universo musical de Greenwich Village em 1961. Enquanto um inverno rigoroso assola Nova York, o rapaz, sempre com o violão na mão, luta para ganhar a vida como músico e enfrenta obstáculos que parecem insuperáveis – começando pelos que ele próprio criou. Llewyn sobrevive graças à ajuda dos amigos e até de desconhecidos, aceitando todo o tipo de trabalho. Entre os cafés do Village e um clube sempre vazio de Chicago, suas desventuras o levam até uma audição com o grande produtor musical Bud Grossman.

Crítica: um filme dos irmãos Coen é sempre bem-vindo e respeitável. Este último trabalho, porém, é diferente: mais sério, sem o usual humor negro e com um tom biográfico.
Oscar Isaac, na pele do protagonista Llewyn Davis, é um cantor de folk da mesma época de Bob Dylan, mas não teve o talento reconhecido. Pior: ele não tinha sequer um lar, um lugar para dormer, dinheiro para as necessidades mais básicas. Vivia de favores, aqui e ali. Nem mesmo depois de um esperado encontro com um produtor musical de Chicado, as coisas mudam. Tudo parece dar errado.
Para aliviar o drama, algumas cenas engraçadas intercalam as sequências. O ator guatemalteco (criado em Miami, na Flórida) é 100% do longa. Sua atuação é divina e só por ele já vale assistir ao filme. Os demais atores fazem participações pequenas, sem causar muita impressão.   
E, numa indústria que visava ao lucro, sua música de letras profundas parecia destoar.
Para entender o final, é preciso assistir ao início. Portanto, não perca!


Avaliação: ***

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Um Conto do Destino (Winter’s Tale)

País: EUA/Alemanha
Ano: 2013
Gênero: Drama
Duração: 120 min
Direção: Akiva Goldsman
Elenco: Colin Farrell, Jennifer Connelly, Russell Crowe e Jessica Brown Findlay.

Sinopse: a história, baseada em um romance literário, se desenvolve tanto na Manhattan dos dias atuais quanto no século XIX. Durante um inverno rigoroso, Peter Lake um mecânico irlandês, decide roubar uma imensa mansão, fechada como uma fortaleza. Ele tem certeza de que a casa está vazia, mas acaba encontrando uma garota no interior. Quando ele descobre que ela está prestes a morrer, nasce uma história de amor entre os dois.

Crítica: depois de 30 anos pesquisando e peregrinando por lugares e buscando atores para finalmente concluir o filme, é frustrante concluir que o trabalho não foi recompensado.
O diretor estreante, mas roteirista do magnífico ‘Uma Mente Brilhante’, não acerta a mão na nova empreitada. Atuações fracas, personagens superficiais, cenas fantasiosas sem explicação e frases de efeito, beirando à auto-ajuda, empobrecem a trama que pretendia retratar um grande romance.
O longa baseia-se no best-seller homônimo de Mark Helprin. Na Nova York de 2014, Peter Lake (Colin Farrell) é um artista sem memória a vagar pela cidade. Por meio de seus flashbacks, voltamos a 1895, quando ele, ainda bebê, é deixado em um barco pelos pais imigrantes impedidos de entrar nos Estados Unidos. Abandonado em Manhattan, se torna um ladrão do grupo de Pearly Soames (Russell Crowe).
O salto para o futuro acontece sem muita lógica, quando o filme parece se aproximar do final. Sem memória devido a uma briga ocorrida 100 anos antes, o personagem agora imortal de Farrell conhece outro núcleo, do qual faz parte a jornalista Virginia Gamely, interpretada por Jennifer Connely, na única atuação boa do longa.
Nesse futuro, ele descobrirá, finalmente, o seu milagre. Mas vale ressaltar que, ao menos, o destino do personagem não permanecerá ligado à ideia de amor romântico; ganhará outro sentido apesar da insistência numa ideia dramática.
A película que não encontrou rumo entre fantasia, romance ou drama, só se salva mesmo pelo cenário. O elenco está completamente perdido e não há conexão alguam com o público que se esforça para entender a mensagem da trama.


Avaliação: **

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Meu Lindo País (Die Brücke Am Ibar)

País:  Alemanha
Ano: 2012
Gênero: Drama
Duração:  88 min
Direção:  Michaela Kezele
Elenco:  Zrinka Cvitesic, Misel Maticevic, Andrija Nikcevic, Milos Mesarovic e Ema Simovic

Sinopse: é 1999. Durante a guerra civil em Kosovo o ódio entre os sérvios e albaneses é iminente. A jovem e bela Danica é sérvia e perdeu seu marido nesta luta. Agora se encontra com Ramiz, um soldado albanês que mudará sua vida para sempre.

Crítica: os filmes alemães costumam se sérios, densos e profundos. ‘Meu Lindo País’ não foge à regra.
A história é simples, mas retrata a dura dor das perdas irreversíveis em uma guerra. Aqui, a trama retrata albaneses e sérvios lutando em nome de um ódio, incitado pelo então presidente da Sérvia, conhecido como o ‘Carniceiro dos Balcãs’, que queria formar a Grande Sérvia.
Nesse horror, nasce uma história de amor. Mesmo que com certa previsibilidade, o longa consegue mostrar as consequências de uma guerra, sobretudo para mulheres e crianças, e como ainda pode haver esperança para recomeçar.


Avaliação: ***

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Minha Terra, África (White Material)

País: França
Ano: 2009
Gênero: Drama
Duração: 106 min
Direção: Claire Denis
Elenco: Isabelle Huppert, Christopher Lambert, Nicolas Duvauchelle, Isaach De Bankolé, William Nadylam, Adèle Ado, Ali Barkai, Daniel Tchangang eMichel Subor.

Sinopse: uma história contemporânea ambientada em um país Africano sem nome, devastado pela rebelião. Em uma província rural, local de nascimento de um dos chefes rebeldes, Maria Vial (Isabelle Huppert), uma destemida e forte mulher branca, se recusa a abandonar suas plantações de café ou de reconhecer o perigo em que isso coloca sua família. André, seu ex-marido, e pai do filho adolescente, teme pelo orgulho cego e resistente da mulher. Para Maria, partir é se render, um sinal de fraqueza, de covardia.

Crítica: a cineasta Claire Denis já deu provas de que tem uma forma de filmar muito peculiar. Em ‘Minha Terra, África’, a história simples ganha condução narrativa complexa.
Maria Vial (Isabelle Huppert) é o núcleo da trama, que se desenvolve a partir de seus problemas cotidianos e seus sentimentos inquietos. Por ela vimos tudo acontecer. Ela tenta se encontrar no lugar onde plantou suas raízes e, nesse caminho, vê pouca solidariedade ou amizade. Ela diz que é preciso ficar e lutar pelo que é seu. Mas o que é dela, afinal? A terra? O sentimento de posse é mais forte que tudo.
Vial observa a manutenção da propriedade das terras nas mãos de diversos homens enquanto tenta conquistar/manter seu próprio espaço de morada. É uma vivência complicada para todo francês na África. Mesmo com o governo francês tentando providenciar a retirada de qualquer estrangeiro daquelas terras, Maria recusa-se a ir embora, pois não quer deixar as plantações de café de sua família.
A vastidão dos campos contrasta com a pequenez dos personagens que neles habitam, num cenário cru e violento onde não há bons ou maus, mas somente humanos. Maria Vial busca proximidade, mas é vista como uma intrusa, uma estranha, mesmo estando ali há anos. Não tem o apoio de mais ninguém, nem dos seus empregados mais fieis, nem do marido e muito menos do filho que parece viver em outro mundo, aquém da realidade.
O preconceito ali parece falar mais forte e causar toda a desunião que é reforçada pela ação dos grupos rebeldes, incitados pelo líder e por uma rádio local.
A câmera mostra detalhes dessa invasão na casa de Vial: crianças sem escolha carregando armas maiores que elas próprias e vendo e expressões faciais apreciando o que nunca viram: conforto.
A força do filme reside está na tentativa de se transformar e de se adaptar a um novo grupo. A autoaceitação é de grande valor para Vial. Por isso, fugir e se render à força opositora é pura covardia. Mas resistir será possível quando todos parecem querer escapar do lugar? Crianças tiradas das escolas, pessoas mortas nas ruas e em suas casas. Como viver assim?
É preciso prestar atenção ao início do filme para se compreender o final.


Avaliação: ***

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Rodência e o Dente da Princesa (Rodencia y el diente de la princesa)

País: Peru/Argentina
Ano: 2012
Gênero: Animação
Duração: 87 min
Direção: David Bisbano
Elenco: Hernán Bravo, Natalia Rosminati e Ricardo Alanis.

Sinopse: num reino mágico, o pequeno Edam deseja se tornar o maior mago do mundo.  Para isso, ele parte para uma aventura, onde encontrará o perigoso vilão Rotex.

Crítica:

Avaliação: a conferir

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Pompeia (Pompeii)

País: EUA
Ano: 2013
Gênero: Aventura
Duração: 105 min
Direção: Paul W.S. Anderson
Elenco: Kiefer Sutherland, Carrie-Anne Moss, Kit Harington e Emily Browning.

Sinopse: Pompeia (Pompeii) traz a história do escravo Milo, que ao se tornar gladiador encontra-se em uma corrida contra o tempo para salvar seu amor Cassia (filha de um comerciante rico que foi prometida a um senador romano corrupto) e ainda ajudar o seu melhor amigo, um gladiador que está em dificuldades no interior do Coliseu. A trama se passa em meio à destruição da cidade Pompeia, causada pela erupção do Monte Vesúvio.

Crítica:

Avaliação: a conferir

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domingo, 16 de fevereiro de 2014

Nebraska

País: EUA
Ano: 2013
Gênero: Comédia
Duração: 110 min
Direção: Alexander Payne
Elenco: Bruce Dern, Will Forte, June Squibb,Bob Odenkirk e Stacy Keach.

Sinopse: Woody Grant (Bruce Dern) é um homem idoso que acredita ter ganho US$ 1 milhão após receber pelo correio uma propaganda. Decidido a retirar o prêmio, ele resolve ir a pé até a distante cidade de Lincoln, em Nebraska. Percebendo que a teimosia do pai o fará viajar de qualquer jeito, seu filho David (Will Forte) resolve levá-lo de carro. Só que no caminho Woody sofre um acidente e bate com a cabeça, precisando descansar. David decide mudar um pouco os planos, passando o fim de semana na casa de um de seus tios antes de partir para Lincoln. Só que Woody conta a todos sobre a possibilidade de se tornar um milionário, despertando a cobiça não só da família como também de parte dos habitantes da cidade.

Crítica: o longa concorre a 6 premiações do Oscar. Dentre os que concorrem, é o melhor na minha opinião.
Humano, sensível, forte e com uma história simples e marcante ao mesmo tempo, sem ser melodramático e sem excessos de tipo algum.
O diretor (nascido no estado de Nebraska que dá nome ao filme) já carrega no currículo outros sucessos: Os Descendentes (2011), Paris, Eu te Amo (2006), Sideways (2004), As Confissões de Schimdt (2002), entre outros.
As atuações são fabulosas, destacando-se Bruce Dern e Will Forte (pai e filho, respectivamente, no longa), mas todo o elenco está em sintonia e é de uma naturalidade excepcional em todas as cenas. Uma curiosidade é que o cineasta costuma convidar ‘não famosos ou conhecidos’ para os seus trabalhos, o que não o impede de fazer sucesso. Bruce Dern (que vive o Woody Grant) foi indicado ao Oscar de Melhor Ator em 1978 pelo longa “Amargo Regresso”.
“Nebraska” surpreende pela narrativa, pela estética (todo em preto e branco), pela belíssima trilha sonora e, principalmente, pela inteligente crítica à família e à sociedade norte-americana. Assista e divulgue!


Avaliação: ****

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Caçadores de Obras-primas (The Monuments Men)

País: EUA/Alemanha
Ano: 2014
Gênero: Aventura
Duração: 119 min
Direção: George Clooney
Elenco: George Clooney, Matt Damon, Cate Blanchett, John Goodman, Bill Murray, Jean Dujardin, John Goodman, Hugh Bonneville e Bob Balaban.

Sinopse: durante o declínio de Hitler na Alemanha, um grupo de 13 especialistas vindos de países diferentes é reunido para reencontrar obras de arte roubadas pelos nazistas durante a Segunda Guerra Mundial. George Stout, um oficial americano e conservador de obras de arte, lidera a equipe.

Crítica: quem esperar muito do filme, pode se decepcionar. É bom, dependendo do que o espectador exige. Baseado no livro de Robert M. Edsel: The Monuments Men: Allied Heroes, Nazi Thieves, and the Greatest Treasure Hunt in History, sobre um grupo de especialistas selecionados pelo governo dos EUA para reaver obras de arte roubadas pelos nazistas durante a Segunda Guerra, o longa dirigido por Clooney é bem mais superficial.
A história tem um ar de graça e leveza (até demais), tendo em vista as circunstâncias (fim da Segunda Guerra). Já, em outras ocasiões, os textos apelam para o melodrama.
Tem produção de qualidade e um elenco caro, mas é um filme que não será lembrado depois, o que é uma pena. Afinal, recuperar obras de arte roubadas pelos nazistas e devolver aos seus locais de origem (vários países da Europa) é uma missão bastante honrosa.

Avaliação: *** 

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Ela (Her)

País: EUA
Ano: 2013
Gênero: Comédia
Duração: 126 min
Direção: Spike Jonze
Elenco: Joaquin Phoenix, Scarlett Johansson, Olívia Wilde, Rooney Mara e Amy Adams.

Sinopse: Theodore é um escritor solitário, que acaba de comprar um novo sistema operacional para seu computador. Para a sua surpresa, ele acaba se apaixonando pela voz deste programa informático, dando início a uma relação amorosa entre ambos. Esta história de amor incomum explora a relação entre o homem contemporâneo e a tecnologia.

Crítica: a fábula futurista sobre o nosso presente, no qual as máquinas se tornam mediadoras dos laços de afeto, que, aos poucos, perdem o valor em pequenos caracteres numa tela de computador ou celular, é marcante. Talvez isso ocorra num futuro não muito distante.
Instigante e provocador, o longa é claro ao mostrar a dificuldade de comunicação entre as pessoas. Falar com máquinas parece algo mais fácil, afinal não é necessário olhar de frente para o outro.
Ao redor de Theodore (incrivelmente interpretado por Joaquin Phoenix), o mundo está dominado por essa dinâmica. Seu mundo desabou depois que sua esposa Catherine (Rooney Mara) o deixou. Fora alguns encontros fortuitos via internet, ter outra relação normal parece algo impossível para ele.
Ao adquirir um novo sistema operacional onde é possível escolher o perfil de alguém para interagir com ele, no caso Samantha (dublada por Scarlett Johansson), ele quer ser feliz de qualquer jeito e mergulha de cabeça nessa ligação “virtual”.
Mas depois ele percebe que, mesmo que tenha que sofrer, é preciso o olhar, o toque, a humanidade. Não há ainda como fugir do sofrimento e do medo que os relacionamentos trazem.
No entanto, a crítica ao caminho que as pessoas parecem querer seguir é bastante pungente e preocupante.
Os diálogos são excelentes nessa ficção, dirigida com muita competência. Não perca!  


Avaliação: ****

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Insônia

País: Brasil/Argentina 
Ano: 2012
Gênero: Comédia
Duração: 84 min
Direção: Beto Souza
Elenco: Luana Piovani, Lara Rodrigues e Daniel Kusnieka.

Sinopse: Claudia é uma jovem que aprendeu desde cedo que a vida não é fácil. Aos seis anos de idade ficou orfã de mãe e passou a viver apenas com seu pai. Quando ele arruma uma namorada 20 anos mais nova, a adolescente fica dividida entre a amizade e o ciúme. Baseado no livro homônimo de Marcelo Carneiro da Cunha.

Crítica:

Avaliação: a conferir

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Sexo in the City

País: Brasil
Ano: 2013
Gênero: Comédia
Duração: 83 min
Direção: Bernardo Palmeiro
Elenco: Adriana Nunes, Adriano Siri, Jovane Nunes, Ricardo Pipo, Victor Leal e Welder Rodrigues.

Sinopse: aborda de forma leve e divertida um dos mais polêmicos assuntos de todos os tempos. Seu texto é dividido em quatro esquetes onde o trabalho dos atores é valorizado por um figurino básico de smoking e alguns poucos adereços e se desenrola sobre um pequeno palco de cabaré, com lampadinhas e tapete vermelho que criam todo e qualquer clima para a performance. No quadro Amor possessivo, um casal homossexual vive o terrível momento da separação; em Adultério (um típico machão trai a mulher e tenta salvar o casamento; Chantagem (Vilmar é demitido e tenta reverter a situação por meio de uma comprometedora fotografia do patrão); e Swing (um casal decide praticar o primeiro swing, mas os participantes convidados podem botar tudo a perder).

Crítica:

Avaliação: a conferir

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terça-feira, 11 de fevereiro de 2014

A Menina dos Seus Olhos (Baby Take a Bow)

País: EUA
Ano: 1934
Gênero: Comédia dramática
Duração: 76 min
Direção: Harry Lachman
Elenco: Shirley Temple, James Dunn, Claire Trevor, Alan Dinehart, Ray Walker e Dorothy Libaire. 

Sinopse: Eddie Ellison (James Dunn) é um ex-presidiário que passou um tempo na prisão de Sing Sing. Kay (Claire Trevor) se casa com ele assim que ele é libertado. Cinco anos depois, Eddie leva uma vida correta e ele e sua esposa já tem uma garotinha chamada Shirley (Shirley Temple). No entanto, Welch acompanha sua vida há anos e acredita que uma vez errado, sempre errado. Quando as pérolas do empregador de Eddie somem, ele é demitido e Welch (Alan Dinehart) pensa ser ele o culpado.
Curiosidades: o filme leva o título da canção "Baby Take a Bow", que James Dunn e Shirley Temple cantaram na película anterior, “Stand up and cheer!”.
Sua exibição foi proibida na Alemanha nazista após 1934, por deduzirem que continha cenas de vandalismo.

Crítica:

Avaliação: a conferir

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Fort Apache (Sangue de Heróis)

País: EUA
Ano: 1948
Gênero: Faroeste
Duração: 127 min
Direção: John Ford
Elenco: George O'Brien, Shirley Temple, Henry Fonda, John Wayne, Pedro Armendáriz e Ward Bond.

Sinopse: o tenente-coronel Owen Thursday, herói da Guerra Civil, é enviado ao Forte Apache, uma avançada perdida entre a poeira, perto da fronteira mexicana. Rodeado de apaches, a quem Thursday considera pouco importantes entre os povos índios, não parece haver ali muito espaço para gloriosas campanhas. Mas os apaches fugiram da reserva e a cavalaria deverá fazer com que eles voltem. Enquanto o capitão Kirby York (John Wayne) aposta em uma saída pacífica, Thursday (Henry Fonda) se inclina pelo uso da força. Chegada a hora da batalha, se fará visível que o tenente-coronel subestimara o poderio apache. O primeiro filme da celebrada "trilogia da cavalaria" (junto com ‘Rio Grande’ e ‘Legião Invencível’).

Crítica:

Avaliação: a conferir

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O Gênio Vai para a Escola (Mr. Belvedere Goes to College)

País: EUA
Ano: 1949
Gênero: Comédia
Duração: min
Direção: Elliott Nugent
Elenco: Shirley Temple, Clifton Webb, Tom Drake, Alan Young, Taylor Holmes, Alvin Greenman, Paul Harvey, Barry Kelley, Robert Patten, Jeff Chandler, Shirley Temple, Jessie Royce Landis, Kathleen Hughes, Peggie Castle, Kathleen Freeman, Carol Brannon e Judy Brubaker.

Sinopse: um homem de meia-idade, considerado um gênio, vai para a faculdade pela primeira vez.

Crítica:

Avaliação: a conferir

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Cidadão Kane (Citizen Kane)

País: EUA
Ano: 1941
Gênero: Drama
Duração: 120 min
Direção: Orson Welles
Elenco: Orson Welles, Agnes Moorehead, Buddy Swan, Dorothy Comingore, Erskine Sanford, Everett Sloane, Fortunio Bonanova, George Coulouris, Georgia Backus, Gus Schilling, Harry shannon, Joseph Cotten, Paul Stewart, Philip Van Zandt, Ray Collins, Ruth Warrick, Sonny Bupp e William Alland.

Sinopse: o poderoso Charles Foster Kane morre após pronunciar a enigmática palavra "Rosebud". E este é o ponto de partida do filme: um jornalista tenta descobrir quem ou o que é "Rosebud" e, para isso, vai entrevistar várias pessoas que conviveram com o magnata. Assim, a história vai sendo contada: dono de uma grande fortuna, Kane investe milhões de dólares num jornal diário e torna-se o maior magnata da imprensa norte-americana, manipulando o que publica de acordo com seus interesses. Aos poucos, ele se torna um homem poderoso também na política.

Crítica: Cidadão Kane, considerado como o “filme dos filmes”, é um clássico. À frente do seu tempo, traz muitos diálogos, uma narrativa não linear e um diretor, também roteirista e ator (neste caso, o próprio protagonista).
Crítico ao sistema jornalístico da época (e ainda atual), o longa incomodou muita gente. O magnata das comunicações, William Randolph Hearst, reconheceu-se no personagem interpretado e dirigido por Welles, e boicotou a película. Via em Charles Foster Kane o homem poderoso e, no fundo, vazio, corrupto, egoísta, destruidor de pessoas; acima de tudo, inimigo e carrasco de si mesmo.
“Cidadão Kane” teve sua première dia 1º de maio de 1941, em Nova York. Chegou ao Brasil em 16 de junho do mesmo ano, antes da Europa. É que a maior parte dos países europeus estava envolvida na 2ª Guerra Mundial e fechada ao cinema americano. Uma exceção era Portugal – neutro –, que colocou o filme de Welles em cartaz também em outubro de 41, com o título de “O Mundo a seus Pés”.
Indicado a nove categorias, ganhou apenas em uma – roteiro.
Foi, sem dúvida, uma grande contribuição de Welles ao cinema. Uma direção segura, inteligente e ousada.


Avaliação: ***

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Seven (Sete Pecados Capitais)

País: EUA
Ano: 1995
Gênero: Suspense
Duração: 128 min
Direção: David Fincher
Elenco: Morgan Freeman, Brad Pitt, Kevin Spacey e Gwyneth Paltrow.

Sinopse: dois policiais, um jovem e impetuoso (Brad Pitt) e o outro maduro e prestes a se aposentar (Morgan Freeman), são encarregados de uma perigosa investigação: encontrar um serial killer que mata as pessoas seguindo a ordem dos sete pecados capitais.

Crítica: o diretor David Fincher (Clube da Luta e Vidas em Jogo) gosta de fazer suspense e o faz muito bem.
O mistério na busca dos policiais ao assassino que parece matar de forma tão pensada e astuta envolve por completo o espectador.
Boas atuações, um roteiro coeso e uma história que dá calafrios. O final (apesar de ficar previsível no decorrer do longa) faz jus à trama. O sucesso de 1995 ainda permanece como um dos melhores suspenses policiais do cinema.


Avaliação: ****

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domingo, 9 de fevereiro de 2014

Doze Anos de Escravidão (12 Years a Slave)

País: EUA
Ano: 2013
Gênero: Drama
Duração: 134 min
Direção: Steve McQueen           
Elenco: Chiwetel Ejiofor, Dwight Henry, Michael Fassbender, Paul Giamati, Paul Dano, Benedict Cumberbatch, Quvenzhané Wallis, Chris Chalk, Adepero Oduye, Storm Reid, Dickie Gravois, Bryan Batt, Cameron Zeigler, Brad Pitt e Craig Tate.

Sinopse: esta história, baseada em fatos reais, apresenta Solomon Northup (Chiwetel Ejiofor), um escravo liberto que é sequestrado em 1841 e forçado por um proprietário de escravos (Michael Fassbender) a trabalhar em uma plantação na região de Louisiana, nos Estados Unidos. Ele é resgatado apenas doze anos mais tarde, por um advogado (Brad Pitt).

Crítica: o filme ateve-se bastante ao livro de mesmo nome que conta a história real de Solomon Northup, escrito por ele mesmo em 1853.
Denso e dramático como não poderia deixar de ser, conta a terrível trajetória de um homem livre, letrado e músico, mas que foi sequestrado e vendido como escravo, por ser negro, e afastado de sua família por longos 12 anos.  
As cenas são extremamente realistas e dolorosas e a atuação de Chiewtel Ejiofor como Solomon, digna de premiação. Michael Fassbender também faz juz à sua indicação a melhor ator coadjuvante, como o maquiavélico e lunático senhor de escravos, Edwin Epps. Também em papeis de vilões aparecem os excelentes Paul Giamati e Paul Dano.
Brad Pitt faz uma participação pequena, mas decisiva na salvação de Solomon.
O Critic's Choice Awards escolheu ‘12 Anos De Escravidão’ como o melhor filme da mostra.


Avaliação: ****

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Trapaça (American Hustle)

                                      País: EUA

Ano: 2013
Gênero: Drama
Duração: 138 min
Direção: David O. Russel
Elenco: Christian Bale, Amy Adams, Bradley Cooper, Jennifer Lawrence, Robert De Niro e Jeremy Renner.

Sinopse: Irving Rosenfeld (Christian Bale) é um grande trapaceiro, que trabalha junto da sócia e amante Sydney Prosser (Amy Adams). Os dois são forçados a colaborar com um agente do FBI, infiltrando o perigoso e sedutor mundo da máfia. Ao mesmo tempo, o trio se envolve na política do país, através do candidato Carmine Polito (Jeremy Renner). Os planos parecem dar certo, até a esposa de Irving, Rosalyn (Jennifer Lawrence), aparecer e mudar as regras do jogo.

Crítica: tantas indicações ao Oscar não me parecem justificadas. Acredito mais na falta de concorrência. Mesmo baseado em uma história real, o filme exagera nas figuras caricatas, na busca pelo humor que nem sempre faz rir e no tempo demasiado da trama, que se estende além do necessário para contar uma história nem tão interessante assim.
Apenas da metade para o fim a história consegue chamar mais a atenção do espectador. Até aí, o filme se arrasta, com exceção de alguns bons diálogos.
Sem um conteúdo que prenda a atenção e uma direção mais objetiva, o que salva o longa do total fracasso são as atuações sublimes de Christian Bale (irreconhecível no papel de vigarista) e de Jeremy Renner, como o prefeito “boa praça”. Eles parecem um show à parte na trama, tamanho o envolvimento com seus papéis.
Robert de Niro, em sua rápida aparição, também convence como o mafioso sem escrúpulos.
Ao término da fita, fazendo um balanço das cenas boas e das ruins ou até ‘estranhas’, como a de Jennifer Lawrence (Rosalyn) dançando na cozinha depois de estragar os planos do marido, onde nos perguntamos o porquê daquilo, a conclusão é de que supervalorizam um obra que, decididamente, não é merecedora de premiações. Basta nos lembrarmos de premiações anteriores.


Avaliação: **

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Hércules (The Legend of Hercules)

País: EUA
Ano: 2014
Gênero: Ação
Duração: 99 min
Direção: Renny Harlin
Elenco: Kellan Lutz, Gaia Weiss e Scott Adkins.

Sinopse: o herói Hércules (Kellan Lutz) terá que enfrentar vários inimigos para poder viver um romance com a amada Hebe (Gaia Weiss), que já está prometida ao seu próprio irmão.

Crítica: Hércules (Kellan Lutz) é um semideus, filho da rainha Alcmena com Zeus. Renegado pelo rei Anfitrião como fruto de uma relação adúltera da rainha, é vendido como escravo após uma batalha suicida para o qual fora mandado. É um escravo semideus, portanto, um escravo temporário.
Na base do muque, o herói passa a buscar seus direitos como príncipe e o reencontro com a amada Hebe (Gaia Weiss), princesa de Creta que foi prometida a seu irmão mais velho, o aprendiz de tirano Íficles.
Ao tomar consciência de como veio ao mundo e descobrir a identidade de herói, Hércules aceita o propósito na terra de salvar o seu povo da tirania de um rei e se torna ainda mais forte, pronto para cumprir a missão.
O problema está na forma como a história contada. Com pouca história e momentos que merecem mais dramaticidade, a trama é bombardeada por efeitos especiais, cenários artificiais e efeitos à la Matrix que empobrecem a obra e tiram a sagacidade do personagem.
Tudo parece um jogo eletrônico e não um filme. O cinema precisa saber a hora de usar tais recursos; caso contrário, não teremos mais filmes de verdade.


Avaliação: **

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Operação Sombra: Jack Ryan (Jack Ryan: Shadow Recruit)

País: EUA
Ano: 2013
Gênero: Ação
Duração: 105 min
Direção: Kenneth Branagh
Elenco: Chris Pine, Keira Knightley, Kevin Costner

Sinopse: um jovem oficial da Marinha converte-se em analista financeiro, e passa a trabalhar em Moscou. No trabalho, ele descobre um complô para desvalorizar a moeda americana. Assim, ele deve correr para salvar a economia de seu país contra os terroristas russos.

Crítica:

Avaliação: a conferir

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Aventura Lego (The Lego Movie)

País: EUA
Ano: 2013
Gênero: Animação
Duração: 104 min
Direção: Phil Lord e Christopher Miller
Elenco: Chris Pratt, Will Arnett e Morgan Freeman.

Sinopse: Emmet é um Lego comum, até o dia em que é confundido com o Master Builder, o grande criador deste mundo de brinquedo. Cabe a ele a tarefa de derrotar um perigoso vilão que pretende colar todas as peças. Mas sem poderes de verdade, ele precisará da ajuda de alguns heróis de verdade, como Batman e o Super-Homem.

Crítica:

Avaliação: a conferir

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sexta-feira, 7 de fevereiro de 2014

A Menina que Roubava Livros (The Book Thief)

País: EUA/Alemanha
Ano: 2013
Gênero: Drama
Duração: 132 min
Direção: Brian Percival
Elenco: Geoffrey Rush, Emily Watson e Sophie Nélisse.

Sinopse: garota precisa morar com outra família na Alemanha da Segunda Guerra Mundial. A mudança de casa e a nova vida transformam a trajetória da jovem e das pessoas ao redor.

Crítica: a tão divulgada adaptação cinematográfica do best-seller “A Menina que Roubava Livros” pode decepcionar os mais exigentes. O filme é bom, mas longe de ser inesquecível ou marcante, o que comprova o quão distante ficou da obra literária, uma das melhores que já li.
A ambientação da Segunda Guerra Mundial amenizada em seus horrores e a indefinição entre os diálogos em inglês ou em alemão interferem de forma negativa na veracidade da história, não deixando que o espectador mergulhe de cabeça no contexto.
Outra falha é o não envelhecimento das crianças que ficam iguais com o passar do tempo.
A “morte” que é quem narra a história no livro e, por isso mesmo, o fio condutor da trama, não ganha o destaque merecido e, portanto, enfraquece o filme. As inúmeras vezes em que Liesel (Sophie Nelisse) entrava na biblioteca da casa do prefeito pra roubar livros, descritas com maestria na obra literária, também são pouco retratadas. 
No campo das atuações, a que mais merece elogios é de Geoffrey Rush, conhecido por personagens extravagantes, mas que aqui demonstra habilidade como o “papa”, um homem comum e sensível que ajuda a filha a aprender a ler e que não compartilha das ideias nazistas, tanto que esconde um jovem judeu no porão de sua casa.
Emily Watson (Rosa Hubermann) também está perfeita como mãe e mulher dura que esconde seu lado humano. Ela encarna o papel clichê, sem transformá-lo em algo caricato. Sophie Nelisse, como Liesel, tem um olhar expressivo e conduz-se bem na trama.
Mesmo com as falhas, é um trabalho que merece ser visto e deve arrancar lágrimas do mais emotivos.


Avaliação:***

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Philomena

Philomena
País: Reino Unido/EUA/França
Ano: 2013
Gênero: Drama
Duração: 98 min
Direção: Stephen Frears
Elenco: Judi Dench, Steve Coogan, Sophie Kennedy Clark, Mare Winningham, Barbara Jefford, Ruth McCabe, Peter Hermann, Sean Mahon, Anna Maxwell Martin e Michelle Fairley.

Sinopse: Irlanda, 1952. Philomena Lee (Judi Dench), é uma jovem que tem um filho recém-nascido quando é mandada a um convento. Sem poder levar a criança, ela o dá para adoção. A criança é adotada por um casal americano e some no mundo. Após sair do convento, Philomena começa uma busca pelo seu filho, junto com a ajuda do jornalista Martin Sixsmith (Steve Coogan). Ao viajar para os EUA, eles descobrem informações incríveis sobre o filho de Philomena e criam um intenso laço de afetividade.

Crítica: o filme retrata uma grande história e, mais ainda, verídica. Apesar de trágica, o diretor soube conduzi-la sem soar melodramática e o talento indiscutível de Judi Dench como protagonista acrescenta mais ainda à trama. Ela vive Philomena, uma irlandesa humilde que, na juventude, foi escravizada em um convento e teve seu filho vendido pelas freiras. Com a ajuda de um jornalista (interpretado por Steve Coogan, bastante convincente) 50 anos depois do parto, ela agora busca reencontrar o filho.
O longa surpreende com boas relações e surpresas inesperadas e destaca-se pelo lado crítico e pelas visões opostas de mundo e de valores. Alguns momentos entre Philomena e Martin são mesmo memoráveis.
É um dos grandes concorrentes ao Oscar.


Avaliação: ***

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Gloria

País: Chile
Ano: 2013
Gênero: Drama
Duração: 110 min
Direção: Sebastián Lelio
Elenco: Paulina García, Sergio Hernandez e Diego Fontecilla.

Sinopse: Santiago, Chile. Gloria é uma mulher solitária de 58 anos, cujos filhos já saíram de casa há algum tempo. Como se recusa a ficar sozinha em casa às noites, ela tem o hábito de ir a bailes dedicados à terceira idade. Lá ela conhece vários homens, com os quais costuma se empolgar e, tempos depois, se decepcionar. A situação muda quando conhece Rodolfo, um ex-oficial da Marinha que é sete anos mais velho do que ela. Gloria se apaixona por ele e passa até mesmo a aspirar um relacionamento permanente, mas logo é obrigada a confrontar alguns dos seus segredos mais obscuros.

Crítica: uma produção de se tirar o ‘chapéu’. De ritmo contínuo, mostra a solidão na terceira idade sem ser piegas. Pelo contrário, através da protagonista Gloria (Paulina García), retrata como essa fase da vida pode ser diferente, preenchida com atrevimento, ousadia, coragem, mesmo que isso cause sofrimento depois.
O importante é tentar ser feliz. Essa é a mensagem louvável do filme. Relacionamentos são difíceis porque as pessoas costumam esconder quem realmente são e seus problemas, e que não é o caminho que conduzirá à felicidade. Isso fica claro na trama, que é um dos raros trabalhos cinematográficos que abordam o sexo depois dos 50 anos.
Recomendadíssimo!


Avaliação: ***

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Confissões de um Jovem Apaixonado (Confession of a Child of the Century)

País: França/Alemanha/Reino Unido
Ano: 2012
Gênero: Drama
Duração: 120 min
Direção: Sylvie Verheyde
Elenco: Charlotte Gainsbourg, Pete Doherty, August Diehl, Lily Cole, Volker Bruch, Guillaume Gallienne,Karole Rocher e, Rhian Rees.

Sinopse: Paris 1830: Otávio (Peter Doherty) é um jovem burguês que leva uma vida ociosa. Após ser traído pela mulher que ama, ele se vê em desespero e passa a levar uma vida de excessos. Em uma viagem para o interior do país, conhece Briggite (Charlotte Gainsbourg), uma jovem viúva, 10 anos mais velha do que ele e se apaixona novamente. Porém, terá ele coragem suficiente para viver esse amor?

Crítica: o filme até capricha na produção de cenário, figurino e trilha sonora. No entanto, o principal – conteúdo – faltou. Com exceção das cenas com Charlotte Gainsbourg, o restante da trama é enfadonha, tediosa e sem rumo.
Os diálogos são ruins e os questionamentos sobre a felicidade, sem argumentos.
Enfim, uma história mal realizada.


Avaliação: *

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Sejam Muito Bem-Vindos (Bienvenue Parmi Nous)

País: França
Ano: 2013
Gênero: Drama
Duração: 90 min
Direção: Jean Becker
Elenco: Patrick Chesnais, Jeanne Lambert e Miou-Miou.

Sinopse: Taillandier (Patrick Chesnais) é um famoso pintor, já na casa dos sessenta anos de idade. Um dia, bruscamente, ele para de pintar. Deprimido, ele toma a decisão de ir embora, sem rumo preciso, e sem dar explicações a ninguém. No meio do caminho, ele encontra Marylou (Jeanne Lambert), uma adolescente rejeitada pela mãe. Logo os dois se tornam próximos, como pai e filha, e passam a viver juntos.

Crítica: o diretor Jean Becker não tem a mão certeira como a do pai Jacques Becker que dirigiu "Os Amantes de Montparnasse".
A trama de “Sejam bem-vindos” é simplória demais, rasa e sem nenhum ponto que mereça ser refletido após a sessão. Isso acontece porque o roteiro e a direção se perdem em personagens também rasos.
Taillandier é um pintor de sucesso, casado, com filhos e netos lindos e nenhum problema no bolso. Um dia, sabe-se lá por que, percebe que sua vida não faz sentido e sai de casa, sem rumo definido. Pensa em se matar, mas não consegue. Marylou (Jeanne Lambert) é uma adolescente rejeitada pela mãe. Ao se encontrarem, ficam tão próximos que passam a viver como pai e filha.
Os protagonistas alegam querer um vida justa, nem tediosa, nem dura. Conceitos que envolvem uma vida árdua são bem relativos. Faltou conteúdo, densidade e, mais, uma verdadeira razão para a produção desse filme.   


Avaliação: *

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