domingo, 26 de julho de 2015

Jules et Jim – Uma Mulher para Dois

País: França
Ano: 1961
Gênero: Drama
Duração: 105 min
Direção: François Truffaut
Elenco: Henri Serre, Jeanne Moreau, Oskar Werner, Marie Dubois, Michel Subor Sabine Haudepin, Serge Rezvani, Vanna Urbino e Anny Nelsen.

Sinopse: dois amigos, o francês Jim (Henri Serre) e o alemão Jules (Oscar Werner), vivem a efervescência das artes e da boemia na Paris da belle époque quando conhecem uma mulher por quem logo se apaixonam: Catherine (Jeanne Moreau). O triângulo se estende alegre e despreocupadamente, até que Catherine resolve casar com Jules – ainda que mantendo o relacionamento com Jim. Mas as coisas já não são como antes e, para aumentar o distanciamento, surge a Segunda Guerra.

Crítica: a atmosfera parisiense parece perfeita para o triângulo amoroso. Jim e Jules bem diferentes, o primeiro extrovertido e garanhão e o segundo, tímido, apaixonam-se pela mesma mulher: Catherine. Modera e à frente do seu tempo, ela quer viver intensamente, sem se apegar a convenções morais.
Quer o que todo mundo quer: ser feliz. A amizade vai bem, até que a Segunda Guerra os distanciam. Cartas passam a ser o único elo. Jules, que perdeu a guerra do lado alemão, casa-se com Catherine. Os dois, agora, vivem em um chalé na Áustria. No entanto, as características inerentes a ele que mais a atraíram, como ingenuidade e bondade, agora ela parece repudiar. Jim chega e os vê casados, mas percebe que as coisas não estão muito bem.
Ela confessa que teve amantes. Jules confessa saber de tudo e tem medo de perdê-la. Pede, então, que Jules fique e cuide dela.
No primeiro mês, os três permanecem juntos e estão felizes. Mas Jules vai a Paris e demora mais do que havia planejado. Encontra uma ex-amante e surge há dúvida sobre se deve ou não voltar para o triângulo amoroso.
Catherine escreve cartas, em uma delas conta que está grávida e que ele é o pai. Mas ele não acredita até que Jules intercede e implora para ele visitá-la.
Ele cede, mas os dilemas entre as decisões permanentes começam a pesar. Ele parece já não estar seguro ao lado de Catherine e confessa que vai se casar com uma moça chamada Gilbert, que vive em Paris. Ela, a princípio, finge não estar abalada, mas não consegue acreditar que o que queria para os três parece não mais existir. E ela ainda perde o bebê, o que torna tudo mais deprimente.
A não aceitação da realidade, a percepção de que a felicidade não dura para sempre, as idas e vindas do amor, fazem com que Catherine passe a agir de forma estranha. O amor termina em tragédia.
Toda a história é norteada com citações literárias, discussões interessantes sobre a guerra e críticas à perseguição de judeus.
Um clássico de Truffaut para ver e não se esquecer. Uma narrativa ousada para a época, tanto no conteúdo em si como nas técnicas de filmagem.

Avaliação: ***

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Passaporte para a Vida (Laissez-passer)

País: França/Alemanha
Ano: 2002
Gênero: Drama
Duração:170 min
Direção: Bertrand Tavernier
Elenco: Jacques Gamblin, Denis Podalydès, Charlotte Kady, Marie Desgranges, Simone Devaivre, Ged Marlon, Philippe Morier-Genoud e Laurent Schilling.

Sinopse: durante a ocupação alemã na França, na Segunda Guerra Mundial, uma empresa germânica começa a produzir filmes franceses. Jean-Devaivre (Jacques Gamblin) é um assistente de direção que decide trabalhar na Continental com o intuito de disfarçar suas atividades na resistência. Ele é um homem de ação. Já o roteirista Jean Aurenche (Denis Podalydès) prefere recusar todas as ofertas feitas pelos alemães. É um homem reflexivo, que se encontra dividido entre as três amantes, e que faz da escrita a sua forma particular de negar-se ao cerco nazista.

Crítica: a França, ocupada pelos alemães durante a Segunda Guerra, era um lugar de incertezas, assim como todo país ameaçado pela invasão, e mais inóspito ainda para a atividade artística. É nesse cenário que se passa a trama, onde relações e sentimentos são confusos, onde tomar a atitude certa é difícil.
O mundo estava em guerra, Hitler avançava com suas tropas e os cidadãos franceses amargavam os reveses do conflito no dia-a-dia, como a fome, o desemprego e a indignidade de ver sua nação subjugada.
Tarvernier queria fazer um filme que se passasse durante a ocupação e tivesse como pano de fundo a produção cinematográfica. Para isso, cruzou as vivências de dois personagens reais, o roteirista Jean Aurenche e o diretor Jean-Devaivre, e extraiu de suas experiências um surpreendente e elucidativo panorama sócio-artístico-político do período.
No filme, Aurenche (Denis Podalydès) e Devaivre (Jacques Gamblin, vencedor do prêmio de Melhor Ator em Berlim pelo papel), se veem diante de um dilema: continuar a fazer o que amam ou se recusarem a contribuir com os alemães. Com o país em crise, uma das poucas opções de trabalho está no estúdio Continental, de propriedade alemã. 
O pragmático Devaivre, assistente de direção na época, une o útil ao agradável ao aceitar um emprego no estúdio. Além de conseguir alguma renda para a família, lá é o lugar perfeito para camuflar sua atividade clandestina na resistência. Aurenche, mais impulsivo e rebelde, tenta a todo o custo não aceitar um trabalho dos alemães, enquanto se vê às voltas com sua agitada vida amorosa. Para ajudar um amigo, acaba aceitando trabalhar para a Continental e descobre ser possível fazer resistência com uma caneta na mão.
Em torno deles, outros diversos personagens pontuam o filme com suas histórias peculiares de luta. Uns se dedicando com afinco à profissão - driblando as adversidades e falta de recursos como maneira de manter o orgulho vivo -, outros se arriscando em atividades subversivas e de contestação, e tantos mais apenas preocupados com a próxima refeição do dia. Mas o filme não os julga, apenas os retrata.
Nada é linear e previsível, assim como a vida incerta das pessoas retratadas na história.  
Uma obra bem dirigida e com um roteiro capaz de envolver o espectador com cada personagem (boas atuações). Ao final, uma homenagem aos cineastas, roteiristas, técnicos e atores que fizeram cinema em terreno estéril com criatividade e muita persistência.

Avaliação: ***

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sexta-feira, 24 de julho de 2015

Uma Nova Amiga (Une Nouvelle Amie)

País: França
Ano: 2014
Gênero: Drama
Duração: 107 min
Direção: François Ozon
Elenco: Romain Duris, Anaïs Demoustier, Raphaël Personnaz e Isild Le Besco.

Sinopse: Claire tinha Laura como sua melhor amiga. Parceiras desde a infância, as duas eram inseparáveis. Quando Laura fica doente e morre, Claire se aproxima de seu marido, David, e surpreende-se ao descobrir o segredo íntimo do viúvo.

Crítica: antes de tudo, é um filme muito interessante que vai fundo nas relações humanas: dúvidas, angústias, desejo, percepção, imaginação, realidade. Em geral, Ozon critica a família burguesa, suas composições tradicionais e seus demarcados papeis sociais e valores morais, e aqui não é diferente.
No filme, Claire (Anaïs Demoustier), cuja melhor amiga, Laura (Isild Le Besco) morre tragicamente, deixando David (Romain Duris, soberbo no papel) viúvo com um filha recém-nascida, resolve cumprir sua promessa de infância a amiga e cuidar de David e de sua filha.
O longa tem início com cenas rápidas de infância em que Claire e Laura fazem juramento de amizade, depois vem a adolescência e os primeiros amores – Laura sempre sendo a mais cortejada e Claire, tímida, ficando de lado – até que ficam adultas e se casam. Laura, primeiramente, com David e, posteriormente, Claire com Giles (Raphaël Personnaz).
Bom ... quando Laura morre, Claire sofre com sua ausência e com a promessa que fez de dar apoio à filha e ao marido da amiga. Um dia decide ir até a casa de David e, para sua surpresa, o vê vestido de mulher, de salto alto e maquiagem, dando mamadeira para a filha. Então, David revela que tinha o costume de se vestir de mulher desde antes do casamento e, agora, após o falecimento da esposa, a vontade voltou de forma arrebatadora, talvez por se sentir mais próximo dela dessa forma e passar à filha a sensação de ainda ter mãe. E ele nunca escondeu isso de Clara. Ela sabia e o aceitou. David, heterossexual convicto, gosta simplesmente de se vestir de mulher dentro de casa. O travestimento torna-se prova de amor.
A princípio, a relação de amizade dos dois se fortalece como forma de manter a lembrança de Laura viva. Porém, enquanto David, que passa a viver também com o codinome Virginia, fica cada vez mais à vontade com sua nova identidade, Claire entra num turbilhão de questionamentos. É como se ela, agora já sem Laura por perto, também buscasse em si a mulher que não pôde ser enquanto era eclipsada. O filme retrata isso aumentando o tom do mistério e incluindo fantasias eróticas na mente da personagem.
Os conflitos evoluem e situações oscilam entre o suspense e a comédia, mas tudo de forma branda, sem exageros. Há lugar até para a poesia. Em uma cena, David e Claire (com atuações marcantes de Duris e Demoustie) vão a um cabaré e assistem à apresentação de uma transformista. A letra de música é forte e adequada ao momento e interpretada, de forma comovente.
Ozon retrata bem a psicologia da sexualidade, a capacidade do humano de se transformar, por estar em constante mutação, mas ao mesmo tempo a dificuldade em lidar com os desejos sexuais que acaba por reprimir. Um filme, de fato, acima da média, e que vem em boa hora, sobretudo após manifestações contra casamentos gays na França.
Uma curiosidade: “Uma nova amiga”, é uma adaptação do conto “The new girlfriend”, da inglesa Ruth Rendell. A escritora morreu em maio deste ano, aos 85 anos, e também utilizava o pseudônimo Barbara Vine. Suas histórias de suspense e mistério renderam outros filmes, como “Carne Trêmula”, de Pedro Almodóvar, e “Mulheres Diabólicas”, de Claude Chabrol.

Avaliação: ****

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Pixels

País: EUA
Ano: 2015
Gênero: Aventura
Duração: 105 min
Direção: Chris Columbus
Elenco: Adam Sandler, Michelle Monaghan e Kevin James.

Sinopse: personagens de videogames saem dos jogos e passam a interferir na vida real.

Crítica:
Avaliação: a conferir

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Sobrenatural – A Origem (Insidious)

País: EUA
Ano: 2015
Gênero: Terror
Duração: 98 min
Direção: Leigh Whannell
Elenco: Dermot Mulroney, Stefanie Scott e Angus Sampson.

Sinopse: em eventos anteriores aos apresentados em Sobrenatural, Sean Brenner (Dermot Mulroney) e a filha, Quinn (Stefanie Scott), são aterrorizados por entidades misteriosas. A especialista em fenômenos paranormais Elise Rainier (Lin Shaye) se envolve no caso e busca uma forma de livrar a família do demônio.

Crítica:
Avaliação: a conferir

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A Forca (The Gallows)

País: EUA
Ano: 2015
Gênero: Terror
Duração: 81 min
Direção: Travis Cluff e Chris Lofing
Elenco: Cassidy Gifford, Pfeifer Brown e Ryan Shoos.

Sinopse: uma cidade é marcada por um acidente, quando uma peça de teatro da escola leva a várias mortes. Vinte anos mais tarde, um grupo decide reencenar a peça, para homenagear os mortos. Logo, eles percebem que o desastre pode acontecer mais uma vez. Mesma produtora de “Atividade Paranormal” e de “Sobrenatural”.

Crítica:
Avaliação: a conferir

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segunda-feira, 20 de julho de 2015

Suzanne

País: França
Ano: 2013
Gênero: Drama
Duração: 94 min
Direção: Katell Quillévéré
Elenco: Sara Forestier, François Damiens, Adèle Haenel, Paul Hamy, Corinne Masiero, Anne Le Ny e Lola Dueñas.

Sinopse: a história de uma família contada através da jornada de Suzanne (Sara Forestier), uma jovem mulher. Ela e sua irmã Maria (Adèle Haenel) perderam a mãe quando crianças e foram criadas somente pelo pai Nicolas (François Damiens). Amoroso, ele sacrifica sua vida pela das filhas. Já adolescente, Suzanne engravida e conhece um rapaz não muito confiável e envolvido em negócios ilegais. Apaixonada, ela foge com ele e abandona seu filho. Quando volta, dois anos depois, Suzanne tem que enfrentar as consequências dos seus atos.

Crítica: uma espécie de BoyHood – Da Infância à Juventude (2014), no entanto, centrado mais em uma única personagem, Suzanne (Sara Forestier), e com uma narrativa mais dramática e bem dinâmica.
A história se inicia com a imagem de Suzanne e de sua irmã Maria (Adèle Haenel) se preparando para uma apresentação na escola, ainda crianças.
Depois de mostrar um pouco do seu comportamento e das brincadeiras com o pai Nicolas (o espetacular François Damiens), que é viúvo e trabalha como caminhoneiro para nada faltar às filhas, a trama já pula para a adolescência e, em seguida, para a vida adulta.
A relação dos três é geralmente definida pelo comportamento impulsivo de Suzanne. Ela engravida, larga os estudos e, posteriormente, o emprego que o pai havia conseguido para ela. Enquanto isso, sua irmã Maria dá um duro no emprego, assim como o pai.
Suzanne então conhece um rapaz chamado Julien (Paul Hamy). A partir daí uma série de acontecimentos mudam o rumo de sua vida totalmente, trazendo algumas consequências irreversíveis.
François Damiens (de “A Família Bélier”, “Se Fazendo de Morto”, “Tango”, “As Férias do Pequeno Nicolau”, “A Delicadeza do Amor”) surpreende-nos com uma atuação sublime. O seu afastamento da filha nos causa tanta dor que é impossível não se comover. Os gestos, a expressão e o olhar são tão precisos que considero este seu melhor trabalho no cinema.
Uma relação conflituosa, mas onde ainda existe amor. Nessa trajetória, Nicolas terá que superar outras tribulações. 

Avaliação: ****

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Anatomia de um Crime (Anatomy of a Murder)

País: EUA
Ano: 1959
Gênero: Drama
Duração: 160 min
Direção: Otto Preminger e Saul Bass
ElencoJames Stewart, Ben Gazzara, Lee Remick, Arthur O'Connell, Severn Darden, George C. Scott, Kathryn Grant, Murray Hamilton, Russ Brown e Lloyd Le Vasseur.

Sinopse: Laura Manion (Lee Remick) é estuprada. Frederick Manion (Ben Gazzara), seu marido, acaba matando o violador. Paul Biegler (James Stewart), um advogado que é auxiliado por um alcoólatra, decide aceitar a defesa de Frederick. O réu alega que a vítima violentou Laura, mas seu oponente é Claude Dancer (George C. Scott), um conceituado promotor que afirma que a alegação do réu é falsa: Laura, que tem reputação de promíscua, teria um caso com a vítima e, durante um acesso de ciúme, Frederick cometera o crime. Ele é condenado à Corte Marcial, por onde desfilam testemunhas de toda sorte de relações sórdidas.

Crítica: a história envolvendo a defesa de um “suposto” criminoso é bastante sólida, tem muito conteúdo e uma narrativa dinâmica. O texto inteligente, aliado à atuação eficiente de James Stewart (um dos atores prediletos de Hitchcock em suas tramas de suspense), garante o ritmo da trama.
Mesmo com atuações não tão naturais dos coadjuvantes, o filme é bom o suficiente para prender a atenção do espectador até o final.
As sessões do julgamento no tribunal são bem dirigidas e o final, deixando em aberto mais de uma possibilidade, é inusitado para a época.
Pena que “Anatomia de um Crime” tenha concorrido com o épico “Ben-Hur”, na conquista pelo Oscar. Este último realmente merecia a estatueta.

Avaliação: ***

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Kiriku, os Homens e as Mulheres

País: França
Ano: 2012
Gênero: Animação
Duração: 89 min
Direção: Michel Ocelot
Elenco: Romann Berrux e Awa Sène Sarr.

Sinopse: o Homem Sábio da Montanha Proibida conta histórias do heroico Kiriku, que desde a infância sempre esbanjou coragem, inteligência e agilidade. Vivendo em uma aldeia ao lado de sua mãe, Kiriku era capaz de solucionar qualquer tipo de problema, até mesmo questões envolvendo forças ocultas.

Crítica:  o personagem Kiriku é um garotinho pequeno e ingênuo, porém corajoso e inteligente, que vive numa aldeia em algum lugar da África Ocidental e que está presente também nos outros dois filmes da trilogia: "Kiriku e os Animais Selvagens" e "Kiriku e a Feiticeira". Todas essas histórias falam de religião, costumes, folclore, línguas e história local.
Apesar da idade, Kiriku nos passa muitos ensinamentos como compaixão para com o próximo, generosidade, respeito e perdão. Ele lida muito bem com as diferenças e trata todos de maneira igual, de uma maneira sensível, uma genuína criança.
O desenho é bastante musical e dançante, e os personagens são construídos em cima de uma ingenuidade e naturalidade que nos comove.
Um filme para se compartilhar.

Avaliação: ***

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Woody Allen – Um Documentário

País: EUA
Ano: 2012
Gênero: Documentário
Duração: 113 min
Direção: Robert B. Weide
Elenco: -

Sinopse: documentário sobre Woody Allen que aborda vários momentos da carreira do cineasta e conta com depoimentos de importantes nomes da sétima arte. Antonio Banderas, Josh Brolin, Penélope Cruz, John Cusack, Larry David e Scarlett Johansson são alguns dos nomes que dão entrevistas falando sobre Allen.

Crítica: assistir a Woody Allen nunca é demais. Aqui, o documentário traz todas as fases da sua carreira como ator e cineasta e, também, contempla aspectos pessoais como a polêmica separação de Mia Farrow e o processo que se seguiu.
A versão mais completa, de 195 minutos (em DVD), é ainda mais preciosa.   
Aprendemos um pouco mais sobre esse gênio por meio de seus depoimentos e pelas entrevistas de familiares, atores e outros profissionais que tiveram a sorte de trabalhar com ele.
Completam a obra cenas de filmes, recortes de jornais e animações alinhadas a fotografias.

Avaliação: ***

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Sentimentos que Curam (Infinitely Polar Bear)

País: EUA
Ano: 2014
Gênero: Drama
Duração: 90 min
Direção: Maya Forbes
Elenco: Mark Ruffalo, Zoe Saldana, Ashley Aufderheide e Keir Dullea.

Sinopse: Cameron é um pai maníaco-depressivo (Mark Ruffalo) que tenta retomar a relação com sua esposa Maggie (Zoe Saldana), assumindo total responsabilidade das suas duas filhas. Bagunceiras, as jovens não tornam a missão do pai algo fácil.

Crítica: Mark Ruffalo, que interpreta o protagonista Cameron, é um dos atores mais versáteis do cinema, já inclusive tendo sido indicado para o Oscar com o excelente “Minhas Mães e Meu Pai” (2010).
A história gira em torno de Ruffalo e Zoe Saldana (performance sem convicção). Apesar dele ser, desde jovem, maníaco-depressivo, o casal teve duas filhas. O título original, “Infinitely Polar Bear”, é uma referência à doença, já que a caçula confunde bipolar com “polar bear” (urso polar, em inglês). Os constantes colapsos nervosos e mais uma boa dose de protecionismo fizeram com que Cameron se afastasse da família e vivesse em um hospital psiquiátrico. Contudo, a situação financeira aperta e a mãe decide estudar fora para ver se consegue encontrar um emprego melhor. A solução mais provável é que ele retorne para casa e cuide das filhas.
A premissa é ótima, no entanto, é Ruffalo quem sustenta este frágil longa-metragem, apoiado especialmente no difícil relacionamento entre pai e filhas.
Falta um conteúdo mais aberto, talvez com outros coadjuvantes, que agregassem mais valor e intensidade à trama.
A relação conflituosa entre pai problemático e as filhas não é suficiente para garantir o interesse do espectador, tendo em vista que a repetição do tema acaba por cansar.   
Outros assuntos, como por exemplo, o preconceito referente à doença e o racismo (Maggie é negra), poderiam ter sido explorados.

Avaliação: **

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O Homem do Rio (L’Homme de Rio)

País: França
Ano: 1964
Gênero: Aventura/Comédia
Duração: 110 min
Direção: Philippe de Broca
Elenco: Jean-Paul Belmondo, Françoise Dorléac e Jean Servais.

Sinopse: um grupo de ladrões planeja o roubo de uma relíquia amazônica do Museu do Homem, em Paris. O crime gera uma série de aventuras que envolvem drogas, morte e sequestro. Agnes, a filha de um homem assassinado, é sequestrada, drogada e enviada para o Rio de Janeiro em um avião. O seu namorado Adrien, um soldado, procura a amada, começando uma jornada, que terá como cenários o Rio de Janeiro, Brasília e a Amazônia.

Crítica:

Avaliação: a conferir 

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O Que as Mulheres Querem? (Sous les Jupes des Filles)

País: França
Ano: 2014
Gênero: Comédia
Duração: 118 min
Direção: Audrey Dana
Elenco: Isabelle Adjani, Alice Belaïdi e Laetitia Casta.

Sinopse: esta comédia se passa no primeiro mês de primavera, acompanhando as histórias amorosas de onze mulheres diferentes. Umas são esposas, outras são as melhores amigas, as amantes, as empresárias... Cada uma se envolve em um novo caso, com os homens de suas vidas, ou simplesmente com algum desconhecido encontrado por acaso.

Crítica:

Avaliação: a conferir 

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Sexo, Amor e Terapia (Tu Veux ou Tu Veux Pas)

País: França
Ano: 2015
Gênero: Comédia romântica
Duração: 88 min
Direção: Tonie Marshall
Elenco: Sophie Marceau, Patrick Bruel e André Wilms.

Sinopse: esta comédia mostra um encontro inesperado entre Judith, uma mulher que vive abertamente a sua sexualidade mantendo casos com diversos homens e Lambert, um viciado em sexo que tenta justamente pensar em outra coisa e conter os seus desejos. Mas quando Judith passa a trabalhar como assistente no consultório de Lambert, a situação não vai ficar muito fácil para nenhum dos dois.

Crítica:

Avaliação: a conferir 

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Astérix – Le Domaine des Dieux

País: França
Ano: 2014
Gênero: Animação
Duração: 85 min
Direção: Anne Fontaine
Elenco: Roger Carel, Guillaume Briat, Lorànt Deutsch e Laurent Lafitte.

Sinopse: o imperador romano Júlio César sempre quis derrotar os irredutíveis gauleses, mas jamais teve sucesso em seus planos de conquista. Até que, um dia, resolve mudar de estratégia. Ao invés de atacá-los, passa a oferecer aos gauleses os prazeres da civilização. Desta forma, Júlio César ordena a construção do Domínio dos Deuses ao redor da vila gaulesa para impressioná-los, e, assim, convencê-los a se unirem ao império romano. Só que a dupla Asterix e Obelix não está nem um pouco disposta a cooperar com os planos de César.

Crítica:
Avaliação: a conferir 

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Homem Formiga

País: EUA
Ano: 2014
Gênero: Ação
Duração: 117 min
Direção: Peyton Reed
Elenco: Paul Rudd, Michael Douglas e Evangeline Lilly.

Sinopse: dotado com a incrível capacidade de diminuir em escala mas crescer em força, o vigarista Scott Lang (Paul Rudd) precisa assumir o lado heróico e ajudar seu mentor, Dr. Hank Pym (Michael Douglas), a proteger os segredos por trás do espetacular traje do Homem-Formiga de uma nova geração de ameaças. Contra obstáculos aparentemente intransponíveis, Lang e Pym precisam planejar e realizar um assalto que salvará o planeta.

Crítica:

Avaliação: a conferir

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Carrossel – O Filme

País: Brasil
Ano: 2014
Gênero: Aventura
Duração: 82 min
Direção: Alexandre Boury e Mauricio Eça
Elenco: Jean Paulo Campos, Larissa Manoela e Maísa Silva.

Sinopse: em férias, os alunos da Escola Mundial viajam para o acampamento Panapaná, pertencente ao avô de Alicia. Lá eles participam de uma gincana organizada pelo senhor Campos, que faz o possível para que as crianças se divirtam a valer. Entretanto, a chegada de González agita o local, já que ele representa uma incorporadora que pretende comprar o terreno do acampamento para transformá-lo em uma fábrica poluidora. Para atingir seu objetivo, González e seu fiel parceiro Gonzalito usam de todos os artifícios possíveis, inclusive sabotar o acampamento e difamar seu Campos.

Crítica:

Avaliação: a conferir

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quarta-feira, 15 de julho de 2015

O Preço da Fama (La Rançon de la Gloire)

País: França
Ano: 2014
Gênero: Drama
Duração: 114 min
Direção: Xavier Beauvois
Elenco: Benoît Poelvoorde, Roschdy Zem e Séli Gmach.

Sinopse: ao sair da prisão, Eddy é saudado por seu amigo Osman. Às vésperas do Natal, a falta de dinheiro se agrava. Assim, quando a televisão anuncia a morte do comediante Charlie Chaplin, Eddy tem uma ideia: roubar o caixão do ator e pedir um resgate à família.

Crítica: de forma sutil e leve, o filme levanta uma história que parece inacreditável, mas é verídica. Em 1977, o caixão de Charles Chaplin foi roubado do cemitério, na Suíça. Só que na vida real, o roubo foi realizado por um polonês e um búlgaro, que viviam no país onde Chaplin escolheu como lar até o fim dos seus dias.
No longa, a fim de preservar a identidade dos reais ladrões, os personagens são um argelino e um belga, respectivamente, interpretados por Roschdy Zem (que vive Osman) e Benoît Poelvoorde (no papel de Eddy).
No mais, há muito realismo em vários detalhes do crime e do processo, mesmo que de forma mais fantasiosa e menos tensa.
A família Chaplin apoiou a realização da película, dando todo acesso aos seus arquivos e ainda permitiu que se usassem trechos de filmes de Chaplin e também da trilha sonora de alguns de seus filmes – que o celebrado compositor francês, Michel Legrand, remixa em algumas cenas, com efeitos diversos.
O filme se inicia com Osman indo buscar Eddy, que acaba de sair da prisão. Velhos amigos, Osman é agora um pai de família e tenta andar na linha, trabalhando como eletricista. Vive de forma simples num pequeno barraco e tem dificuldades para pagar os estudos da filha.
Eddy é um canastrão e um sonhador. Sem nada a perder, sem ninguém que o espere na vida, gosta de se arriscar e planeja um plano para ganhar dinheiro: sequestrar um morto, no caso, Charles Chaplin, e pedir o resgate à família.
O problema é que, por ser tão inusitado, ninguém acredita e o sequestro vira motivo para piada. A polícia passa a receber vários trotes – todos dizendo estarem com o tal caixão.
Vários acontecimentos dão vida à trama que tem um roteiro inteligente e conta com atores excelentes.
É inevitável nos comovermos com os protagonistas ladrões durante todo o processo. São tantas trapalhadas, confusões e sofrimentos que até nos lembramos das obras do gênio Chaplin.
Assistir ao filme já é prestar-lhe uma homenagem. Confira!

Avaliação: ***

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Beijei uma Garota (Toute Première Fois)

País: França
Ano: 2015
Gênero: Comédia
Duração: 90 min
Direção: Noémie Saglio e Maxime Govare
Elenco: Pio Marmaï, Lannick Gautry, Adrianna Gradziel, Frank Gastambid, Camille Cottin e Frédéric Pierrot.

Sinopse: Jéremie (Pio Marmaï), 34 anos, surge em um apartamento desconhecido ao lado de Adna (Adrianna Gradziel), uma adorável sueca. O início de um conto de fadas? Parece improvável, pois Jérémie está prestes a se casar... com Antoine.

Crítica: a direção acertou em cheio no humor sem exagero. Engraçado, mas refinado, a trama traz muitas situações engraçadas com um fundo sério: as dúvidas e as angústias humanas acerca das preferências sexuais. O que de fato queremos? O que de fato somos? Estamos felizes? Fazemos feliz quem está ao nosso lado?
Criatividade de sobre numa trama inteligente, onde o espectador se vê envolvido, ou até mesmo identificado, com o protagonista e torce para que ele faça a melhor escolha.
A narrativa é dinâmica, os diálogos são muito bons, o elenco está afinado e o final é de alto astral. Quando se ama, tudo é possível.

Avaliação: ***

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O Diário de uma Camareira (Journal d’une Femme de Chambre)

País: França
Ano: 2015
Gênero: Drama
Duração: 95 min
Direção: Benoît Jacquot
Elenco: Léa Seydoux, Vincent Lindon e Clotilde Mollet.

Sinopse: o filme se passa em 1900. Célestine, uma jovem camareira muito cobiçada por conta de sua beleza, acaba de chegar de Paris para trabalhar para a família Lanlaire. Enquanto foge dos avanços de seu senhor, ela deve lidar com a rigorosa personalidade de Madame Lanlaire, que governa o lar com punho de ferro. Ao mesmo tempo, Célestine conhece Joseph, um misterioso jardineiro que está profundamente apaixonado por ela.

Crítica: o suspense é o ponto alto da trama. Bem conduzido pelos olhares suspeitos, poucos diálogos e situações aparentemente incriminatórias, no entanto, perde a força quando se descobre que não há muito a revelar. A decepção, por parte do espectador, é inevitável.
A trama não poderia, claro, deixar de ter uma “megera”. Em 1900, os empregados passavam por todo tipo de humilhação, eram mal remunerados, assediados (sobretudo, as mulheres) e não tinham garantia de nada. Tudo isso é retratado com perfeição no filme, assim como o figurino e a reconstituição da época. A trilha sonora também contribui para o crescente mistério.
A questão é justamente ter criado algo mais do que realmente existia e viria a ser descoberto. Até o romance entre os dois protagonistas parece estranho, forçado. Um roteiro falho e uma direção sem muita convicção, o que é uma pena, visto que o elenco era composto por atores talentosos.

Avaliação: **

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Sobre Amigos, Amor e Vinho (Barbecue)

País: França
Ano: 2014
Gênero: Comédia
Duração: 98 min
Direção: Éric Lavaine
Elenco: Lambert Wilson, Franck Dubosc, Florence Foresti, Guillaume de Tonquedec e Lionel Abelanski.

Sinopse: pelo seu aniversário de 50 anos, Antoine recebeu um presente bem original: um infarto! A partir de agora, ele terá que se cuidar. O problema é que Antoine sempre cuidou de tudo: da saúde, da alimentação, da família, de não magoar os amigos e concordar com tudo. Mesmo assim, ele aceita encarar um novo regime e, na tentativa de mudar de vida, acabará mudando a dos outros também.

Crítica: o título é animador, porém a história nem tanto. A fórmula de filmes franceses que reúne amigos para um evento e onde tudo acaba em “lavação de roupa suja” já está bastante “manjada” no cinema, dada a sua previsibilidade.
Além do mais, a história nem é boa para compensar. Para falar a verdade, poucos atores são convincentes e as revelações que surgem não são interessantes a ponto de levantar a curiosidade do espectador.
Um filme fraco, ainda mais levando-se em conta sua escolha para o Festival Varilux Cinema Francês 2015.

Avaliação: *

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Que Mal Fiz Eu a Deus? (Qu'est-ce qu'on a Fait au Bon Dieu?)

País: França
Ano: 2014
Gênero: Comédia
Duração: 97 min
Direção: Philippe de Chauveron
Elenco: Christian Clavier, Chantal Lauby e Noom Diawar.

Sinopse: o casal Verneuil tem quatro filhas. Católicos, conservadores e um pouco preconceituosos, eles não ficaram muito felizes quando três de suas filhas se casaram com homens de diferentes nacionalidades e religiões. Quando a quarta anuncia o seu casamento com um católico, o casal fica nas nuvens e toda a família vai se reunir. Mas logo descobrirão que nem tudo é do jeito que eles querem.

Crítica: esse filme francês parece mais um daqueles exemplares de comédia pastelão do cinema americano.
As piadas exageradas de preconceito referente à religião, etnia, cor, são, na verdade, bastante desagradáveis e é difícil alguém ainda rir disso.
O mau gosto imperou durante a trama com situações forçadamente cômicas. E, para piorar, a atuação dos atores não é das melhores. Dispensável!!! 

Avaliação: *

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Papa ou Maman

País: França
Ano: 2015
Gênero: Comédia
Duração: 85 min
Direção: Martin Bourboulon
Elenco: Marina Foïs, Laurent Lafitte e Alexandre Desrousseaux.

Sinopse: Florence e Vincent Leroy formam um casal bem-sucedido. Têm bons empregos, filhos maravilhosos e um casamento perfeito. Mas quando os dois recebem uma promoção dos sonhos no trabalho, tudo começa a mudar e a vida em conjunto se transforma em um pesadelo. Em pé de guerra, eles decidem se separar e vão fazer de tudo para não ter a guarda das crianças.

Crítica: o filme é bem criativo quanto às situações cômicas em que os pais têm atitudes contrárias às consideradas normais.
Não exige muito talento dos atores, mas é um cinema para diversão e entretenimento. Muito barulho, muita confusão e guerra total.
O final da trama é inteligente.  

Avaliação: **

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Gemma Bovery – A Vida Imita a Arte (Gemma Bovery)

País: França
Ano: 2014
Gênero: Comédia dramática
Duração: 99 min
Direção: Louis Clichy e Alexandre Astier
Elenco: Gemma Arterton, Fabrice Luchini, Jason Flemyng, Isabelle Candelier, Niels Schneider, Elsa Zylberstein, Pip Torrens e Kacey Mottet Klein.

Sinopse: a inglesa Gemma Bovery (Gemma Arterton) se muda com o marido (Jason Flemyng) para uma pequena cidade francesa. Ela logo desperta a atenção de Martin Joubert (Fabrice Luchini), um morador local que fica encantado com sua beleza e também com as semelhanças que possui com a protagonista de "Madame Bovary", clássico da literatura escrito por Gustave Flaubert. Tamanha admiração faz com que Martin siga os passos de Gemma que, cada vez mais entediada, acaba se envolvendo em um caso extraconjugal.

Crítica: de fato, o subtítulo “A Vida Imita a Arte” faz juz à trama. De forma inteligente, a história nos é passada por meio da leitura do diário de Gemma Bovery (Gemma Arterton) pelo seu vizinho e padeiro, Martin Joubert (o excelente Fabrice Luchini).
Aliás, a padaria é um crucial ponto de encontro entre os habitantes da pequena cidade francesa.
Joubert, fascinado pela beleza de Gemma, vai aproximando-se e descobrindo sua vida, com acontecimentos e problemas semelhantes à de Madame Bovary, protagonista do romance de Gustave Flaubert, publicado em 1857.
Sua mente criativa acaba fantasiando demais e nem tudo é o que parece. Os coadjuvantes desempenham um bom papel, completando a nova vida pacata de Gemma, que se casou e deixou Londres para trás.
Algumas passagens são hilárias, como costumam ser nos filmes franceses, que exploram bem o lado cômico do ser humano.  

Avaliação: *** 

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terça-feira, 14 de julho de 2015

Tangerinas (Mandariinid)

País: Estônia
Ano: 2013
Gênero: Drama
Duração: 87 min
Direção: Zaza Urushadze
Elenco: Lembit Ulfsak, Misha Meskhi, Giorgi Nakashidze e Elmo Nüganen.

Sinopse: Guerra na Abcásia, 1992. A comunidade quer se tornar independente da Geórgia. Quase todos os habitantes já deixaram a aldeia, com exceção de dois homens. Margus permanece, pois tem uma plantação de tangerinas. Ivo (Lembit Ulfsak) foi forçado a ficar. Porém, eles têm opiniões divergentes e estão em lados opostos na guerra. Eles terão que lidar com essa guerra pessoal.

Crítica: pela primeira vez, a Estônia conseguiu uma nomeação para o Óscar de melhor filme estrangeiro com o ótimo “Tangerinas”.
No início, um letreiro no início informa que a região da Abcásia (ou Abecásia), ao norte da Geórgia, foi ocupada no século XIX por imigrantes da Estônia. Os estonianos são cristãos ortodoxos, e os georgianos, muçulmanos, mas ambos falam a mesma língua. Em 1992 a Geórgia quis retomar o território e quase todos os estonianos fugiram. Apenas alguns permaneceram para trás, como é o caso de Ivo (Lembit Ulfsak) e Margus (Elmo Nüganen).
O primeiro é um carpinteiro, e o segundo, um plantador de tangerinas. Margus somente quer ir embora após colher toda a plantação. Um dia, durante um tiroteio entre georgianos e estonianos na frente da casa de Ivo, sobrevive um soldado de cada facção – um mercenário checheno (pago pelo governo russo) chamado Ahmed (Giorgi Nakhashidze) e um soldado da Geórgia chamado Nika (Michael Meskhi).
Os dois, inimigos mortais, se recuperam em quartos separados na casa de Ivo, que tem que lidar não só com os ferimentos deles, como também com a rivalidade entre os soldados. Ivo os trata como um avô trataria dois moleques sem educação e respeito, com firmeza, e aos poucos, consegue impor lições de moral e fazer com que repensem suas posições e atitudes. O convívio, então, torna-se possível. De promessas de um matar o outro, surgem situações em que um salvará a vida do outro.
È um filme extremamente humanista. A guerra serve como pano de fundo, mas o foco da trama é mostrar o quanto uma guerra é estúpida (ainda mais por um pedaço de terra) e, portanto, a história poderia se passar em qualquer outra parte do mundo.
A direção é ótima e conta com uma atuação competente de Lembit Ulfsak, como Ivo, e com uma narrativa dinâmica e enxuta.

Avaliação: ***

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Hipocrates (Hippocrate)

País: França
Ano: 2014
Gênero: Comédia dramática
Duração: 102 min
Direção: Thomas Lilti
Elenco: Vincent Lacoste, Jacques Gamblin e Reda Kateb.

Sinopse: Benjamin (Vincent Lacoste) passa seu primeiro dia de estágio na clínica de medicina interna do seu pai, o Professor Barois (Jacques Gamblin). Ele tem um universo a descobrir e começa a sua aprendizagem. Seu parceiro de internato, um médico argelino mais velho, Abdel (Reda Kateb), é mais experiente e mais humano. Uma noite em que está de plantão, Benjamin é chamado à cabeceira de Lemoine, um alcoólatra, que se queixa de fortes dores. Sem um equipamento em condições de funcionamento, Benjamin simplesmente lhe administra um analgésico. No dia seguinte, Lemoine aparece morto. Seus superiores encobrem seu erro, mas Abdel tem dúvidas. A viúva de Lemoine insiste, faz perguntas. Benjamin teme por seu futuro...

Crítica: é notável aqui a semelhança com as histórias das séries norte-americanas sobre medicina; no entanto, a narrativa francesa traz sua marcante crítica social. 
Thomas Lilti, um caso raro de cineasta que também é médico, buscou inspiração em seu tempo de estudante de medicina para o longa-metragem.
Após ter passado brilhantemente no exame de internato, um filho de um médico opta por realizar seu primeiro estágio profissional ao lado do pai, um renomado professor de universidade, em um hospital de Paris. Benjamin (Vincent Lacoste) tem grande autoestima e muita ambição. Mas, na prática e no dia-a-dia, percebe que tudo é bem mais complicado.
A aprendizagem de Benjamin é interessante e passa pela aceitação da sua responsabilidade pela morte de dois pacientes. A primeira, involuntária, por causa de uma máquina avariada. A segunda, programada, para aliviar uma mulher idosa cansada de tanto sofrimento – forma comovente e digna de mencionar as dificuldades de aplicação da lei Leonetti, relativa aos direitos dos doentes e ao fim da vida.
Entre essas controvérsias, mostram-se falhas no sistema hospitalar, referentes a equipamentos, à falta de leitos e à escala de trabalho. Médicos estrangeiros, cada vez mais numerosos, são explorados por seus colegas franceses. O pessoal de saúde passa mais tempo preenchendo a papelada do que cuidando dos doentes.
Mas tudo é retratado de forma leve e com boas doses de humor, sem muito aprofundamento.

Avaliação: ***

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