domingo, 27 de novembro de 2016

A Boa Esposa (Dobra Zena)

País: Sérvia/ Bósnia-Herzegovina/ Croácia
Ano: 2016
Gênero: Drama
Duração: 94 min
Direção: Mirjana Karanovic
Elenco: Mirjana Karanovic, Boris Isakovic, Jasna Djuricic, Bojan Navojec, Hristina Popovic e Ksenija Marinkovic.

Sinopse: quando Milena (Mirjana Karanovic) é diagnosticada com câncer e, ao mesmo tempo, descobre o terrível passado de seu até então marido ideal, ela começa a passar por um despertar do paraíso suburbano em que pensava viver.

Crítica: Mirjana Karanovic dirige e atua como protagonista, no papel de Milena (tendo por sinal, vencido o prêmio de Melhor Atriz no Festival Internacional de Cinema de São Paulo). A personagem simboliza a esposa perfeita para aqueles que ainda acreditam em um universo patriarcal, tendo deixado de lado seus próprios sonhos. Vivendo à sombra do marido e nele confiando cegamente, descobre em uma fita VHS uma realidade da qual nunca suspeitou quando ele era um soldado do exército sérvio: tortura e morte de civis ao comando de seu esposo.
Não bastasse essa descoberta, ela se vê diante de um quadro de saúde inesperado: diagnóstico de câncer de mama.
A trama mescla com inteligência o teor sócio-político e o simultâneo desmoronamento da vida pessoal de Milena. O mundo anteriormente intocável e perfeito se esvai e ela se depara com o fato de ter vivido uma relação permeada por mentiras e omissões. Seu marido gentil e generoso foi capaz de atrocidades imperdoáveis. Com as ameaças que aos poucos ele recebe de ex-colegas (também participantes das ações), ela logo testemunha rompantes de ira e violência. Então, ela é levada a tomar uma dura decisão, mas que renovará sua vida.
Muitas outras Milenas existem no mundo, passando pela mesma descoberta. Um filme grandioso com uma personagem marcante.

Avaliação: ****

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Viva

País: Irlanda/Cuba
Ano: 2016
Gênero: Drama
Duração: 100 min
Direção: Paddy Breathnach
Elenco: Jorge Perugorría, Luis Alberto Garcia, Héctor Medina Valdés e Renata Maikel Machin Blanco.

Sinopse: Jesus (Héctor Medina) é um garoto cubano de 18 anos tentando descobrir sua identidade. Incerto sobre o seu futuro, ele faz a maquiagem em um clube de drag queens de Havana onde sonha em ser um performer. Quando finalmente tem a chance de subir no palco, ele é agredido pelo pai, Angel (Jorge Perugorría), um ex-boxeador ausente da sua vida por 15 anos após ter sido preso. Perante o conflito entre os dois, eles lutam para entender um ao outro.

Crítica: o filme aposta na sensibilidade para comover o espectador e na crítica para denunciar os preconceitos ao homossexualismo.
Foca a narrativa em Jesus (em ótima performance de Héctor Medina, sobretudo quando ele se traveste e se apresenta no palco), que perdeu a mãe, é pobre (vivendo de “bicos”) e tem um pai presidiário que retorna para casa só para tornar sua vida ainda pior.
O espectador acompanha seu sofrimento diante de um pai opressor e alcoólatra, de uma amiga que o trai, das poucas possibilidades que tem na vida e da difícil decisão de aceitar quem realmente ele é.
Seu grande apoio é Mama (Luis Alberto Garcia, em uma performance que rouba a cena), uma drag queen que o ajuda financeiramente e emocionalmente.
A trajetória de Jesus é difícil e o filme reforça bem isso, como também justifica os atos do pai e da amiga como sendo perdoáveis por não saberem o que estavam fazendo, quando sabemos que a redenção vem mais por conveniência do que por arrependimento de fato.
Essa parte da trama poderia ter tido outro caminho, menos melodramático e com uma mensagem menos simbólica ou religiosa.

Avaliação: ***

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#MinhaFuga (#MyEscape)

País: Alemanha
Ano: 2016
Gênero: Documentário
Duração: 90 min
Direção: Elke Sasse
Elenco: -

Sinopse: o documentário acompanha refugiados da Síria, do Afeganistão e da Eritreia arriscando suas vidas em busca de um pouco de liberdade e segurança. As histórias são contadas pelo olhar dos retratados, por meio das lentes dos celulares que os seguem e de entrevistas que narram suas trajetórias.

Crítica: o cineasta não precisou sair da Alemanha para fazer seu documentário. Reunindo imagens (via celular) que lhe foram enviadas e pesquisando outras, veiculadas em redes sociais, ele consegue montar um material atual, contundente e forte o suficiente para passar o retrato dos refugiados.
Os recursos gráficos, destacando o nome de cada um e o país de origem, ajudam a recriar o caminho que percorreram para chegar a um novo lugar e iniciar uma nova vida. As entrevistas, realizadas com alguns deles, ajudam a completar suas histórias, movidas por razões e motivações que viraram a página, deixando para trás o país de origem.
Os sacrifícios são enormes. Fome, medo, desespero, separação das famílias, condições inapropriadas, nenhuma garantia de chegar vivo, foram o preço alto que pagaram para migrar para outro país – a maioria visando a Alemanha. Sem falar nos valores astronômicos pagos aos intermediadores dessas fugas.
O documentário revela, ainda, como hoje estão esses refugiados, em suas novas existências.

Avaliação: ***

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Elle

País: França
Ano: 2015
Gênero: Suspense
Duração: 130 min
Direção: Paul Verhoeven
Elenco: Isabelle Huppert, Laurent Lafitte e Anne Consigny.

Sinopse: Michèle (Isabelle Huppert) é a executiva-chefe de uma empresa de videogames, a qual administra do mesmo jeito que administra sua vida amorosa e sentimental: com mão de ferro, organizando tudo de maneira precisa e ordenada. Sua rotina é quebrada quando ela é atacada por um desconhecido, dentro de sua própria casa. No entanto, ela decide não deixar que isso a abale. O problema é que o agressor misterioso ainda não desistiu dela.

Crítica: Paul Verhoeven é um cineasta de vários gêneros: ficção científica, drama, guerra e suspense. Em “Elle” toda a trama é fortemente conduzida pelo suspense e mistério, onde o que parece ser não é, até determinado momento, quando parte dele se revela, mas, mesmo assim, com uma verdade pouco convencional.
A surpresa é o ponto forte da história onde as pessoas mostram seus desejos mais íntimos e seu caráter, por vezes, desprezível ou execrável. É este comportamento que eleva a atuação de Isabelle Huppert (como Michèlle), geralmente em papeis frágeis, e de contexto mais familiar (com exceção de “Mulheres Diabólicas”, de 1995). Suas atitudes instigam o aumento de inimigos, somando a isso a sombra do pai (hoje preso) que matou várias pessoas num ataque psicopata.
Numa tentativa de livrar sua imagem dessa tragédia, ela constrói sua vida particular e profissional. Fria, segura, arrogante e manipuladora, ela tem mais ainda a retratar. Por exemplo, surpreende seus amigos ao contar que foi violentada (de forma calma, durante um jantar) e que não denunciou o ataque à polícia, no intuito de ser vingar sozinha do malfeitor.
Um suspense, sem dúvida, bem narrado, com cenas violentas e cruéis, e com um desfecho, como não poderia deixar de ser, definido por Michèle (inteligente e perspicaz). Para quem gosta do gênero, é um prato cheio.

Avaliação: ***

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Em Nome da Honra (In The Name of Honor)

País: Polônia/ EUA/ Índia/Jordânia/ Palestina
Ano: 2015
Gênero: Documentário
Duração: 72 min
Direção: Pawel Gula
Elenco: -

Sinopse: o filme expõe casos assustadores de mortes por honra na Índia, na Jordânia e na Palestina. Famílias hindus, muçulmanas e cristãs compartilham as trágicas experiências que destruíram suas vidas.

Crítica: o filme reúne histórias trágicas e cruéis de pessoas que foram violentadas, violadas ou até assassinadas de forma bruta e covarde – tudo em nome de Deus, em diferentes religiões.
Namoros interrompidos (por serem de diferentes castas, no caso da Índia) ou divórcios não aceitos no caso dos muçulmanos na Jordânia, pais que matam suas próprias filhas por terem perdido a virgindade ou, supostamente, manchado a imagem de uma família cristã, na Palestina. Todos os casos revelam incrível descaso com a vida onde o que conta é tão somente a imagem e o julgamento dos outros.
Os assassinos ficam impunes e há casos em que os pais (neste caso, na Índia), sequer, questionam a violência, reafirmado que o filho fez o que não podia fazer e, por essa razão, justifica-se o ato pelo patriarca da outra família.
Mas há também a história de um casal que desafiou as famílias e suas diferenças sociais e de castas e se casaram, em nome do amor. Em contrapartida, são totalmente renegados pelos familiares.
Pais e filhos separados em vida ou na morte. Um retrato nefasto da deturpação do que é moral.
Portanto, um filme crítico e necessário, apenas enxuto. Muitas outras histórias em outros países poderiam ter sido exploradas para enriquecer mais ainda o documentário.

Avaliação: ***            

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Mimosas

País: Marrocos/França/Espanha/Catar
Ano: 2015
Gênero: Drama
Duração: 93 min
Direção: Oliver Laxe
Elenco: Ahmed Hammoud, Shakib Ben Omar, Said Aagl e Ikram Zelaoui.

Sinopse: uma caravana leva um xeque moribundo pela parte marroquina da cordilheira do Atlas. Seu último desejo é ser enterrado na cidade medieval de Sijilmasa, mas a morte não espera. Said e Ahmed dizem que conhecem o caminho e prometem levar o corpo do soberano ao destino. Em outro mundo, Shakib é escolhido para sua primeira missão: ajudar os viajantes a cumprir a palavra que deram.

Crítica: estamos diante de uma jornada de nômades árabes, que atravessam regiões inóspitas e sobre as quais é difícil se locomover, com a intenção de chegar a uma determinada cidade. Com a morte do Xeique a caravana, a missão se desvia e passa a ter outro propósito: dar o descanso merecido ao velho homem morto, enterrando-o em um lugar por ele escolhido, perto dos seus. Só que há muito mais coisas em jogo do que apenas um enterro nessa viagem.
A trama se passa na Cordilheira do Atlas, em sua parte marroquina, e tem propósitos que dificilmente estarão claros para o espectador, à primeira vista.
Há um prólogo e três capítulos no filme, cada um representando um tipo de posição do indivíduo perante Deus e os homens, ora como sinal de devoção e fé, ora como sinal de humildade.
É inegável que a relação do espaço geográfico com a vida das pessoas que trabalham, vivem ou percorrem esses lugares é bastante explorada na trama. A saga através das montanhas do Marrocos revela cenários de vegetação rala, de rochas cobertas de neve, regiões desérticas, rios e estradas de terra. Mas em contraponto a essa natureza real, está o simbolismo religioso, onde uma espécie de anjo da guarda entra em cena e passa a conduzir a narrativa.
Os diálogos enveredam para uma discussão a respeito do que acontece com o corpo após a morte, de encontrar Deus ou não, da existência da fé, dos valores morais/ religiosos e das tradições islâmicas mescladas com a cultura marroquina.
Desse ponto em diante, mesmo com a divisão de capítulos, a narração não parece bem esquematizada e a opção por cenas não lineares desviam o acompanhamento da história pelo espectador, quebrando a premissa do lado místico para dar seguimento à trama.

Avaliação: **

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Um Autêntico Vermeer (Een Echte Vermeer)

País: Holanda/ Bélgica/ Luxemburgo/ Croácia
Ano: 2016
Gênero: Drama
Duração: 105 min
Direção: Rudolf van den Berg
Elenco: Jeroen Spitzenberger, Lize Feryn, Porgy Franssen, Roeland Fernhout e Raymond Thiry.

Sinopse: baseado em fatos, o filme narra a história de um jovem e talentoso pintor holandês da década de 1920, Han van Meegeren (Jeroen Spitzenberger). Ele se apaixona por Jolanka (Lize Feryn), a esposa do crítico de arte mais importante da Holanda, e ganha assim um poderoso inimigo, que destrói sua carreira. Decidido a se vingar, o artista produz uma falsificação perfeita de um quadro de Johannes Vermeer para enganar o mundo da arte e humilhar seu desafeto.

Crítica: o filme deixa a desejar, apesar de contar uma história que de fato aconteceu.
Han van Meegeren, obcecado pelo desejo de vingança de ter seu trabalho destruído por um crítico de arte da época, Abraham Bredius (vivido por Porgy Franssen) – este provavelmente enciumado por Meegeren envolver-se com sua esposa Jolanka –, e impossibilitado de trabalhar pelo vício do álcool, passa sua vida dedicando-se a falsificações.
A trama peca no exagero de atuações caricatas e afetadas de Spitzenberger (como Meegeren), nas cenas repetidas que mais atrapalham que enriquecem a trama e na narrativa novelesca, e o resultado não agrada o público.
Perdeu-se a oportunidade de contar uma boa história, centrada no mundo da arte.

Avaliação: **

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Uma Bandeira sem País (A Flag Without a Country)

País: Iraque/Curdistão
Ano: 2016
Gênero: Drama
Duração: 97 min
Direção: Bahman Ghobadi
Elenco: Nariman Anwar e Helly Luv.

Sinopse: o documentário segue os diferentes caminhos da cantora Helly Luv e o piloto Nariman Anwar, do Curdistão, ambos perseguindo o progresso, a liberdade e a solidariedade. Os dois indivíduos são uma fonte de força para a sua sociedade, o que perpetuamente lida com as duras condições de vida, a guerra e os ataques dos extremistas islâmicos.

Crítica: o diretor do sensacional “Tartarugas Podem Voar” (2004) opta por um caminho criativo para criticar a dura realidade do Curdistão (país que se estende pela Turquia, Irã, Síria e Iraque, de maioria curda), que não permite possibilidades aos seus cidadãos.
Uma cantora pop e um piloto, por métodos distintos, tentam ajudar crianças, dando a elas a chance do aprendizado, do conhecimento e de sonhar.
Mas tudo vai por água abaixo quando são defrontados com a guerra e tudo o que ela traz: morte, medo, injustiça, falta de escolhas e aprisionamento a uma vida da qual não se consegue escapar. 

Avaliação: ***

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Pequeno Segredo

País: Brasil
Ano: 2016
Gênero: Drama
Duração: 108 min
Direção: David Schürmann
Elenco: Júlia Lemmertz, Marcello Antony e Maria Flor.

Sinopse: Três histórias conectadas por um único segredo, abrangendo a primeira família brasileira a dar a volta ao mundo a bordo de um veleiro. Conhecidos por seus cruzamentos marítimos, os Schurmann guardaram por um longo tempo, a comovente história da adoção de Kat, falecida em 2006. 

Crítica
Avaliação: a conferir 

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De Palma

País: EUA
Ano: 2015
Gênero: Documentário
Duração: 110 min
Direção: Noah Baumbach e Jake Paltrow
Elenco: Brian De Palma

Sinopse: o diretor Brian De Palma já passou por momentos muito diferentes em sua carreira: começou com produções experimentais, foi convidado a trabalhar em Hollywood, conquistou alguns sucessos marcantes, como em Os Intocáveis, mas também acumulou fracassos que colocaram a sua carreira em risco. O próprio diretor narra sua história, ressaltando as principais parcerias, as decepções e as amizades. 

Crítica
Avaliação: a conferir

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Snowden – Herói ou Traidor (Snowden)

País: EUA/ Alemanha/ França
Ano: 2016
Gênero: Biografia
Duração: 135 min
Direção: Oliver Stone
Elenco: Joseph Gordon-Levitt, Shailene Woodley, Melissa Leo e Zachary Quinto.

Sinopse: ex-funcionário terceirizado da Agência de Segurança dos Estados Unidos, Edward Snowden torna-se inimigo número um da nação ao divulgar a jornalistas uma série de documentos sigilosos que comprovam atos de espionagem praticados pelo governo norte-americano contra cidadãos comuns e lideranças internacionais. 
Crítica
Avaliação: a conferir 

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As Confissões (Le confessioni)

País: Itália/França
Ano: 2015
Gênero: Suspense
Duração: 100 min
Direção: Roberto Andò
Elenco: Toni Servillo, Daniel Auteuil e Pierfrancesco Favino.

Sinopse: Roberto Salus é um carismático monge que foi convidado para participar de uma reunião com ministros de finanças em um luxuoso hotel na costa do Báltico. Mas quem convidou o frade para a reunião? E quem matou um dos financiadores que tinham planos radicais de mudar a ordem econômica mundial? 

Crítica
Avaliação: a conferir

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O Mestre e o Divino

País: Brasil
Ano: 2013
Gênero: Documentário
Duração: 85 min
Direção: Tiago Campos
Elenco: Divino Tserewahu e Adalbert Heide.

Sinopse: como todo período histórico importante, a catequização indígena no Brasil envolve mitos e verdades. Em pleno século XXI, uma aldeia em Sangradouro, no estado do Mato Grosso, recebe a visita de dois cineastas, o alemão Aldalbert Heide e o Xavante Divino Tserewahu, que auxiliam na descoberta das origens de certas tradições da tribo. 

Crítica
Avaliação: a conferir

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Rainha do Katwe (Queen of Katwe)

País: EUA
Ano: 2016
Gênero: Drama
Duração: 125 min
Direção: Mira Nair
Elenco: David Oyelowo, Lupita Nyong’o e Madina Nalwanga.

Sinopse: “Rainha de Katwe” é baseado na vibrante história verídica de uma jovem garota das ruas da região rural de Uganda, cujo mundo rapidamente se modifica quando é apresentada ao jogo de xadrez, e, como resultado do apoio que ela recebe de sua família e da comunidade, é convencida da confiança e determinação de que precisa para correr atrás de seu sonho de se tornar uma campeã internacional de xadrez. 

Crítica
Avaliação: a conferir

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A Garota no Trem (The Girl on the Train)

País: EUA
Ano: 2016
Gênero: Suspense
Duração: 114 min
Direção: Tate Taylor
Elenco: Emily Blunt, Rebecca Ferguson e Haley Bennett.

Sinopse: Rachel, uma alcoólatra desempregada e deprimida, sofre pelo seu divórcio recente. Todas as manhãs ela viaja de trem de Ashbury a Londres, fantasiando sobre a vida de um jovem casal que vigia pela janela. Certo dia ela testemunha uma cena chocante e mais tarde descobre que a mulher está desaparecida. Inquieta, Rachel recorre a polícia e se vê completamente envolvida no mistério. 

Crítica
Avaliação: a conferir

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terça-feira, 22 de novembro de 2016

Nunca Vas a Estar Solo

País: Chile
Ano: 2016
Gênero: Drama
Duração: 82 min
Direção: Alex Anwandter
Elenco: Sergio Hernández, Andrew Bargsted, Jaime Leiva, Antonia Zegers, Astrid Roldan, Edgardo Bruna e Gabriela Hernández.

Sinopse: Juan (Sergio Hernández) é um introvertido gerente de uma fábrica de manequins que vive sozinho com Pablo (Andrew Bargsted), seu filho gay de 18 anos. Quando o rapaz é vítima de um violento ataque homofóbico que o deixa hospitalizado, seu pai percebe o quão distante e estranho um do outro eles se tornaram. A falta de testemunhas e as exorbitantes contas do hospital forçam Juan a deixar a tranquila estabilidade de sua vida para reposicionar-se em um mundo preconceituoso.

Crítica: baseado em fatos reais, o filme retrata uma história triste, bruta e prova de uma sociedade ignorante que poderia se passar em qualquer lugar.
Muitos jovens como Pablo sofrem discriminação no mundo por não serem como a maioria é e pensa ser normal, por fugirem às regras do convencional e conservador.
O preço pago por Pablo é alto. Mas é depois do ataque violento que o pai (em uma incrível interpretação de Sergio Henrández) percebe o quanto não deu atenção ao filho e fará de tudo para tentar fazer justiça.
Andrew Bargsted, na pele de Pablo, atua com convicção. A cena em que ele ensaia para um show onde pretende se apresentar é bela.
O que mais choca no filme é a traição do seu “caso”, ele mesmo participando da surra que deixa Pablo inconsciente na rua. A única amiga de verdade é Lucy (Gabriela Hernández), que está sempre ao seu lado.
Até que ponto permitimos que nossa vontade e nossos pontos de vista sejam ditados por uma sociedade hipócrita e homofóbica?

Avaliação: ***

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O Anjo Ferido (Ranenyy Angel)

País: Cazaquistão/ França/Alemanha.
Ano: 2016
Gênero: Drama
Duração: 112 min
Direção: Emir Baigazin
Elenco: Nurlybek Saktaganov, Madiyar Aripbay, Madiyar Nazarov, Omar Adilov e Anzara Barlykova.

Sinopse: quatro contos morais sobre quatro jovens tentando sobreviver em uma aldeia pobre do Cazaquistão: Balapan, uma vítima de bullying que não pretende reagir; Zharas, cujo pai acabou de sair da prisão e que então assume a responsabilidade de sustentar sua família; Zhaba, que trabalha juntando sucatas de metal e procura por um tesouro secreto guardado por um grupo de crianças desajustadas; e Aslan, que teme que seus estudos médicos sejam afetados depois que sua namorada engravida.

Crítica: os quatro contos, contados separadamente, têm um ponto comum: jovens repletos de sonhos presos ao local que pertencem. Os esforços de cada um de lutar pelo que almejam são vencidos pela escassez de recursos, pela aridez do lugar, pelo pertencimento ao solo onde vivem e pelas raras oportunidades que possuem. Tudo lhes foge do alcance e o rumo que cada um toma confirma o quão distante está o sonho da realidade.
As atuações das crianças surpreendem. O vazio do lugar transpõe-se para as expressões faciais e os olhares.
Balapan, por exemplo, tem uma voz linda e seu sonho é participar de um concurso para se tornar um cantor famoso, no entanto, sofre bullying dos colegas pela sua passividade. O final desse conto é inesperado, rude, violento, assim como todos os outros três.
Nesse mundo sem esperança, a fotografia do filme é um fator importante. Capta bem a sensação de inaptidão para mudar, fugir, correr, sonhar.

Avaliação: ****

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Sonar

País: Bélgica/França
Ano: 2016
Gênero: Drama
Duração: 105 min
Direção: Jean-Philippe Martin
Elenco: Baptiste Sornin, Eminé Meyrem, Bernie Bonvoisin e Naidra Ayadi.

Sinopse: Thomas (Baptiste Sornin), um engenheiro de som, vive em um estúdio com Wyatt, seu patrão alcoólatra. Isolado com seus sons, ele convive com as memórias dolorosas de uma antiga relação e não faz mais o que ama: retratos sonoros. Amina (Eminé Meyrem), uma jovem mulher marroquina, invade a vida dele para, ao que parece, fugir da sua própria. Não demora para que ela se torne o tema ideal de um desses retratos. Mas para descobrir quem Amina realmente é, Thomas terá que levar seu microfone dos subúrbios franceses ao Marrocos e aprender a ouvir novamente.

Crítica: o filme usa o som para aproximar pessoas. Thomas, um rapaz fechado e retraído, tem sua vida virada do avesso com o aparecimento de Amina. Ao defendê-la do ataque de outro homem, ele a ajuda e a acolhe em sua casa. O que seria por poucos dias ganha um prazo maior.
Mas a aproximação também os distancia – cada um no seu mundo particular de lembranças e passados.
Não é por Amina que Thomas conhece sua vida (já que ela nunca permite muita aproximação e sempre parece esconder algo). Ele parte para o Marrocos, quando ela desaparece por um tempo, e entra em contato com sua família e seu povo. Lá capta sons do país e de sua gente, registrando como é a vida no Marrocos, mas, principalmente, conversa com os pais (com o pai ela não tem mais contato), irmãos e amigas de Amina, a fim de saber quem realmente ela é e o que a fez partir para a Bélgica, onde se encontraram.  
Essa viagem permite que ele aprenda a ouvir, a sentir e a conhecer-se melhor também.
Um filme de autoconhecimento, de amizade, de respeito ao próximo – sem ser melodramático. A fotografia e a trilha sonora são componentes que se destacam na trama e completam o conjunto da obra.

Avaliação: ***

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Pano de Limpeza (Toz Bezi)

País: Turquia/Alemanha
Ano: 2015
Gênero: Drama
Duração: 99 min
Direção: Ahu Öztürk
Elenco: Asiye Dinçsoy, Nazan Kesal, Serra Yilmaz, Didem Inselel e Mehmet Özgür.

Sinopse: Nesrin (Asiye Dinçsoy) e Hatun (Nazan Kesal) são duas faxineiras curdas que vivem em Istambul. A vida delas é uma interminável e constante jornada entre a periferia onde moram e os bairros ricos em que trabalham. Elas residem no mesmo prédio e a amizade tem uma hierarquia: Hatun se comporta como uma espécie de irmã mais velha de Nesrin.

Crítica: vários filmes já retrataram a cultura machista e repressora nos países árabes. E nunca é demais ver. São formas de denúncia que precisam ser mostradas para todo o mundo.
A submissão da mulher, o direito à nada, a sensação de incapaz perante tudo e todos são torturantes. O divórcio é proibido e, se permitido, a mulher perde a guarda do filho.
Em geral, casam-se cedo, dependem dos maridos e não estudam nem trabalham. Quando abandonadas, ninguém as emprega e, ainda, são renegadas pelos familiares.
Além disso, ainda há os preconceitos de etnias, que separam ainda mais as pessoas. Só a amizade pode ajudar essas mulheres a seguir em frente.   
Na trama, Nesrin e Hatun (extremamente naturais em seus papeis) são batalhadoras, ganham seu pouco dinheiro fazendo faxina, sem qualquer possibilidade de aumento ou de melhores condições de trabalho. Hatun é casada e ainda tem o apoio do marido. Nesrin está só com a filha depois que o seu esposo simplesmente se foi. Ela não tem como sustentar a filha, pagar aluguel e outras contas apenas com o que ganha, fazendo três faxinas por semana. Ainda que conte com a ajuda de Hatun, ela passa por sérias necessidades e, à beira do desespero, comete um ato que mudará sua vida para sempre, assim o como a de sua filha.
Uma realidade difícil de ser aceita, porém é como é. As diferenças de classes sociais são muito marcantes e a trama marca bem isso durante a história.

Avaliação: ****

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segunda-feira, 21 de novembro de 2016

Fukushima, Mon Amour (Grüsse Aus Fukushima)

País: Alemanha
Ano: 2016
Gênero: Drama
Duração: 104 min
Direção: Doris Dörrie
Elenco: Rosalie Thomass, Kaori Momoi, Nami Kamata e Moshe Cohen.

Sinopse: Marie (Rosalie Thomass) é uma jovem alemã em Fukushima tentando mudar de vida. Ela passa a trabalhar para a organização Clowns4Help, com a qual espera levar alguma alegria para os sobreviventes do desastre nuclear de 2011. Marie logo percebe, no entanto, que não tem muito talento para fazer a tragédia ser menos penosa. Ao invés de ir embora, ela decide ficar com Satomi (Kaori Momoi), última gueixa de Fukushima, que decidiu por conta própria voltar para sua antiga casa em uma área radioativa isolada. Duas mulheres muito diferentes entre si, presas ao passado e que precisam se libertar da culpa e do peso da memória.

Crítica: o filme todo em preto e branco (a exemplo de “A Fita Branca”, de 2009) foi uma escolha acertada da diretora que parecia querer dar maior destaque à vida sombria e triste de duas mulheres, que sofrem por razões distintas, mas ambas com muita intensidade e sem saber como se livrar da dor.
A convivência entre elas surge quando Marie decide ficar em Fukushima, no Japão, ajudando Satomi a restaurar parte da sua casa, destruída pelo desastre nuclear de 2001 e ainda com alto índice de radiação.
A escolha do lugar de trabalho por Marie (como voluntária em uma ONG), a princípio, foi para fugir dos seus problemas na Alemanha, ao romper um noivado. A amizade com Satomi vem muito depois, e não é nada fácil. Satomi é uma mulher dura, fechada, crítica e tem opiniões bem distintas das de Marie, sobre tudo.
O choque de culturas é inevitável, mas isso acaba por uni-las e, aos poucos, ganham confiança para fazer confidências.
Culpas, remorsos e arrependimentos trarão à baila muitas verdades. O tempo que passam juntas é tão enriquecedor e gratificante que nos perguntamos como se consegue transpor tudo isso para a tela sem ser enfadonho. Pelo contrário, você se sente atraído por cada sorriso, cada avanço dessa relação. A resposta é: só um grande talento como o de Doris Dörrie (do aclamado Hanami – Cerejeiras em Flor, de 2008) é capaz de possibilitar tamanho presente ao expectador.
Um filme para todos e para toda a vida.

Avaliação: ****

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Glory

País: Bulgária/Grécia
Ano: 2016
Gênero: Drama
Duração: 101 min
Direção: Kristina Grozeva e Petar Valchanov
Elenco: Stefan Denolyubov, Margita Gosheva, Kitodar Todorov, Milko Lazarov e Georgi Stamenov.

Sinopse: Tsanko Petrov (Stefan Denolyubov), um trabalhador ferroviário, encontra uma enorme quantia de dinheiro nos trilhos do trem. Ele entrega todo o montante para a polícia, que o recompensa com um novo relógio de pulso, que logo para de funcionar. Enquanto isso, Julia Staikova (Margita Gosheva), chefe do departamento de relações públicas do Ministério dos Transportes, perde o antigo relógio de Petrov. Ele começa então uma luta desesperada para obter seu velho relógio de volta, assim como sua dignidade.

Crítica: não é muito comum vermos no cinema um filme búlgaro/grego. “Glory” é intenso, marcante, pulsante, real e inesquecível.
A atuação de Stefan Denolyubov, como Tsanko Petrov, é digna de Oscar. Sua expressão, seu olhar, seu sofrimento contido, sua angústia, saltam à tela e nos atingem em cheio.   
Sofremos com o desprezo, o descaso, o desdém que lhe são impostos. Gago e tímido, ele vive só, cercado por animais que ama. Tem uma vida simplória e tranquila até o dia em que encontra uma mala cheia de dinheiro nos trilhos de um trem e comunica as autoridades competentes. A partir daí, todos vão querer tirar proveito da situação: políticos e imprensa. Todos querem explorar a imagem do homem bom e honesto.
De uma história simples se extrai toda a mesquinharia da sociedade.
Tsanko pode não falar muito, mas isso não significa que não saiba das coisas. Ao relatar que há desvio de dinheiro no local em que trabalha, ao invés da justiça ser feita, tudo e todos se voltam contra ele.
A trama poderia se passar em qualquer lugar. Vários são os lugares no mundo onde a única coisa que importa é o dinheiro. Justiça é um mero detalhe e a verdade não existe.
O roteiro é incrível e o final, surpreendente. Até lá, nos angustiamos com o que o homem pode fazer ao outro.

Avaliação: ****

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Doutor Estranho (Doctor Strange)

País: EUA
Ano: 2016
Gênero: Fantasia
Duração: 115 min
Direção: Scott Derrickson
Elenco: Benedict Cumberbatch, Chiwetel Ejiofor eTilda Swinton.

Sinopse: Stephen Strange (Benedict Cumberbatch) leva uma vida bem sucedida como neurocirurgião. Sua vida muda completamente quando sofre um acidente de carro e fica com as mãos debilitadas. Devido a falhas da medicina tradicional, ele parte para um lugar inesperado em busca de cura e esperança, um misterioso enclave chamado Kamar-Taj, localizado em Katmandu. Lá descobre que o local não é apenas um centro medicinal, mas também a linha de frente contra forças malignas místicas que desejam destruir nossa realidade. Ele passa a treinar e adquire poderes mágicos, mas precisa decidir se vai voltar para sua vida comum ou defender o mundo. 

Crítica
Avaliação: a conferir

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domingo, 20 de novembro de 2016

Depois da Tempestade (Umi Yori mo Mada Fukaku)

País: Japão
Ano: 2016
Gênero: Drama
Duração: 118 min
Direção: Hirokazu Koreeda
Elenco: Hiroshi Abe, Yoko Maki, Kirin Kiki e Sosuke Ikematsu.

Sinopse: o Japão está prestes a receber o 23º tufão do ano. Yoshiko, uma mulher idosa que mora só, recebe a visita dos dois filhos que não costumam vê-la: Ryota, um escritor fracassado que ainda sofre com o divórcio, e a filha mais velha, que tenta se passar como exemplo da família, mas também tem seus problemas.

Crítica: o cineasta japonês já provou que tem talento e sensibilidade para fazer filmes que questionam as atitudes humanas, como “Ninguém Pode Saber” (2003), “Boneca Inflável” (2009), “O Que Mais Eu Desejo” (2012), “Pais e Filhos” (2013) e “Nossa Irmã Mais Nova” (2014).
E mais do que isso: sua direção e roteiro dão nova vida ao cinema japonês. Com um estilo que lembra a dinâmica dos diálogos de filmes franceses e sequências que retratam o dia a dia familiar e todas as suas particularidades, Koreeda faz um longa intimista e nos aproxima das dúvidas, dos temores e das dores de cada personagem. Seja com relação ao amor, ao trabalho ou ao futuro.
As atuações são boas, sobretudo da atriz Kirin Kiki (como Yoshiko) que tenta manter a família unida, o contexto que aborda as atitudes e o que se espera de cada um de nós é muito bem colocado e o amadurecimento – ponto crucial de Ryota (vivido por Hiroshi Abe) recebe um destaque especial.
Tudo segue o ritmo da vida como ela é. 

Avaliação: ****

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O Plano de Maggie (Maggie’s Plan)

País: EUA
Ano: 2015
Gênero: Comédia
Duração: 109 min
Direção: Rebecca Miller
Elenco: Greta Gerwig, Ethan Hawke e Julianne Moore.

Sinopse: a jovem Maggie (Greta Gerwig) tenta viver por conta própria na cidade que nunca dorme: Nova Iorque. Ela deseja ter um filho, criando-o por conta própria, mas quando se envolve romanticamente com John, um homem casado, as coisas podem se complicar e todo o equilíbrio dos seus planos pode cair por terra.

Crítica: quem na vida já não se deparou com planos que não deram certo? Todos nós. Por mais precisos que sejam nossos planos, às vezes, tudo sai ao contrário. Basta um atropelo e nossa cômoda e planejada vida vai pelos ares. Tudo se desestabiliza e tomar as rédeas novamente dá muito trabalho e, em geral, causa sofrimento para nós mesmos que para quem está por perto.
Gerwig vive Maggie Harden, uma jovem de Nova York que trabalha no departamento de artes de uma universidade, ajudando os alunos a transformarem sua arte em um negócio. Ela é independente e acaba de decidir ter um filho por conta própria, já iniciando a busca por um doador.
Ao mesmo tempo, conhece um John (Ethan Hawke), um charmoso professor e autor que planeja escrever seu primeiro livro de ficção. Instável, ele vive um desgastado casamento com uma cultuada autora, Georgette (Julianne Moore). O que era pra ser uma amizade acaba se transformando numa história de amor, com Maggie e John passando a viver juntos.
Logo, o plano inicial de Maggie de criar uma criança sozinha é abalado, mas diante da nova realidade, a jovem irá arquitetar outro plano para sua família. A trama é simples, com um lado cômico bem explorado e com algumas idas e vindas, sendo que estas nem sempre funcionam. Na repetição, acabam cansando um pouco.
O principal mérito está mesmo no elenco. Hawke faz aquele tipo meio culto, meio perdido, não muito diferente de seus personagens marcantes em “Antes do Amanhecer” e “Boyhood - Da Infância à Juventude”. Moore também se sai bem na pele de uma mulher independente e determinada, mas apaixonada.
Gerwig, ainda que repita feições, trejeitos e olhares de personagens de seus filmes anteriores, Frances Há (2013) e Mistress America (2015), cativa o espectador.
O resultado é uma trama leve que funciona quando pretende ser apenas uma comédia romântica. Mas longe de ser um drama marcante e cult.

Avaliação: ***

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Much Loved

País: Marrocos/França
Ano: 2016
Gênero: Drama
Duração: 104 min
Direção: Nabil Ayouch
Elenco: Loubna Abidar, Asmaa Lazrak e Halima Karaouane.

Sinopse: no Marrocos, em meio a melancolia e a solidão, quatro prostitutas, Noha (Loubna Abidar), Randa (Asmaa Lazrak), Soukaina (Halima Karaouane) e Hlima (Sara Elmhamdi Elalaoui), se juntam para formar uma família improvisada. Vistas como objetos, elas se unem e partilham os problemas cotidianos, sustentam as respectivas famílias envergonhadas e se protegem.

Crítica: o filme retrata um assunto árido, ainda mais quando a história se passa no Marrocos, onde a maioria da população é árabe e a religião dominante é o islamismo.
O grupo de meninas divide as contas em um pequeno e simples apartamento e tem um motorista/segurança que as conduz para as boates e festas.
Lá dentro, elas estão sujeitas a todo tipo de situação de risco e violência. Um jogo arriscado, mas que rende dinheiro – este com o qual elas sustentam suas famílias. E essa ajuda financeira não faz com que elas sejam mais aceitáveis; pelo contrário, são hostilizadas por todos.
Um mundo injusto e hipócrita. Cheias de sonhos, não conseguem sair do mundo em que vivem. Não estudaram, não têm perspectivas e vão levando a vida, uma ajudando a outra.
O filme retrata, ainda, mesmo que superficialmente, outras minorias como os homossexuais e os travestis.
Apesar do bom contexto, falta conteúdo à trama que, por vezes, é bastante apelativa em cenas desnecessárias para mostrar o que é a vida de uma prostituta.

Avaliação: ***

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O Nascimento de Uma Nação (The Birth of a Nation)

País: EUA
Ano: 2016
Gênero: Biografia
Duração: 110 min
Direção: Nate Parker
Elenco: Nate Parker, Armie Hammer e Mark Boone Junior.

Sinopse: Nat Turner (Nate Parker), um escravo letrado e pregador, é usado pelo seu proprietário Samuel Turner (Armie Hammer) para acalmar os escravos rebeldes. Depois de testemunhar inúmeras atrocidades, ele decide elaborar um plano e liderar o movimento de libertação do seu povo.

Crítica: o filme retrata a história real de Nat Turner, um escravo que fez fama por duas razões: aprendeu a ler e pregava a palavra de Deus em vários condados próximos de onde vivia (os relatos da época dão conta de que o insurgente aprendeu a ler de pequeno e que, religioso, dominava a oratória como ninguém – ele costumava pregar para os membros da própria comunidade) e por liderar uma rebelião em 1831 com alguns homens negros e escravos.
Neste movimento que durou 48 horas, 60 brancos (seus malfeitores) foram brutalmente mortos. Cansado de ver tanta violência (seu pai teve que fugir por ter roubado comida para os filhos que passavam fome; sua esposa foi violentada; seus amigos chicoteados, assim como ele também foi), decidiu vingar-se e libertar seu povo como uma espécie de salvador.
As cenas são muito duras e fortes e retratam barbáries sem limites cometidas pelo homem branco em prol da sua suposta superioridade. Mas, em número menor e sem chance de lutar com o exército armado, acabam sendo liquidados.
Esses fatos teriam reflexo depois na Guerra Civil Americana, também conhecida como Guerra de Secessão ou Guerra Civil dos Estados Unidos, guerra civil travada entre 1861 e 1865 nos Estados Unidos, depois de vários estados escravagistas do sul declararem sua secessão e formarem os Estados Confederados da América, conhecidos como "Confederação" ou "Sul". Os estados que não se rebelaram ficaram conhecidos como "União" ou simplesmente "Norte".
O conflito teve sua origem na controversa questão da escravidão, especialmente nos territórios ocidentais. As potências estrangeiras não intervieram na época. Após quatro anos de sangrentos combates que deixaram mais de 600 mil soldados mortos e destruíram grande parte da infraestrutura do sul do país, a Confederação entrou em colapso, a escravidão foi abolida, um complexo processo de reconstrução começou, a unidade nacional retornou e a garantia de direitos civis aos escravos libertos teve início.

Avaliação: ***

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A Luz entre Oceanos (The Ligth between Oceans)

País: EUA/Reino Unido/Nova Zelândia
Ano: 2016
Gênero: Drama
Duração: 133 min
Direção: Derek Cianfrance
Elenco: Michael Fassbender, Alicia Vikander e Rachel Weisz.

Sinopse: Austrália, após a Primeira Guerra Mundial. Tom Sherbourne (Michael Fassbender) é um veterano da guerra contratado para trabalhar em um farol, que orienta os navios exatamente na divisão entre os oceanos Pacífico e Índico. Trata-se de uma vida solitária, já que não há outras casas na ilha. Logo ao chegar Tom é apresentado a isabel Graysmark (Alicia Vikander), com quem logo se casa. O jovem casal rapidamente tenta engravidar, mas Isabel enfrenta problemas e perde dois bebês – o que, inevitavelmente, provoca traumas. Até que, um dia, surge na ilha em que vivem um barco à deriva, contendo o corpo de um homem e um bebê. Tom deseja avisar as autoridades do ocorrido, mas é convencido por Isabel para que enterrem o falecido e passem a cuidar da criança como se fosse sua filha, já que ninguém sabia que ela tinha tido um aborto. Mesmo reticente, Tom concorda com a proposta.

Crítica: primeiramente é importante destacar que o filme deve ser visto por quem gosta de romances e que é bem distinto dos dois trabalhos anteriores do diretor – “O Lugar onde Tudo Termina” (2013) e “Namorados para Sempre” (2011).
Aqui, a história é linear, mais direta e sem muitos riscos – o que já torna a trama bastante previsível.
Tem uma superprodução, uma bela fotografia e o maior mérito está nas atuações convincentes dos grandes atores do elenco: Michael Fassbender, Alicia Vikander e Rachel Weisz.
Bastante melodramático, não é um longa marcante ou inesquecível. É feito com esmero e cumpre sua tarefa.

Avaliação: ***

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