quinta-feira, 14 de dezembro de 2017

Lumière! A Aventura Começa

País: França
Ano: 2017
Gênero: Documentário
Duração: 90 min
Direção: Thierry Frémaux
Elenco: Thierry Frémaux, Auguste Lumière, Louis Lumière e Martin Scorsese.

Sinopse: uma jornada no universo dos fundadores do cinema, os irmãos Louis e Auguste Lumière. Imagens inesquecíveis e um olhar único da França e do mundo da Era Moderna através de 114 breves filmes dos irmãos franceses que foram restaurados em 4K e montados para celebrar o legado dos Lumière. 

Críticados 1.422 filmes feitos pelos irmãos Lumière, o diretor Thierry Frémaux fez uma incrível edição sobre 108 filmes restaurados.
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O cuidado com o texto que descreve as fotos, atento a todos os detalhes, a interpretação do porquê daqueles filmes, a trilha sonora que compõe a cena, enriquecem o documentário que tem o propósito de homenagear os pioneiros do cinema, revelando o que eles tinham a nos dizer.
De cenas da vida particular ao cotidiano parisiense (trabalho ou lazer), de locais regionais a locais turísticos no exterior (em Londres, Berlim, Moscou, Nova York, Vietnã, Egito), eles registraram tudo com um enquadramento “perfeito” que nos faz refletir.
Na época, os filmes duravam 50 segundos. Era nesse tempo que tinham que passar ou contar algo por meio da imagem. Portanto, a posição da câmera precisa ser perfeita para captar tudo o que pudesse, em primeiro, segundo e terceiro planos (se possível).
A ousadia deles nos deixou um legado incrível: o amor ao cinema.

Avaliação: ****

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England is Mine

País: Reino Unido
Ano: 2017
Gênero: Biografia
Duração: 94 min
Direção: Mark Gill
Elenco: Jack Lowden, Jessica Brown Findlay, Jodie Comer e Laurie Kynaston.

Sinopse: um retrato de Steven Patrick Morrissey (Jack Lowden) e sua vida em Manchester no início dos anos 70. Nessa época, Steven imaginava o sucesso que faria quando se tornasse o vocalista da banda "The Smiths" nos anos 80.

Crítica: o filme traz o lado bem pessoal de Morrissey, seus medos, sua insegurança, suas reflexões quando jovem, especificamente entre 1979 e 1982, ano este em que ele funda a banda The Smiths, aos 23 anos.
O rapaz introspectivo e tímido ao extremo não era compreendido pelo pai. A mãe foi quem mais o apoiou e sempre quem o incentivou a ler e a escrever, tendo comprado inclusive uma máquina datilográfica para que pudesse se expressar e criar.
Jack Lowden (no papel de Morrissey) convence. Tentou empregos comuns (em que ele não se encaixava) e teve poucos amigos. Após um show, ele tem a chance de ir para Londres e se tornar reconhecido, mas nem tudo sai como ele esperava. É quando entra em uma profunda e longa depressão.
Apenas bem mais tarde, ele supera a fase difícil e, por fim, forma a banda que foi sucesso nos anos 80.
Um ótimo filme, com uma produção competente, para os muito fãs e para os nem tão fãs assim.

Avaliação: ***

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The Last Family (Ostatnia Rodzina)

País: Polônia
Ano: 2017
Gênero: Drama
Duração: 122 min
Direção: Jan P. Matuszynski
Elenco: Andrzej Seweryn, Dawid Ogrodnik, Aleksandra Konieczna, Andrzej Chyra, Elzbieta Karkoszka e Magdalena Boczarska.

Sinopse: filme sobre o pintor surrealista polonês Zdzislaw Beksinski, que foi assassinado em 2005 no seu apartamento em Varsóvia. O filme concentra-se em grande parte sobre o relacionamento do artista com seu filho Tomasz Beksiński, um jornalista de música e tradutor que cometeu suicídio em 1995.

Crítica: nascido em Sanok (Polônia) em 1929, Zdzisław Beksiński foi um pintor surrealista polonês conhecido por suas obras pós-apocalípticas inquietantes e/ou perturbadoras. Ele pintava corpos em decomposição e fantasiava sobre experiências sexuais sadomasoquistas.
Previamente interessado pela escultura e depois pela fotografia, Beksiński integrou com louvor o universo da pintura.
Também era conhecido por seu senso de humor. Tinha particularidades, como fobia de aranhas, e registrava todo e qualquer momento de sua vida, por mais banal que pudesse parecer, usando sua filmadora. Filmava até coisas consideradas mais mórbidas, sendo razoável pensarmos no tempo em que fez suas pinturas – décadas de 60 e 70.
O filme foca na relação com o filho neurótico e suicida, Tomasz (Dawid Ogrodnik) que depois torna-se DJ, dublador e locutor em uma rádio (falava sobre música)
Sua esposa, Zofia (Aleksandra Konieczna), era uma fervorosa católica, sofria com suas excentricidades e com a doença do filho, uma dona de casa exemplar e ainda cuidava da mãe e da sogra (ambas moravam com eles).
Acompanhamos essa família unida, apesar de todas as diferenças e problemas que pudessem ter. Tinham, de fato, uma maneira distinta de lidar com as adversidades.
Beksiński assiste a 4 funerais em sua família. E, por fim, vem a morte dele (com 76 anos), uma forma lamentável de perder a vida.
Pouco é mostrado de suas pinturas nos 122 minutos de filme, o que é uma pena. Uma exposição em Varsóvia em 1964 foi seu primeiro grande sucesso. Todas as suas pinturas foram vendidas. Logo ele se tornou um líder na arte polonesa contemporânea e no final dos anos 1960 entrou no que ele mesmo chamou de seu “período fantástico”, que durou até meados dos anos 80.
As pinturas altamente detalhadas e pintadas com precisão eram possivelmente retratos de sonhos de Beksiński. Segundo relatos sobre sua história, certa vez ele afirmou: “Quero pintar de uma maneira como se estivesse fotografando sonhos”.
A cidade de Sanok abriga um museu dedicado ao artista com cerca de 50 pinturas e 120 desenhos.

Avaliação: **

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segunda-feira, 11 de dezembro de 2017

Verão 1993

País: Espanha
Ano: 2017
Gênero: Drama
Duração: 108 min
Direção: Carla Simón
Elenco: Laia Artigas, David Verdaguer, Paula Robles e Bruna Cusí.

Sinopse: a pequena Frida (Laia Artigas) é uma criança em crise. Depois de perder o pai, ela sofre também com a morte da mãe, devido a uma doença que ela ainda não é capaz de compreender, ela muda-se para a casa dos tios, em outra cidade. Apesar do afeto e compreensão da família, Frida manifesta um comportamento agressivo, especialmente com a prima mais nova.

Crítica: o filme aborda um assunto delicado, de forma bem racional.
No início acompanhamos o olhar de Frida (interpretada pela convincente Laia Artigas), uma criança, mas com olhar adulto que presta atenção a tudo o que vê. Pessoas da família agitadas, malas arrumadas, uma despedida dos avós e tias, e quase nenhuma explicação.
Sua vida em 1993 muda e a sua maior dificuldade será adaptar-se a ela. Não é uma simples mudança de lar, de ares, de colégio ou de amigos. É uma ruptura com aquilo que lhe era mais valioso, o amor dos pais. A ausência repentina é dura, sobretudo porque Frida não entende porque não pôde ver a mãe pela última vez ou sequer conhecer a causa da morte.
A nova vida começa ao lado do tio (irmão de sua mãe), casado e que tem uma filha menor. Ela observa a relação deles e sente inveja, ciúmes. Afinal, por que ela não tem direito ao mesmo?
Aos poucos, a trama vai dando suas pistas e confirmamos a suspeita inicial: a mãe de Frida tinha Aids e passou o vírus para a filha. É um fardo pesado para uma criança: perda, sofrimento e, ainda, rejeição de outras crianças. A resposta dela vem de forma agressiva. E a defesa precisa ser quebrada. Para tanto, a necessidade se ser amada é inevitável.
A narrativa conduz bem o aprendizado, o amadurecimento, o relacionamento de Frida com a nova família, sem melodramas.
A cena final pega o espectador de surpresa. A dor é profunda e cada um lida com ela como pode.

Avaliação: ****

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sexta-feira, 8 de dezembro de 2017

You Were Never Really Here

País: Reino Unido/EUA/França
Ano: 2017
Gênero: Drama, suspense
Duração: 90min
Direção: Lynne Ramsay
Elenco: Joaquin Phoenix, Ekaterina Samsonov, Alessandro Nivola e Alex Manette.

Sinopse: Joe (Joaquin Phoenix), veterano de guerra, ganha a vida resgatando mulheres presas em cativeiros trabalhando como escravas sexuais. Após uma missão mal sucedida em um bordel de Manhattan, a opinião pública se torna contra ele e uma onda de violência se abate na região. 

Crítica
Avaliação: a conferir

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Lua de Júpiter (Jupiter’s Moon)

País: Hungria
Ano: 2017
Gênero: Drama
Duração: 123 min
Direção: Kornél Mundruczó
Elenco: Merab Ninidze, Zsombor Jéger, György Cserhalmi e Mónika Balsai.

Sinopse: Aryan (Zsombor Jéger), um jovem migrante, é baleado enquanto tentava ilegalmente cruzar a fronteira. Depois do choque provocado pelo acidente, acaba descobrindo que agora tem o poder de levitar. Agora preso em um campo refugiados, ele terá que contar com a ajuda do Dr. Stern, que tem interesses muito específicos em sua habilidade sobrenatural. 

Crítica
Avaliação: a conferir

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Apenas um Garoto em Nova York (The Only Living Boy In New York)

País: EUA
Ano: 2017
Gênero: Drama
Duração: 88 min
Direção: Marc Webb
Elenco: Kate Beckinsale, Callum Turner, Pierce Brosnan e Jeff Bridges.

Sinopse: Thomas (Callum Turner) descobre que seu pai (Pierce Brosnan) está tendo um caso fora do casamento. Inicialmente ele até tenta impedir que essa situação continue, mas por fim acaba também se envolvendo com Johanna (Kate Beckinsale), a sedutora amante. 

Crítica
Avaliação: a conferir

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Um Início Promissor (Un Début Prometteur)

País: França
Ano: 2017
Gênero: Comédia dramática
Duração: 90 min
Direção: Emma Luchini
Elenco: Manu Payet, Veerle Baetens e Zacharie Chasseriaud.

Sinopse: desiludido por ter vivido e amado demais, Martin (Manu Payet) decide voltar a morar na casa do seu pai, um romântico horticultor. Lá ele reencontra Gabriel (Zacharie Chasseriaud), seu irmão mais novo de 16 anos, um jovem exaltado e idealista a quem tenta avisar sobre as armadilhas de se apaixonar e amar. Quando Mathilde (Veerle Baetens), uma jovem bonita e extravagante aparece, seus ensinamentos são colocados à prova. 

Crítica
Avaliação: a conferir
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Altas Expectativas

País: Brasil
Ano: 2017
Gênero: Comédia Dramática
Duração: 90 min
Direção: Pedro Antônio e Álvaro Campos.
Elenco: Gigante Leo, Camila Márdila e Maria Eduarda de Carvalho.

Sinopse: Décio (Gigante Leo), um treinador que trabalha no Jockey Club Brasileiro, se apaixona à primeira vista por Lena, uma jovem que recebeu como herança um empreendimento endividado no clube. Tímido, ele não tem coragem de se declarar, mas acaba sendo convencido por amigos a se aproximar pelo humor, fazendo a melancólica moça aprender a sorrir. 

Crítica
Avaliação: a conferir

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Perfeita é a Mãe 2 (A Bad Moms Christmas)

País: EUA/China
Ano: 2017
Gênero: Comédia
Duração: 104 min
Direção: Scott Moore e Jon Lucas
Elenco: Mila Kunis, Kathryn Hahn e Kristen Bell.

Sinopse: nessa continuação de "Perfeita é a Mãe", Amy, Kiki e Carla lidam com o estresse familiar da época natalina e com as visitas de suas respectivas mães. Será que elas conseguirão jogar tudo para o alto novamente? 

Crítica
Avaliação: a conferir
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Star Wars – Os Últimos Jedi (Star Wars: The Last Jedi)

País: EUA
Ano: 2017
Gênero: Ação
Duração: 132 min
Direção: Rian Johnson
Elenco: Daisy Ridley, John Boyega e Oscar Isaac.

Sinopse: depois de encontrar o mítico e recluso Luke Skywalker (Mark Hammil) em uma isolada ilha, a jovem Rey (Daisy Ridley) busca entender o balanço da Força a partir dos ensinamentos do mestre jedi. Junto a isso, o Primeiro Império de Kylo Ren (Adam Driver) se organiza novamente para enfrentar a Aliança Rebelde. 

Crítica
Avaliação: a conferir

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Histórias da Fome no Brasil

País: Brasil
Ano: 2017
Gênero: Documentário
Duração: 60 min
Direção: Camilo Tavares
Elenco: -

Sinopse: “Histórias da Fome no Brasil” é um documentário que mostra uma cronologia da fome no país. Do Brasil Colônia, onde foram plantadas as sementes das desigualdades sociais, até as políticas públicas recentes que culminaram na saída do Brasil, em 2014, do Mapa da Fome divulgado pela ONU, retratamos como se deu o enfrentamento deste mal por parte da sociedade e do governo. 

Crítica
Avaliação: a conferir

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segunda-feira, 4 de dezembro de 2017

Lucky

Lucky
País: EUA
Ano: 2017
Gênero: Drama
Duração: 86 min
Direção: John Carroll Lynch
Elenco: Harry Dean Stanton, David Lynch e Ron Livingston.

Sinopse: depois de fumar por muito mais tempo que todos os seus conterrâneos, o velho ateu Lucky, de 90 anos, está no fim de seus dias, apenas esperando a morte. Vivendo em uma cidade no deserto, ele inicia sua última atividade antes de partir: se autoexplorar para enfim encontrar iluminação.

Crítica: “Lucky” é um filme para todo e qualquer tipo de público assistir. Lucky (interpretado pelo formidável Harry Dean Stanton) traz em seu personagem uma meditação sobre mortalidade, solidão, espiritualidade e conexão humana. Mas tudo com muito humor, ironia e sabedoria.
Lucky, ateu empedernido, fumante inveterado, com 90 anos, extremamente lúcido e crítico (critica com veemência advogados e agentes de seguros de vida, chamando-os de sanguessuga), não tem medo da morte. Sabe que é preciso aceitar, simplesmente. A palavra "realidade", segundo ele, justifica bem o que é a aceitação.
Nunca se casou e tem sua rotina diária de tomar café, fazer seus minutos de ginástica (yoga), ir ao restaurante fazer sua palavra cruzada, passar no mercado e comprar seu leite e ir ao bar à noite conversar com os amigos.
O filme constrói de forma dinâmica tal rotina, sem deixar a trama cair na mesmice, na lentidão ou na melancolia. Cada dia há uma situação inusitada ou em novo encontro para irmos conhecendo Lucky em sua intimidade.
Os momentos de reflexão, sempre pontuados com um ótimo texto, e inseridos no momento certo, ocorrem com pequenos relatos, como por exemplo, durante um encontro com um veterano de guerra que cita o sorriso de uma criança de 7 anos que é budista e está feliz porque vai morrer em meio à guerra.
Um dia, ele cai em casa e vai ao médico. Mas o diagnóstico é de que ele está bem, sem nenhuma fratura, problema de pressão ou qualquer outra doença, apesar de fumar uma carteira de cigarro por dia. Ele apenas está envelhecendo e um dia irá morrer. Tal constatação faz com que ele acorde e veja que talvez falte pouco tempo.
Aceita o convite para uma festa de aniversário de criança, onde rouba a cena cantando (de verdade) uma música em espanhol. Perdoa as pessoas de um bar (do qual ele teria sido expulso uma vez por infringir as regras) e passa a dar valor um pouco mais à companhia dos amigos.
Ateu sim, mas de um respeito inigualável aos sentimentos dos outros inigualável, um amor incondicional aos animais, sem preconceitos e de uma tranquilidade e uma lucidez que impressionam.
O diretor aborda, com mestria, temas que geralmente incomodam: velhice e morte. Mas o roteiro nos surpreende com uma bela história, que em nada lembra uma tragédia.
Sensacional! Imperdível!

Avaliação: ****

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