terça-feira, 10 de outubro de 2017

Columbus

País: EUA
Ano: 2016
Gênero: Drama
Duração: 104 min
Direção: Kogonada
Elenco: Haley Lu Richardson, John Cho, Parker Posey e Michelle Forbes.

Sinopse: Casey (Haley Lu Richardson) vive com sua mãe em uma cidade pouco conhecida e assombrada pela promessa de modernismo. Jin (John Cho), um visitante do outro lado do mundo, visita seu pai que está quase falecendo. Sobrecarregados pelo peso do futuro, eles encontram refúgio um no outro e na arquitetura que os rodeia.

Crítica: o trabalho de estreia, dirigido pelo americano de origem sul-coreana Kogonada, surpreende pela originalidade. “Columbus” é o nome da cidade em que se passa a história, um local com menos de 50 mil habitantes, mas que é considerado um marco arquitetônico mundial, com inúmeros prédios pensados por nomes importantes da história da arquitetura. A cidade-título é quase que uma protagonista da trama.
É neste ambiente que Casey (Haley Lu Richardson) conhece Jin (John Cho). Ela trabalha numa biblioteca e passa boa parte do tempo preocupada com a mãe, uma ex-usuária de drogas. A jovem viu todos seus amigos deixarem a cidade rumo à universidade e parece presa no local. Já Jin é um tradutor sul-coreano que morou nos Estados Unidos na juventude e que chega à cidade após seu pai, um importante arquiteto, ser hospitalizado lá. Enquanto a saúde do pai segue incerta, ele acaba explorando os cenários de Columbus. E é como conhece Casey.
Solitários, com problemas familiares e sem grandes perspectivas, eles se encontram e logo desenvolvem uma relação inusitada. Não se trata de um romance, mas de um apoio mútuo.
A relação dos dois é muito bem pensada e os cenários diferenciados arquitetonicamente reforçam o lado incomum e contemplativo da produção. Neste sentido, é interessante notar que a fotografia. A grande maioria das tomadas são paradas. Isso só muda quando acontece algo realmente importante na trama, como no primeiro encontro entre os protagonistas. A quebra do formato mostra o quão bem pensadas foram todas as cenas, que têm um grande valor estético.
Outro destaque é a trilha sonora, que conduz bem a narrativa em seus momentos fortes e de reflexão, assim como destacam-se os momentos em que o silêncio diz tudo.

Avaliação: ****

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O Formidável (Le Redoutable)

País: França
Ano: 2016
Gênero: Biografia
Duração: 107 min
Direção: Michel Hazanavicius
Elenco: Louis Garrel, Stacy Martin e Bérénice Bejo.

Sinopse: após terminar seu longo e famoso relacionamento com a sua musa Anna Karina e em meio à fase revolucionária de sua carreira, o célebre diretor e escritor Jean-Luc Godard (Louis Garrel) inicia a produção de seu mais novo filme: A Chinesa, longa que narra a história de um grupo de jovens que tentam incorporar princípios maoístas ao seu cotidiano político. Durante as filmagens, ele conhece Anne Wiazemsky (Stacy Martin) e, logo, os dois se apaixonam.

Crítica
Avaliação: a conferir

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O Melhor Professor da Minha Vida (Les Grands Esprits)

País: França
Ano: 2017
Gênero: Comédia dramática
Duração: 101 min
Direção: Olivier Ayache-Vidal
Elenco: Denis Podalydès, Léa Drucker e Zineb Triki.

Sinopse: aos 40 anos, o professor François Foucault leciona no renomado Liceu Henri IV, perto do Panthéon de Paris. Devido a uma série de eventos, ele é obrigado a aceitar a transferência de um ano para uma escola no subúrbio da cidade e teme que o pior possa acontecer.

Crítica: é gratificante assistir a um filme bem dirigido, com boas atuações, com uma narrativa envolvente e com uma história bela e de mensagem positiva. “O Melhor Professor da Minha Vida” tem tudo isso e merece ser visto e recomendado.
Denis Podalydès (como François Foucault) está brilhante no papel. As crianças impressionam pelo talento de interpretação e a dificuldade de ensinar em uma escola de subúrbio, em que a baixa autoestima impera, é transmitida com louvor no longa-metragem.
A rebeldia parece inerente a todos e somente muita dedicação e perseverança podem salvar alguns desses jovens do ciclo vicioso do ambiente em que nascem e crescem.
A obra prova que só a educação é capaz de abrir portas para um futuro positivo, distante da criminalização.

Avaliação: ***

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Exodus – De Onde Eu Vim Não Existe Mais

País: Brasil/ Alemanha
Ano: 2016
Gênero: Documentário
Duração: 90 min
Direção: Hank Levine
Elenco: Jule Böwe e Wagner Moura.

Sinopse: a jornada de seis refugiados: Napuli, Tarcha, Bruno, Dana, Nizar e Lahtow. Uma observação sobre o estado do mundo frente a crise dos refugiados que se espalhou por todo o planeta, visto que cada vez mais pessoas deixam seus lares para fugirem de motivos diversos, buscando um porto seguro para recomeçar suas vidas.

Crítica: documentários sobre refugiados têm sido recorrentes no cinema, mas “Exodus” merece destaque pela escolha dos seus 6 personagens, pela abordagem de suas jornadas e pelo acompanhamento até as escolhas finais e pela narração poética (na voz de Wagner Moura).
Apresenta-se nos cenários desolados no Saara Ocidental, no Kênia, em Myanmar e na Síria. Os refugiados buscam alternativas de vida, depois de tantos horrores, no Brasil, em Cuba, na Alemanha e no Canadá.
Tentar encontrar um lar e um porto seguro é o objetivo de todos eles. Para isso superam as barreiras do preconceito, do idioma, da dificuldade de conseguir um emprego, do tempo de espera da condição de exilado para imigrante e do processo longo de integração.

Avaliação: ****

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Uma Mulher Fantástica (Una Mujer Fantástica)

País: Chile/ Espanha/ Estados Unidos/Alemanha
Ano: 2017
Gênero: Drama
Duração: 104 min
Direção: Sebastián Lelio
Elenco: Daniela Vega, Francisco Reyes e Luis Gnecco.

Sinopse: Marina (Daniela Vega) é uma garçonete transexual que sonha em ser uma cantora de sucesso e, para isso, canta durante a noite em diversos clubes de sua cidade. O problema é que, após a inesperada morte de seu namorado e maior companheiro, sua vida dá uma guinada total. 

Crítica: o filme é uma grata surpresa. Trata, com maestria, da questão da transexualidade (sem afetações ou cenas apelativas) e a performance de Daniela Veja (como Marina) é bastante competente.
Ela própria, uma transexual, está segura e convincente em cena. Cantora de canto lírico (tendo iniciado os estudos aos 8 anos), ela mesma interpreta as sequências do filme em que precisa cantar.
Sofre com o preconceito e a ignorância das pessoas, e mais ainda com a família do seu ex-namorado que morre devido a um aneurisma cerebral. Impedida de ir ao próprio velório e funeral, ela terá que se submeter às piores humilhações.
Apesar de ser uma ficção, vale como um alerta às atrocidades cometidas contra os transexuais e expõe a habitual hipocrisia de uma sociedade dissimulada e ultrapassada. 

Avaliação: ***

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Hijos Nuestros

País: Argentina
Ano: 2015
Gênero: Drama
Duração: 87 min
Direção: Juan Fernández Gebauer e Nicolás Suárez.
Elenco: Carlos Portaluppi, Ana Katz, Valentín Greco, Germán De Silva e Daniel Hendler.

Sinopse: às vezes, os laços podem ser construídos a partir das paixões. Para Hugo (Carlos Portaluppi), um motorista de taxi solitário de Buenos Aires, a paixão total, absoluta e exclusiva é o time Barca: San Lorenzo não é apenas uma parte ativa de seu passado, mas uma obsessão saudável que banha sua vida. Até que uma mãe solteira e seu filho atravessem seu caminho. Agora, haverá alguém com quem compartilhar a paixão. 

Crítica: “Hijos Nuestros” é mais um bom filme argentino. Com uma história simples, ele apresenta 3 personagens fortes. Hugo (Carlos Portaluppi), um taxista que um dia foi jogador de futebol e parece viver no passado, saudoso dos dias de glória); Sílvia (Ana Katz) que batalha para sustentar sozinha o filho Julián (Valentín Greco); e este que está determinado a ser um jogador de futebol.
Num encontro inesperado Hugo vê a chance de lembrar dos seus velhos tempos e ainda tentar aproximar-se de alguém. Sem família, ele vive os dias como se não houvesse nada a esperar, não tem por que voltar para casa (às vezes dorme no carro), raramente visita sua mãe e, ao encontrá-la, permanece distraído e distante.
Sílvia e Julián podem ser um sopro na vida de Hugo, porém nem tudo ocorre como o esperado.
As mudanças na vida são difíceis e só ocorrem quando nós queremos e fazermos por nós mesmos e por mais ninguém.
O filme fala disso e da reviravolta que pode ocorrer. A atuação de Carlos Portaluppi é essencial para o brilho da trama. 

Avaliação: ***

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9 Meses (Keeper)

País: Bélgica/França/Suíça
Ano: 2016
Gênero: Drama
Duração: 94 min
Direção: Guillaume Senez
Elenco: Kacey Mottet Klein, Galatéa Bellugi e Catherine Salée.

Sinopse: Maxime (Kacey Mottet Klein) e Mélaine (Galatéa Bellugi) tem 15 anos. Os dois estão juntos, apaixonados e descobrindo a sua sexualidade com entusiasmo e estranheza, até o momento em que Mélaine descobre estar grávida. Maxime fica ressentido, mas, após pensar na ideia, quer manter a criança a todo custo.

Crítica: aparentemente despretensioso, a trama envolve o espectador, aumentado o interesse pela história a cada cena.
Somos apresentados a um casal de jovens apaixonados (15 anos cada um). Mélaine fica grávida e um turbilhão de sentimentos e acontecimentos virão.
Surpresa, dúvida, medo, rejeição, aproximação, brigas. A família tenta ajudar... Mas a decisão final caberá mesmo a Mélaine. Na França o aborto é legal e é a solução apontada pela mãe de Mélaine.
Maxime quer continuar com o sonho de ser um famoso goleiro e, ao mesmo tempo, quer o filho, talvez por não saber das complicações envolvidas.
O casal está bem sintonizado e convence. As idas e vindas, os problemas, as decisões trágicas, virão e sem aviso.
O final é duro e nos leva a reflexões profundas sobre o que o ser humano é capaz de fazer e que consequências os atos terão sobre os demais envolvidos. 

Avaliação: ***
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150 Miligramas (La Fille de Brest)

País: França
Ano: 2015
Gênero: Drama
Duração: 128 min
Direção: Emmanuelle Bercot
Elenco: Sidse Babett Knudsen, Benoît Magimel e Isabelle De Hertogh.

Sinopse: em um hospital em Brest, na França, a pneumologista Irene (Sidse Babett Knudsen) estabelece uma ligação direta entre mortes suspeitas e o consumo de Mediator, um medicamento que está no mercado há 30 anos. Do começo em segredo até o frenesi da mídia em torno do caso, essa história no estilo Davi versus Golias, diretamente inspirada na vida de Irène Frachon, tem seu clímax em uma vitória pela verdade.

Crítica: o cinema já provou várias vezes, infelizmente, que uma história pronta e baseada em fatos reais nem sempre é garantia de sucesso.
Se a direção é ruim, o roteiro incerto e as atuações medianas, o risco de dar errado é grande. É o que acontece com “150 miligramas”. Assunto sério – descoberta de um medicamento que traz efeitos colaterais gravíssimos, causando inclusive a morte dos pacientes –, mas que não teve a devida lapidação.
Tudo parece atropelado e há informações demais.
Ao menos, tem o lado positivo da mensagem que ataca ferozmente os interesses financeiros e lucrativos dos laboratórios. Neste caso, o medicamento promete inibir o apetite e emagrecer e, claro, a maioria das vítimas são mulheres.
A luta da médica Irene (Sidse Babett Knudsen) é árdua. Infelizmente, apesar da retirada do medicamento do mercado francês (após anos de prescrição pelos médicos), ninguém até então foi punido ainda e há apenas 1 processo aberto de 1 paciente aguardando indenização. É o cruel e massacrante poder dos laboratórios. 

Avaliação: **

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Churchill

País: EUA/Reino Unido
Ano: 2016
Gênero: Biografia
Duração: 105 min
Direção: Jonathan Teplitzky
Elenco: Brian Cox, Miranda Richardson e John Slattery.

Sinopse: Inglaterra, 1944, Segunda Guerra Mundial. Às vésperas da realização da Operação Overlord, o primeiro-ministro britânico Winston Churchill batalha para que a ação militar seja adiada. Segundo Churchill, a operação é arriscada demais e colocaria em risco desnecessariamente a vida de milhares de soldados. 

Crítica: fazer uma biografia de Churchill é uma tarefa difícil, mas não impossível. Neste filme, o diretor consegue fazer um retrato precário da figura importante que foi Churchill para dar fim à Segunda Guerra Mundial.
O roteiro é mal conduzido, as edições das cenas são amadoras e as atuações vexatórias, sobretudo quando se compara à excelente série The Crown, uma história biográfica sobre o reinado da Rainha Elizabeth II do Reino Unido. Na obra, John Lithgow interpreta Winston Churchill, de forma tão convincente que acreditamos mesmo estar vendo o próprio primeiro-ministro diante de nossos olhos.
O político conservador e estadista britânico merecia uma cinebiografia à sua altura. No entanto, o diretor perdeu-se em piadinhas sem graça e em estereótipos forçados para retratar o personagem. 

Avaliação: *

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Amor Paris Cinema (Arnaud Fait son 2ème Film)

País: França
Ano: 2017
Gênero: Comédia dramática
Duração: 100 min
Direção: Arnaud Viard
Elenco: Irène Jacob, Arnaud Viard e Louise Coldefy.

Sinopse: Arnaud (Arnaud Viard), cineasta de 45 anos, planeja finalmente realizar seu segundo filme, mas faltam ideias para tal: nenhum dos temas que ele pensou agradaram seu produtor. Enquanto isso, ele também almeja ter um filho com Chloe (Irène Jacob), a mulher de sua vida, mas com ela as coisas não andam. Decidido a mudar de vida, se separa dela e se torna professor em Florent, onde mudará de vida ao conhecer Gabrielle. 

Crítica: em 100 minutos de longa-metragem, pouco se aproveita de útil. Fora algumas inserções culturais de filmes como o de Truffaut e de alguns diálogos mais reflexivos sobre as escolhas na vida, o mais é perdido.
Tenta-se um humor sem graça e acarretam-se cenas desnecessárias. O conteúdo é ralo e, claro, o resultado não poderia ser mais superficial.
O cinema poderia ser poupado de obras que parecem ser feitas para público nenhum. 

Avaliação: *

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A Garota do Armário (Maman a Tort)

País: França/Bélgica
Ano: 2016
Gênero: Comédia Dramática
Duração:110 min
Direção: Marc Fitoussi
Elenco: Jeanne Jestin, Emilie Dequenne e Camille Chamoux.

Sinopse: uma jovem de quatorze anos de idade que tem que experimentar trabalhar por uma semana como parte de um projeto escolar. Por isso, sua mãe arranja um estágio para a menina na companhia de seguros onde trabalha como executiva júnior. Porém, enquanto reorganiza um armário de armazenamento a jovem descobre alguns segredos desagradáveis que a empresa mantém escondido e que podem envolver sua mãe.  

Crítica:  
Avaliação: a conferir

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Mãe! (Mother!)

País: EUA
Ano: 2017
Gênero: Suspense
Duração: 122 min
Direção: Darren Aronofsky
Elenco: Jennifer Lawrence, Javier Bardem, Ed Harris e Michelle Pfeiffer.

Sinopse: um casal tem o relacionamento testado quando pessoas não convidadas surgem em sua residência acabando com a tranquilidade reinante. 

Crítica
Avaliação: a conferir

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Blade Runner 2049

País: EUA
Ano: 2017
Gênero: Ficção científica
Duração: 163 min
Direção: Denis Villeneuve
Elenco: Ryan Gosling, Harrison Ford, Jared Leto e Ana de Armas.

Sinopse: trinta anos após os acontecimentos do primeiro filme, a humanidade está novamente ameaçada, e dessa vez o perigo pode ser ainda maior. Isso porque o novato oficial K, desenterrou um terrível segredo que tem o potencial de mergulhar a sociedade no completo caos. A descoberta acaba levando-o a uma busca frenética por Rick Deckard, desaparecido há 30 anos. 

Crítica
Avaliação: a conferir

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domingo, 10 de setembro de 2017

O Jantar (The Dinner)

País: EUA
Ano: 2017
Gênero: Suspense
Duração: 121 min
Direção: Oren Moverman
Elenco: Richard Gere, Laura Linney, Steve Coogan, Rebecca Hall, Chloë Sevigny, Charlie Plummer e Adepero Oduye.

Sinopse: dois casais se encontram em um elegante restaurante de Amsterdã. Enquanto a comida vai e vem, eles começam a conversar, passando por banalidades da vida até assuntos mais complicados. A discussão chega ao seu limite quando falam sobre seus filhos adolescentes, dois rapazes que estão envolvidos em uma complicada investigação policial.

Crítica: “O Jantar” não é um filme fácil de assistir: tem uma duração longa e muitos diálogos, e é muito duro na crítica às novas gerações, mergulhadas na alienação.
No entanto, para o público que gosta de um bom debate em cena, o longa pode ser uma agradável surpresa.
Maduro e contundente em suas críticas, ele vai fundo na educação dos filhos por pais também alienados, ausentes, inconsequentes e incapazes de dar o bom exemplo.
O resultado pode ser desastroso e irreversível. Os valores morais parecem não existir. O respeito é coisa do passado. O dinheiro parece comprar e dissimular tudo. E a morte soa banal.
A conversa amarga entre os dois casais (Steve Coogan como um dos pais protagonistas rouba a cena) traz à tona crimes cometidos pelos filhos e, apesar da aparente discussão ética e dos discursos humanistas de uma das partes, as ações tomadas pelos genitores chocam ao extremo até o último minuto do filme. Surpreende vermos que quem mais questionava o fato do filho ser acobertado tomar uma decisão mais drástica ainda.
A trama denigre o que se pode chamar de adulto, de correto, de honesto, de justo.

Avaliação: ***

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Sámi Blood

País: Suécia
Ano: 2016
Gênero: Drama
Duração: 110 min
Direção: Amanda Kernell
Elenco: Lene Cecilia Sparrok, Mia Erika Sparrok, Maj Doris Rimpi, Hanna Alström e Julius Fleischandrl.

Sinopse: Elle Marja (Lene Cecilia Sparrok), de 14 anos, é uma garota da etnia sámi. Exposta ao racismo dos anos 1930 e a exames biológicos em seu colégio interno, ela passa a sonhar com outra vida. Para alcançá-la, a jovem tem que se tornar outra pessoa e cortar todos os laços com sua família e sua cultura.

Crítica: “Sámi Blood”, além de nos apresentar uma crítica à sociedade preconceituosa e todos os seus valores preconcebidos, nos retrata uma comunidade pouco conhecida – a etnia sámi, na Suécia.
Vivendo à parte, a discriminação é tão gritante que se recorre aos mesmos métodos de separação do nazismo, quando o quesito é a inteligência. Com medições absurdas, cultuam que o povo sámi é inferior e incapaz de se tornar culto.
Quem vira essa página é Elle Maja (Lene Cecilia Sparrok), numa performance impressionante. Sua expressão revela todos os sentimentos que surgem com o tratamento injusto que recebe. Nitidamente, ela é a menina mais sábia da turma, a única que fala bem a língua sueca.
Ela passa a questionar suas condições diante da professora, mas o que recebe é um castigo – uma cruel surra de vara. E por ir contra a tradição e os costumes de sua etnia, passa a ser desprezada por todos.
Tornando-se adolescente, é normal que queira participar do círculo de outras meninas, que frequentam uma escola normal, que se vestem melhor (ela usa roupas típicas), que cheiram melhor, que sabem conversar sobre vários assuntos, que dançam e conversam com os rapazes.
Para sua família isso é incompreensível. E ao conhecer um rapaz ela tem a esperança de sair do vilarejo onde vive.
Ela fará de tudo, desesperadamente, para conseguir estudar, mas o valor de uma boa educação é alto. Quem mais sofre com isso é sua irmã menor, que vê que Marja já não se conforma com a maneira que vive.
A direção é sensível ao mostrar o que a difícil escolha de Marja trará para sua trajetória. Abraçar ou afastar sua cultura é um passo doloroso, sobretudo quando o preconceito parece não ter limites.

Avaliação: ****

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O Fantasma da Sicília (Sicilian Ghost Story)

País: Itália/França/Suíça
Ano: 2017
Gênero: Fantasia
Duração: 122 min
Direção: Fabio Grassadonia e Antonio Piazza
Elenco: Julia Jedlikowska, Gaetano Fernandez, Corinne Musallari e Sabine Timoteo.

Sinopse: Giuseppe (Gaetano Fernandez) é um corajoso garoto de 13 anos de idade, que desapareceu nas mediações de uma misteriosa floresta localizada na pequena aldeia em que vivia. A única pessoa que parece não se conformar com o sumiço dele é a pequena Luna (Julia Jedlikowska), que está disposta a enfrentar todos os perigos para resgatar seu amigo.

Crítica: em “O Fantasma da Sicília” os diretores (também do elogiado “Salvo”, de 2013) voltam a abordar a máfia (agora na Sicília), mas de uma maneira artística, poética, fantasiosa, o que alivia um pouco a tragédia de um período que matou muita gente.
O apelo imaginário funciona muito bem, pois retrata um amor entre dois adolescentes – Giuseppe (Gaetano Fernandez) e Luna (Júlia Jedikowska, numa atuação extraordinária) –, que pouco sabem da vida, e no caso de Giuseppe, ainda pagará pelos erros do pai, um mafioso preso que está delatando os colegas.
A diferença social é um dos motivos que faz com que a mãe de Luna (Sabine Timoteo), uma mulher fria e amargurada, tente afastá-los.
De ambos os lados, os conflitos familiares são tensos. E tudo piora com o desaparecimento de Giuseppe. O que mais incomoda Luna é que ninguém parece se importar ou fazer algo para encontrá-lo.
Ela vai até a casa de Giuseppe e confronta o avô e a mãe (que parece estar de luto e só sabe chorar). O que ouve de explicação é que ele está doente. Não convencida, volta outro dia, reclama na escola de sua ausência, faz panfletos com a ajuda de sua melhor amiga, Loredana (Corinne Musaralli) com a foto de Giuseppe, vai à polícia e pede a ajuda dos pais.
Contudo, ninguém quer se envolver com a família rica que tem tudo. Todos sabem o que Luna não sabe.
Nessa busca por Giuseppe, a direção abusa da ficção, da fantasia, da fábula e emociona o público. Uma escolha acertada para contar uma história triste e verídica.

Avaliação: ****

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Até Nunca Mais (À Jamais)

País: França/Portugal
Ano: 2016
Gênero: Drama
Duração: 90 min
Direção: Benoît Jacquot
Elenco: Mathieu Amalric, Julia Roy e Jeanne Balibar.

Sinopse: Jacques Rey (Mathieu Amalric) e Laura (Julia Roy) moram em uma grande casa isolada pelo mar. Ele é um cineasta e ela atua em performances que cria. Rey morre. Sem saber a causa da morte, Laura fica sozinha na casa e, aos poucos vai se perdendo, deixa de ser ela mesma. Porém, alguém está na casa, Rey, seu marido falecido que está lá por e para ela, como um longo sonho que quer que ela sobreviva. 

Crítica
Avaliação: a conferir

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2:22 - Encontro Marcado (2:22)

País: EUA
Ano: 2017
Gênero: Suspense
Duração: 98 min
Direção: Paul Currie
Elenco: Teresa Palmer, Michiel Huisman, Remy Hii, Sam Reid, Maeve Dermody, John Waters, Kerry Armstrong e Marisa Lamonica.

Sinopse: Dylan Branson (Michiel Huisman) é um homem que tem a sua vida permanentemente mudada quando uma série de eventos se repete exatamente no mesmo horário todos os dias, às 2:22 da tarde. Quando Dylan se apaixona por Sarah, uma jovem mulher que tem sua vida ameaçada pelos eventos ocorridos, ele deve resolver o mistério que o cerca para preservar o amor que a vida lhe ofereceu como uma segunda chance. 

Crítica
Avaliação: a conferir

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It – A Coisa (It)

País: EUA
Ano: 2017
Gênero: Terror, suspense
Duração: 134 min
Direção: Andrés Muschietti
Elenco: Bill Skarsgård, Jaeden Lieberher, Finn Wolfhard, Wyatt Oleff, Chosen Jacobs, Jeremy Ray Taylor, Sophia Lillis e Jack Dylan Grazer.

Sinopse: um grupo de sete adolescentes de Derry, uma cidade no Maine, formam o auto-intitulado "Losers Club" - o clube dos perdedores. A pacata rotina da cidade é abalada quando crianças começam a desaparecer e tudo o que pode ser encontrado delas são partes de seus corpos. Logo, os integrantes do "Losers Club" acabam ficando face a face com o responsável pelos crimes: o palhaço Pennywise. 

Crítica
Avaliação: a conferir

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