segunda-feira, 30 de junho de 2014

Uma Vida Comum (Still Life)

País: Reino Unido
Ano: 2013
Gênero: Drama
Duração: 87 min
Direção: Uberto Pasolini
Elenco: Eddie Marsan, Joanne Froggatt, Andrew Buchan, Neil D’ Souza

Sinopse: John May (Eddie Marsan) trabalha para o conselho descobrindo parentes mais próximos de pessoas que morreram sozinhas. Sua vida é seu trabalho e ele dedica mais esforços do que o necessário para descobrir sobre a vida de seus clientes, e dá-los um bom funeral. Porém, sua rotina muda quando ele descobre que perderá o emprego. Ele pede um tempo ao seu chefe para resolver o último caso em que trabalhava, o de Billy Stoker.

Crítica: “Qual é o sentido da vida, afinal?” – essa é a mensagem essencial do filme que tem uma direção segura e acertada.
John May é um funcionário inglês encarregado de organizar funerais para as pessoas mortas que foram abandonadas por seus familiares. Mais do que isso: além de preparar as cerimônias, John analisa as histórias, coleta fotos, procura parentes e amigos, faz os discursos religiosos sempre baseados em algo que encontra do falecido, escolhe as músicas que serão executadas e, infelizmente, é sempre a única presença na despedida. No entanto, em sua vida pessoal, nada de novo acontece: seus dias seguem a mesma rotina –o terno impecável com o qual se veste, o local por onde sempre passa, os objetos de trabalho no mesmo lugar, o cardápio que segue à risca (atum, pão e maçã). Pouco se sabe a seu respeito; apenas o que vemos em cena e que nos ajuda a compor o seu perfil: metódico, centrado, organizado, solitário, previsível.
John está vivo. O fato de estar “vivo” (biologicamente falando) é a única diferença entre ele e as pessoas que ajuda, pois em sua essência John já está morto. Sua vida solitária, totalmente ausente de aspirações, sonhos ou projetos o colocam no mesmo patamar daqueles que morrem sozinhos e desamparados. Esse perfil é bem delineado na total inexpressividade do personagem (vivido pelo britânico Eddie Marsan) e na direção de Pasolini, que não pesa a mão no sentimento, tratando tudo em uma superficialidade que permite ao espectador desejar ir cada vez mais fundo na história.
No entanto, algo na vida de John começa a mudar a partir da morte inesperada de seu vizinho alcoólatra (também ele uma vítima da solidão e que ele sequer conhecia ou mesmo tinha notado sua presença) – e também da descoberta de que este seria seu último caso, afinal ele acaba de receber a notícia de que será dispensado. Talvez aí é que John se dê conta de que, inevitavelmente, pode se tornar o mesmo tipo de pessoa com as quais “lida” diariamente. Com isso, John parte em uma busca frenética vasculhando a vida de seu vizinho como se fosse a sua própria. Pela primeira vez, John dá sinais de sua existência, deixando de ser um mero espectador para se tornar um protagonista (ainda que tímido) de sua própria história. Ele se dá até ao luxo de cometer uma “pequena infração”: fazer xixi no pneu do carro.
Pede mais alguns dias para o seu chefe para que possa resolver o caso, viaja por conta própria atrás de pessoas que tenham feito parte da vida de seu vizinho para convencê-las a participar do enterro, experimenta uma comida diferente, muda seus horários, enfim, sai da sua rotina e se sente bem assim. É o que vela a pena na vida, então: tentar; nunca é tarde para começar.
O final surpreende e não é previsível como John “de antes” acharia que fosse.

Avaliação: ***

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Vic + Flo Viram um Urso (Vic + Flo ont vu un ours)

País: Canadá
Ano: 2013
Gênero: Drama
Duração: 95 in
Direção: Denis Côté
Elenco: Pierrette Robitaille, Romane Bohringer, Marc-André Grondin e Marie Brassard.

Sinopse: depois de muitos anos a cumprir pena de prisão, Victoria (Pierrette Robitaille), de 61 anos, está pronta para começar uma nova vida. Para isso, decide isolar-se numa cabana na floresta do Quebec, Canadá, onde será obrigada a reuniões periódicas com o agente responsável pela sua liberdade condicional (Marc-André Grondin). Tudo corre bem até à chegada de Florence (Romane Bohringer), a companheira e amante com quem partilhou vários anos de intimidade na prisão. As duas mulheres esforçam-se por usufruir da tranquilidade e liberdade por tanto tempo desejada, mas a sua reintegração revela-se bastante mais complexa do que alguma vez poderiam imaginar.

Crítica: o vencedor do Urso de Prata (Prémio Alfred Bauer) na edição de 2013 do Festival de Berlim, pelo público, tem um jeito bem alternativo de contar sua história.
Ambientes escuros, poucos diálogos, imagens com close nos personagens e objetos que retratam o local em que vivem, mas nada disso tira o brilho da história. Ao contrário, prende a atenção do espectador pelo suspense que há no ar.
Em meio ao romance entre as duas mulheres, está a dura realidade de adaptação à vida, emocional e profissional, após a prisão. O passado parece sempre estar assombrando, representado aqui pela presença de Jackie (Marie Brassard), e a maldade pode prevalecer num mundo onde a justiça parece não existir.
As interpretações são exemplares, tanto das protagonistas quanto dos coadjuvantes. Destaca-se o funcionário da prisão que visita Vic (ainda na condicional) para acompanhar seu processo de reabilitação.
O final é inesperado e esse é um dos trunfos do filme: manter o mistério até o desfecho e sem previsibilidades.

Avaliação: ***

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A Tarja Branca – A Revolução que Faltava

País: Brasil
Ano: 2013
Gênero: Documentário
Duração: 80 min
Direção: Cacau Rhoden
Elenco: -

Sinopse: brincar é um dos atos mais ancestrais desenvolvidos pelo homem, tanto para se conhecer melhor quanto para e se relacionar com o mundo. Mas o que esse ato tão primordial pode revelar sobre nós, seres humanos, e sobre o mundo em que vivemos? Por meio de reflexões de adultos de gerações, origens e profissões diferentes, o novo documentário discorre com pluralidade sobre o conceito de "espírito lúdico".

Crítica: os documentários brasileiros costumam ser excelentes e “Tarja Branca” não é exceção. Na mesma linha do recente “Sementes do Nosso Quintal”, também se preocupa com a importância de se ter uma infância de verdade para o crescimento saudável na vida adulta.
Brincar, se socializar, divertir-se, permitir-se rir são consideradas receitas infalíveis pelas inúmeras pessoas que dão o seu depoimento valioso no filme: professores, médicos, pais, psicólogos. As imagens de crianças brincando no chão, na praia, na escola, na vizinhança, nos fazem lembrar da nossa infância e é um alerta para que essa realidade não se perca em meio a um mundo tão informatizado ou invadido por jogos eletrônicos.
A mensagem é bela: em resumo, somos eternas crianças e temos que manter isso, mesmo com as responsabilidades diárias e a correria do dia-a-dia, para que a vida possa ser mais leve.

Avaliação: ****

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Riocorrente

País: Brasil
Ano: 2013
Gênero: Drama
Duração: 79 min
Direção: Paulo Sacramento
Elenco: Lee Taylor, Roberto Audio, Simone Iliescu e Vinicius dos Anjos.

Sinopse: Marcelo, Renata e Carlos vivem um triângulo amoroso enquanto o garoto Exu mora com Carlos mas vive solto pela cidade de São Paulo. Desejos e frustrações pessoais convivem com o ritmo vertiginoso de uma cidade que não para.

Crítica: ao término da sessão, não são poucas exclamações de decepção e descontentamento com o filme que quer dizer muito, mas não diz nada. Mal executado, espera que o espectador viaje com o pensamento do diretor, o que não acontece.
A impressão que se tem é de que a história inicial era outra e, depois, ao se perder, não sabe qual caminho seguir.
O roteiro é pobre, as interpretações são péssimas, os diálogos desastrosos e nada naturais e, ainda assim, presumir que o público vá gostar e compartilhar, é presunção demais por parte da direção.
O único ponto positivo é a edição de som e alguns efeitos especiais. Mas isso sem história não causa impressão alguma, nem funciona como meio de comunicação. É preciso tocar a plateia, comover, fazer refletir.
A mensagem de violência crescente e à flor da pele nas pessoas, sobretudo nas grandes cidades em que a impunidade parece imperar, descontentes com o ambiente em que vivem e a vida que levam, pode ser uma interpretação, mas ainda assim não o suficiente para ser chamado de cinema.

Avaliação: *

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Uma Juíza sem Juízo (9 Mois Ferme)

País: França
Ano: 2012
Gênero: Comédia
Duração: 83 min
Direção: Albert Dupontel
Elenco: Sandrine Kiberlain, Albert Dupontel e Nicolas Marié.

Sinopse: a juíza Ariane Feldier é conhecida por ser extremamente rígida em seus julgamentos e desprezar relacionamentos amorosos. Um dia ela descobre que está grávida, mas não tem a menor ideia de como isso pode ter acontecido. Ariane passa a comandar a sua própria investigação para descobrir a origem desta história e, para a sua surpresa, o teste de DNA indica que o pai da criança é um perigoso agressor...

Crítica: uma excelente comédia francesa. Com leveza e bom humor, conta como uma noite longe da sobriedade pode trazer mudanças para a vida de alguém. Mudanças que mostrarão novas possibilidades para a trajetória de uma juíza que parecia já estar traçada. Solteira convicta, profissional inteligente e séria, seu novo passo seria o cargo máximo na Justiça. Até que seus valores sobre o que é certo e errado são questionados quando se depara com uma situação totalmente inusitada.
Em geral, o filme aborda temas como criminalidade, violência, aborto, discriminação, mas sempre de forma divertida e com uma mensagem bem positiva. E tudo isso com uma exemplar trilha sonora e uma primorosa edição de imagens.

Avaliação: *** 

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O Último Amor de Mr. Morgan (Mr. Morgan's Last Love)

País: Bélgica/ Alemanha/ França/ EUA
Ano: 2013
Gênero: Drama
Duração: 116 min
Direção: Sandra Nettelbeck
Elenco: Michael Caine, Clémence Poésy, Gillian Anderson e Justin Kirk.

Sinopse: no dia em que a jovem Pauline lhe estendeu a mão para o ajudar a entrar em um ônibus o viúvo inglês Matthew Morgan reencontrou a felicidade. Professor teimoso e de natureza ranzinza ele repentinamente resgata sua curiosidade pela vida durante seus passeios em parques e viagens ao campo sempre ao lado da bela Pauline.

Crítica: baseado na obra de Françoise Dorner, O Último Amor de Mr. Morgan é uma história sobre como lidar com a perda de alguém que se ama, como saber envelhecer e como lidar com a solidão.
O vulnerável protagonista Matthew Morgan (Michael Caine) guia o espectador por meio da força de suas lembranças sobre a falecida esposa. Assim, somos jogados em um clima repleto de emoções. Morgan é um solitário vovô e se sente cada dia mais solitário, após a perda da sua companheira. O ex-professor de filosofia da prestigiada Universidade de Princeton mora em Paris (mostrada em belíssimas imagens) e parece fazer questão de não aprender o idioma local. Sua vida muda, passando a ter algum sentido, quando conhece a professora de dança Pauline (Clémence Poésy). Ela tem as emoções à flor da pele, isso vira uma intimidação, desde o primeiro momento, para Mr. Morgan. Ele, contudo, acaba aceitando a relação de pai e filha que se estabelece até a chegada de seus verdadeiros descendentes.
O filme é o retrato de muitas relações familiares. Mr. Morgan vive num mundo sem sentido e Pauline é quem acende uma chama de esperança. No entanto, o reencontro com sua família (filho e filha) ganha contornos dramáticos, o que só ocorre no meio do longa-metragem, quando o público já perdeu um pouco da expectativa com relação ao desenlace.
Os poucos diálogos entre pai e filho (Justin Kirk) são poucos e frios e mostram a distância que os separam. A filha (Gillian Anderson) é completamente alienada e distante.
A mensagem poderia ter sido melhor transmitida, mas faltou mais convencimento. Algumas situações são pouco reais e certas coincidências ou interesses parecem bem forçados e difíceis de ocorrer.
Um filme dispensável, infelizmente.

Avaliação: **

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Jersey Boys: Em Busca da Música

País: EUA
Ano: 2014
Gênero: Musical, biografia
Duração: 135 min
Direção: Clint Eastwood
Elenco: John Lloyd Young, Christopher Walken, Vincent Piazza e Freya Tingley.

Sinopse: baseado no musical da Broadway sobre o músico Frankie Valli e o grupo The Four Seasons, que fez sucesso na década de 1960. Dirigida por Clint Eastwood, a cinebiografia apresenta a busca pela fama e outros aspectos das vidas de Valli (John Lloyd Young) e seus companheiros de banda.

Crítica: depois de uma carreira de sucesso, com dois Oscar de melhor diretor e dois de melhor filme por “Os Imperdoáveis” de 1992 e “Menina de Ouro” de 2005, Eastwood faz seu 33º filme e aposta em um novo gênero: musical.
O filme mostra a trajetória da banda Four Seasons (do subúrbio de Nova Jersey), de início conturbado, incluindo envolvimento com a máfia e prisões; depois a carreira como grupo de apoio vocal para estrelas da música; e, enfim, o estrelato.
A produção – uma adaptação do musical da Broadway vencedor do prêmio Tony – é exemplar e a narrativa acompanha os fatos reais, inserindo-se aí dramas pessoais, desentendimentos, dívidas, etc.
O Four Season tinha como base o compositor Bob Gaudio, Tommy De Vitto e Frankie Valli dono de uma peculiar habilidade vocal. A banda ficou conhecida por hits como “Sherry”, “Big Girls Don’t Cry”, “Walk Like a Man”, “Dawn”, “Rag Doll”. Mas o que é sem dúvida o maior êxito de Gaudio como compositor é o single de 1967 “Can’t Take My Eyes Off You” que veio na carreira solo de Valli.
O elenco é bastante eficiente e a direção não decepciona. Não é um filme inesquecível, mas presta homenagem não só àquele período da música norte-americana, como também ao cinemão clássico, das décadas de 50 e 60 que acabou dando lugar a um outro tipo de espetáculo. Impossível não sair da sessão de cinema cantarolando as músicas.

Avaliação: ***

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Walesa (Walesa. Czlowiek z nadziei)

País: Polônia
Ano: 2013
Gênero: Drama
Duração: 127 min
Direção: Andrzej Wajda
Elenco: Robert Wieckiewicz, Agnieszka Grochowska, Iwona Bielska, Zbigniew Zamachowski, Maria Rosaria Omaggio e Ewa Kolasinska.

Sinopse: 1970, Polônia. Poucas pessoas podem afirmar terem mudado profundamente o mundo em que se encontravam. Entre esses poucos, sem dúvida está Lech Walesa, funcionário comum de um estaleiro e eletricista que se viu inadvertidamente liderando uma revolução silenciosa que resultou não só por acabar com a ditadura na Polônia, mas também ajudou a derrubar o edifício em ruínas do império soviético na década de 1980. O mestre do cinema polonês Andrzej Wajda conta a história real de um dos principais nomes da história recente de seu país, Walesa, ganhador do Prêmio Nobel da Paz e fundador do Movimento Solidário Polonês.

Crítica: a reconstituição da trajetória de Lech Walesa é bem-vinda. Impossível ver o filme e não associar sua história ao do nosso ex-presidente Lula.
Também operário, sem formação superior, logo liga-se ao sindicato. Com facilidade para falar perante multidões, sua fama vai crescendo e sua figura passa a incomodar autoridades (tendo sido preso mais de 100 vezes). Em 1980, Wałesa liderou o movimento grevista dos trabalhadores do estaleiro de Gdansk, cerca de 17.000 que protestavam contra a carestia de vida e as difíceis condições de trabalho. A greve alargou-se rapidamente a outras empresas. Ganha fama internacional como ativista dos direitos humanos até chegar à presidência do país, de 1990 a 1995.
Em 1967 começou a trabalhar como eletricista no estaleiro naval de Gdansk, onde assistiu à repressão de manifestações operárias pela força das armas. Estes acontecimentos trágicos levaram-no a lutar pela constituição de sindicatos livres no país.
O filme é contado por meio de uma entrevista a uma jornalista italiana, coberto com imagens que retratam também sua vida em família com a esposa e seus 6 filhos. O Prêmio Nobel da Paz, concedido a ele em 1993, foi recebido por Danuta (esposa), pois ele temia que o governo polonês não o deixasse retornar se saísse do país. Ele havia estado na prisão recentemente e a agitação operária era intensa.
As interpretações são razoáveis. Pena que o filme termine quando Walesa torna-se presidente da Polônia.

Avaliação: ***

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Amor sem Fim (Endless Love)

País: EUA
Ano: 2014
Gênero: Drama, romance
Duração: 105 min
Direção: Shana Feste
Elenco: Alex Pettyfer, Gabriella Wilde, Bruce Greenwood e Joely Richardson.

Sinopse: Jade Butterfield (Gabriella Wilde) é uma jovem superprotegida pelos pais, que aparenta ter um futuro brilhante pela frente. Só que ela se apaixona perdidamente por David Elliott (Alex Pettyfer), um jovem mais humilde que tem um passado conturbado. O relacionamento não é aprovado pelo pai de Jade, Hugh (Bruce Greenwood), que recomenda cautela à filha. Ainda assim, ela se entrega de corpo e alma à paixão por David.

Crítica: o cinema está repleto de remakes e aqui está mais um exemplar. O filme original, de 1981, contava com Brooke Shields e Martin Hewitt nos papéis principais e marcou a estreia de Tom Cruise no cinema.
Na trama água com açúcar, o amor de dois jovens se torna proibido após um acidente. A história previsível não é um desastre total, mas ousa e acrescenta pouco. É apenas “assistível” e, se você não tiver nada mais a fazer, arrisque. Mas só neste caso mesmo.

Avaliação: **

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Coração de Leão – O Amor Não Tem Tamanho (Corazón de León)

País: Argentina
Ano: 2013
Gênero: Comédia
Duração: 109 min
Direção: Marcos Carnevale
Elenco: Julieta Diaz, Guillermo Francella e Mauricio Dayub.

Sinopse: desde que a advogada Ivana Cornejo se divorciou, sua vida amorosa ficou estagnada. Um dia, quando perde seu celular, a sorte aparece: um homem simpático e divertido liga para ela, dizendo ter encontrado o aparelho. Só que uma característica física vai testar até onde uma aparência fora dos padrões pode impedir um grande amor.

Crítica: León é um grande homem num corpo pequeno, fica aquela angústia por ele não ser igual aos outros. E quem disser o contrário está mentindo.
O ineditismo da história, marcada pelo relacionamento amoroso entre um homem 40 cm mais baixo que a mulher, e por ele ser um “grande” homem num corpo pequeno e diferente dos outros, é um ponto positivo para o filme.
Outro destaque são os efeitos visuais (desenvolvidos no estúdio NOMAD VFX) que fazem com que o ator Guillermo Francella pareça ter 40 centímetros a menos do que realmente tem.
Mas os dois quesitos citados acima não são suficientes para segurar a atenção do espectador até o final. A trama torna-se insossa ao não apostar mais nos embates das diferenças entre um casal, que são muitas e mais importantes que o aspecto físico. O roteiro opta pelo mais fácil – o lado caricato do personagem (claro que com bons diálogos – típico dos hermanos) – e perde a chance de ser um bom exemplo do filme argentino.

Avaliação: **

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Muppets 2 – Procurados e Amados

País: EUA
Ano: 2013
Gênero:
Duração: 107 min
Direção: James Bobin
Elenco: Ricky Gervais, Tina Fey, Ty Burrell e Tom Hiddleston.

Sinopse: depois da aventura de Os Muppets (2011), Kermit, Miss Piggy, Animal e toda a trupe conversam com um novo empresário, Dominic Badguy (Ricky Gervais), que pretende levá-los em uma turnê mundial. Kermit hesita, mas os Muppets são ambiciosos e aceitam a proposta. No entanto, eles caem numa armadilha, quando o perigoso sapo Constantine sequestra Kermit e consegue se infiltrar nos Muppets, passando pelo líder do grupo. Enquanto o pobre Kermit tenta escapar de uma prisão de segurança máxima na Sibéria, controlada a mão de ferro por Nadya (Tina Fey), o resto dos Muppets passa a conviver com o intruso dentro do grupo. Mas um investigador francês da Interpol (Ty Burrell) está de olho nos Muppets, já que uma porção de roubos de obras de arte estão acontecendo próximos às apresentações de Piggy, Gonzo e cia.

Crítica:
Avaliação:  a conferir

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Um Plano Brilhante (Love Punch)

País: Reino Unido/França
Ano: 2013
Gênero: Comédia
Duração: 94 min
Direção: Joel Hopkins
Elenco: Pierce Brosnan, Emma Thompson e Timothy Spall.

Sinopse: o casal divorciado Kate (Emma Thompson) e Richard (Pierce Brosnan) arma um divertido plano para tentar recuperar o dinheiro de sua aposentadoria que foi roubado por um empresário inescrupuloso.

Crítica:
Avaliação: a conferir

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Vermelho Brasil (Rouge Brésil)

País: Brasil/França/Canadá/Portugal
Ano: 2014
Gênero: Drama
Duração: 90 min
Direção: Sylvain Archambault
Elenco: Stellan Skarsgard, Joaquim de Almeida, Théo Frilet, Juliette Lamboley, Olivier Chantreau e Giselle Motta.

Sinopse: baseado no livro homônimo do escritor francês Jean-Christophe Rufin, o filme Vermelho Brasil conta a história da expedição de Nicolas Durand de Villegaignon ao Brasil por volta dos anos 1550 e sua luta para criar uma colônia, a chamada França Antártica, no Brasil conquistado pelos portugueses.

Crítica:
Avaliação: a conferir

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A Face do Mal (Haunt)

País: EUA
Ano: 2014
Gênero: Terror
Duração: 86 min
Direção: Mac Carter
Elenco: Harrison Gilbertson, Liana Liberato, Jacki Weaver e Ione Skye.

Sinopse: ao lado dos pais e das duas irmãs, Evan Asher (Harrison Gilbertson) é um jovem tímido e pouco sociável que se muda para uma grande casa, cujo passado é marcado por uma família que perdeu todos os filhos. Aproveitando o baixo preço e sem problemas superstições, os Asher se mudam para o local. Lá, Evan aproveita o tempo livre para desenvolver uma amizade/namoro com a vizinha Sam (Liana Liberato). Curiosos, os dois vão explorar o passado sombrio do local e despertar forças nada amigáveis.

Crítica:
Avaliação: a conferir

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terça-feira, 10 de junho de 2014

Junho – O Mês que Abalou o Brasil

País: Brasil  
Ano: 2013
Gênero: Documentário
Duração: 72 min
Direção: João Wainer
Elenco: -

Sinopse: primeiro longa-metragem produzido pela Folha de SP, o documentário mostra como as manifestações contra o aumento das tarifas de transporte público em São Paulo, em junho de 2013, ganharam dimensão nacional e atingiram centenas de cidades. O movimento levou mais de um milhão de pessoas às ruas e se transformou em uma revolta generalizada contra a corrupção, a falta de serviços públicos e o excesso de gastos com o Mundial de Futebol. Intelectuais, jornalistas e líderes dos protestos analisam as mudanças conseguidas pelos manifestantes e deixam uma pergunta: Amanhã vai ser maior?

Crítica: “Junho” é um documentário factual e oportuno. É, na verdade, um relato jornalístico produzido pelo jornal Folha de São Paulo e dirigido por João Wainer, fotojornalista há cerca de 20 anos.
O trabalho é competente trazendo para a tela imagens do que ocorreu há um ano (em 2013), nas principais capitais e cidades brasileiras (São Paulo, Rio de Janeiro, Ribeirão Preto, Recife, Fortaleza, Salvador, Belo Horizonte, Ouro Preto, Porto Alegre, Manaus, Campo Grande, Ponta Grossa), quando pessoas de todas as idades, origens e pensamentos ideológicos foram às ruas.
Manifestantes do Movimento Passe Livre (MLP) e de outros grupos, policiais, políticos, moradores de SP da classe média e da periferia (que é quem mais sofre com a desigualdade social, problemas no transporte, saúde e educação), blogueiros, jornalistas, militantes, filósofos, historiadores, sociólogos e cientistas políticos dão sua opinião sobre o movimento e enriquecem o documentário. Uma delas é a repórter da Folha, Giuliana Vallone, que foi atingida com uma bala de borracha no olho.
De forma cronológica, são apresentados os primeiros protestos contra o aumento da tarifa de ônibus, a repressão policial, a extensão das manifestações para outras cidades, tudo recontado com a ajuda do acervo de imagens do jornal.
Mostra como outros grupos, com outras reivindicações surgiram, gerando inclusive conflitos de ideias e desviando do foco inicial da manifestação. Revela, também, como no início a própria mídia duvidou da intensidade do movimento, considerando-o apenas anárquico e se colocando vergonhosamente ao lado do Estado. As primeiras declarações de Geraldo Alckmin sobre o assunto são lastimáveis.
O documentário deixa claro a insatisfação da população com os políticos atuais, mas também a falta de formação política de alguns manifestantes; o cansaço de esperar pela melhoria de direitos básicos; e o despreparo total da polícia em lidar com revoltas populares.
É contagiante ver todas aquelas pessoas todas nas ruas em luta por uma causa. Resta saber se haverá persistência nas reivindicações que não são poucas e que, por passividade da população brasileira, acumularam-se por anos e anos.

Avaliação: ****

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Noites de Cabíria (Le Notti di Cabíria)

País: Itália
Ano: 1957
Gênero: Drama
Duração: 115 min
Direção: Federico Fellini
Elenco: Giulietta Masina, François Périer, Franca Marzi e Aldo Silvani.

Sinopse: Cabíria (Giulietta Masina) é uma jovem romântica e ingênua que se prostitui para sobreviver. Mesmo enfrentando muitas dificuldades, ela demonstra uma confiança impressionante e sonha com o verdadeiro amor enquanto sofre constantes desilusões amorosas.

Crítica: surpreendente e sensível, é, sem dúvida, uma obra-prima do mestre Federico Fellini e, por vezes, até mais lembrada do que o longa “La Dolce Vita”. A história de Cabíria (Giulietta Masina – excelente em sua atuação), uma prostituta de Roma que sonha em se casar e deixar a vida que leva, mas é obrigada a viver na marginalidade, comove o espectador que torce para que ela se levante a cada golpe que leva.
Vencedor do Oscar de Melhor Filme Estrangeiro em 1957e do prêmio de Melhor Atriz a Giulietta em Cannes, a trama fala de esperança. Ingênua e romântica, Giulietta sonha com o amor perfeito e acredita na bondade das pessoas. Por isso, sofre constantes desilusões. Em suas andanças pela noite, ela se envolve com um astro de cinema em crise conjugal e, também, com um contador, que parece amá-la de verdade. Mas nem tudo é o que parece.
Bons diálogos, bela cenografia e uma trilha sonora composta por músicas do famoso compositor italiano Nino Rota.
“Noites de Cabíria” inspirou um musical da Broadway e, depois, um filme americano, ambos com o título de Sweet Charity.

Avaliação: ****

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segunda-feira, 9 de junho de 2014

Sementes do Nosso Quintal

País: Brasil
Ano: 2012
Gênero: Documentário
Duração: 115 min
Direção: Fernanda Heinz Figueiredo
Elenco: -

Sinopse: o filme retrata o cotidiano de uma escola sem precedentes que, através do pensamento-em-ação de sua idealizadora, a controversa e carismática Therezita Pagani, nos revela o potencial estruturante para de uma educação verdadeira, firme e sensível. O espectador é convidado a encarar a esfinge de frente, adentrando um espaço onde natureza, arte e conflitos regem o encontro de crianças que convivem entre diferentes faixas etárias. Um filme que trata da vida de todos nós, através de uma escola.

Crítica: a película deveria ser assistida por todos, sem exceção. Razão: foco total na educação – uma educação para a vida, para ser uma pessoa melhor, para a formação de um caráter e para o enfrentamento dos problemas.
Nesse grande jardim de infância, não há internet ou jogos eletrônicos. A casa com capacidade para até 80 crianças faz questão que elas brinquem de verdade, tenham contato com a terra, com os insetos, com os animais, e umas com as outras. O convívio se dá no jardim, com os brinquedos (doados e reaproveitados), nas inúmeras brincadeiras animadas pelos professores, nas festas de aniversário ou nos festejos folclóricos movidos a muita música e dança (há músicos que estão ali há 35 anos).
Ensina-se a repartir, a conviver e trabalhar em conjunto, a respeitar, a ter responsabilidades e a ter limites. Tudo é passado para os pais em reuniões promovidas pela dona Therezita que deixa claro que a maior referência para os filhos são os pais; portanto, não pode-se terceirar a educação que deve ser dada por eles.
Nessa escola diferencial, onde meninos e meninas costumam ficar até os 7-8anos, diz-se “não” quando é necessário, mas de uma forma que permita que a criança realmente se arrependa do que fez e veja a gravidade do seu ato. Estimula-se que ela entenda que fez algo errado (“bobajada”, como os educadores ali chamam) e que ela pode melhorar. Ela recebe sempre um incentivo e um elogio ao dar o passo seguinte e não é ameaçada por ter errado. A ideia é sempre elevar sua autoestima e confiança e ensinar como é bonito amar e demonstrar isso.
Calma e paciência, segundo a fundadora do espaço, é o segredo para vencer a ‘birra’ infantil.

Avaliação: ****

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Tim Lopes – Histórias de Arcanjo

País: Brasil
Ano: 2012
Gênero: Documentário
Duração: 84 min
Direção: Guilherme Azevedo
Elenco: -

Sinopse: a trajetória e vida do jornalista Tim Lopes a partir do ponto de vista de seu filho. Dez anos após sua morte, o longa procura contar outras histórias além das de quando ele era jornalista, através de imagens de arquivos, feitos por Tim Lopes e por outros, e depoimentos de amigos, família e admiradores.

Crítica: o maior acerto do filme é não retratar a brutalidade e a violência das últimas horas de vida de Tim Lopes (Arcanjo Antonio Lopes do Nascimento, morto em junho de 2002 no Complexo do Alemão e cuja investigação sobre os autores do crime e o motivo do homicídio levou meses), e sim seu trabalho como repórter investigativo e sobre quem ele era.
Sua ousadia e inovação rompeu portas no jornalismo e fez amigos e inimigos devido à sua coragem e à sua vontade de denunciar. As imagens de arquivo com suas reportagens são excelentes e dão uma ideia do que ele era capaz de fazer para conseguir a matéria que queria. Ele se infiltrava nos locais onde queria fazer a reportagem para tornar tudo mais crível. Vestia-se de operário e ali trabalhava, passava-se por morador de rua e ficava ao lado de crianças sem lar e assim seguiu acreditando ser a melhor maneira de fazer jornalismo. Obtinha mesmo matérias incríveis, achava quem fosse preciso para entrevistar. Uma de suas conquistas foi encontrar a esposa de Chico Mendes e coloca-la frente a frente com o assassino do marido. Os entrevistados costumavam dizer que ele deixava-os à vontade.
Não foi só um modelo para os profissionais da área, fez amizade com muita gente. Os depoimentos são comoventes como o de um caminhoneiro com o qual ele havia conversado algumas vezes para fazer uma matéria sobre a profissão. Mais uma vez, para tornar mais real e sentir o que é ser um ‘caminhoneiro’, ele faria uma viagem com ele. Mas, infelizmente, foi assassinado tentando concluir seu trabalho investigativo sobre o tráfico de drogas nas favelas.
O fio condutor da história é seu filho, Bruno Quintella. A montagem é bastante eficiente, encaixando relatos, fotos e imagens e guiando o espectador pelo trabalho minucioso de Tim Lopes que não tinha medo de ir sempre adiante.
O filme termina com um retorno às origens. Tim nasceu em Itaqui, no Rio Grande do Sul. Depois partiu para o Rio de Janeiro, de onde não saiu mais, e já decidido que seria um jornalista. Amante da escola de samba mangueira, da boa cerveja, dos amigos e, claro, do trabalho incansável, estava sempre sorrindo.
Pessoas comuns, parentes, colegas de trabalho. Todos elogiam a vontade de Tim de fazer justiça.


Avaliação: ***

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Uma Relação Delicada (Abus de Faiblesse)

País: França
Ano: 2013
Gênero: Drama
Duração: 105 min
Direção: Catherine Breillat
Elenco: Isabelle Huppert, Kool Shen, Laurence Ursino e Christophe Sermet.

Sinopse: após um derrame, a cineasta Maud precisa enfrentar as limitações físicas do corpo e, ao mesmo tempo, a inevitável solidão da sua vida. Ela se encanta ao ver Vilko em um programa de televisão e, determinada a se aproximar, o convida para atuar em seu próximo filme. Mas ela se envolve numa relação conturbada com uma dependência inexplicável.

Crítica: em “Uma Relação Delicada” (Abuso de Franqueza, no título original) Catherine Breillat, com uma filmografia de 13 longas, retrata como de costume uma heroína perdida nas armadilhas da vida.
De alguma maneira, poderíamos pensar que se trata de um filme autobiográfico, pelo menos em certas partes. Isabelle Huppert (incrível no papel da cineasta Maud) sofre um AVC e fica com metade do corpo comprometido.
A relação delicada a que o título alude é o encontro entre Maud e Vilko, o vigarista vivido por Kool Shen. Um dia, ela vê o cara falando bravatas na TV (pobre, ex-presidiário e que ficou famoso depois de escrever um livro) e acredita, fielmente, que ele é o ator ideal para o seu próprio filme. O que se segue, no entanto, é uma relação esquisitíssima entre os dois: sem sexo e sem qualquer aproximação física. Vilko começa a tirar dinheiro da mulher até deixá-la sem um tostão.
A história não tem nada de extraordinária e é muito velha, quase um clássico dos folhetins. Mas, nas mãos de Breillat, a trama se desdobra. O foco aqui não é o sofrimento da cineasta explorada, do choro e das reclamações românticas, da dor de cotovelo. Ao contrário, é o sofrimento causado pela dor física. A paralisia de Maud, magnificamente interpretada por Huppert, incomoda quem está na plateia.
É difícil entender a relação entre os dois protagonistas e como Vilko consegue dominá-la, invertendo os papeis, já que Maud estava sempre acostumada a comandar. No final, nem ela entende a relação de dependência, ao dizer: “fui eu quem assinou todos os cheques, mas ao mesmo tempo não foi”. Simplesmente assinei.

Avaliação: **

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Trama Macabra (Family Plot)
País: EUA
Ano: 1976
Gênero: Suspense
Duração: 120 min
Direção: Alfred Hitchcock
Elenco: Karen Black, Bruce Dern, Barbara Harris, William Devane e Cathleen Nesbitt.

Sinopse: a falsa médium Madame Blanche (Barbara Harris) e seu namorado, o taxista George Lumley (Bruce Dern), tentam arrancar algum dinheiro de Julia Rainbird (Cathleen Nesbitt) dizendo que conseguem se comunicar com seu sobrinho desaparecido. Enquanto isso, Arthur Adamson (William Devane) e sua parceira, Fran (Karen Black), enriquecem sequestrando magnatas. Brevemente os caminhos dos quatro trambiqueiros se cruzarão.

Crítica: em seu último filme, não tão aclamado como “Psicose”, “Disque M para Matar”, “Janela Indiscreta”, “Ladrão de Casaca”, o mestre do suspense mantém sua marca com cenas memoráveis, diálogos ousados e inteligentes e, claro, muitas intrigas e mistério. Aqui, os personagens são mais carismáticos e o humor negro tem uma presença maior.
Arrependida por ter forçado sua irmã já falecida a doar o filho na juventude, a Sra. Julia Rainbird (Cathleen Nesbitt) oferece uma recompensa para a médium Madame Blanche (Barbara Harris) reencontrá-lo. Com a ajuda de seu parceiro George Lumley (Bruce Dern), a falsa vidente começa a procurar o sobrinho, numa busca que trará à tona acontecimentos macabros do passado. Paralelamente, o joalheiro Arthur Adamson (William Devane) e sua parceira Fran (Karen Black) seguem fazendo fortuna com sequestros muito bem orquestrados. De alguma maneira, os caminhos destes dois casais “nada politicamente corretos” se cruzarão.
O elenco se sai muito bem, sobretudo Barbara Harris como a vidente Blanche. A trama conduz o espectador e, mesmo as cenas em que os recursos ainda eram parcos na época, como por exemplo, o do carro sem freio em uma autoestrada, causam medo e aflição.
Até a sequência final, a tensão é mantida.

Avaliação: ***

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Old Boy – Dias de Vingança (Old Boy)

País: EUA
Ano: 2013
Gênero: Suspense
Duração: 104 min
Direção: Spike Lee
Elenco: Josh Brolin, Elizabeth Olsen, Sharlto Copley e Samuel L. Jackson.

Sinopse: homem é raptado e passa 15 anos em cativeiro sem saber os motivos. Quando libertado, ele irá atrás das pessoas responsáveis pelo sequestro em busca de vingança.

Crítica: o cinema atual está repleto de remakes e OldBoy é um deles, tendo sido adaptado do filme sul-coreano dirigido por Chan-wook Park em 2003.
Mas a versão hollywoodiana é um fiasco e isso já se percebe pelo thriller. O roteiro é ruim e, consequentemente, todo o resto vai pelo mesmo caminho. Os atores têm atuações extremamente forçadas, nem as cenas de luta são convincentes. Com uma trama tão fragilizada pela adaptação ocidental, nada parece se encaixar.
Fora a cenografia e a trilha sonora, tudo foi jogado por água abaixo, mesmo tendo uma história já pronta: “Oldboy" é um dos mais famosos contos de vingança de nossa cultura pop moderna. Ele nos fala sobre o sofrimento de Joe, sujeito que é preso por duas décadas em um quarto de motel sem nem ao menos saber a razão. Mas num dia qualquer o mesmo acaba solto, abandonado no meio do nada dentro de uma mala. Seu único instinto ao recobrar a consciência é: descobrir porque foi preso e destruir o responsável por isso.
Mais difícil ainda é entender como Samuel L. Jackson foi fazer parte desse trabalho.

Avaliação: **

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Meninos de Kichute

País: Brasil
Ano: 2010
Gênero: Drama
Duração: 102 min
Direção: Luca Amberg
Elenco: Lucas Alexandre, Werner Schunemann e Arlete Salles.

Sinopse: garoto sonha em ser goleiro de futebol. Porém, o menino encontrará diversos obstáculos, entre eles, o pai, autoritário e machista, que condena a paixão do filho.

Crítica: baseado no livro homônimo de Márcio Américo, também corroteirista, Meninos de Kichute (o tênis sensação entre os garotos que cresceram entre o fim dos anos 1960/ início dos 1980) é focado na figura de Beto (Lucas Alexandre, escolhido entre cerca de 700 crianças), um garoto de 12 anos, de família simples, que resolve ser goleiro. A história se passa nos anos 1970, em um bairro pobre. Lucas é um garoto comum, o filho do meio, que vê no autoritarismo do pai (Werner Schünemann) o maior obstáculo para a realização de seu sonho. Religioso, o patriarca considera que competição é pecado.
A julgar pela reconstrução histórica, o filme se posiciona muito bem. O figurino é impecável, marcado, principalmente, pelas peças justas características da década; o trabalho da direção de arte é visível e a trilha sonora, com sucessos como "Que Fim Levaram todas as Flores" (Secos e Molhados), "Filho Maravilha" (Jorge Ben) e "Eu Quero Botar meu Bloco na Rua"(Sérgio Sampaio) acerta em cheio.
A veracidade das cenas (na escola ou no campinho) que reúnem todos os meninos também é elogiável, no entanto falta mais apuro técnico e profundidade na história. As tramas paralelas são pouco exploradas e tudo fica meio sem elo.
Outro destaque são as conversas entre os meninos, que são condizentes com a idade. Ali são explorados temas com pornografia, bullying, competição.
Mesmo com as falhas, o filme tem seus méritos e merece ser conferido. 


Avaliação: **

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