segunda-feira, 31 de agosto de 2015

Homem Irracional (Irrational Man)

País: EUA
Ano: 2015
Gênero: Drama
Duração: 94 min
Direção: Woody Allen
Elenco: Joaquin Phoenix, Emma Stone e Parker Posey.

Sinopse: em crise existencial, o professor de filosofia Abe Lucas chega para lecionar em uma pequena cidade dos Estados e Unidos. Logo uma de suas alunas, Jill, se aproxima dele devido ao fascínio que sente pelo seu intelecto, além da tristeza que sempre carrega consigo. Simultaneamente, ele é alvo de Rita, uma professora casada que tenta ter um caso com ele. A vida começa a melhorar para Abe quando, numa ida à lanchonete com Jill, ouve a conversa de uma desconhecida sobre a perda da guarda do filho devido à uma decisão do juiz Spangler. Abe logo começa a idealizar o assassinato de Spangler e como, por ser um completo desconhecido, jamais seria descoberto.

Crítica: Woody Allen é sempre esperado e mesmo quando seu novo filme não é uma obra-prima, ao sairmos do cinema, ele já deixa saudades e aguardamos pelo próximo.
“Homem Irracional” é diferente, mais pesado, com um toque de suspense, a estilo de “Match Point” (2005). As piadas são poucas, mas o texto é genial como sempre: crítico, sarcástico, mordaz.
Joaquin Phoenix e Emma Stone estão em completa sintonia. Destaque também para Park Posey, muito à vontade no papel.
O filme vai de um extremo a outro em torno de seu protagonista, o professor Abe Lucas (Phoenix). Da vontade de não mais viver, Abe encontra uma estranha motivação que o faz arregaçar as mangas e fazer algo que ele considera nobre.
Nessa mudança de atitude, ele melhora de humor, melhora sua postura em sala de aula, passa a amar.
Mas uma nuvem negra paira no ar quando seu plano “perfeito” é descoberto e, para resolver o problema, os instintos mais primitivos vêm à tona.
O espectador é fisgado do início ao fim e fica apreensivo sem saber o que acontecerá aos personagens.
Amor, solidão, desconfiança, medo, egoísmo, todos esses sentimentos humanos são muito bem explorados na história por alguém que é um gênio ao retratar as fraquezas da humanidade.

Avaliação: ***

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O Fabuloso Destino de Amélie Poulain (Le Fabuleux destin d'Amélie Poulain)

País: França
Ano: 2001
Gênero: Comédia
Duração: 120 min
Direção: Jean-Pierre Jeunet
Elenco: Audrey Tautou, Mathieu Kassovitz, Maurice Bénichou, Isabelle Nanty e Jamel Debbouze.

Sinopse: após deixar a vida de subúrbio que levava com a família, a inocente Amélie (Audrey Tautou) muda-se para o bairro parisiense de Montmartre, onde começa a trabalhar como garçonete. Certo dia encontra uma caixa escondida no banheiro de sua casa e, pensando que pertencesse ao antigo morador, decide procurá-lo ­ e é assim que encontra Dominique (Maurice Bénichou). Ao ver que ele chora de alegria ao reaver o seu objeto, a moça fica impressionada e adquire uma nova visão do mundo. Então, a partir de pequenos gestos, ela passa a ajudar as pessoas que a rodeiam, vendo nisto um novo sentido para sua existência. Contudo, ainda sente falta de um grande amor.

Crítica: um clássico contemporâneo; uma obra genial, criativa e inovadora. Não faltam elogios para esta película.
Puro e belo, fala de amor e dos prazeres da vida com uma leveza que é difícil de esquecer. O enredo é interessante, Audrey Tautou está perfeita no papel, assim como todo o restante do elenco (super afinado).
Os detalhes às pequenas coisas chamam a atenção. A fotografia carregada nos tones fortes (sobretudo, verde e vermelho) é um dos grandes destaques da história que flui numa sequência enriquecedora.
Um filme imperdível!!!

Avaliação: ****


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quinta-feira, 27 de agosto de 2015

A Dama Dourada (Woman in Gold)

País: EUA/Reino Unido
Ano: 2014
Gênero: Drama
Duração: 109 min
Direção: Simon Curtis
Elenco: Helen Mirren, Ryan Reynolds e Daniel Brühl.

Sinopse: década de 1980. Maria Altmann é uma judia sobrevivente da Segunda Guerra Mundial que decide processar o governo austríaco para recuperar o quadro "Woman in Gold", de Gustav Klimt - retrato de sua tia que foi roubado pelos nazistas durante a ocupação. Ela conta com a ajuda de um jovem advogado, inexperiente e idealista. Baseado na história verídica de Maria Altmann.

Crítica: o filme agradará grande parte do público. Histórias que abordam o Holocausto costumam ter grande apelo emocional.
Em 1998, Maria Altmann (Helen Mirren) inicia uma ação contra o governo austríaco, reivindicando seus direitos sobre cinco quadros de Gustav Klimt que haviam pertencido a sua família e foram sequestrados pelos nazistas.
Vem a ajudá-la um jovem advogado, neto de Arnold Schönberg (bem interpretado por Ryan Reynolds), o compositor. O terceiro elemento é um jornalista austríaco (Daniel Brühl) muito mais disposto a colaborar com a senhora judia do que com o governo.
A memória pessoal de uma jovem judia que perde os pais nos campos de concentração e nem mesmo quer botar os pés na Áustria. Mas terá que vencer os seus medos para ir atrás do que busca. Aí começa o excesso de sentimentalismo no filme, apoiado também em vários flashbacks).
Trazer ao presente os horrores da Europa sob o nazismo e, sobretudo, a tão ignóbil quanto entusiástica acolhida dada a Hitler pelos austríacos, é louvável, porém falta um roteiro que conduzisse isso de forma mais inteligente ou não tão comum e previsível.
Outro fator incômodo no filme é a esposa do jovem advogado. Seu papel é tão pequeno, que é quase dispensável à trama.
No mais, Helen Mirren se sai bem como sempre. Um filme bom, mas não marcante.

Avaliação: ***

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A Nação que Não Esperou por Deus

País: Brasil
Ano: 2015
Gênero: Documentário
Duração: 89 min
Direção: Lucia Murat
Elenco: -

Sinopse: a diretora visitou a tribo indígena Kadiwéu de Mato Grosso do Sul primeiramente em 1999 para gravar outro filme e voltou em 2013/2014. Em quase 15 anos, a luz elétrica, a televisão e as igrejas evangélicas chegaram à aldeia, além da luta contra os pecuaristas pela terra.

Crítica: Lucia Murat documenta o estágio de integração na sociedade contemporânea em que se encontra a tribo indígena Kadiwéu e, por consequência, retrata a consequente diluição de suas tradições seculares, absorvidas pela cultura dos “patrícios”, o termo usado pelo cacique Ademir Matchua para se referir ao homem branco.
Simultaneamente, são apresentados os conflitos fundiários entre os indígenas e os pecuaristas da região, deixando inclusive a postura passiva de observadora para mediar as tratativas.
Algumas cenas são sensíveis e bem eficientes ao mostrar a inexistente distância entre a aldeia e a cidade, a tradição e a modernidade. Mas o documentário não se aprofunda muito a ponto de oferecer ao espectador argumentos que o posicionem a favor ou contra à luta dos indígenas pela terra.
No entanto, cumpre a mensagem principal de comprovar como a sociedade contemporânea destrói as tradições indígenas, sua história e individualidade, reempregando os mesmos instrumentos adotados pelos portugueses do século XVI: a imposição da religião cristã, do currículo educacional, de manifestações artísticas particulares e de hábitos nocivos (álcool e drogas).
Tanto que não nos parece natural assistir a um pastor pregando na língua nativa dos Kadiwéu ou acompanhar uma festa indígena ao som de forró.
Isso parece certo? É algo a refletir.

Avaliação: **

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Dromedário no Asfalto

País: Brasil/Uruguai
Ano: 2015
Gênero: Drama
Duração: 85 min
Direção: Gilson Vargas
Elenco: Marcos Contreras, Laura Schneider e Vanise Carneiro

Sinopse: depois de perder a mãe, Pedro se sente devastado e determinado a conhecer a identidade de seu pai. A única informação que ele tem é que o homem partiu para o Uruguai para viver recluso. Assim, resolve ele mesmo partir em uma jornada de autoconhecimento, caminhando por cidades do Brasil, até cruzar a fronteira do país vizinho, Uruguai, a fim de encontrar a pessoa que lhe deu os traços marcantes de uma mente reflexiva e emotiva.

Crítica: O road-movie narra a viagem de carona de um jovem entre Porto Alegre e Montevidéu, com belas imagens.
A metáfora do título se justifica pela capacidade que o dromedário tem de sobreviver por muito tempo sem água e comida. E, também, pelo fato de ser um camelo de uma só corcova: é interessante notar que o personagem percorre o caminho com uma pequena mochila às costas, e nela guarda todos os seus bens materiais, livrando-se de seu peso apenas ao fim da jornada.
Pedro fala com viajantes e moradores do litoral uruguaio, mas o que mais ouvimos são suas digressões. Acompanhamos sua transformação a partir da combinação de suas reflexões com as belas imagens. São momentos esteticamente bonitos, porém mais contemplativos. O conflito existencial, sua busca por algo e a relação com o pai, não são bem resolvidas na tela. Ou seja, tais aspectos poderiam ter sido melhor trabalhados e aprofundados.

Avaliação: **

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Las Insoladas

País: Argentina
Ano: 2015
Gênero: Comédia
Duração: 162 min
Direção: Gustavo Taretto
Elenco: Carla Peterson, Luisana Lopilato, Maricel Álvarez, Marina Bellati, Elisa Carricajo e Violeta Urtizberea.

Sinopse: Buenos Aires, 1995. Seis amigas e companheiras de aula de salsa têm o mesmo desejo: passar duas semanas de férias no Caribe. No entanto, a realidade econômica delas não permite que saiam do terraço de um prédio no meio da cidade, onde se encontram toda semana para tomar sol.

Crítica: esta é a segunda vez que o diretor Gustavo Taretto faz uma adaptação de um curta-metragem de sua autoria em longa. A primeira foi “Medianeras: Buenos Aires na Era do Amor Virtual” (2011).
A trama se passa na laje de um prédio da região central de Buenos Aires, no ano de 1995 (é véspera de Ano Anovo), e mostra seis amigas ao longo de um único dia, tomando sol. Elas se conheceram na escola de dança, e devem fazer uma apresentação de salsa dentro de algumas horas. Preso a um único lugar, o diretor e roteirista apoia o filme nos diálogos, que melhoram ao longo da narrativa. Fala-se do começo ao fim, algo incômodo, mas atenuado pelo bom humor, pelas discussões acaloradas e pelo aprofundamento nas personalidades de cada uma, bem distintas.
É certo que a trama poderia ter sido mais curta, pois, alguns momentos ficam monótonos, mas logo recuperando o fôlego.
A conversa inclui questões urbanas da década de 90: as dificuldades financeiras na era da paridade forçada entre o peso e o dólar, a opressão feminina, a claustrofobia da metrópole e ótimas piadas sobre a desinformação do Ocidente sobre o comunismo (quando falam de Cuba).
Vale destacar que o roteiro aborda assuntos importantes, sem reduzir suas mulheres a objetos de desejo ou a figuras amorosas. Aliás, pouco se fala sobre amor ou aparência, algo louvável em uma película com mulheres protagonistas.
Enfim, um filme divertido, com algumas boas sacadas e com elenco bem dirigido.


Avaliação: ***

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Quando os Irmãos se Defrontam (The Ugly American)

País: EUA
Ano: 1963
Gênero: Drama
Duração: 115 min
Direção: George Englund
Elenco: Marlon Brando, Eiji Okada, Arthur Hill, Jocelyn Brando, Pat Hingle e Sandra Church.

Sinopse: um inteligente e articulado acadêmico Harrison MacWhite (Marlon Brando), passa por uma hostil audiência com os conservadores do senado Americano e termina nomeado como embaixador da fictícia nação do Sarkão, um país no sudeste asiático que caminha em uma tênue linha entre a guerra civil e uma tensa paz. Apesar de tida a sua sabedoria, uma vez que ele chega lá, MacWhite só consegue enxergar o conflito entre os EUA e o Comunismo, e não consegue aceitar que se use o sentimento "antiamericano" para estimular autodeterminação e o sentimento nacionalista nas pessoas. Tomado por uma raiva despropositada, ele corta relações com seu amigo Deong (Eiji Okada), líder oposicionista local, e descarta todos os conselhos de seus aliados, forçando suas vontades contra a população local. Mas até quanto Mac White manterá as vendas do egoísmo em seus olhos, e continuará ignorando o sofrimento que causa a todos ao seu redor?

Crítica: o filme é de 1962, pós-revolução cubana e representa uma esquerda democrática que, na época, estava preocupada com a radicalização de Fidel Castro, sim, mas também com a intransigência com que os EUA, em plena Guerra Fria, se ligavam a regimes ditatoriais para conter o avanço comunista.
Marlon Brando (Harrison MacWhite), como embaixador da nação fictícia Sarkão, está em um de seus melhores papéis. A caracterização (de bigode) e o figurino também ajudaram a torná-lo mais convincente. O filme tem início com ele dialogando com políticos conservadores sobre sua ida ao país, sobre sua pretensão de ser nomeado embaixador e sobre sua admiração e respeito por Deong, nativo de Sarkão, seu conhecido há algum tempo.
Mas chegando lá, os dois com visões políticas distintas, acabam entrando em conflito. MacWhite abusa do poder que lhe deram e fica cego diante das evidências. Sua união parceria com o Primeiro Ministro do país acaba gerando uma violência incontrolável.
Ao final, há o reconhecimento dos erros e limites na estratégia geopolítica norte-americana por meio de uma entrevista à TV. No entanto, os americanos não aparecem muito interessados. Uma crítica inteligente.
O texto é bom, porém as atuações (com exceção da de Brando) deixam a desejar.

Avaliação: ***

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O Último Cine Drive-In

País: Brasil
Ano: 2015
Gênero: Drama
Duração: 98 min
Direção: Iberê Carvalho
Elenco: Othon Bastos, Rita Assemany e Breno Nina.

Sinopse: o jovem Marlombrando se vê obrigado a voltar à Brasília, sua cidade de natal, devido a doença de sua mãe, Fátima. Lá, ele vai reencontrar seu pai, Almeida, dono do Cine Drive-in, há 37 anos. Ele insiste em manter vivo o cinema, mesmo não atraindo mais espectadores como na década de 70. Para isso, conta com a ajuda de apenas dois funcionários: Paula, que cuida da projeção e da lanchonete; e José, um velho amigo de Almeida, que ajuda a vender ingressos no caixa e da limpeza do local. Com a ameaça de demolição do Cine Drive-in e o agravamento da doença de Fátima, pai e filho vão ter que se unir e tentar reviver o passado.

Crítica:
Avaliação: a conferir

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Mulan

País: EUA
Ano: 2014
Gênero: Animação
Duração: 88 min
Direção: Tony Bancroft e Barry Cook
Elenco: James Hong, George Takei e June Foray.

Sinopse: quando os mongóis invadem a China, o imperador (Pat Morita) decreta que cada família ceda um homem para o exército imperial. Com isso, uma jovem fica angustiada ao ver seu velho e doente pai ser convocado, por ser o único homem da família. Ele precisa ir mesmo sabendo que certamente morrerá, para manter a honra da família. Assim, sua filha rouba sua armadura e espada, se disfarça de homem e se apresenta no lugar do pai, mas os espíritos dos ancestrais decidem protegê-la e ordenam a um dragão (Eddie Murphy), que havia caído em desgraça, que convença a jovem a abandonar seu plano. Ele concorda, mas quando conhece a jovem descobre que ela não pode ter dissuadida e, assim, decide ajudá-la a cumprir sua perigosa missão de ir para a guerra e voltar viva.

Crítica:

Avaliação: a conferir

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Obra

País: Brasil
Ano: 2013
Gênero: Drama
Duração: 80 min
Direção: Gregório Graziosi
Elenco: Irandhir Santos e Júlio Andrade.

Sinopse: São Paulo. Às vésperas do nascimento de seu primeiro filho, um arquiteto, João Carlos (Irandhir Santos), encontra uma ossada na obra que está prestes a iniciar. A descoberta desestabiliza sua vida.

Crítica: quando o filme tem Irandhir Santos no elenco, sempre atrai um público maior e fiel aos seus trabalhos. Contudo, aqui, a decepção é grande.
A narrativa é lenta. Até respeito filmes contemplativos, mas em “Obra” tudo fica muito solto, no ar, o que não ajuda para prender a atenção do espectador.
Falta algo concreto que sustente os 80 minutos da história. Salvo algumas cenas com atuações convincentes (quando Irandhir Santos, no papel de João Carlos, sente dores terríveis devido ao problema na coluna), o filme é difícil de assistir. Nas demais sequências, o ator parece pouco à vontade no papel de arquiteto.
Esteticamente bonito (todo em preto e branco), mas fracamente elaborado. Os coadjuvantes pouco contribuem e ainda têm performances ruins. Não sejamos injustos com Júlio Andrade, que vive um supervisor de obra, no novo projeto do arquiteto. Sua atuação é bem natural.
Uma pena que, em meio a tantos filmes “besteiróis”, não se tenha aproveitado a chance de dirigir um filme com resultados melhores e mais louváveis. 

Avaliação: *

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Os Incompreendidos (Les Quatre Cents Coups)

País: França
Ano: 1959
Gênero: Drama
Duração: 99 min
Direção: François Truffaut
Elenco: Jean-Pierre Léaud, Claire Maurier, Albert Rémy e Guy Decomble.

Sinopse: Antoine Doinel (Jean-Pierre Léaud) é o filho negligenciado de Gilberte Doinel (Claire Maurier), que parece ter tempo para tudo menos o bem-estar da criança. Julien Doinel (Albert Rémy) não é o pai biológico, mas cria o menino como se fosse seu filho. Gilberte está tendo um caso e não se surpreende quando, por acaso, Julien fica sabendo que Antoine não está indo à aula, pois ela sabia que na hora do colégio o filho a tinha visto com seu amante. A situação se agrava quando Antoine, para justificar sua ausência no colégio, "mata" a mãe. Quando seus pais aparecem na escola, a verdade é descoberta e Julien o esbofeteia na frente de seus colegas. Após isto ele foge de casa e arruma um lugar para dormir. Paralelamente seus pais culpam um ao outro pelo comportamento dele, após lerem a carta na qual ele se despede. No outro dia Antoine vai à escola normalmente. Lá sua mãe o encontra e se mostra preocupada por ele ter passado a noite em uma gráfica. Ela alegremente o aceita de volta, mas os problemas não acabam. Antoine se desentende com um professor, que o acusa de plagiar Balzac. Como ele odeia a escola, sai de casa de novo e para viver é obrigado a fazer pequenos roubos.

Crítica: o longa foi indicado ao Oscar de Melhor Roteiro e deu a Truffaut o prêmio de melhor diretor em Cannes.
Além da excelente direção, a história universal sobre as relações humanas, em especial retratando no campo familiar e infanto-juvenil, é muito bem dirigida e comovente.
O protagonista é Doinel (Jean-Pierre Léaud) que tenta se adaptar à difícil relação com os pais e à rigidez da escola. Ele quer atenção, mas não tem. Sua solidão incomoda e o persegue do início ao fim. Aos poucos, compreendemos suas pequenas infrações.
A atuação de Léaud é incrivelmente convincente, assim como dos demais meninos, sobretudo de seu melhor amigo. A mãe também ganha destaque na trama.
A narrativa dinâmica, a câmera acompanhando os rápidos movimentos, a filmagem externa – são sinais do cinema moderno que estava por vir.
Truffaut surpreende e nos emociona. O final é duro, mas realista.

Avaliação: ****

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O Sol por Testemunha (Plein Soleil)

País: França/Itália
Ano: 1960
Gênero: Suspense
Duração: 114 min
Direção: René Clément
Elenco: Alain Delon, Marie Laforêt, Maurice Ronet e Elvire Popesco.

Sinopse: Tom Ripley (Tom Ripley) é enviado para europa a mando do Sr. Greenleaf com uma missão: trazer o filho Philippe (Maurice Ronet) de volta para os Estados Unidos. O jovem mimado engana Ripley, fingindo que vai retornar para casa, mas em nenhum momento pretende deixar sua noiva Marge (Marie Laforêt). Acreditando que o rapaz falhou, o Sr. Greenleaf corta o seu pagamento. Assim, Tom entra em desespero e resolve assumir a identidade, e a boa vida, de Philippe.

Crítica: Adaptação livre do romance policial “O talentoso Ripley (1955)”, da americana Patricia Highsmith – uma história de falsários e golpistas, onde nada é o que parece ser.
Na obra cinematográfica, o jovem Tom Ripley (Alain Delon) tem a incumbência de levar o mimado Philippe Greenleaf (Maurice Ronet), que desfruta de longas férias pela Itália, para o seio de sua família, em San Francisco (EUA). Na companhia de sua noiva Marge (Marie Laforet), o boêmio rapaz não demonstra muitas intenções de ceder às investidas de seu amigo para retornar aos Estados Unidos – o que faz com que Tom se valha de meios condenáveis e até mesmo sombrios para manter uma vida extravagante ao lado de Philippe.
Ripley é retratado como um jovem bajulador e esperto, decidido a viver, sem cerimônia, do dinheiro dos outros. Philippe sabe perfeitamente com quem está lidando, nunca se deixa enganar, mas é do tipo demasiado acostumado a brincar com fogo para decidir se livrar de Ripley.
A partir daí, a beleza pueril e a aparência tranquila vão dando lugar a um Ripley maquiavélico, o próprio anti-herói, numa trama de suspense e muitas reviravoltas.
A sequência no barco em alto-mar é intensa. Num ato irreversível, Ripley decide seu futuro: viverá a identidade do outro até que a verdade virá à torna.
Além da história em si, a narrativa é interessante, a crítica ao consumismo e ao estilo de vida de excessos é louvável e a fotografia, belíssima. Um clássico ainda atual!
Outra obra de Highsmith também foi adaptada para o cinema: Pacto Sinistro (1955), de Alfred Hitchcock.

Avaliação: ***

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Entourage: Fama e Amizade (Entourage)

País: EUA
Ano: 2015
Gênero: Comédia
Duração: 104 min
Direção: Doug Ellin
Elenco: Adrian Grenier, Kevin Connolly e Kevin Dillon.

Sinopse: continuação do seriado Entourage, que apresentava os bastidores de Hollywood e seguia as aventuras do ator Vincent Chase (Adrian Grenier), do agente Ari Gold (Jeremy Piven) e dos amigos Eric (Kevin Connolly), Turtle (Jerry Ferrara) e Johnny (Kevin Dillon).

Crítica:
Avaliação: a conferir

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Exorcistas do Vaticano (The Vatican Tapes)

País: EUA
Ano: 2015
Gênero: Terror
Duração: 91 min
Direção: Mark Neveldine
Elenco: Olivia Taylor Dudley, Michael Peña e Dougray Scott.

Sinopse: Angela Holmes (Olivia Taylor Dudley), de 27 anos, acidentalmente corta seu dedo e vai parar na emergência, quando a infecção do ferimento faz com que ela comece a agir de forma estranha e assombrosamente começa a causar ferimentos graves e até mortes nas pessoas ao seu redor. O Padre Lozano (Michael Peña) examina a moça e acredita que ela está possuída. Ao tentar exorcisar o demônio, o Vaticano descobre que a força satânica em Angela é mais forte do que eles imaginavam.

Crítica:
Avaliação: a conferir

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Linda de Morrer

País: Brasil
Ano: 2015
Gênero: Comédia
Duração: 81 min
Direção: Cris D´Amato
Elenco: Glória Pires, Antonia Morais e Emílio Dantas.

Sinopse: a cirurgiã plástica Paula (Glória Pires) aplica em si mesma uma fórmula experimental para eliminar celulites e morre. Com a ajuda de um amigo psicólogo/médium, ela volta à Terra e tenta evitar que a gananciosa sócia coloque o nocivo produto no mercado.

Crítica:
Avaliação: a conferir

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eXistenZ

País: Canadá/Reino Unido
Ano: 199
Gênero: Ficção
Duração: 97 min
Direção: David Cronemberg
Elenco: Jennifer Jason Leigh, Jude Law, Ian Holm, Willem Dafoe, Don McKellar e Sarah Polley.

Sinopse: uma respeitada designer de jogos de realidade virtual, criadora de um jogo revolucionário interativo chamado ExistenZ, é vítima de uma intensa perseguição por fanáticos religiosos que querem assassiná-la a qualquer custo.

Crítica: o filme é mal executado e, no meu ponto de vista, o pior de Cronemberg. As situações beiram ao ridículo e a atuação de Jennifer Jason Leigh (como Allegra) é amadora por demais.
O roteiro quis abordar filosofia, metafísica, política e ficção-científica e, no final das contas, tudo se perde. O texto não ajuda e o desenrolar dos fatos também não.
Depois de Matrix, é difícil encarar uma obra como essa. Realmente é uma tarefa árdua assisti-lo até o final.

Avaliação: *

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Que Horas Ela Volta?

País: Brasil
Ano: 2015
Gênero: Drama
Duração: 110 min
Direção: Anna Muylaert
Elenco: Regina Casé, Camila Márdila e Michel Joelsas.

Sinopse: a pernambucana vai embora de seu estado no intuito de proporcionar melhores condições para sua filha. Ela se muda para São Paulo e passa a trabalhar como babá. Anos depois sua filha resolve ir para à cidade, mas a situação passa a ficar insustentável quando a menina deixa de seguir certos protocolos.
Crítica:
Avaliação: a conferir

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Expresso do Amanhã (Snowpiercer)

País: Coreia do Sul/EUA/França
Ano: 2015
Gênero: Ficção
Duração: 126 min
Direção: Joon-ho Bong
Elenco: Chris Evans, Jamie Bell e Tilda Swinton.

Sinopse: quando um experimento para impedir o aquecimento global falha, uma nova era do gelo toma conta do planeta Terra. Os únicos sobreviventes estão a bordo de uma imensa máquina chamada Snowpiercer. Lá, os mais pobres vivem em condições terríveis, enquanto a classe rica é repleta de pessoas que se comportam como reis. Até o dia em que um dos miseráveis resolve mudar o status quo, descobrindo todos os segredos deste intrincado maquinário.

Crítica:
Avaliação: a conferir

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Ted 2

País: EUA
Ano: 2015
Gênero: Comédia
Duração: 116 min
Direção: Seth MacFarlane
Elenco: Mark Wahlberg, Seth MacFarlane e Amanda Seyfried.

Sinopse: extremamente apaixonado Ted decide se casar com Tami-Lynn. Porém, as crises começam bem antes dele imaginar, com isso o casal resolve ter um filho. Eles começam a busca por um doador de esperma, mas o que Ted não imaginava é que teria que travar uma briga judicial para adotar uma criança humana.

Crítica:
Avaliação: a conferir

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Mulheres no Poder

País: Brasil
Ano: 2015
Gênero: Comédia
Duração: 98 min
Direção: Gustavo Acioli
Elenco: Dira Paes, Stella Miranda e Milena Contrucci Jamel.

Sinopse: senadora corrupta, Maria Pilar (Dira Paes) vê uma grande oportunidade de ganhos na licitação do projeto Brasil Brasileiro. Após entrar em contato com a ministra Ivone Feitosa (Stella Miranda) em busca de maiores informações, Maria é orientada a conversar com a secretária-executiva do ministério, Madalena (Milena Contrucci Jamel), para acertar uma armação. Mal sabe ela, porém, que Madalena tem seu próprio plano para se dar bem sozinha...

Crítica:

Avaliação: a conferir

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Hitman – Agente 47 (Hitman – Agent 47)

País: EUA/Alemanha
Ano: 2015
Gênero: Ação
Duração: 85 min
Direção: Aleksander Bach
Elenco: Rupert Friend, Hannah Ware e Zachary Quinto.

Sinopse: Agente 47 (Rupert Friend) é um assassino de elite geneticamente modificado criado para ser a máquina de matar perfeita. Agora, ele precisa caçar uma megaoperação que pretende usar o segredo de sua criação para a formação de um exército imbatível. Ao juntar forças com uma misteriosa jovem, que pode ser o diferencial para o sucesso desta missão, ele vai descobrir segredos de sua origem em uma batalha épica contra seu maior inimigo.

Crítica:

Avaliação: a conferir

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Corrente do Mal (It Follows)

País: EUA
Ano: 2015
Gênero: Terror
Duração: 100 min
Direção: David Robert Mitchell
Elenco: Maika Monroe, Keir Gilchrist e Daniel Zovatto.

Sinopse: a jovem Jay (Maika Monroe) leva uma vida tranquila entre escola, paqueras e passeios no lago. Após uma transa, o garoto com quem passou a noite explica que ele carregava no corpo uma força maligna, transmissível às pessoas apenas pelo sexo. Jay tem a decisão de carregar esta sina consigo, ou passá-la adiante. Enquanto isso, a jovem começa a ser perseguida por figuras estranhas que tentam matá-la, e que não podem ser vistas por mais ninguém. Jay enfrenta um dilema: como explicar o caso às pessoas ao redor, e como interromper esta corrente?

Crítica:

Avaliação: a conferir

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quinta-feira, 13 de agosto de 2015

Suplício de uma Alma (Beyond a Reasonable Doubt)

País: EUA
Ano: 1956
Gênero: Drama/Policial
Duração: 80 min
Direção: Fritz Lang
Elenco: Dana Andrews, Sidney Blackmer, Joan Fontaine, Barbara Nichols e Arthur Franz.

Sinopse: Austin (Sidney Blackmer), que é contra a pena de morte, convence seu futuro genro Garrett (Dana Andrews) a assumir a culpa por crime, para explorar os meandros do sistema penal americano. Ele promete salvá-lo, com provas cabais de sua inocência, ao final do julgamento. No entanto, algo inesperado acontece e muda o rumo da situação, deixando Garrett à mercê da sorte.

Crítica: o diretor austríaco, que deixou uma forte marca na história do cinema, influenciando diretores tão significativos como Alfred Hitchcock, Luis Buñuel e Orson Welles, nos presenteia em “Suplício de uma Alma” (o título original é melhor: “Além de uma Dúvida Razoável”) com uma trama inteligente, fascinante e, acima de tudo, surpreendente.
A princípio, a película parece uma denúncia contra a pena de morte, mas é muito mais do que isso. Aliás, a primeira cena é alguém sendo levado para a cadeira elétrica.
O plano bolado pelo escritor Tom Garrett (Dana Andrews) e seu futuro sogro e ex-patrão, o jornalista Austin Spencer, não sai como planejado, abrindo espaço para várias reviravoltas.
Alguns personagens vão ganhando espaço durante a trama, como é o caso de Dolly Monroe (Barbara Nichols), dançarina de um cabaré e Bob Hale (Arthur Franz), assistente do promotor que é apaixonado pela noiva de Garrett, Susan (vivida por Joan Fontaine).
Além do excelente roteiro, dinâmico e intrigante, há detalhes interessantes, ainda mais se considerando que o filme é de uma época onde os pormenores não costumavam ser valorizados nas cenas, o que, felizmente, não é o caso do cinema de Fritz Lang.
Numa das sequências Bob Hale é enviado pelo chefe a Miami, para investigar o passado da vítima Patty Gray. Lá ele entrevista o dono de uma boate, onde Patty havia trabalhado anos atrás. Faz um calor insuportável na cidade. Os dois sofrem com a temperatura alta. Há um ventilador ligado bem perto deles. Então, o dono da boate pega uma grande barra de gelo e a coloca diante do ventilador, enquanto responde às perguntas de Bob sobre a ex-funcionária. Ou seja, um ar condicionado manual.
Uma cena curiosa!

Avaliação: ***

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Sede de Viver (Lust for Life)

País: EUA
Ano: 1956
Gênero: Drama, biografia
Duração: 122 min
Direção: Vincente Minnelli e George Cukor
Elenco: Kirk Doulgas, Anthony Quinn, James Donald, Pamela Brown, Everett Sloane, Niall MacGinnis e Toni Gerry.

Sinopse: Girassóis de um laranja vibrante. Campos de trigo amarelos ondulando. Exuberantes árvores com copas brancas. Vincent Van Gogh dizia que os quadros chegavam até ele como em um sonho. Um sonho que frequentemente despedaçava sua vida como um pesadelo. Kirk Douglas interpreta o artista dividido entre a prodigiosa inspiração do seu gênio e a angustiante escuridão de uma mente atormentada. O obcecado Van Gogh pintou o modo como outros homens respiram, se despojando de família e amizades, incluindo a amizade com o também artista Paul Gauguin.

Crítica: para quem aprecia Van Gogh o filme é obrigatório. Não melhor que a obra literária, pois a biografia do pintor escrita por David Haziot é sublime.
Mas o filme tenta ater-se à obra e retratar o complexo Van Gogh que tentou até ser pastor, seguindo os passos do pai que não o compreendia, antes de dedicar-se totalmente à arte.
O pintor holandês teve uma vida dura. Não fosse a ajuda do irmão Theo, suas obras não seriam hoje conhecidas. Infelizmente, Van Gogh morreu cedo sem ver o reconhecimento em vida. Sua pintura impressionista (e que não seguia padrões da época) não era bem aceita ainda.
Tinha pouco dinheiro e autoestima baixa, mudava-se com frequência atrás de inspiração e calma (para sua inquietude), era tímido, carente, vivia em cabarés atrás de alguma companhia, alimentava-se mal e chegou a ser internado (a seu pedido) em um manicômio. Tal fase piorou após a presença de Gauguin, com quem dividiu por um tempo uma espécie de ateliê. A amizade não foi benéfica para Van Gogh.
O longa faz uma volta completa em sua trajetória. O final é um pouco acelerado. Muitas de suas obras são mostradas – o que faz com que tenhamos a impressão de estarmos vendo Van Gogh em pleno trabalho. Kirk Douglas surpreende na atuação e, também, na caracterização (os cabelos ruivos ajudam na semelhança). Já James Donald (como Theo) e Anthony Quinn (no papel de Gauguin) deixam a desejar. O personagem de Theo, por exemplo, poderia ter sido melhor explorado, tendo em vista que quase tudo que se sabe sobre Van Gogh está nas cartas trocadas entre os irmãos. 

Avaliação: ***

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De Repente, no Último Verão (Suddenly, Last Summer)

País: EUA
Ano: 1959
Gênero: Drama
Duração: 112 min
Direção: Joseph L. Mankiewicz
Elenco: Elizabeth Taylor, Montgomery Clift, Katharine Hepburn e Mercedes McCambridge.

Sinopse: John Cukrowicz (Montgomery Cliff), um neurocirurgião interessado em conseguir recursos para o hospital onde trabalha, conhece Violet Venable (Katherine Hepburn), uma rica senhora da aristocracia que quer mandar fazer uma lobotomia em Catherine Holly (Elizabeth Taylor), uma sobrinha supostamente acometida de crises de loucura. Na verdade Violet teme que Catherine revele a homossexualidade de Sebastian, o filho de Violet, que morreu de forma violenta na Espanha. Há uma versão "oficial" do acidente, mas Catherine viu o que realmente aconteceu e assim sua tia tenta silenciá-la.

Crítica: o filme de Mankiewicz, cujo trabalho tem pouca aceitação no Brasil e em várias partes do mundo, abusa do dramalhão e decepciona.
Tem até bons diálogos, mas a atuação amadora dos atores, algumas cenas estranhas e preconceituosas (mal colocadas) e a não clareza de certas características dos personagens atrapalham o desenrolar da história que, aliás, só ganha ritmo mesmo depois de 45 minutos.
Às vezes sutis, às vezes exageradas, as situações nunca encontram um equilíbrio. Tanto é que cenas que deveriam ser trágicas acabam por ser engraçadas. Faltou uma direção mais centrada. As cenas de Elizabeth Taylor e de Katharine Hepburn, por exemplo, são mal dirigidas.
O longa, baseado em uma peça do dramaturgo americano Tennesse Williams, não teve sucesso em sua adaptação cinematográfica.

Avaliação: **

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Ouro, Suor e Lágrimas


País: Brasil
Ano: 2014
Gênero: Documentário
Duração: 93 min
Direção: Helena Sroulevich
Elenco: -

Sinopse: a história da década mais vitoriosa das seleções brasileiras de voleibol de quadra. Um convívio íntimo com os atletas e os técnicos e Bernardinho e Zé Roberto Guimarães que buscam revelar o segredo do sucesso das seleções.

Crítica: filmes sobre esporte costumam agradar o público em geral. E o voleibol é uma das modalidades esportivas que mais deram reconhecimento internacional ao Brasil, portanto, uma homenagem bem-vinda.
O filme faz a crônica de um contraponto dramático. Entre 2001 e 2010, a seleção brasileira de voleibol masculino foi campeã mundial oito vezes e venceu 16 dos 20 torneios disputados, tornando-se a equipe mais forte do mundo. No mesmo período, a seleção feminina, apesar de muitas vitórias, ganhou fama de "amarelona" por sucessivas derrotas em finais de campeonatos mundiais. A euforia de uns e a tristeza de outras pontua o filme, até uma relativa inversão em 2012.
No entanto, o longa que parte de uma promessa de cronologia rumo às Olimpíadas de 2012 perde-se no caminho – até porque a equipe de filmagem acabou não tendo acesso os jogos de Londres, cobertos tão somente com fotografias. Quem não domina a história recente do vôlei terá certa dificuldade em acompanhar a evolução dos fatos e certos episódios envolvendo jogadores e técnicos. Isso, de fato, prejudica a narrativa. Além disso, muitas vezes é difícil compreender as falas do Bernardinho; o uso de legendas teria caído bem.
De qualquer forma, “Ouro, Suor e Lágrimas” presta um bom serviço à memória do vôlei, retrata lances decisivos de partidas decisivas e coloca o espectador em relativa intimidade com os jogadores e jogadoras nos bastidores  em viagens e no recesso do Centro de Desenvolvimento do Voleibol, em Saquarema (RJ), que esbanjam simpatia.

Avaliação: **

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Missão Impossível – Nação Secreta (Mission: Impossible – Rogue Nation)

País: EUA
Ano: 2015
Gênero: Ação
Duração: 131 min
Direção: Christopher McQuarrie
Elenco: Tom Cruise, Jeremy Renner e Rebecca Ferguson.

Sinopse: Ethan Hunt (Tom Cruise) descobre que o famoso Sindicato é real, e está tentando destruir o IMF. Mas como combater uma nação secreta, tão treinada e equipada quanto eles mesmos? O agente especial tem que contar com toda a ajuda disponível, incluindo de pessoas não muito confiáveis...

Crítica:
Avaliação: a conferir

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