domingo, 24 de abril de 2016

A Lei de Mercado (La Loi du Marché)

País: França
Ano: 2016
Gênero: Drama
Duração: 93 min
Direção: Stéphane Brizé
Elenco: Vincent Lindon, Karine de Mirbeck, Matthieu Schaller, Catherine Saint-Bonnet e Hakima Makoudi.

Sinopse: com 51 anos e depois de quase 20 meses no desemprego, Thierry começa um trabalho novo que logo lhe faz enfrentar um dilema moral. Até que ponto ele está disposto a aceitar o que lhe mandam fazer para manter o emprego?

Crítica: o aspecto social é algo bastante explorado no cinema francês. E "La Loi du Marché" (A Lei do Mercado) constitui um bom exemplo dessa temática ao centrar-se no lado familiar e emocional de um homem que tenta escapar de uma situação de prolongado desemprego.
Thierry (interpretado pelo convincente Vincent Lindon) é um homem que, depois de ter passado os 50 anos, está desempregado, prestes a vender uma pequena casa (um dos poucos bens que possui), recorrendo a um empréstimo para sustentar sua família e prover seu filho doente dos cuidados necessários, enfim, longe de ter uma vida tranquila após tantos anos de trabalho. Tendo que pagar contas, ele aceita um emprego como vigilante de uma grande loja. O serviço consiste basicamente em vigiar e denunciar roubos, delitos e desvios, o que acaba por deixá-lo ainda mais deprimido.
"A Lei do Mercado" traz à tona a atual crise econômica na Europa nos últimos anos. De forma inteligente, o diretor mescla muito bem cenas de Thierry em casa e no trabalho. Faz uma espécie de comparação que permite ao espectador perceber até que ponto somos humanos e até que ponto suportamos a desumanidade.
Thierry poderia ser qualquer um de nós, diante de dificuldades e tendo que tomar decisões difíceis que podem mudar seu comportamento e levando-o a reavaliar suas prioridades, condutas e valores.

Avaliação: ***

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A Pedra de Paciência (Syngué Sabour)

País: França/Alemanha/Afeganistão
Ano: 2014
Gênero: Drama
Duração: 103 min
Direção: Atiq Rahimi
Elenco: Golshifteh Farahani, Hamidreza Javdan, Hassina Burgan e Massi Mrowat.

Sinopse: no Afeganistão, um herói de guerra em estado vegetativo, após um acidente em que levou uma bala no pescoço, é abandonado pelos companheiros do Jihad e por seus irmãos. Sua mulher o observa em um quarto decadente e começa uma confissão solitária, falando sobre sua infância, seus sofrimentos, sua solidão e seus sonhos. Por meio de suas palavras para o marido, ela procura um caminho para recomeçar a vida.

Crítica: filme escolhido pelo Afeganistão para concorrer ao Oscar 2014 de melhor filme estrangeiro, “A Pedra de Paciência” é, na verdade, quase um monólogo. Golshifteh Farahani (indicada ao César de atriz revelação por esse papel) é uma mulher que revela vários segredos e desejos ao marido que está em estado vegetativo, depois dele ter sido ferido à bala ao tentar defender a própria honra.
A cultura popular daquele país prega que, ao se deparar com uma pedra no caminho, você deve descarregar no mineral todas as suas angústias. E depois que a pedra se quebrar, você estará livre. Fica óbvio, desde que a parábola é revelada, que o marido é a pedra de paciência na vida dessa mulher. Mas, ao conversar com ele, ela denuncia – não sem culpa – a condição da mulher muçulmana oprimida residente em um país em guerra. Essa escolha do diretor de como revelar os segredos e angústias de uma mulher casada há 10 anos com um homem que mal a conhece e a toca foi muito acertada.
A participação de coadjuvantes, como a sua tia e um soldado afegão, contribuem para o desenvolvimento da trama, que é basicamente centrada em Farahani.
Pisando em tabus, o filme tem cenas grandiosas e um texto que garante a atenção do espectador.

Avaliação: ****

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Filhos da Guerra (Unsere Mütter, Unsere Väter)

País: Alemanha
Ano: 2016
Gênero: Drama
Duração: 255 min
Direção: Philipp Kadelbach
Elenco: Volker Bruch, Tom Schilling, Miriam Stein, Ludwig Trepte e Katharina Schüttler.

Sinopse: a trama acompanha a trajetória de cinco amigos, Wilhelm, Friedhelm, Charlotte, Viktor e Greta, cujas vidas são mudadas profundamente quando estoura a Segunda Guerra Mundial. A história tem início no ano de 1941, com os amigos se despedindo em um restaurante na Alemanha e prometendo se reencontrar após o fim dos conflitos. Mas a partir daí, cada um toma rumos diferentes, o que torna o reencontro cada vez menos improvável.

Crítica: com o objetivo de relembrar os 70 anos do fim da Segunda Guerra Mundial, a Alemanha produziu a série “Filhos da Guerra” (“Generation War”, em inglês), que conquistou 17 prêmios internacionais e nove indicações em diversas premiações dentro e fora de seu país: sete no German Television Academy Awards, incluindo melhor direção de arte, melhor direção e melhor ator; melhor minissérie no German Television Awards; melhor minissérie no International Emmy Awards; além de vencer e ser indicada em diferentes festivais internacionais.
Com uma incrível edição e um foco no que realmente é uma guerra (e todas as suas consequências), a série mostra como alguém se transforma após vivenciar tantos horrores e como o instinto de sobrevivência passa a ser o único norteador de seus caminhos. O ponto de vista muda, os valores tornam-se outros, a dor e a morte passam a ser coisas banais. Até o que antes era mais importante para você pode perder totalmente o espaço em sua vida. Esse aspecto humano é inteligentemente abordado por meio de 5 personagens.
Em 1941, Wilhelm (Volker Bruch), Friedhelm (Tom Schilling), Charlotte (Miriam Stein), Viktor (Ludwig Trepte) e Greta (Katharina Schüttler) se despedem com a promessa de se reencontrar quando a guerra terminar – um reencontro que fica cada vez mais improvável de acontecer.
Oficiais condecorados do exército alemão, Wilhelm e Friedhelm são enviados para o front, enquanto Charlotte é transferida para um hospital militar. Enquanto isso, Viktor, filho de um alfaiate judeu, é preso pelos nazistas, e a sua amante, Greta, acaba se envolvendo com um Tenente Coronel da SS, para tentar usar o relacionamento para libertá-lo. Essas situações fazem com que eles sintam de perto a realidade da guerra e suas consequências.
O ex-tenente Wilhelm ainda é vivo, tem 96 anos.

Avaliação: ****

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Amor por Direito (Freeheld)

País: EUA
Ano: 2016
Gênero: Drama
Duração: 104 min
Direção: Peter Sollett
Elenco: Julianne Moore, Ellen Page, Michael Shannon, Steve Carell, Luke Grimes, Josh Charles e Dennis Boutsikaris.

Sinopse: a policial de New Jersey Laurel Hester (Julianne Moore) e a mecânica Stacie Andree (Ellen Page) estão em um relacionamento sério. O mundo delas desmorona quando Laurel é diagnosticada com uma doença terminal. Como sinal de amor, ela quer que Stacie receba os benefícios da pensão da polícia após a sua morte, só que as autoridades se recusam a reconhecer a relação homoafetiva.

Crítica: a trama baseia-se no drama pessoal de Laurel Hester (a excelente Julianne Moore).  
A policial Laurel é uma profissional admirada pela competência, com 23 anos de dedicação à corporação de Nova Jersey, e, por essa razão, esconde o fato de ser homossexual. Tudo muda quando conhece Stacie Andree (Ellen Page) e decide viver com ela. Compram uma casa com quintal para reformá-la, um cachorro e casam-se (união estável).
De repente, Laurel sente algumas dores e faz exames de rotina, a pedido da companheira. É aí que descobre estar com um câncer no pulmão em estágio terminal. Diante do tratamento que dá poucos resultados e vendo o tempo esvair-se, começa sua luta para deixar a casa recém-comprada e revitalizada para Stacie.
Num casamento hetero, a transferência dos benefícios para o parceiro sobrevivente é normal, mas nos Estados Unidos em 2002 o mesmo não valia para casais gays.
É emocionante ver a determinação de Laurel. Ela precisou participar de várias reuniões com seus superiores, apelar para a imprensa e para a ajuda de ativistas como Steven (Steve Carrell), hilário no personagem gay e judeu. Relevante foi ainda o apoio do parceiro de trabalho, Dane Wells (Michael Shannon, com ótima atuação), que tenta convencer os demais colegas da importância da causa de Laurel.
Em meio à doença, o trabalho da policial ganha destaque com o decorrer de investigações, soluções de casos e promoção da função.
Os conselheiros da corporação resistem o quanto podem utilizando argumentos que vão desde o burocrático (nunca antes na história dessa corporação) até o financeiro (mais gasto para a instituição), negando sucessivamente o apelo da veterana. Tudo só muda quando o ativista gay usa seus contatos políticos.
O filme vai no cerne da polêmica para, pouco a pouco, desmascarar os argumentos – em geral religiosos e/ou hipócritas – dos freehelders. Facilita o fato do conselheiro Bryan Kelder (Josh Charles), ainda que timidamente, ser propenso a defender a causa da policial Papel e do ativista gay Steven ter influentes contatos políticos.
Não é um filme marcante, mas louvável pela história que conta: a busca pela igualdade de direitos. Essa vitória foi apenas local. Vagarosamente, outros locais foram seguindo esse caminho. E, somente em 2015, a Corte Suprema dos EUA legalizou o casamento gay em todo o país, obrigando estados com legislações contrárias à união de casais do mesmo sexo a aderirem à nova lei.

Avaliação: ***

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Nise – O Coração da Loucura

País: Brasil
Ano: 2016
Gênero: Drama
Duração: 108 min
Direção: Roberto Berliner
Elenco: Glória Pires, Simone Mazzer, Julio Adrião, Claudio Jaborandy, Fabrício Boliveira, Roney Villela, Flavio Bauraqui, Bernardo Marinho, Augusto Madeira, Felipe Rocha, Roberta Rodrigues, Georgiana Góes, Fernando Eiras e Charles Fricks.

Sinopse: ao voltar a trabalhar em um hospital psiquiátrico no subúrbio do Rio de Janeiro, após sair da prisão, a doutora Nise da Silveira (Gloria Pires) propõe uma nova forma de tratamento aos pacientes que sofrem da esquizofrenia, eliminando o eletrochoque e lobotomia. Seus colegas de trabalho discordam do seu meio de tratamento e a isolam, restando a ela assumir o abandonado Setor de Terapia Ocupacional, onde dá início a uma nova forma de lidar com os pacientes, através do amor e da arte.

Crítica: o filme conta um período da vida de Nise da Silveira, uma das primeiras mulheres brasileiras a se formar em medicina, quando retorna à atividade (depois de um tempo afastada) no Centro Psiquiátrico de Engenho de Dentro, no Rio de Janeiro.
Nise se recusa a empregar métodos brutos, como o eletrochoque, a insulinoterapia e a lobotomia no tratamento dos esquizofrênicos. Isolada pelos médicos, resta a ela assumir o abandonado Setor de Terapêutica Ocupacional (STO), onde inicia um trabalho revolucionário. Deixa os “clientes” como insistia em chamá-los à vontade, conversa, dá atenção, bani por completo o tratamento agressivo, antes utilizado pelos enfermeiros, e com a ajuda de um colega incitam os esquizofrênicos a pintarem. É a parte mais interessante do filme. As obras que surgem são incríveis e dignas de admiração. Um crítico de arte é chamado para avaliar e até uma exposição ocorre.
Enquanto isso, passeios ao ar livre, atividades de autoconhecimento e até festa junina faz com que essas pessoas se sintam humanas, úteis e vivas novamente.
É claro que a resistência do outro lado – médicos contrários aos procedimentos da médica Nise – ganharam forma e, algumas vezes, de maneira bem cruel.
No entanto, só uma grande história não basta para o cinema. O elenco principal é um desastre, inclusive a atuação de Gloria Pires, com falas forçadas, diálogos decorados e uma interpretação amadora, bem distante de trabalhos anteriores. E filme sem boas atuações não é filme, é uma tentativa de filmar. Se não convence, não emociona.
Ao final, é mostrada uma pequena entrevista com a verdadeira Nise e fotos de alguns dos esquizofrênicos “artistas” por ela tratados.
Nise morreu em 30 de outubro de 1999, deixando um grande legado que poucos conheciam: dedicou sua vida a tratar os pacientes de um hospital psiquiátrico, tentando dar uma vida digna a todos eles – vistos pela sociedade como uma escória.

Avaliação: **

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The Lobster

País: Grécia/ Reino unido/ Holanda/ Irlanda/ França/ EUA
Ano: 2014
Gênero: Ficção científica
Duração: 119 min
Direção: Yorgos Lanthimos
Elenco: Colin Farrell, Rachel Weisz, Jessica Barden, Olivia Colman, Ashley Jensen, Ariane Labed, Léa Seydoux, Ben Whishaw e John C. Reilly.

Sinopse: em um futuro próximo, uma lei proíbe que as pessoas fiquem solteiras. Qualquer homem ou mulher que não estiver em um relacionamento é preso e enviado ao Hotel, onde terá 45 dias para encontrar um(a) parceiro(a). Caso não encontrem ninguém, eles são transformados em um animal de sua preferência e soltos no meio da floresta. Neste contexto, um homem se apaixona em plena floresta  algo proibido, de acordo com o sistema.

Crítica: o diretor grego Yorgos Lanthimos analisa, de forma ácida, os relacionamentos humanos em um futuro distópico, onde tudo é controlado por regras rígidas.
A história é bizarra e choca desde o início, quando uma mulher desce do carro que dirige e mata um burro com três tiros.
Depois dessa cena chocante, surge Colin Farrell, irreconhecível não só pela aparência como pela atuação formidável, que não é exatamente o seu perfil nos filmes hollywoodianos.
Nesse futuro próximo em que se passa a trama, as pessoas são proibidas de viverem sozinhas. Caso se tornem solteiras, são logo encaminhadas a um hotel especial. Lá podem permanecer por até 45 dias e, neste período, são incentivadas de todo tipo a encontrar um novo parceiro para toda a vida entre os próprios hóspedes. Caso não consiga, é transformada em um animal – qualquer animal – que a própria pessoa escolhe e, a partir de então, vive solta na natureza.
A lagosta do título original é o animal escolhido por Colin Farrell, que acaba de chegar ao hotel. O ator tem um semblante sempre desanimado, decorrente da recente separação. É a partir de sua estadia no lugar que o espectador tem a chance de conhecer as peculiaridades de seu funcionamento, a começar pelo questionário repleto de sarcasmo. Assim também é todo o filme, cheio de situações surreais, diálogos absurdos e muito humor negro que, por mais que surpreendam, possuem uma certa lógica dentro deste universo todo regrado e, às vezes, politicamente incorreto.
The Lobster aborda com propriedade a questão do livre arbítrio nos relacionamentos amorosos. É interessante notar que, por mais que haja várias atividades de incentivo entre os hóspedes do hotel, todas soam bastante artificiais. Mesmo os novos casais jamais aparentam uma normalidade, até mesmo pelas condições em que foram formados. Há no filme uma exaltação à artificialidade que se contrapõe à punição da naturalidade. É um mundo estranho, retratado com muita criatividade.
O filme tem uma queda de ritmo no segundo ato, quando o personagem de Farrell precisa mudar de ambiente e as coisas se confundem um pouco. Apenas quando Rachel Weisz enfim deixa a narração em off para assumir um papel diante da tela é que o filme, mais uma vez, ganha fôlego.
As interpretações de Weisz e de Farrell são excelentes, mas a instabilidade da trama agradará poucos cinéfilos.


Avaliação: **

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Em Nome da Lei

País: Brasil
Ano: 2016
Gênero: Suspense
Duração: 115 min
Direção: Sérgio Rezende
Elenco: Mateus Solano, Chico Diaz, Paolla Oliveira e Eduardo Galvão.

Sinopse: Vitor (Mateus Solano) é um jovem juiz federal recém-chegado na cidade de Fronteira, disposto a desmontar um esquema de contrabando e tráfico de drogas na região. Para prender Gomez (Chico Diaz), ele vai contar com a ajuda da procuradora Alice (Paolla Oliveira), por quem se apaixona, e da equipe do policial federal Elton (Eduardo Galvão).

Crítica:
Avaliação: a conferir

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Milagres do Paraíso (Miracles From Heaven)

País: EUA
Ano: 2016
Gênero: Drama
Duração: 109 min
Direção: Patricia Riggen
Elenco: Jennifer Garner, Kylie Rogers, Queen Latifah, Martin Henderson, Brighton Sharbino, John Carroll Lynch, Bruce Altman, Eugenio Derbez, Wayne Pére, Gregory Alan Williams, Rhoda Griffis e Judd Lormand.

Sinopse: Annabel passou grande parte de sua infância sem poder levar uma vida normal, devido a um grave problema digestivo. Certo dia, quando tem a oportunidade de sair para brincar com suas irmãs, ela cai e bate com a cabeça em uma árvore. No entanto, ela não morre. Voltando a consciência, ela afirma ter visitado o paraíso para, em seguida, descobrir estar curada de sua doença crônica.

Crítica:
Avaliação: a conferir

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Capitão América – Guerra Civil (Captain America: Civil War)

País: EUA
Ano: 2016
Gênero: Ação
Duração: 126 min
Direção: Anthony Russo e Joe Russo
Elenco: Chris Evans, Robert Downey Jr. e Scarlett Johansson.

Sinopse: Steve Rogers (Chris Evans) é o atual líder dos Vingadores, super-grupo de heróis formado por Viúva Negra (Scarlett Johansson), Feiticeira Escarlate (Elizabeth Olsen), Visão (Paul Bettany), Falcão (Anthony Mackie) e Máquina de Combate (Don Cheadle). O ataque de Ultron fez com que os políticos buscassem algum meio de controlar os super-heróis, já que seus atos afetam toda a humanidade. Tal decisão coloca o Capitão América em rota de colisão com Tony Stark (Robert Downey Jr.), o Homem de Ferro.

Crítica:
Avaliação: a conferir

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No Mundo da Lua (Capture the Flag)

País: EUA
Ano: 2015
Gênero: Animação
Duração: 95 min
Direção: Enrique Gato
Elenco: vozes de Dani Rovira, Michelle Jenner e Carme Calvell.

Sinopse: Richard Carson III, um milionário ganancioso, quer colonizar a Lua. Ele pretende apagar todos os vestígios os feitos dos astronautas da Apollo XI para poder explorar o hélio-3, a energia limpa do futuro, em benefício próprio. Para impedi-lo, a presidenta dos Estados Unidos ordena que a NASA organize o quanto antes uma nova viagem à Lua, de forma a assegurar os feitos do passado e impedir a exploração comercial do satélite. Como não há tempo de construir uma nova nave espacial, um foguete de 40 anos atrás é reaproveitado e, como ninguém sabe operá-lo, vários astronautas do passado são convocados a ajudar nesta nova empreitada. É a chance ideal para que Mike Goldwing, um garoto de apenas 12 anos, possa reaproximar seu pai, o atual astronauta Scott Goldwing, de seu avô, Frank, que abandonou a família após uma missão fracassada.

Crítica:
Avaliação: a conferir

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segunda-feira, 18 de abril de 2016

Truman (Truman)

País: Espanha/Argentina
Ano: 2016
Gênero: Comédia dramática
Duração: 108 min
Direção: Cesc Gay
Elenco: Ricardo Darín, Javier Cámara e Dolores Fonzi.

Sinopse: dois amigos de infância, Julian (Darín) e Tomás (Cámara), separados por um oceano, se encontram depois de muitos anos. Eles passam uns dias juntos, lembrando os velhos tempos e a grande amizade que se manteve apesar do tempo e da distância. Tais momentos serão inesquecíveis e marcarão o último adeus.

Crítica: nessa comédia dramática, Julian (Darín), dono do cachorro Truman, recebe a inesperada visita de um amigo que vem do Canadá, Tomás (Cámara). Julian tem uma doença terminal e se recusa a fazer o tratamento. Juntos, os três vivem dias emocionantes ao conversar sobre a vida e a morte.
Com esses dois gênios da cinematografia o filme, sem dúvida, é imperdível. Excelentes diálogos e cenas comoventes, com a dose certa de dor e de humor para manter o equilíbrio e não deixar o filme escorregar para o melodramático.
A narrativa dinâmica explora bem a questão da morte, da amizade e do que, de fato, vale na vida: o amor. Para Julian, achar um dono para seu cão Truman é crucial e o que mais importa no momento.
Em meio a tudo isso, despede-se da carreira de ator de teatro, revê o filho que mora em Amsterdã e faz o que tem vontade de fazer.
Um filme belo, sensível (com uma trilha sonora espetacular) e digno de um cinema à altura de Ricardo Darín.
Infelizmente, o cão (que, na verdade, chamava-se Troilo) morreu algum tempo após as filmagens.

Avaliação: ****

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Mais Forte que Bombas (Louder than Bombs)

País: Noruega/França/Dinamarca
Ano: 2014,
Gênero: Drama
Duração: 109 min
Direção: Joachim Trier
Elenco: Isabelle Huppert, Gabriel Byrne, Jesse Eisenberg, Devin Druid, Amy Ryan e David Strathairn.

Sinopse: anos após a morte da mãe em um acidente de carro, Jonah (Jesse Eisenberg) volta para casa para uma retrospectiva do trabalho dela como fotógrafa de guerra e reencontra o pai (Gabriel Byrne) e o irmão mais novo (Devin Druid), ambos ainda abalados pelo trauma. Com mágoas não superadas, os três buscam uma conexão através das lembranças diferentes que cada um tem.

Crítica: a película acompanha uma família estilhaçada pela morte de sua matriarca (Isabelle Reed), uma famosa repórter de guerra que sofre um acidente de carro. Dois anos após o trágico acontecimento, uma exposição em homenagem a ela traz à tona todos os sentimentos decorrentes daquele grave ocorrido, trazendo de volta para casa até mesmo o filho mais velho da família (Einsenberg). Diante disso, esses três protagonistas (o marido e os dois filhos) partem numa busca pessoal para resolver e encontrar aquela mãe que os deixou tão precocemente.
Como que se apossando da consciência de cada membro da família, a trama apresenta os acontecimentos como se fossem estilhaços de uma memória abalada por uma tragédia. O roteiro fragmentado foca nos sentimentos e pensamentos dos diversos personagens, até mesmo da mãe já falecida, fazendo com que aquele drama não seja visto por apenas um ponto de vista, mas sim mostrando a consequência daqueles fatos na vida de cada um: o pai que tenta provar já ter passado do luto; o caçula que se fecha para tentar os acontecimentos pouco explicados a ele; e o filho mais velho que busca de toda forma deixar o passado de sua mãe irretocável, não deixando que seus erros e pecados surjam depois desse tempo. Aqui está a grande força da história, por ser extremamente humana e sensível. 
É um filme que marca, que transborda emoção, e isso é explorado ao máximo nas feições dos personagens, nos detalhes de uma cena, nas palavras não ditas.
Revelações duras, que mostram a vida como ela é e com a qual o espectador se identifica.
De fato, o diretor tem um incrível controle narrativo, que envolve e sensibiliza o público. “Mais Forte Que Bombas” é o terceiro longa-metragem do dinamarquês Joachim Trier com o qual concorreu no Festival de Cannes de 2015.

Avaliação: ***

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De Onde Eu te Vejo

País: Brasil
Ano: 2016
Gênero: Romance
Duração: 90 min
Direção: Luiz Villaça
Elenco: Denise Fraga, Domingos Montagner, Manoela Aliperti, Marisa Orth, Marcello Airoldi, Laura Cardoso, Juca de Oliveira.

Sinopse: Ana Lúcia (Denise Fraga) e Fábio (Domingos Montagner) decidem se separar após vinte anos de casamento e ele se muda para um apartamento do outro lado da rua. Além da separação, eles passam por uma crise no trabalho e precisam enfrentar a iminente mudança de cidade da filha. Com todas essas mudanças, eles precisam aprender a viver essa nova realidade e reinventar o amor.

Crítica: não é um filme inesquecível, mas tem uma boa produção, uma história que vale a pena ser contada e um elenco que cumpre a tarefa, inclusive os coadjuvantes.
A trama é centrada no casal Ana (Denise Fraga) e Fábio (Domingos Montagner, primeiro papel de destaque no cinema), que decide se separar depois de 20 anos de relacionamento, e passam a morar em prédios separados, porém um de frente para o outro, janela como janela, separados pela mesma rua. Ao mesmo tempo, a filha Manu (Manoela Aliperti), em idade de prestar vestibular, está prestes a sair de casa.
Boa parte do tempo, Ana (que, obcecada por novidades, é quem propõe a separação) e Fábio (a parte que acata a decisão) passam às turras, brigando como adolescentes, simulando cenas de ciúmes. A dupla mantém o bom nível do filme, sem apelações ou cenas ridículas.
Os atores embarcam com uma incrível verossimilhança no perfil de seus personagens, ajudados pelos convincentes diálogos do texto. E seria injusto não citar Manoela Aliperti (Manu), uma verdadeira revelação no filme.
O que seria o conflito central (os dois voltarão a ficar juntos ou não?) pouco importa. A delícia está em acompanhar os momentos, os detalhes, as situações, ora dramáticas, mas, sobretudo cômicas, com um toque de melancolia.
A cidade de São Paulo é (muito) usada com delicadeza para pontuar a história, principalmente por meio do viés arquitetônico e das transformações urbanísticas – e sai na foto como homenageada, sem que haja um esforço para isso.
Além da bela fotografia, a câmera explora ângulos incomuns e o resultado na tela é satisfatório.
No enredo, surgem Marisa Orth (interpretação natural) como a amiga do casal; Marcello Airoldi (um possível interesse amoroso de Ana), Laura Cardoso (uma senhora solitária que resiste à especulação imobiliária) e Juca de Oliveira (como o dono do cinema). Não acrescentam muito, mas servem para cumprir tabela.
Em suma, um filme sensível e com uma forma suave de retratar o desgaste de uma relação de 20 anos, onde muita gente vai se identificar.

Avaliação: ***

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Decisão de Risco (Eyes in the Sky)

País: Reino Unido
Ano: 2016
Gênero: Suspense
Duração: 142 min
Direção: Gavin Hood
Elenco: Helen Mirren, Aaron Paul, Alan Rickman e Barkhad Abdi.

Sinopse: o encontro de três perigosos terroristas em Nairóbi, no Quênia, faz com que uma elaborada operação seja coordenada diretamente da Inglaterra. É lá que a coronel Katherine Powell (Helen Mirren) e o general Frank Benson (Alan Rickman) acompanham os movimentos dos alvos, através de um avião-drone estrategicamente posicionado para que não seja detectado por radares inimigos. Inicialmente a operação seria para capturá-los, mas a descoberta de dois homens-bomba faz com que o objetivo mude para eliminá-los a qualquer custo. Inicia então um debate interno, envolvendo o lado militar e também o político, sobre como agir causando o mínimo possível de danos colaterais.

Crítica: Qual o preço de uma vida? Vale a pena sacrificar uma criança para evitar a provável morte de outras pessoas? Essa é a grande discussão apresentada em “Decisão de Risco”, drama que mostra uma visão diferente da guerra e os interesses que estão na mesa antes de uma atitude ser tomada.
O espectador acompanha de perto o processo burocrático e minucioso de uma ação conjunta dos exércitos britânico e estadunidense diante do inimigo. Dentro de uma casa estão alguns dos nomes de uma temida lista de procurados, os quais incluem cidadãos desses próprios países. Esses terroristas aparentemente pretendem realizar um ataque com dois homens bombas naquele mesmo dia. Problema: uma operação que antes era de captura passa a ser de assassinato. No entanto, se enviarem um míssil, a explosão mata todos da casa e potencialmente uma menina (Aisha Takow) que está próxima ao local. Se não fizerem nada, homens bomba atacam uma grande área comercial e matam centenas de pessoas.
O dilema é bem explorado na trama. Temos os EUA, que querem eliminar os nomes da lista não importa como; a coronel Powell (Helen Mirren), que quer evitar um novo atentado terrorista a qualquer custo e finalmente pegar aqueles nomes; e a conselheira Northman (Monica Dolan), que é contra qualquer tipo de ofensiva que resulte em mortes e quer poupar a vida da criança. Nós também vimos a tarefa difícil dos dois soldados americanos que são responsáveis por monitorar e soltar o míssil caso recebam ordens. E outras pessoas de patente maior na política também serão consultadas, antes da decisão final.
É interessante ver as razões de cada um e o jogo de interesses em questão. Todos temem ser responsáveis por algo que pode não dar certo, ou seja, não ter boa repercussão na mídia e no mundo.
As atuações são eficientes e o filme é muito bem produzido. Talvez o que não seja tão convincente seja a parte em que um dos soldados, responsável por liberar o míssil, questiona a decisão de sua superior, a coronel Powell. Não que isso seja impossível, mas no mundo em que vivemos, ameaçado pelo fanatismo dos terroristas, é difícil imaginar um americano tendo dúvidas sobre se os fins justificam os meios.
De qualquer maneira, o longa-metragem (que tem um desfecho duro, como não poderia deixar de ser) é importante pelo debate que levanta.

Avaliação: ***

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Ave, César! (Hail, Caesar!)

País: EUA
Ano: 2016
Gênero: Comédia
Duração: 106 min
Direção: Joel Coen e Ethan Coen
Elenco: George Clooney, Josh Brolin, Tilda Swinton, Jonah Hill, Channing Tatum, Frances McDormand, Scarlett Johansson, Ralph Fiennes e Alden Ehrenreich.

Sinopse: Hollywood, anos 1950. Edward Mannix é o responsável por proteger as estrelas do estúdio Capitol Pictures de escândalos e polêmicas e vive um dia intenso quando Baird Whitlock, astro da superprodução Hail, Caesar!, é sequestrado no meio das filmagens por uma organização chamada "Futuro".

Crítica: se os cinéfilos fãs dos irmãos Coen esperam mais um grande filme da dupla, vão se decepcionar. O filme está mais para um entretenimento sem muita profundidade crítica.
A trama contenta-se em retratar o mundo “inventado” das estrelas hollywoodianas e todas as suas mazelas, sob o controle de Edward Mannix (o excelente Josh Brolin), a fim de que tudo dê certo e gere lucros. Ele é competente e capaz de diversos malabarismos para encontrar uma saída aqui e ali. Fora Brolin, ninguém mais se destaca pela atuação. Como os personagens não exigem muito de seus atores, tudo ficou mediano.
Os irmãos Coen pareciam estar com preguiça de filmar algo mais criativo e inovador.
Algumas cenas arrancam risos da plateia e só.
É certo que há “alfinetadas” às crenças religiosas (como de costume) e à política, porém tudo de maneira bem superficial.

Avaliação: **

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Visões do Passado (Backtrack)

País: Austrália
Ano: 2015
Gênero: Suspense
Duração: 90 min
Direção: Michael Petroni
Elenco: Adrien Brody, Sam Neill, Robin McLeavy, Jenni Baird e Bruce Spence.

Sinopse: o psicólogo Peter Bower (Adrien Brody) e sua esposa decidem retornar a Melbourne, na Austrália, lugar onde se conheceram, para tentar começar uma vida nova e deixar o evento traumático que marcou suas vidas para sempre no passado: a morte de sua filha de 12 anos em um trágico acidente. Uma vez instalados na cidade, Bower recebe a ajuda do Dr. Duncan, que realiza uma triagem de pacientes e os encaminha para o consultório do psicólogo como uma forma de Bower retornar ao trabalho mais facilmente. Quando tudo parecia se acertar, quando a vida parecia voltar aos trilhos, Bower descobre um terrível elo entre alguns de seus pacientes que o obriga a retornar a sua cidade natal e a confrontar um dilema que só ele pode solucionar.

Crítica: o filme do diretor australiano (“Mistérios do Passado”) conta a história de um psicólogo, Peter Bower (Adrien Brody), que decide retornar a Melbourne com a esposa depois que o casal perde a filha de 12 anos em um trágico acidente. A fim de ajudar o amigo a recuperar a rotina, o Dr. Duncan (Sam Neill), o encaminha uma lista de pacientes. Uma estranha coincidência, no entanto, une as pessoas atendidas por Bowler e ele precisa desvendar esse mistério para seguir a vida.
Entre os pontos positivos do filme está a escalação de Brody para o papel do protagonista. O vencedor do Oscar por “O Pianista” defende muito bem, entre o incrédulo e o desesperado, a trama (se é que se pode resumir assim, afinal, há uma exagerada sobreposição de histórias) na qual seu personagem é jogado.
No entanto, a trama resvala para o terror medíocre quando investe na fórmula genérica de fantasminhas desfigurados e excesso de sustos, subestimando a inteligência do público.
O pano de fundo central se sustenta na possível seleção involuntária da memória, gerada por um bloqueio decorrente de um trauma. Nota-se que há uma pesquisa por trás do roteiro, um conhecimento prévio de psicologia fundamental para que o espectador compreenda os conflitos.
O terreno do sobrenatural, no entanto, é inserido (e talvez nem fosse necessário) de forma grosseira e o enredo caminha para um aspecto fantasioso demais.

Avaliação: **

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Zoom

País: Canadá/Brasil
Ano: 2015
Gênero: Comédia dramática
Duração: 96 min
Direção: Pedro Morelli
Elenco: Gael García Bernal, Alison Pill e Mariana Ximenes.

Sinopse: esta é a história de três artistas: Edward (Gael García Bernal), vaidoso diretor de cinema que precisa refilmar o final de um longa contra sua vontade e de repente começa a ter problemas sexuais. Michelle (Mariana Ximenes), modelo brasileira que deixa namorado e carreira nos Estados Unidos para voltar ao seu país e escrever um livro. E Emma (Alison Pill), que, desesperada para retirar seus implantes de silicone, recorre a meios duvidosos para ganhar um dinheiro extra.
Crítica:
Avaliação: a conferir

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O Presidente (The President)

País: Alemanha/ França/ Geórgia/ Reino Unido
Ano: 2014
Gênero: Drama
Duração: 105 min
Direção: Mohsen Makhmalbaf
ElencoMisha Gomiashvili, Dachi Orvelashvili, Ia Sukhitashvili e Guja Burduli.

Sinopse: um país fictício vive dias de terror. Um golpe de Estado aconteceu e o ditador, em fuga, agora circula pelas terras que um dia governou disfarçado de músico tendo apenas a companhia do neto de cinco anos. Logo ele sente na pele o que a população vem sofrendo por causa da forma como governou o país.

Crítica: trata-se da história do ditador Misha (Mikheil Gomiashvili) que, após um golpe de Estado, precisa se disfarçar de músico de rua junto do seu neto (Dachi Orvelashvili) para não ser pego e isso faz com que ele, pela primeira vez, se aproxime de fato do povo que ele há anos liderou e tanto fez sofrer.
Mesmo contando uma história com alcance global, o diretor consegue dar a trama um teor intimista, já que é sempre Misha e seu neto e o reflexo dos acontecimentos sobre eles. A forma simples e direta de trazer à tona os fatos dão, em alguns momentos, um caráter documental à narrativa (mesmo sendo ficcional).
Mikheil Gomiashvili ("5 Dias de Guerra") e o estreante garotinho Dachi Orvelashvili estão excelentes. A química entre eles é emocionante: essa relação de avô e neto e também a vivência desse senhor com o que ele não conhecia de fato o humaniza e traz uma possibilidade de redenção, muito bem arquitetada pelo roteiro que conduz a dupla diante da nova realidade.
Instigante, foge da obviedade e traz uma mensagem forte e atual.

Avaliação: **

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Voando Alto (Eddie The Eagle)

País: Reino Unido/EUA/Alemanha
Ano: 2016
Gênero: Comédia dramática
Duração: 105 min
Direção: Dexter Fletcher
Elenco: Taron Egerton, Hugh Jackman e Christopher Walken.

Sinopse: com o sonho de participar dos Jogos Olímpicos, Eddie Edwards (Taron Egerton) contava com poucas chances e muitos problemas: não tinha ninguém que o financiasse e, principalmente, enfrentava um problema na visão que o obrigava a usar óculos de grau por baixo dos óculos de proteção. Além disto, passou boa parte da infância tendo que lidar com problemas no joelho. Ainda assim, a paixão pelas Olimpíadas fez com que ele tentasse todo tipo de esporte. Eddie não queria ganhar uma medalha, mas simplesmente participar do evento. Até que, após ser dispensado da equipe de esqui, percebeu que teria uma chance na categoria de salto sobre esqui, já que a Grã-Bretanha não possuía uma equipe no esporte há décadas. Para conseguir a tão sonhada vaga nos Jogos Olímpicos de 1988, ele conta com a ajuda de Bronson Peary (Hugh Jackman), um ex-esportista que enfrentou problemas de disciplina em sua época de atleta.
Crítica:
Avaliação: a conferir

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Desajustados (Virgin Mountain)

País: Islândia/Dinamarca
Ano: 2015
Gênero: Drama
Duração: 94 min
Direção: Dagur Kari
Elenco: Gunnar Jónsson, Ilmur Kristjánsdóttir e Margrét Helga Jóhannsdóttir.

Sinopse: Fusi (Gunnar Jónsson) é um homem que já passou dos quarenta anos de idade, mas ainda não teve coragem de entrar na vida adulta. Ele vive uma pacata rotina morando com sua mãe até que um encontro com uma mulher vivaz e uma menina de 8 anos afeta seu equilíbrio, obrigando-o a fazer mudanças.

Crítica: a coprodução entre Islândia e Dinamarca narra o estilo de vida de Fúsi, um gigante (em tamanho) que, aos 43 anos, ainda não deu seu grito de independência.
Boa parte do longa-metragem se dedica a desvendar a personalidade de Fúsi, onde reina o marasmo. Por mais que tenha condições de se manter financeiramente, graças ao emprego estável que possui, prefere viver com a mãe. Não há propriamente um grau de dependência entre eles, é mais por comodismo mesmo. Fúsi simplesmente não vê razão para mudar, ele gosta de sua vidinha pacata. Segue a rotina dia após dia, sem qualquer reclamação. A seu ver, a vida é boa – mesmo que vez ou outra surjam inconvenientes vindos dos "colegas" de trabalho. A ambientação gelada e solitária amplia ainda mais a sensação da impassibilidade e da ausência de qualquer acontecimento ou emoção na vida de Fúsi.
Um dos seus "melhores amigos", se é que dá para chamar de amigo, é um locutor de rádio, que sabe absolutamente tudo de sua vida graças à paralisia que o cerca. A dificuldade em manter contato, seja verbal ou mesmo físico, é uma característica marcante e é a partir desta possível ruptura que o filme avança.

Avaliação: ***

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A Senhora da Van (The Lady in the Van)

País: Reino Unido / EUA
Ano: 2016
Gênero: Drama
Duração: 104 min
Direção: Nicholas Hytner
Elenco: Maggie Smith, Alex Jennings e James Corden.

Sinopse: Mary Shepherd (Maggie Smith) é uma senhora que mora dentro de uma van em um bairro londrino. Todos os vizinhos se incomodam com a sua presença e seus hábitos, exceto o escritor Alan Bennett. Os moradores tentarão de tudo para retirá-la do bairro, mas essa tarefa não será tão fácil quanto imaginavam.

Crítica: tipicamente de humor britânico, é um filme leve e divertido, tendo Maggie Smith (no papel de Mary Shepherd) como condutora da história: uma senhora que vive por anos em sua van após se envolver em um acidente de trânsito.
De tempos em tempos, ela troca de vaga ao longo do bairro de classe média alta, de Camden Town. Tais mudanças são um martírio para os vizinhos, devido aos hábitos pouco higiênicos da motorista de passado misterioso. O único que a tolera – e a palavra certa é esta, tolera – é o escritor Alan Bennett (Alex Jennings), que cede o banheiro para que ela possa usá-lo – não sem muitas reclamações.
É neste ponto que “A Senhora da Van” chama a atenção: por mais que às vezes surja uma ajuda aqui ou ali, na verdade todos os envolvidos querem mesmo é que a senhora e sua van desapareçam de suas vidas. A existência de uma pessoa que aceite passar por necessidades morando tão próximo incomoda, não apenas pela existência de tal realidade em um bairro abastado, mas, também, pela dificuldade em lidar com o diferente.
A história é narrada do ponto de vista de Alan Bennett, um escritor que, mesmo sem não gostar muito, compadece-se com a senhora da van. Bennett se divide em dois, o escritor e o homem que vive, e é da observação dos dois diante daquela situação que saem os diálogos e observações mais interessantes.
São as diferenças entre as formas de vida e a relação incomum que surgirá entre Bennett e Shepherd que marcam o clímax da trama.
Ainda que um pouco esquemático e, por ora, novelesco, a história tem seu charme. Os dois personagens se entrosam bem e isso conta muito para o desenvolvimento do enredo.
Despretensioso e divertido, vai agradar quem gosta do gênero. Apesar de ser baseado em fatos reais, não vai muito além de contar uma história bonitinha e de dar espaço para o talento de Maggie Smith, que conquista o público com um personagem bem carismático.

Avaliação: **

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Rua Cloverfield, 10 (10, Cloverfield Lane)

País: EUA
Ano: 2016
Gênero: Ficção científica
Duração: 105 min
Direção: Dan Trachtenberg
Elenco: Mary Elizabeth Winstead, John Goodman e John Gallagher Jr..

Sinopse: uma jovem sofre um grave acidente de carro e acorda no porão de um desconhecido. O homem diz ter salvado sua vida de um ataque químico que deixou o mundo inabitável, motivo pelo qual eles devem permanecer protegidos no local. Desconfiada da história, ela tenta descobrir um modo de se libertar — sob o risco de descobrir uma verdade muito mais perigosa do que seguir trancafiada no bunker.

Crítica: Lançado em 2008, "Cloverfield - Monstro" surpreendeu os amantes do gênero com um filme enxuto de 81 minutos, com uma obra tensa, envolvente e bastante original.
A surpresa reapareceu com a continuação da produção neste ano. No entanto, não se trata muito de uma continuação. Tecnicamente, é bem diferente e nem mesmo há monstros como no primeiro; está mais para um trhiller psicológico e de grande suspense. A semelhança fica por conta da originalidade e qualidade.
Após sofrer um acidente de carro, Michelle (Mary Elizabeth Winstead) acorda em um quarto trancado e que possui apenas um colchão no chão. Desesperada, ela logo recebe a visita de Howard (John Goodman), um senhor muito intenso e ameaçador, que a informa que o mundo como conhece não existe mais e que eles estão seguros dentro de seu bunker. A garota, embora sempre desconfortável, vai aceitando a ideia e lá conta com a companhia de Emmett, um outro homem que também foi ajudado por Howard.
Winstead se sai muito bem na pele de Michelle. Ela interpreta uma garota que passa por uma situação de muita dificuldade, mas que em momento algum se revela frágil. O veterano John Goodman interpreta Howard e entrega uma atuação incrível. Ele é louco, instável e ameaçador, mas com momentos em que realmente parece ser o único que sabe o que está acontecendo. John Gallagher Jr. completa o trio principal numa performance competente, mas que fica em segundo plano em comparação às demais.
O filme claustrofóbico consegue criar suspense e tensão por seus 105 minutos de duração. O público torce pela personagem Michelle, teme o próximo momento e a reação de Howard e espera para saber se o que ele conta é verdade ou não.
As tomadas de ação com a câmera na mão são bastante eficientes e a narrativa é dinâmica ao extremo.
No entanto, quando Michelle enfim escapa do bunker, o filme sai do trilho e escorrega por um caminho nada compatível com a trama criativa até então. Em vez de optar por algo a revelar ou a dizer, revela-se puro entretenimento.

Avaliação: **

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