domingo, 24 de abril de 2016

Nise – O Coração da Loucura

País: Brasil
Ano: 2016
Gênero: Drama
Duração: 108 min
Direção: Roberto Berliner
Elenco: Glória Pires, Simone Mazzer, Julio Adrião, Claudio Jaborandy, Fabrício Boliveira, Roney Villela, Flavio Bauraqui, Bernardo Marinho, Augusto Madeira, Felipe Rocha, Roberta Rodrigues, Georgiana Góes, Fernando Eiras e Charles Fricks.

Sinopse: ao voltar a trabalhar em um hospital psiquiátrico no subúrbio do Rio de Janeiro, após sair da prisão, a doutora Nise da Silveira (Gloria Pires) propõe uma nova forma de tratamento aos pacientes que sofrem da esquizofrenia, eliminando o eletrochoque e lobotomia. Seus colegas de trabalho discordam do seu meio de tratamento e a isolam, restando a ela assumir o abandonado Setor de Terapia Ocupacional, onde dá início a uma nova forma de lidar com os pacientes, através do amor e da arte.

Crítica: o filme conta um período da vida de Nise da Silveira, uma das primeiras mulheres brasileiras a se formar em medicina, quando retorna à atividade (depois de um tempo afastada) no Centro Psiquiátrico de Engenho de Dentro, no Rio de Janeiro.
Nise se recusa a empregar métodos brutos, como o eletrochoque, a insulinoterapia e a lobotomia no tratamento dos esquizofrênicos. Isolada pelos médicos, resta a ela assumir o abandonado Setor de Terapêutica Ocupacional (STO), onde inicia um trabalho revolucionário. Deixa os “clientes” como insistia em chamá-los à vontade, conversa, dá atenção, bani por completo o tratamento agressivo, antes utilizado pelos enfermeiros, e com a ajuda de um colega incitam os esquizofrênicos a pintarem. É a parte mais interessante do filme. As obras que surgem são incríveis e dignas de admiração. Um crítico de arte é chamado para avaliar e até uma exposição ocorre.
Enquanto isso, passeios ao ar livre, atividades de autoconhecimento e até festa junina faz com que essas pessoas se sintam humanas, úteis e vivas novamente.
É claro que a resistência do outro lado – médicos contrários aos procedimentos da médica Nise – ganharam forma e, algumas vezes, de maneira bem cruel.
No entanto, só uma grande história não basta para o cinema. O elenco principal é um desastre, inclusive a atuação de Gloria Pires, com falas forçadas, diálogos decorados e uma interpretação amadora, bem distante de trabalhos anteriores. E filme sem boas atuações não é filme, é uma tentativa de filmar. Se não convence, não emociona.
Ao final, é mostrada uma pequena entrevista com a verdadeira Nise e fotos de alguns dos esquizofrênicos “artistas” por ela tratados.
Nise morreu em 30 de outubro de 1999, deixando um grande legado que poucos conheciam: dedicou sua vida a tratar os pacientes de um hospital psiquiátrico, tentando dar uma vida digna a todos eles – vistos pela sociedade como uma escória.

Avaliação: **

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