terça-feira, 31 de janeiro de 2017

Glassland

País: Irlanda
Ano: 2016
Gênero: Drama
Duração: min
Direção: Gerard Barrett
Elenco: Jack Reynor, Toni Collette e Will Poulter.

Sinopse: Dublin, Irlanda. John (Jack Reynor) é um jovem motorista de táxi que precisa lidar com pessoas do submundo da cidade, especialmente ligadas ao tráfico de pessoas. O motivo é que ele precisa encontrar algum meio de salvar sua mãe, Jean (Toni Collette), que é alcoólatra. 

Crítica: um filme com poucas palavras. Cenas, pensamentos, imagens, nos dão o tom do drama vivido por John, que precisa cuidar da sua mãe alcoólatra, Jean, com o pouco que ganha como taxista. As informações vêm em pequenas camadas.
Um jovem que está aprisionado pela doença da mãe. Não tem namorada, não sai, não se diverte e o único amigo que tem parte para outro país para tentar uma vida melhor. Algo impossível para ele naquele momento.
Ele ainda tem um irmão (Kit) com síndrome de Down, que foi renegado por Jean. O pai foi embora assim que ele nasceu. John tenta aproximar mãe e filho de alguma forma.
Em uma das poucas conversas com sua mãe, em estado lúcido, ela fala de seu passado e como já foi feliz.
Não suportando mais ver sua mãe doente, Johm procura ajuda e consegue, a princípio, uma internação gratuita, mas depois terá que pagar uma clínica particular para que ela se reabilite. Então, para obter o dinheiro ele terá que aceitar um terrível trabalho.
Um filme forte e que diz muito sobre a vida e suas escolhas. 

Avaliação: ***

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Quatro Vidas de um Cachorro (A Dog’s Purpose)

País: EUA
Ano: 2016
Gênero: Comédia dramática
Duração: 100 min
Direção: Lasse Hallström
Elenco: Dennis Quaid, Britt Robertson e Logan Miller.

Sinopse: um cachorro morre e reencarna várias vezes na Terra. Embora encontre novas pessoas e viva muitas aventuras, ele mantém o sonho de reencontrar o seu primeiro dono, que sempre foi seu maior amigo. 

Crítica: se o objetivo é assistir a um filme leve, despretensioso, com um pouco de humor e uma mensagem positiva, “Quatro Vidas de um Cachorro” é uma boa pedida.
Mesmo que lembrando o gênero “Sessão da Tarde”, é uma história criativa, com diálogos bons (de cachorro) e com cães “atores”que são uma graça.   
Lasse Hallström dirigiu também Sempre ao Seu Lado (2009), Casa Nova (2005) e Chocolate (2000). 

Avaliação: **

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Até o Último Homem (Hacksaw Ridge)

País: EUA
Ano: 2016
Gênero: Drama
Duração: 139 min
Direção: Mel Gibson
Elenco: Andrew Garfield, Sam Worthington, Vince Vaughn, Hugo Weaving, Teresa Palmer, Rachel Griffiths e Luke Bracey.

Sinopse: durante a Segunda Guerra Mundial, o médico do exército Desmond T. Doss se recusa a pegar em uma arma e matar pessoas, porém, durante a Batalha de Okinawa ele trabalha na ala médica e salva mais de 75 homens, sendo condecorado. O que faz de Doss o primeiro Objetor de Consciência da história norte-americana a receber a Medalha de Honra do Congresso. 

Crítica: Mel Gibson é um católico fervoroso (isso não é segredo para ninguém) e em, “Até o Último Homem”, ele exagera no fervor religioso.
O filme demorar para chegar no seu clímax. O início melodramático e meloso trata de apresentar o comportamento de Demond T. Doss (Andrew Garfield) na infância junto com o irmão, sua difícil relação com o pai rígido e beberrão e seu primeiro amor – (uma enfermeira. É por influência dela que ele resolve se alistar na Segunda Guerra e trabalhar como socorrista do Exército.
No exército, seu objetivo é tão somente salvar vidas e, portanto, não pegar em nenhuma arma. Essa sua postura lhe custará caro até ser aceito e provar de fato sua bravura em combate.
A produção das cenas de guerra é impressionante. Outro destaque é a excelente atuação de Vince Vaughn (como o Sargento Howell), que dá um tom cômico (na medida certa) ao treinamento dos soldados.  
No total, Doss salva 75 pessoas. Sua intensa fé, segundo ele, é que teria dado forças para prosseguir e salvar sempre mais um.
Ao final, há o depoimento do próprio (falecido em 2006) e de pessoas que estiveram com ele em combate.
Apesar da interessante história que conta, o longa se excede em demonstrações de fé (que são desnecessárias). A coragem de Doss é indubitável e nobre por si só. Há falhas, também, em personagens esquecidos durante a trama, como o irmão de Doss, por exemplo, que também se alista e vai para a guerra. 

Avaliação: **

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Whisky

País: Uruguai
Ano: 2004
Gênero: Drama
Duração: 100 min
Direção: Pablo Stoll e Juan Pablo Rebella
Elenco: Andrés Pazos, Mirella Pascual e Jorge Bolani.

Sinopse: em Montevidéu, Jacobo (Andres Pazos), um homem de 60 anos, vive sozinho desde a morte de sua mãe. Desde então, sua única alegria na vida é a pequena fábrica de meias que possui. Marta (Mirella Pascual) é uma mulher de 48 anos que é o braço direito de Jacobo na fábrica, onde trabalha como supervisora. Marta e Jacobo possuem uma espécie de dependência mútua, apesar dos assuntos entre eles sempre ficarem em torno de trabalho. Até que um dia Herman (Jorge Bolani), o irmão de Jacobo, avisa que irá a Montevidéu para participar da matzeiva, uma celebração judaica para a colocação da pedra do túmulo em até um ano após a morte de uma pessoa. Herman não vai a Montevidéu há mais de 20 anos, tendo faltado até mesmo ao funeral de sua mãe, sendo que também tem uma pequena fábrica de meias, localizada no Brasil. A visita desperta em Jacobo a velha competição existente entre os irmãos, que faz com que ele faça a Marta uma proposta inusitada: que ela seja sua esposa durante a visita de Herman. 

Crítica: ganhador de vários prêmios, "Whisky" venceu como melhor filme latino para os júris oficial e popular do Festival de Gramado; rendeu um kikito à atriz Mirella Pascual (Marta); ganhou o prêmio da crítica na mostra Um Certo Olhar, no Festival de Cannes; venceu o Festival de Cinema de Havana e levou o Goya de melhor filme estrangeiro de fala hispânica, entre outros.
Tanta premiação é justificada pelo roteiro competente, pelas atuações convincentes e pela mensagem profunda que a história nos passa.
O sentido da vida, a alegria dos momentos, os prazeres que nos escapam – nada disso pode apenas ficar sendo observado. Precisa ser vivido.
A importância de se importar com o outro e de demonstrar tal sentimento são fundamentais para uma existência saudável.
O filme nos angustia com a solidão dos seus personagens, sobretudo de Jacobo, que, em sua avareza, perde coisas que pode nunca mais ter a chance de tê-las. Sua frieza, sua falta de tato, sua insensibilidade, tudo isso impede que ele veja os sentimentos reais de Marta. E esta, em sua timidez extrema, é incapaz de dizer uma palavra algo que possa mudar o rumo dos acontecimentos. Herman, o menos solitário dos três, tenta de algum modo aproximar-se do irmão. Entre os dois, há um muro intransponível. 

Avaliação: ***

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Paraíso (Paradies)

País: Rússia/Alemanha
Ano: 2016
Gênero: Drama
Duração: 140 min
Direção: Andreï Konchalovsky
Elenco: Yuliya Vysotskaya, Philippe Duquesne e Christian Clauß.

Sinopse: durante um terrível período de guerra e de intensos conflitos bélicos, as vidas de três pessoas acabam se cruzando: Olga, uma aristocrata russa e membro da resistência francesa; Jules, um francês; e Helmut, um oficial de alta patente dentro das tropas nazistas. 

Crítica“Paraíso” opta por uma estética diferente para retratar a história de três pessoas na França invadida pelos nazistas: a condessa Olga (Yuliya Vysotskaya), presa por abrigar judeus em sua casa, o investigador da polícia francesa Jules (Philippe Duquesne) e o oficial nazista Helmut (Christian Clauss).
Com uma textura de imagem totalmente lisa, em preto e branco, e com uma câmera próxima do protagonista, assistimos a uma espécie de entrevista ou confidência, onde se conta a vida sem rodeios ou mentiras, seus medos, suas paixões e seus erros. Cada um revelando a sua verdade, doa a quem doer. Todos os relatos estão ligados à época do nazismo (já em sua fase final), em particular aos russos que viviam na França, e como seus atos decidiram suas jornadas.
Aos poucos, descobrimos que eles já estão mortos e que falam de algum lugar (que poderia ser o Paraíso – título do longa), transmitindo dor, sofrimento, amargura, desespero  ora arrependidos, ora não.
A narrativa comove ao expor as ações humanas, muitas vezes, inexplicáveis. 

Avaliação: ***

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Max Steel (Max Steel)

País: EUA
Ano: 2016
Gênero: Ação
Duração: 93 min
Direção: Stewart Hendler
Elenco: Ben Winchell, Maria Bello e Andy Garcia.

Sinopse: Max é um adolescente de 16 anos que, como todas as pessoas da sua idade, está passando por um período de descobertas. Entretanto, as transformações na vida do jovem estão relacionadas aos incríveis poderes que ele descobre ter quando entra em contato com uma força extraterrestre. 


Crítica
Avaliação: a conferir
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Resident Evil 6: O Capítulo Final (Resident Evil 6: The Final Chapter)

País: Alemanha/Austrália
Ano: 2016
Gênero: Ação
Duração: 106 min
Direção: Paul W.S. Anderson
Elenco: Milla Jovovich, Ruby Rose, Ali Larter, Shawn Roberts, Iain Glen, Rola  Rola, William Levy, Eoin Macken e Joon-Gi Lee.

Sinopse: baseado no popular jogo de vídeo game da Capcom, chega aos cinemas o capítulo final da franquia de game mais bem-sucedida do cinema. “Resident Evil: O Capítulo Final” dá sequência aos acontecimentos do filme anterior. Alice (Milla Jovovich) é a única sobrevivente do que era para ter sido a última chance da humanidade de lutar contra os mortos-vivos. Agora, ela precisa retornar para o lugar onde esse pesadelo começou – a Colmeia, em Racoon City, onde a Umbrella Corp está unindo forças para uma última batalha contra os sobreviventes do apocalipse. 

Crítica
Avaliação: a conferir
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segunda-feira, 23 de janeiro de 2017

Manchester à Beira-Mar (Manchester by the Sea)

País: EUA
Ano: 2016
Gênero: Drama
Duração: 137 min
Direção: Kenneth Lonergan
Elenco: Michelle Williams, Casey Affleck, Gretchen Mol, Kyle Chandler, Kara Hayward, Tate Donovan e Heather Burns.

Sinopse: Lee Chandler (Casey Affleck) é uma espécie de faz-tudo do pequeno complexo de apartamento onde vive, no subúrbio de Boston. Ele passa seus dias tirando neve das portas, consertando vazamentos e fazendo o possível para ignorar a conversa de seus vizinhos. Em suas noites vazias, Lee bebe cerveja no bar local e arruma confusão com qualquer um que lhe lançar um olhar. Quando seu irmão mais velho morre, ele recebe a desagradável surpresa de sua nomeação como tutor de seu sobrinho. De volta à sua cidade natal, ele terá que lidar com memórias queridas e dolorosas. 

Crítica: o roteiro é excepcional e é o que garante a excelência do filme, aliado ao elenco afiado.
Casey Affleck é a chave da história e surpreende com uma interpretação convincente. Seu personagem é marcante como todos os demais do centro da trama. A narrativa, bem pontuada, vai nos mostrando aos poucos os traumas de cada um.
Lee (Casey Affleck) é um zelador em Boston e precisa voltar para sua cidade natal, após uma ligação de emergência avisando sobre o estado grave de seu irmão mais velho, Joe Chandler (Kyle Chandler), que se encontra no hospital. Ao chegar em Manchester, o rapaz precisa cuidar de seu sobrinho e lidar com lembranças e traumas do passado que ainda despertam sentimentos ruins no protagonista.
A partir daí a história cresce cada vez mais e envolve totalmente o espectador com as angústias e amarguras dos personagens.
Sem final feliz, o propósito do filme é mostrar com a vida ela é e como nossas falhas podem trazer sequelas irreversíveis.

Avaliação: ****

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Hedwig – Rock, Amor e Traição (Hedwig and the Angry Inch)

País: EUA
Ano: 2001
Gênero: Drama
Duração: 95 min
Direção: John Cameron Mitchell
Elenco: John Cameron Mitchell, Stephen Trask e Michael Pitt.

Sinopse: Hansel (John Cameron Mitchell) é um jovem que mora em Berlim Ocidental e que sonha em se tornar uma grande estrela do rock nos Estados Unidos. Até que ele conhece um belo americano que lhe promete amor e liberdade e que pode fazer com que todos os seus sonhos se tornem reais. Mas para ir para os Estados Unidos juntamente com ele Hansel precisará fazer uma operação de mudança de sexo, pois somente assim com ele poderá se casar. Assim nasce Hedwig (John Cameron Mitchell), que chega a Kansas no mesmo dia em que o Muro de Berlim é derrubado. Preparando-se para dar início à sua carreira, Hedwig utiliza pesada maquiagem, uma peruca a la Farrah Fawcett e forma sua própria banda, chamada The Angry Inch. Porém, Hedwig logo se apaixona por um garoto de 16 anos chamado Tommy Gnosis (Michael Pitt) que acaba lhe dando um golpe e roubando suas canções, tornando-se assim a estrela do rock que Hedwig sempre sonhou ser. Recusando-se a ser derrotada, Hedwig começa então a cantar juntamente com sua banda em restaurantes e bares, buscando o reconhecimento por seu trabalho. 

Crítica: o musical adaptado da Broadway para o cinema não poderia ter sido melhor. Com uma excelente edição (idas e voltas) e mesclando narrativa e musical, contando com o auxílio de recursos gráficos e com a incrível atuação de Mitchell (vivendo Hansel), o filme conta com maestria a história da roqueira transgênera.
O roteiro é bem excecutado com a inserção das músicas (com belíssimas letras) e traz para o espectador uma excelente obra artística/cinematográfica: prazerora, divertida, leve e, ao mesmo tempo, marcante. A mensagem extremamente positiva brinca com as normas sexuais impostas pela sociedade.
Mitchell é inesquecível na pela de Hansel/Hedwig. Um filme imperdível! 

Avaliação: ****

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Belgica

País: Bélgica
Ano: 2016
Gênero: Drama
Duração: 127 min
Direção: Felix Van Groeningen
Elenco: Stef Aerts, Tom Vermeir e Stefaan De Winter, Charlotte Vandermeersch e Boris Van Severen.

Sinopse: conta a história de dois irmãos Jo e Frank (Stef Aerts e Tom Vermeir, respectivamente) que, apesar de não terem nada em comum, abrem um bar que começa a ter bastante fama. Apesar do sucesso, o duo terá de enfrentar diversos problemas inerentes à gestão de um negócio familiar, passando-se rapidamente da relação de irmandade à rivalidade. Baseado na própria experiência de vida do pai do cineasta, Jo Van Groeningen, o qual criou um espaço de shows e um pub em Ghent. Do mesmo diretor de “Alabama Monroe” (2014). 

Crítica: o diretor foca na relação de dois irmãos nesse drama, não tão intenso ou marcante quanto “Alabama Monroe”, mas igualmente bem executado (com exceção de alguns cortes que poderiam ter sido feitos em tomadas longas – de bandas tocando, por exemplo) no bar/casa de shows que vão gerenciar.
Primeiramente, conhecemos Jo (Stef Aerts), o irmão mais novo que tem um pequeno bar. Depois aparece em cena seu irmão Frank (Tom Vermeir), casado, com um filho, porém imaturo, inconsequente e desempregado.
Sugere, então, uma sociedade a Jo para montarem um lugar maior, com palco para shows e um bar vip. O sonho se concretiza, trabalham duro, enfrentam algumas dificuldades com a fiscalização, mas tudo vai seguindo seu rumo.
Apesar de unidos, Jo e Frank são bem diferentes, tanto para lidar com questões profissionais como amorosas. Acompanhamos suas aventuras e desavenças que vão surgindo com o aumento do movimento na casa. Tudo é bem dinâmico e percebemos uma tensão cada vez maior numa sociedade que está prestes a ruir.
Ambos colocaram suas vidas nisso e parecem estar atrelados aos problemas que não são poucos (dívidas, drogas, casamento, filhos). O gerenciamento da casa se torna quase insustentável até que Jo precisa desesperadamente achar uma saída para salvar o empreendimento e salvar seu irmão, que parece ter perdido o “chão” desde que passou a trabalhar com ele: muito álcool, muitas drogas, sexo e seu casamento quase falido.
A questão da maturidade e da relação fraternal é muito bem retratada no drama, que tem bons diálogos e atuações convincentes. 

Avaliação: ***

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