quinta-feira, 14 de dezembro de 2017

The Last Family (Ostatnia Rodzina)

País: Polônia
Ano: 2017
Gênero: Drama
Duração: 122 min
Direção: Jan P. Matuszynski
Elenco: Andrzej Seweryn, Dawid Ogrodnik, Aleksandra Konieczna, Andrzej Chyra, Elzbieta Karkoszka e Magdalena Boczarska.

Sinopse: filme sobre o pintor surrealista polonês Zdzislaw Beksinski, que foi assassinado em 2005 no seu apartamento em Varsóvia. O filme concentra-se em grande parte sobre o relacionamento do artista com seu filho Tomasz Beksiński, um jornalista de música e tradutor que cometeu suicídio em 1995.

Crítica: nascido em Sanok (Polônia) em 1929, Zdzisław Beksiński foi um pintor surrealista polonês conhecido por suas obras pós-apocalípticas inquietantes e/ou perturbadoras. Ele pintava corpos em decomposição e fantasiava sobre experiências sexuais sadomasoquistas.
Previamente interessado pela escultura e depois pela fotografia, Beksiński integrou com louvor o universo da pintura.
Também era conhecido por seu senso de humor. Tinha particularidades, como fobia de aranhas, e registrava todo e qualquer momento de sua vida, por mais banal que pudesse parecer, usando sua filmadora. Filmava até coisas consideradas mais mórbidas, sendo razoável pensarmos no tempo em que fez suas pinturas – décadas de 60 e 70.
O filme foca na relação com o filho neurótico e suicida, Tomasz (Dawid Ogrodnik) que depois torna-se DJ, dublador e locutor em uma rádio (falava sobre música)
Sua esposa, Zofia (Aleksandra Konieczna), era uma fervorosa católica, sofria com suas excentricidades e com a doença do filho, uma dona de casa exemplar e ainda cuidava da mãe e da sogra (ambas moravam com eles).
Acompanhamos essa família unida, apesar de todas as diferenças e problemas que pudessem ter. Tinham, de fato, uma maneira distinta de lidar com as adversidades.
Beksiński assiste a 4 funerais em sua família. E, por fim, vem a morte dele (com 76 anos), uma forma lamentável de perder a vida.
Pouco é mostrado de suas pinturas nos 122 minutos de filme, o que é uma pena. Uma exposição em Varsóvia em 1964 foi seu primeiro grande sucesso. Todas as suas pinturas foram vendidas. Logo ele se tornou um líder na arte polonesa contemporânea e no final dos anos 1960 entrou no que ele mesmo chamou de seu “período fantástico”, que durou até meados dos anos 80.
As pinturas altamente detalhadas e pintadas com precisão eram possivelmente retratos de sonhos de Beksiński. Segundo relatos sobre sua história, certa vez ele afirmou: “Quero pintar de uma maneira como se estivesse fotografando sonhos”.
A cidade de Sanok abriga um museu dedicado ao artista com cerca de 50 pinturas e 120 desenhos.

Avaliação: **

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