sábado, 9 de maio de 1987

Um Dia a Casa Cai

Título original: The Money Pit
País: EUA
Ano: 1986
Gênero: Comédia
Duração: 91 min
Direção: Richard Benjamin
Elenco: Tom Hanks, Shelley Long, Maureen Stapleton, Joe Mantegna, Alexander Godunov, Philip Bosco, Josh Mostel e Yakov Smirnoff.

Sinopse: jovem casal (Walter Fielding e Anna Crowley Beissart, vividos por Tom Hanks e Shelley Long), ao comprar uma mansão, descobre gradativamente que nada funciona, e para viver lá, terão que fazer uma reforma geral. Entretanto, gastaram tudo que tinham para adquiri-la e o orçamento para deixá-la habitável é extremamente caro. Contudo, decidem fazer qualquer coisa para alcançar este objetivo, envolvendo-se em diversas confusões.

Crítica: excelente comédia de situação, que apresenta praticamente uma piada só: a mansão comprada pelo casal que vai ruindo pouco a pouco, em cenas hilariantes e muito bem feitas, como a queda da escada, o estouro da fiação na cozinha, o buraco que se abre no chão do quarto, onde Tom Hanks é engolido por ele, a destruição dos andaimes na reforma, enfim, sequências incríveis e realmente hilárias.
A história meio dramática que se desenrola no fundo não oferece atrativo. Mas as situações cômicas são inesquecíveis e o ritmo da trama é impecável.
De todos os filmes de gênero comédia estrelados por Tom Hanks na década de 80, esse é, sem dúvida, o melhor.

Avaliação: ****

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terça-feira, 24 de março de 1987

Platoon

Título original: Platoon
País: Reino Unido/EUA
Ano: 1986
Gênero: Guerra
Duração: 120 min
Direção: Oliver Stone
Elenco: Charlie Sheen, Willem Dafoe, Tom Berenger, Forest Whitaker, Francesco Quinn, Richard Edson, John C. McGinley, Reggie Johnson, Kevin Dillon, Johnny Deep, David Neidorf, Mark Moses e Chris Pedersen.

Sinopse: Chris (Charlie Sheen) é um jovem recruta recém-chegado a um batalhão americano, em meio à Guerra do Vietnã. Idealista, Chris foi um voluntário para lutar na guerra pois acredita que deve defender seu país, assim como fez seu avô e seu pai em guerras anteriores. Mas aos poucos, com a convivência dos demais recrutas e dos oficiais que o cercam, ele vai perdendo sua inocência e passa a experimentar de perto toda a violência e loucura de uma carnificina sem sentido.
Crítica: para muitos, o melhor longa-metragem de guerra do cinema. Seu diferencial em relação aos outros do mesmo gênero é mostrar até onde a insanidade humana pode chegar quando se está numa guerra.
A abordagem sobre a Guerra do Vietnã (1958 a 1975) é bastante realista, o que se deve ao fato do próprio diretor, Oliver Stone, ter participado dela. Assim, o retrato é o mais fiel possível aos acontecimentos.
O filme mostra a trajetória do jovem Chris, que troca a matrícula na universidade para servir como recruta no Vietnã, experimentando toda violência e loucura de uma carnificina sem sentido. Na guerra, o jovem trava contato com os sargentos Barnes e Elias. O primeiro, um assassino brutal e psicopata e o segundo, um pacifista inteligente e sensível.
A trama possui cenas antológicas, como a chegada ao Vietnã, a chacina de uma vila vietnamita e o primeiro contato do pelotão ("platoon") com o inimigo. O resultado é surpreendente: um dos retratos mais emocionantes dos horrores dessa guerra.
Portanto, não esperem mais um filme de guerra que relata o tradicional “heroísmo norte-americano”. Platoon apresenta o quanto cruel pode ser uma guerra: mortes sem razão, tentativas de estupros e todo tipo de brutalidade e irracionalidade.
Vale destacar a eficiente atuação de Willen Dafoe e Tom Berenger em seus papéis, ambos premiados por suas interpretações. Outro fator que merece destaque é a trilha sonora do filme, feita por Georges Delerue, levando o espectador a refletir mais ainda sobre as ações humanas.
Imperdível para os amantes do cinema!
Curiosidade: Platoon ganhou, entre as principais premiações, 4 Oscars em Melhor Filme, Melhor Diretor, Melhor Trilha Sonora e Melhor Edição; 3 Globos de Ouro em melhor filme, melhor diretor, melhor ator coadjuvante (Tom Berenger); 2 prêmios Bafta em melhor diretor e melhor edição; e Urso de Prata no Festival de Berlim para melhor diretor.
Avaliação: *****

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segunda-feira, 8 de setembro de 1986

Minha Vida de Cachorro

Título original: Mitt liv som hund
País: Suécia
Ano: 1985
Gênero: Drama
Duração: 101 min
Direção: Lasse Hallström
Elenco: Anton Glanzelius, Tomas von Brömssen, Anki Lidén, Melinda Kinnaman, Kicki Rundgren, Lennart Hjulström, Ing-Marie Carlsson, Leif Ericson, Christina Carlwind, Ralph Carlsson, Viveca Dahlén, Arnold Alfredson, Fritz Elofsson, Didrik Gustavsson e Jan-Philip Hollström.

Sinopse: o drama do menino Ingemar (Anton Glanzelius) que, devido ao agravamento da saúde de sua mãe, é enviado para casa de parentes numa vila no interior da Suécia, nos anos 50. No início, Ingemar tem dificuldades de se adaptar à nova vida e superar as saudades da mãe e do irmão. Com o tempo, acaba por viver experiências que o marcarão pelo resto da vida.
Crítica: uma história simples e boa, mas não tão bem conduzida quanto o esperado. Certos momentos do filme são entediantes e repetitivos.
A interpretação de Anton Glanzelius, como Ingemar, é mediana. A idéia do diretor é capturar a inocência do mundo infantil com o seu personagem. Porém, destacável é a atriz Melinda Kinnaman, uma menina que gosta de lutar box e torna-se amiga de Ingemar. Ela está bem à vontade no papel e convence.
A vida no pequeno vilarejo sueco é bem retratada.
Para amenizar o conteúdo dramático, o humor permeia o drama nos diálogos e cenas.
Mesmo assim, falta maior essência e profundidade ao longa e algumas atuações são fracas.
Avaliação: ****

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