quarta-feira, 6 de abril de 1988

Pelle, o Conquistador (Pelle Erobreren)

País: Dinamarca/Suíça
Ano: 1988
Gênero: Drama
Duração: 150 min
Direção: Bille August
Elenco: Pelle Hvenegaard, Max Von Sydow, Eric Paaske e Kristina Tornqvist.

Sinopse: o jovem Pelle parte com o seu pai para a Dinamarca em busca de uma melhor qualidade de vida. Mas o que encontram são condições ainda precárias, no local onde parecia que iriam estabelecer suas vidas. Baseado no livro de Martim Anderson Nexo, intitulado Infância.

Curiosidade: vencedor do Oscar de Melhor Filme Estrangeiro e da Palma de Ouro em Cannes em 1989.

Crítica: o filme conta uma história simples, mas cativante, de um pai buscando uma vida melhor para ele e seu filho. Juntos enfrentam frio, fome, condições desumanas de trabalho e humilhações.
O cenário degradante vivido na época (final do século XIX), de suecos imigrando para a Dinamarca, é bem retratado.
As boas atuações comovem e os personagens crescem na trama que tem um bom roteiro.
Devido ao ano em que foi filmado, é preciso dar um desconto quanto à qualidade da imagem. Mas vale a pena conferir.

Avaliação: ***

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domingo, 3 de abril de 1988

O Último Imperador

Título original: The Last Emperor
País: China/Itália/Inglaterra/França
Ano: 1987
Gênero: Biografia, drama
Duração: 165 min
Direção: Bernardo Bertolucci
Elenco: John Lone, Joan Chen, Peter O'Toole, Ying Ruocheng, Victor Wong, Dennis Dun, Maggie Han, Ryiuchi Sakamoto, Ric Young, Cary-Hiroyuki Tagawa, Vivian Wu, Henry O. e Jade Go.

Sinopse: adaptação da história real de Pu Yi, último imperador chinês, deposto no século XX quando um golpe revolucionário fez surgir a república na China. Nomeado imperador aos três anos de idade, Pu Yi viveu enclausurado na Cidade Proibida até os 24 anos quando foi forçado a abandonar o luxo e a segurança da realeza, passando a vivenciar as dificuldades e os sonhos daquele novo mundo além das muralhas do palácio. Tendo como pano de fundo as transformações políticas e sociais que atingiram a China entre o final do século XIX e a instituição do governo socialista de Mao Tsé-Tung em 1949.
Crítica: uma grande obra cinematográfica, em termos culturais e políticos. Com cenários grandiosos e paisagens exuberantes, é um espetáculo para os olhos. Um pouco extenso demais, mas necessário pela riqueza de informações e detalhes da história milenar da China.
Um retrato fiel do imperador Pu Yi. O diretor utiliza-se de verdadeiras poesias visuais para transmitir os sentimentos de um imperador simbólico tentando sobreviver em meio as circunstâncias tradicionalistas que o obrigaram a viver sem o amor familiar. Um filme épico inspirador!
Curiosidade: ganhou 4 Globos de Ouro e 9 Oscars (Melhor filme, diretor, fotografia, direção de arte, figurino, edição, trilha sonora, som e roteiro adaptado).
Avaliação: ****

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sexta-feira, 22 de maio de 1987

A Missão

Título original: The Mission
País: EUA
Ano: 1986
Gênero: Drama
Duração: 125 min
Direção: Roland Joffé
Elenco: Robert De Niro, Jeremy Irons, Liam Neeson, Ray McAnally, Aidan Quinn, Cherie Lunghi, Chuck Low e Daniel Berrigan.

Sinopse: no final do século XVIII Mendoza (Robert De Niro), um mercador de escravos, fica com crise de consciência por ter matado Felipe (Aidan Quinn), seu irmão, num duelo, pois Felipe se envolveu com Carlotta (Cherie Lunghi). Ela havia se apaixonado por Felipe e Mendoza não aceitou tal situação. Para tentar se penitenciar Mendoza se torna um padre e se une a Gabriel (Jeremy Irons), um jesuíta bem intencionado que luta para defender os índios, mas se depara com interesses econômicos.

Crítica: bem dirigido e produzido e com interpretações sinceras, a trama tem como pano de fundo o Tratado de Madrid de 1750 que buscava redividir os territórios espanhóis e portugueses visando corrigir o já obsoleto "Tratado de Tordesilhas". Objetivos: questão do comércio; livre navegação e segurança desses locais com a construção de fortalezas; e valorização da divisão natural (rios, cachoeiras, montanhas...). A recusa dos índios em abandonar suas terras, cedidas a Portugal, e o consequente conflito armado, é o foco da história, tensa e comovente.
Durante a fita, são mostrados os interesses colonialistas em vista do enriquecimento e colonização e, também, o trabalho missionário dos jesuítas que, em terras portuguesas, constituíam uma influência estrangeira (eram espanhóis) distinta das determinações da Corte (principalmente na questão indígena e territorial).
Uma bela obra de Roland Joffé.

Avaliação: ****

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