sábado, 18 de fevereiro de 1989

Rain Man

Título original: Rain Man
País: EUA
Ano: 1988
Gênero: Drama
Duração: 133 min
Direção: Barry Levinson
Elenco: Dustin Hoffman, Tom Cruise, Valeria Golino, Gerald R. Molen, Jack Murdock, Michael D. Roberts, Lucinda Jenney, Ralph Seymour, Bonnie Hunt e Barry Levinson.

Sinopse: um jovem yuppie (Tom Cruise) recebe a notícia de falecimento do seu pai. Eles nunca se deram bem e não se viam há anos, mas ele vai ao enterro e ao cuidar do testamento fica sabendo que herdou um Buick 1949 e as roseiras premiadas do seu pai, sendo que um "beneficiário" herdara três milhões de dólares. Bastante curioso para conhecer o sortudo, descobre que trata-se do seu irmão (Dustin Hoffman), que ele desconhecia a existência. O irmão é autista, porém pode calcular problemas matemáticos complicados com grande velocidade e precisão. O yuppie seqüestra o irmão autista da instituição onde ele está internado, a fim de levá-lo para Los Angeles e exigir a metade do dinheiro, nem que para isto tenha que ir aos tribunais. É durante uma viagem cheia de pequenos imprevistos que os dois se compreenderão e entenderão o significado de serem irmãos.
Crítica: história bela e comovente, com uma boa direção. Tom Cruise é o único ponto fraco do filme. Sua interpretação só melhora do meio para o final da trama. Já Dustin Hoffman é a base de todo o filme. Sua interpretação é perfeita, sem ser caricata ou apelar demais para o sentimentalismo.
Mas o principal mérito do roteiro é mostrar o autismo com naturalidade e realismo, pincelando certos momentos vividos pelo protagonista com um humor leve. Imperdível!
Avaliação: ****

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quinta-feira, 2 de junho de 1988

O Declínio do Império Americano

Título original: Le Déclin de l'empire américain
País: Canadá
Ano: 1986
Gênero: Comédia
Duração: 101 min
Direção: Denys Arcand
Elenco: Dominique Michel, Dorothée Berryman, Louise Portal, Pierre Curzi, Rémy Girard, Yves Jacques, Geneviève Rioux, Daniel Brière, Gabriel Arcand, Évelyn Regimbald, Lisette Guertin, Alexandre Remy, Ariane Frédérique e Jean-Paul Bongo.

Sinopse: numa casa de campo na região dos lagos canadense, quatro professores universitários preparam uma refeição enquanto conversam sobre os mais variados temas, de historiografia à sexualidade; ao mesmo tempo, num clube, quatro mulheres (esposas, amigas e amantes dos professores) também conversam sobre temas parecidos. Ao final do dia os oito se encontram e algumas verdades vêm à tona, gerando um conflito de pontos de vista.
Crítica: levanta várias questões íntimas, como sexualidade, adultério, homossexualismo, Aids, fidelidade, casamento, até assuntos econômicos e políticos. Um filme maduro que aborda diretamente e abertamente quase tudo, sem meias palavras ou falsos moralismos, tentando comparar a posição da mulher e do homem na sociedade. Além disso, traz pinceladas culturais com citação de autores, livros e obras de arte famosas. Quase esse mesmo elenco foi reunido 17 anos depois para a filmagem do “As Invasões Bárbaras”, uma produção que agradou o público e foi premiada com o Oscar de Melhor Filme Estrangeiro.
Avaliação: ***

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segunda-feira, 2 de maio de 1988

Arizona Nunca Mais

Título original: Raising Arizona
País: EUA
Ano: 1987
Gênero: Comédia
Duração: 94 min
Direção: Ethan Coen e Joel Coen
Elenco: Nicolas Cage, Holly Hunter, Trey Wilson, John Goodman, Bill Forsythe, Frances McDormand, Sam McMurray e Randall "Tex" Cobb.

Sinopse: o ex-presidiário H.I. McDonnough (Nicolas Cage) já foi preso tantas vezes que acabou se casando com a policial Edwina (Holly Hunter). Após algum tempo, descobrem que não podem ter filhos e decidem sequestrar um dos quíntuplos de um casal de milionários. As coisas se complicam quando o pai da criança oferece uma recompensa milionária para quem der pistas sobre os sequestradores e muita gente sai à procura do bebê, incluindo amigos e colegas do casal.
Crítica: o homem comum é posto em situações de perigo e, com o desenrolar da trama, vai se envolvendo em mais e mais confusões reviravoltantes. Mesmo mantendo essa premissa em seus filmes, os irmãos Coen conseguem, em sua primeira comédia, causar divertimento, suspense e surpresas, com um humor original.
Apesar de não alcançar o mesmo nível crítico e de humor de negro de outras obras, possui personagens e momentos muito cômicos.
A direção abusa das cenas de ação e o sequencial uso do zoom e afastamento da câmera passa ao público uma sensação de vertigem.
Assista! Vale a pena.

Avaliação: ***

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