sábado, 14 de abril de 1990

Muito Mais Que Um Crime

Título original: Music Box

País: EUA

Ano: 1989

Gênero: Drama

Duração: 124 min

Direção: Costa-Gravas

Elenco: Jessica Lange, Armin Mueller-Stahl, Frederic Forrest, Donald Moffat, Lukas Haas, Cheryl Lynn Bruce, Mari Töröcsik, J.S. Block, Sol Frieder e Michael Rooker.

 

Sinopse: quando seu pai Mike Laszlo (Armin Mueller-Stahl) é acusado de ter cometido centenas de crimes de guerra na Hungria, e ameaçado de deportação, a talentosa advogada criminalista Anne Talbot (Jessica Lange) sai em sua defesa. Mas o julgamento é levado para Budapeste e as evidências que surgem levantam sérias dúvidas sobre a inocência do pai.


Crítica
: Costa Gravas é um cineasta grego, naturalizado francês, conhecido por seus filmes de denúncia política. ‘Muito Mais Que Um Crime’ é mais um ótimo trabalho que revela atrocidades cometidas durante o nazismo.

Sob a justificativa do “fiz apenas o que me mandaram”, “trabalhava apenas no escritório” ou simplesmente omitindo toda a verdade a fim de apagar os erros do passado, muitos homens que cometeram crimes contra a humanidade viveram suas vidas tranquilamente, tendo fugido do país natal.

Aqui, a denúncia parte do governo húngaro e revela uma realidade dura e crua à medida que uma filha defende o pai das acusações no tribunal, acreditando cegamente na sua inocência.

As interpretações são boas, sobretudo das testemunhas relatoras dos atos desumanos cometidos contra eles mesmos, parentes e amigos.

O roteiro bem conduzido, com uma sequência dinâmica de informações e acontecimentos e um desfecho forte, demonstra o quanto é importante manter viva a lembrança de um passado que não pode nem deve ser esquecido.

Vale a pena assistir.


Avaliação
: ***

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segunda-feira, 30 de outubro de 1989

Um Homem com 3 Caixões

Título original: Nageuneneun kileseodo swiji anhneunda
País: Coreia do Sul
Ano: 1988
Gênero: Drama
Duração: 117 min
Direção: Lee Jang-Ho
Elenco: -

Sinopse: um viúvo isolado, deprimido, à procura de significado e redenção e que ainda tenta aceitar as circunstâncias da morte de sua esposa há três anos, parte em uma viagem para espalhar as cinzas da mulher pela sua cidade natal, em uma cidade isolada próxima à fronteira coreana. Em sua jornada, ele cruza com vários desconhecidos, que carregam suas próprias histórias de dor e perda, abaladas pelos tempos da Guerra da Coreia. O diálogo com esses estranhos e as paisagens que ele encontra transformam a viagem em um confronto com os fantasmas do seu passado, numa história de sofrimento e injustiças da vida.

Crítica: o longa tem conteúdo e retrata muitos sentimentos do protagonista, mas estende-se demais cansando um pouco o espectador.
São muitas imagens e poucos diálogos. Grande parte da história é contada por meio de flashbacks.
As atuações deixam a desejar. Vale mais pela simbologia que traz em sua história.

Avaliação: **

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sábado, 18 de fevereiro de 1989

Rain Man

Título original: Rain Man
País: EUA
Ano: 1988
Gênero: Drama
Duração: 133 min
Direção: Barry Levinson
Elenco: Dustin Hoffman, Tom Cruise, Valeria Golino, Gerald R. Molen, Jack Murdock, Michael D. Roberts, Lucinda Jenney, Ralph Seymour, Bonnie Hunt e Barry Levinson.

Sinopse: um jovem yuppie (Tom Cruise) recebe a notícia de falecimento do seu pai. Eles nunca se deram bem e não se viam há anos, mas ele vai ao enterro e ao cuidar do testamento fica sabendo que herdou um Buick 1949 e as roseiras premiadas do seu pai, sendo que um "beneficiário" herdara três milhões de dólares. Bastante curioso para conhecer o sortudo, descobre que trata-se do seu irmão (Dustin Hoffman), que ele desconhecia a existência. O irmão é autista, porém pode calcular problemas matemáticos complicados com grande velocidade e precisão. O yuppie seqüestra o irmão autista da instituição onde ele está internado, a fim de levá-lo para Los Angeles e exigir a metade do dinheiro, nem que para isto tenha que ir aos tribunais. É durante uma viagem cheia de pequenos imprevistos que os dois se compreenderão e entenderão o significado de serem irmãos.
Crítica: história bela e comovente, com uma boa direção. Tom Cruise é o único ponto fraco do filme. Sua interpretação só melhora do meio para o final da trama. Já Dustin Hoffman é a base de todo o filme. Sua interpretação é perfeita, sem ser caricata ou apelar demais para o sentimentalismo.
Mas o principal mérito do roteiro é mostrar o autismo com naturalidade e realismo, pincelando certos momentos vividos pelo protagonista com um humor leve. Imperdível!
Avaliação: ****

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