quarta-feira, 19 de maio de 1999

Encontro Marcado

Título original: Meet Joe Black
País: EUA
Ano: 1998
Gênero: Romance
Duração: 186 min
Direção: Martin Brest
Elenco: Brad Pitt, Anthony Hopkins, Claire Forlani, Jake Weber e Marcia Gay Harden.

Sinopse: em Nova York, uma médica residente (Claire Forlani) conhece por acaso um recém-chegado na cidade (Brad Pitt). Eles se sentem atraídos, mas logo após se despedirem ele morre em um acidente. Em seguida, a própria Morte decide por utilizar o corpo desta vítima e vai falar com um magnata da mídia (Anthony Hopkins), dizendo que está ali para levá-lo mas, como pretende conhecer os hábitos dos humanos, propõe retardar esta partida se o milionário tornar esta "férias" interessantes e instrutivas. Ironicamente, a filha do magnata é a jovem médica que tinha se sentido atraída por um desconhecido no início da história. Seria impossível para ela imaginar que estava diante da Morte, que apenas utilizava naquele momento aquele corpo como invólucro, mas outra coisa inimaginável também acontece: a Morte se apaixona pela filha do milionário.

Crítica: uma refilmagem do clássico ‘Uma Sombra que Passa’, de 1934. Mas aqui o romance, que tem uma mensagem bonita, não atinge seus propósitos.
O filme é longo demais e, em muitas cenas, é bem monótono (o original possuía apenas 78 minutos).
Situações são mal exploradas e há personagens mal trabalhados. Ou seja, não convence, sendo esse seu maior defeito. Com uma trama tão forçada era preciso nos fazer acreditar que Brad Pitt representava a morte em seu personagem, o que infelizmente não acontece em momento algum. E a culpa não é de Brad Pitt (ele até está bem no papel), mas das circunstâncias estranhas que foram criadas e dos sentimentos mal explorados.
O longa até tem diálogos inteligentes, com momentos que nos levam a pensar no que realmente nos move no mundo: trabalhar para viver, viver para trabalhar e vencer, ou ter uma vida na qual, se fechássemos os olhos amanhã, descobriríamos que teria valido a pena cada minuto.

Avaliação: ***

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segunda-feira, 17 de maio de 1999

Gênio Indomável

Título original: Good Will Hunting
País: EUA
Ano: 1997
Gênero: Drama
Duração: 126 min
Direção: Gus Van Sant
Elenco: Matt Damon, Robin Williams, Ben Affleck, Minnie Driver, Stellan Skarsgård, Casey Affleck e Cole Hauser.

Sinopse: o drama é sobre o rebelde Will Hunting (Damon), um garoto dotado de grande inteligência que vive se metendo em encrenca. Sem família e com pouca educação formal, ele devora livros, só que guarda tudo que aprende para si e procura empregos que dispensam qualificação. Um professor do MIT descobre que Will é um gênio e quer o garoto em sua equipe de matemática, porém, como Will tem problemas com a polícia, é preciso fazer um acordo com a justiça. São impostas duas condições: ele tem que trabalhar com o professor e fazer terapia. Sean McGuire (Robin Willians) é o terapeuta chamado para domar o dificíl temperamento do rapaz. Ambos são igualmente teimosos, mas surge uma amizade que convence Will a encarar seu passado e seu futuro.
Crítica: o roteiro engenhosamente construído gerou um excelente filme. Bons diálogos, principalmente entre Hunting e seu terapeuta; atuações convincentes (destaque para Matt Damon); e sem pieguices. Algumas cenas são desnecessárias, mas esse excesso não compromete a mensagem do longa. Imperdível!
Curiosidade: vencedor dos Oscars de Melhor Roteiro Original e de Melhor Ator Coadjuvante (Williams), em 1998.
Matt Damon e Ben Affleck são amigos de infância. Escreveram juntos o roteiro.
Avaliação: ****

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domingo, 2 de maio de 1999

O Grande Lebovski

Título original: The Big Lebovski
País: EUA
Ano: 1998
Gênero: Comédia
Duração: 117 min
Direção: Ethan Coen e Joel Coen
Elenco: Jeff Bridges, John Goodman, Julianne Moore, Steve Buscemi, David Huddleston, Philip Seymour Hoffman, Tara Reid, Philip Moon, Mark Pellegrino, Peter Stormare, Flea, Torsten Voges, Jimmie Dale Gilmore, Jack Kehler e John Turturro.

Sinopse: Jeff Lebowski (Jeff Bridges) gosta de ser chamado de O Grande Lebowski. Acha-se o cara mais esperto do pedaço, quando na verdade é um desocupado que gasta o seu tempo ouvindo Rock dos anos 60 e jogando boliche. Mas sua vida vai mudar. Confundido com um milionário da Califórnia, ele se vê envolvido com bandidos da pesada, advogados atrapalhados, detetives, seqüestradores e, como se não bastasse, com a polícia. Com sua vida ameaçada, Lebowski procura seu amigo Walter (John Goodman), um veterano do Vietnã que irá ajudá-lo com seus métodos pouco ortodoxos.

Crítica: na mesma linha do filme Fargo (tambgém dos irmaõs Coen), O Grande Lebowski resgata a imagem do americano comum, aquele que não participa diretamente das ações sociais, políticas e econômicas do país.
Sujo, maltrapilho, bêbado e drogado, o desempregado Jeff Lebowski (Jeff Bridges) encarna o herói às avessas, o capitão anti-América, que luta, em plena crise da Guerra do Golfo, pela menos nobre das causas: reaver o prejuízo de seu tapete urinado.
As discrepâncias aparecem logo na abertura. Enquanto o narrador descreve a vida besta de Lebowski ("o homem mais preguiçoso da cidade"), a câmera percorre a terra árida do oeste americano até desvendar o complexo urbano de Los Angeles. Ali estão as duas Américas: a interiorana e a mundana. A visão antagônica se aprofunda quando Lebowski (também conhecido como "the Dude", "almofadinha", em inglês) entra em cena.
Confundido com um magnata, o desempregado-padrão (que paga um litro de leite com cheque), tem a casa invadida, leva uma surra e ainda por cima vê seu pobre tapete maldosamente danificado. Com a displicência dos mais legítimos vagabundos, Jeff entra no castelo do outro Lebowski (David Huddleston), para cobrar um novo tapete. Descobre um político paraplégico, rodeado por um bajulador e enamorado de uma atriz de filme pornô.
Entre uma e outra confusão, Lebowski, o desocupado, passa o tempo na companhia de dois amigos, Donny (Steve Buscemi) e Walter Sobchak (John Goodman), jogando boliche.
Numa de suas melhores atuações, John Goodman encarna um caricato veterano do Vietnã, responsável pelas passagens cômicas do longa. Ele simboliza a falência da América, órfã do discurso da violência como paliativo para as mazelas políticas. Mesmo com todas as espetadas na multifacetada sociedade norte-americana, ‘O Grande Lebowski’ jamais assume um tom pesado de crítica social. Mas consegue com seu humor ácido entorpecer e envolver os cinéfilos. Como o personagem principal, a narrativa segue seu rumo desgovernado pontuada por porres, tapinhas e viagens de ácido.
Hilariante! Muito bom!

Avaliação: ***

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