sexta-feira, 19 de maio de 2006

O Código da Vinci

Título original: The Da Vinci Code
País: EUA
Ano: 2006
Gênero: Suspense
Duração: 152 min
Direção: Ron Howard
Elenco: Andrey Tatou, Tom Hanks, Jean Reno, Ian McKellen, Alfred Molina e Paul Bettany.

Sinopse: um professor da Universidade de Harvard, Robert Langdon (Tom Hanks) viaja para Paris a negócios. Especialista em simbolismo, recebe uma ligação no meio da noite sobre o assassinato do curador do Museu do Louvre. As pistas para o crime parecem estar escondidas no quadro Monalisa, de Leonardo Da Vinci. Com a ajuda da criptógrafa francesa Sophie Neveu (Andrey Tatou), descobre que o curador estava envolvido em uma misteriosa sociedade secreta. Os dois percorrem a Europa em busca da solução para esse misterioso caso.
Crítica: depois da quantidade de livros vendidos ao redor do mundo, é óbvio que a chegada de O Código da Vinci aos cinemas seria um fenômeno. Porém, o filme não chega aos pés da obra original. Tudo é muito atropelado, sem sal e com conteúdo mal explorado.
Não sou fã dessa literatura; apenas reconheço que possui enigmas muito bem descritos e detalhadamente resolvidos, o suficiente para prender a atenção dos leitores. A trama policial não me impressiona, mas tem um excelente pano de fundo com toda uma aula de história da arte.
Mas até no plano estético, a obra falhou. Nem as obras de arte têm o espaço merecido no filme. Toda a parte do museu do Louvre é vergonhosa, principalmente no que diz respeito à Mona Lisa. O quadro, talvez o mais famoso de todo o mundo, foi reduzido a segundo plano.
No livro, entende-se o porquê da escolha Mona Lisa na história e sua importância para tudo. No longa, uma série de informações é omitida para concentrar-se na pior parte: a intriga policial.
Ainda assim, a produção tem os seus méritos: a parte explicativa do quadro de ‘A Última Ceia’ ficou fantástica, adaptando com boa técnica as explicações do livro para a tela. Infelizmente, esse recurso não se estendeu às demais obras.
Mesmo com duas horas e meia de duração, o roteiro atropelou detalhes relevantes e desperdiçou tempo com algumas coisas desnecessárias. Para uma pessoa que não leu o livro, fica impossível entender tudo o que se passa na trama. Tudo é muito rápido e, simplesmente, jogado na tela.
Pior ainda que a ausência de dados, é a falta de sentimento. Em momento algum somos apresentados aos personagens para compreendermos suas motivações – um problema que não existe no livro. O final modificado é imperdoável, pois tira toda a carga emocional contida na obra literária e altera drasticamente a mensagem da história.
Curiosidade: os produtores não conseguiram permissão para usar iluminação artificial na Mona Lisa, o que vemos no filme é uma réplica.
O Ministério da Cultura francês permitiu que a equipe de filmagens rodasse cenas no interior do verdadeiro Museu do Louvre.
O livro ‘Código da Vinci’ já vendeu mais de 45 milhões de exemplares em todo o mundo.
Avaliação: ***

Read more...

quinta-feira, 11 de maio de 2006

O Amor Está no Ar

Título original: Ma vie en l'air
País: França
Ano: 2005
Gênero: Comédia
Duração: 100 min
Direção: Rémi Bezançon
Elenco: Marion Cotillard, Vincent Elbaz, Gilles Lellouche, Elsa Kikoïne, Didier Bezace, Tom Novembre, Cécile Cassel, Philippe Nahon, Vincent Winterhalter, François Levantal, Sasha Alliel, Julien Israël, Sandrine Rigaux, Katia Lewkowicz e Susan Lay.

Sinopse: Yann é o engenheiro responsável pela segurança dos aviões de uma companhia aérea que tem um probleminha pouco comum entre os profissionais de sua área: medo de voar. Mas ele terá que entrar numa aeronave para se encontrar com a mulher que é o amor de sua vida.

Crítica: uma comédia leve e bem dirigida, com situações inusitadas, mas conduzidas de forma inteligente e que prendem a atenção do espectador até o final. Bons diálogos e personagens cativantes.
Perfeito para um programa a dois!

Avaliação
: *** 

Read more...

sábado, 6 de maio de 2006

Camelos Também Choram

Título original: The Story of Wepping Camel
País: Alemanha/Mongólia
Ano: 2005
Gênero: Documentário
Duração: 87 min
Direção: Byambasuren Davaa e Luigi Falorni
Elenco: Janchiv Ayurzana, Chimed Ohin, Amgaabazar Gonson, Zeveljamz Nyam, Ikhbayar Amgaabazar, Odgerel Ayusch, Enkhbulgan Ikhbayar, Uuganbaatar Ikhbayar, Guntbaatar Ikhbayar e Munkhbayar Lhagvaa.

Sinopse: primavera no deserto de Gobi, sul da Mongólia. Uma família de pastores nômades assiste ao nascimento de uma manada de filhotes de camelo. Uma das camelas tem grande dificuldade no parto, mas, com a ajuda da família, dá a luz a um raro filhote albino. Apesar dos esforços dos pastores, a mãe rejeita o filhote recém-nascido, recusando-se, friamente, a amamentá-lo e a lhe dar o amor materno. Quando todas as esperanças para o pequeno filhote parecem ter desaparecido, os nômades enviam dois jovens em uma jornada através do deserto em busca de um músico... Finalmente, o violinista chega ao acampamento e segue-se um belo e comovente ritual. O som de um violino arcaico, cujas cordas são feita de crina de cavalo, e o canto melódico de uma das mulheres do local, mexem com o coração da mamãe-camela. Quando seu filhote é, novamente, levado a ela, ela chora e, finalmente, aceita-o, dando-lhe o leite que precisa para sobreviver.
Crítica: este raro exemplar da Mongólia não ganhou nenhum prêmio de grande expressão, não é recostado em nenhum nome de peso (são dois diretores estreantes) e não conta nenhuma estória emocionante e complexa, típica de filmes de festivais. É apenas um filme simples e encantador.
No meio do vasto Deserto de Gobi, no sul da Mongólia, quatro gerações de criadores de ovelhas vivem numa pequena aldeia. É época da cria de camelos, animal bastante estimado na região, principal meio de transporte dos nômades e provedor de lã.
A primeira parte do documentário é focada, em especial, na relação da família, e demora a engatar. Após um breve monólogo sobre a lenda dos camelos, somos apresentados à família aos poucos, seus membros e modo de vida, e só ao final da projeção é que temos uma noção mais clara de quem é quem na hierarquia. Na verdade, o grande foco é a relação cultural da trupe, sendo este breve problema com os camelos apenas mais um momento da vida no deserto.
A câmera está a favor dos habitantes, e vai retocando a história aos poucos, e com um grande tino para captar imagens, como o conturbado nascimento do filhote de camelo e uma fortíssima tempestade de areia e suas conseqüências.
Se a primeira parte do filme correspondia às nuances do estilo de vida daquele povo, que certamente tem o toque de sensibilidade da diretora Davaa, natural do país, a segunda parte é marcada por um olhar vindo de fora. Os dois irmãos saem da comunidade culturalmente fechada do deserto e, à medida que vão se aproximando da cidade, diferenças marcantes começam a aparecer, em especial a presença de postes de energia. Tendo energia elétrica você pode ter uma televisão, e assim, estar conectado ao mundo exterior, e o fascínio do pequeno Ugna pelo novo mundo é claro, ele que é o mais novo e o menos enraizado na própria cultura. Esta silenciosa ocidentalização do oriente é um dos maiores problemas do continente, e já fora alertado em outros trabalhos no cinema.
Quem espera um filme lento e com fortes questões irá se decepcionar; os planos são curtos e o ritmo flui bem tranquilamente. Ele também se isenta de julgamentos, preferindo deixar a realidade falar por si.
É um documentário leve, descompromissado e belo a respeito de uma família de habitantes do deserto e sua cultura milenar. E, além disso, ainda tem um final comovente.
Avaliação: ****

Read more...

Bilheterias Brasil - TOP 10

Seguidores

  © Blogger templates Newspaper III by Ourblogtemplates.com 2008

Back to TOP