domingo, 2 de agosto de 2009

Tempo de Recomeçar

Título original: Life as a House
País: EUA
Ano: 2001
Gênero: Drama
Duração: 126 min
Direção: Irwin Winkler
Elenco: Kevin Kline, Kristin Scott Thomas, Hayden Christensen, Jena Malone, Mary Steenburgen, Mike Weinberg, Scotty Leavenworth, Ian Somerhalder, Jamey Sheridan, Scott Bakula, Sam Robards, John Pankow e Kim Delgado.

Sinopse: George Monroe (Kevin Kline) é um arquiteto de meia idade que descobre repentinamente que está com câncer e tem pouco tempo de vida. Ele então decide aproveitar o tempo que lhe resta para se aproximar de Sam (Hayden Christensen), seu filho problemático e rebelde, bem como fazer as pazes com Robin (Kristin Scott Thomas), sua ex-esposa. Ao mesmo tempo, George decide por construir uma casa, na intenção de deixá-la como herança para Sam.

Crítica: não é uma obra-prima, nem trata de um tema inovador, mas é comovente por abordar o relacionamento entre pais e filhos.
Kevin Kline (de Um Peixe Chamado Wanda, A Escolha de Sofia, Será Que Ele É?) é a maior qualidade do filme. Ele interpreta George Monroe, um arquiteto de meia-idade, decadente, divorciado, afastado emocionalmente de seu filho Sam, que chega ao fundo do poço ao ser despedido do emprego. Numa tentativa desesperada de retomar o curso de sua vida, George se entrega de corpo e alma a duas tarefas eternamente adiadas: construir a tão sonhada casa e retomar o contato com o filho rebelde. Isso vai lhe exigir o máximo de esforço e dedicação, mas poderá transformar completamente a sua existência, ou o que resta dela.
O simbolismo é evidente: a construção da obra traça um paralelo com a reconstrução da vida. Ao derrubar um velho barraco para erguer no mesmo terreno uma bela e sonhada casa, George está na realidade tentando se livrar de todos os conceitos errados que fizeram seus relacionamentos humanos desabarem durante o tempo. O tema da segunda chance – ainda que tardia – é sempre empolgante. E a continuidade dos ensinamentos representada pela transição pai/filho nunca deixa de
emocionar.
Assim, ‘Tempo de Recomeçar’ fatalmente faz a platéia chorar. Sem emoções baratas, graças principalmente à dignidade da atuação de Kline, que até fez um curso com pedreiros e marceneiros para melhor desempenhar seu papel.

Avaliação: ***

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À Deriva

Título original: À Deriva
País: Brasil
Ano: 2008
Gênero: Drama
Duração: 103 min
Direção: Heitor Dhalia
Elenco: Laura Neiva, Camilla Belle, Vincent Cassel, Débora Bloch, Max Huzar, Cauã Reymond, Izadora Armelin, Maysa Miranda, Thomas Huszar, Josefina Schiller, Gabriela Flarys, Valentine Fontanella, Bernardo Bichucher, Daniel Passi, Nathalia Zemel, Rafaela Prestes e Gregorio Duvivier.

Sinopse: uma tradicional família de classe média alta passa as férias de verão em Búzios, Rio de Janeiro. A viagem se configura como um esforço coletivo entre os pais e seus três filhos de reconstruir a família e reconquistar a felicidade já perdida. Filipa (Laura Neiva), uma menina de 13 anos, carrega consigo os conflitos clássicos de sua idade. Encontra-se em pleno ritual de passagem da adolescência para a idade adulta, quando depara-se com a crise inesperada no casamento de seus pais. Ao longo da história, Filipa tenta desesperadamente desvelar um caso amoroso entre seu pai e uma mulher mais jovem, vizinha de sua casa de praia. O tom mais urgente e perigoso do longa, apesar de delicado, é potencializado por um crime passional envolvendo um casal vizinho, que deixa uma casa manchada de sangue e abandonada, um lugar que ironicamente servirá de parque de diversões para as crianças do balneário.
Crítica: o filme fala de amor, intriga, traição e todos os delicados sentimentos que se acham presentes quando um casamento está em crise. É contado contado através do olhar de Filipa (Laura Neiva), uma adolescente de 14 anos cheia de dúvidas, inseguranças, descobertas e sonhos comuns a todos aqueles que, estão prestes a entrar na idade adulta. A imagem com coloração ‘antiga’ e amarelada dá um tom nostálgico e situa bem a época em que o filme se passa (final dos anos 80), apesar de dar um ritmo mais arrastado à trama. Débora Bloch e Vicent Cassel estão bem convincentes em seus papéis.
Curiosidade: selecionado para a mostra ‘Um Certo Olhar’ do 62º Festival de Cannes.
Avaliação: ***

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sábado, 1 de agosto de 2009

Mesrine – Inimigo Público Nº 1

Título original: Mesrine: L Instinct de Mort
País: França/Canadá/Itália
Ano: 2008
Gênero: Ação
Duração: 113 min
Direção: Jean-François Richet
Elenco: Vincent Cassel, Cécile De France, Gérard Depardieu, Gilles Lellouche, Roy Dupuis, Elena Anaya e Michel Duchaussoy.

Sinopse: primeiro de dois filmes sobre a história do famoso gângster francês Jacques Mesrine (Vincent Cassel), que atuou nos anos 70 e se tornou o inimigo número 1 da polícia parisiense. Esta primeira parte é ambientada nos anos 60, em Paris, e início dos anos 70, no Canadá, durante a ascensão criminal de Mesrine, um homem comum, nascido em uma família de classe média, na cidade de Clichy.

Crítica: é um bom filme de ação, com tudo que o gênero exige – dinâmica, velocidade, suspense, uma boa dose de pancadaria, explosões –, mas sobretudo com uma história bem escrita e contada. O diretor investe boa parte de seu trabalho para investigar a personalidade do personagem. Conhecemos, então, o quanto Mesrine era contraditório. Doce, mas pronto para estourar a qualquer momento; educado, porém extremamente decisivo em um assalto; frio, explodia quantas cabeças fossem necessárias para chegar ao seu objetivo.
A atuação de Vincent Cassel (Senhores do Crime) é brilhante. O francês, também conhecido por ‘Doze Homens e Outro Segredo’, entrega-se às complexidades de seu personagem. Talentoso, constrói um Mesrine pura adrenalina. Impossível imaginar qual será seu próximo passo.
‘Inimigo Público N º1’ é um filme-explosão. Dividido em duas partes, o jeito é aguardar a segunda onde descobriremos um Mesrine com menos glamour e onde a morte o aguarda.

Avaliação: ***

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