terça-feira, 4 de junho de 2013

O Que se Move

País: Brasil
Ano: 2012
Gênero: Drama
Duração: 97 min
Direção: Caetano Gotardo
Elenco: Adriana Mendonça, Andrea Marquee, Ane Rodrigues, Beto Matos, Cida Moreira, Dagoberto Feliz, Fernanda Vianna, Gabriel do Reis, Henrique Schafer, Larissa Siqueira, Marina Corazza, Rômulo Braga e Wandré Gouveia.

Sinopse: três famílias distintas estão tendo de lidar com a chegada - ou perda - de um filho, fato que causa uma mudança muito significante em suas rotinas. Cada núcleo irá lidar com as dores e alegrias à própria maneira, mas o amor sempre irá falar mais alto por meio da figura da mãe, mesmo que isso se expresse nas pequenas coisas do dia-a-dia.

Crítica: inspirado em três histórias reais, noticiadas pela imprensa no início dos anos 2000, o filme aborda a tragédia de pessoas que precisam lidar com a dor da perda. Se o tema é batido e os fatos bem conhecidos do público, o mesmo não se pode dizer de como a trama é conduzida.
O cineasta mostra firmeza e domínio ao contar três histórias simples, mas de forma inovadora e com uma narrativa ousada. A surpresa já vem logo no início com a cantoria de lamento de uma das personagens.
As tramas são independentes, mas todas sintetizam o quão agonizante pode ser uma dor. 
O resultado surpreende. Vale a pena conferir.


Avaliação: ***

Read more...

Depois de Maio (Après Mai)

País: França
Ano: 2012
Gênero: Drama
Duração: 122 min
Direção: Oliver Assayas
Elenco: Carole Combes, Clément Métayer, Dolores Chaplin, Felix Armand, Félix de Givry, Hugo Conzelmann, India Menuez, Johnny Flynn, Léa Rougeron, Lola Créton, Martin Loizillon, Mathias Renou, Nathanjohn Carter, Nick Donald, Stuart Mulcaster e Victoria Ley.

Sinopse: no início dos anos 70, Gilles (Clément Métayer), estudante do ensino médio em Paris, é contagiado pela febre política da época. No entanto, seu verdadeiro sonho é pintar e fazer filmes, algo que seus amigos e até mesmo sua namorada não conseguem compreender. Para eles, a política é tudo e consome a todos. Mas Gilles, gradualmente, se torna mais confortável com suas escolhas de vida e aprende a se sentir à vontade nesta nova sociedade.
Crítica: o longa se passa no começo dos anos 70, nos arredores de Paris e retrata um dos grandes momentos da história. O cenário também percorre a Itália, Inglaterra, Nepal e Cabul.
Nessa época, o diretor tinha 16 anos, a idade do protagonista Gilles, e as mesmas dúvidas: ser ou não ser um revolucionário, ser um comunista ou um capitalista, ser um artista ou não, amar ou não.
Todos esses dilemas são bem expostos no filme, apesar de ser um pouco extenso demais. Os personagens, interpretados com talento por atores amadores em sua maioria, vagam entre a liberdade sexual, o uso de drogas e as escolhas do futuro.
Na época do verdadeiro "caça às bruxas" pela ditadura militar e política, muita gente tomou um caminho sem volta e essas lembranças são o grande trunfo da trama. Mas há também uma crítica aos estudantes esvaziados, que preferiam ficar alienados a tudo do que viver ou lutar por algo, chamando a isso de revolução.
A narrativa poderia ter sido mais objetiva para que a mensagem a ser passada fosse satisfatória e atingisse um público maior. Mesmo com várias citações culturais – música, literatura e arte – o enredo é raso.
De qualquer forma, expõe os rumos tomados pela geração de 68 e como ficaram as vidas de muitos jovens que presenciaram esse momento histórico.


Avaliação: ***

Read more...

Três Mundos (Trois Mondes)

País: França
Ano: 2011
Gênero: Drama
Duração: 101 min
Direção: Catherine Corsini
Elenco: Raphaël Personnaz, Arta Dobroshi, Clotilde Hesme, Reda Kateb e Adèle Haenel.

Sinopse: Al (Raphaël Personnaz) é um jovem bem sucedido que está prestes a se casar com a filha de seu patrão e ir para um cargo ainda melhor na concessionária de carros em que trabalha. Uma noite, voltando de sua despedida de solteiro e dirigindo bêbado, ele atropela um estranho. Mas Al, impulsionado por dois amigos de infância que estavam com ele ao carro, não presta socorro à vítima. Nos dias que seguem, ele se vê cada vez mais agoniado por seu ato covarde.

Crítica: apesar de temáticas relevantes e posturas críticas no enredo, é um filme mediano. Forte, mas não o bastante para atingir o público em cheio. Passa, sem deixar marcas. É certo que escapa da previsibilidade e dos clichês, porém não consegue manter a atração pela história despontada no início até o final.
Na trama, que lembra ’21 Gramas’, há o acusado, a vítima e a testemunha. Só que aqui a densidade é bem menor. Aborda questões sociais e imigração ilegal (há uma ótima cena que se passa no hospital entre a esposa da vítima atropelada e a equipe médica).
Mas o maior questionamento do filme é o comportamento humano, até onde a consciência ou a falta dela pode conduzir os atos humanos, como as dificuldades podem tornar pessoas duras em relação à vida, como podemos agir de forma desiquilibrada com nossos semelhantes para tentar proteger aquilo que achamos ser tudo o que temos.
Quanto às atuações, Raphaël Personnaz (Al) e Arta Dobroshi (Vera) são os mais convincentes. Nas cenas entre Al e Juliette (Clotilde Hesme), as situações são forçadas, principalmente, um romance entre os dois. Não há antes nenhum indício de que exista alguma atração entre eles. Tal acontecimento sobra no filme, o que é uma pena já que sequer seria indispensável ao andamento da história.


Avaliação: ***

Read more...

Bilheterias Brasil - TOP 10

Seguidores

  © Blogger templates Newspaper III by Ourblogtemplates.com 2008

Back to TOP