terça-feira, 4 de março de 2014

Justin e a Espada da Coragem (Justin and the Knights of Valour)

País: Espanha
Ano: 2013
Gênero: Animação
Duração: 90 min
Direção: Manuel Sicilia
Elenco: -

Sinopse: contra o desejo do pai que deseja vê-lo como um advogado, jovem decide ir em busca de seu sonho e começa uma jornada para tornar-se cavaleiro.

Crítica:

Avaliação: a conferir

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segunda-feira, 3 de março de 2014

Vencedores Oscar 2018

Melhor Filme
A Forma da Água


Direção
Guillermo del Toro, A Forma da Água


Melhor ator
Gary Oldman, O Destino de Uma Nação


Melhor Atriz
Frances McDormand, Três Anúncios para Um Crime

Melhor Ator Coadjuvante
Sam Rockwell, Três Anúncios para Um Crime


Melhor Atriz Coadjuvante
Allison Janney, Eu, Tonya


Roteiro Adaptado
Me Chame pelo Seu Nome


Roteiro Original
Corra!


Filme em Língua Estrangeira
Uma Mulher Fantástica (Chile)


Documentário
Ícaro


Animação
Viva – A Vida É uma Festa


Efeitos Visuais
Blade Runner 2049


Canção Original
Remember Me, de Viva – A Vida É uma Festa


Trilha Sonora Original
A Forma da Água


Fotografia
Blade Runner 2049


Edição
Dunkirk


Maquiagem e Cabelo
O Destino de Uma Nação


Figurino
Trama Fantasma


Edição de Som
Dunkirk


Mixagem de Som
Dunkirk

Direção de arte
A Forma da Água


Curta de animação
Dear Basketball


Documentário em curta-metragem
Heaven Is a Traffic Jam on the 405

Curta-metragem

The Silent Child


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domingo, 23 de fevereiro de 2014

Clube de Compra Dallas (Dallas Buyers Club)

País: EUA
Ano: 2013
Gênero: Drama
Duração: 117 min
Direção: Jean-Marc Vallée
Elenco: Matthew McConaughey, Jared Leto, Jennifer Garner, Steve Zahn, Denis O`Hare e Griffin Dunne.

Sinopse: em 1986, o eletricista texano Ron Woodroof (Matthew McConaughey) é diagnosticado com AIDS e logo começa uma batalha contra a indústria farmacêutica. Procurando tratamentos alternativos, ele passa a contrabandear drogas ilegais do México.

Crítica: sem dúvida, o melhor filme dos concorrentes ao Oscar deste ano. A nota máxima vai não somente pela história em si, mas pela direção certeira de Jean-Marc Vallée (que dirigiu o excelente Crazy – Loucos de Amor, em 2005) que soube equilibrar um drama sem ser melodramático, e pela atuação surpreendente de McConaughey, o melhor de toda a sua carreira.
Baseado na vida de Ronald Woodroof (McConaughey), o longa tem início em 1985, quando o protagonista é diagnosticado como portador do vírus HIV e, já com a saúde debilitada, recebe um prognóstico sombrio: mais 30 dias de vida, no máximo.
Impossível não se lembrar de Tom Hanks em ‘Filadélfia’ ou de Sean Penn em ‘Milk’. Mas, aqui, Woodroof é incrivelmente racista, misógino, homofóbico e politicamente reacionário. A surpresa é quando, mesmo com uma aparência extremamente frágil, decide arregaçar as mangas.
Inicialmente incrédulo por achar que a AIDS era um mal exclusivo de homossexuais ou usuários de drogas injetáveis, Woodroof gradualmente aceita sua condição e passa a pesquisar e buscar formas de conseguir os novos medicamentos testados contra a síndrome, entre eles o AZT. Contudo, ao perceber os graves efeitos tóxicos do remédio, ele logo descobre alternativas experimentadas por um ex-médico (Griffin Dunne, irreconhecível) que, com o diploma cassado, reside no México e, a partir daí, não só passa a se medicar como ainda decide contrabandear as pílulas para os Estados Unidos a fim de vendê-las para pacientes norte-americanos.
Apesar do temperamento explosivo e das atitudes preconceituosas, ele se alia ao travesti Rayon (Leto) para levar adiante sua luta. E, claro, nada de transformações em ‘homem certinho’, o que enfraqueceria o filme, mas nasce entre eles o respeito à individualidade de cada um. A sua batalha é tão comovente que até uma médica Eve (Jennifer Garner) se rende aos seus apelos, também sem nenhum romance em vista.
O diretor é muito sábio na condução da história que corre dinâmica, ao empregar transições elegantes indicando o avanço dos meses (por exemplo, nas sequências em que busca remédios alternativos em outros países), e com atuações louváveis de todo o elenco. O diálogo sarcástico ao desfiar críticas contra a indústria farmacêutica, intercalado com momentos cômicos, dão uma forma agradável à trama que prende a atenção do espectador desde o primeiro minuto do filme.
Algumas cenas são duras como o rompimento de Woodroof com seus ‘supostos’ amigos ignorantes. O amadurecimento dele como ser humano acontece aos poucos e comove. A dificuldade para conseguir medicamentos nos primeiros anos da epidemia é algo terrível e do qual ninguém queria falar à época. O único refúgio para discutir o assunto eram os grupos de apoio.
Além de todas as qualidades já citadas, a película tem ainda um ótimo trabalho de design de produção que recria a época. São eficientes também as cenas em que um zumbido incômodo e recorrente evoca as crises de saúde provocadas pela AIDS.
Enfim, o longa é muito mais que uma cinebiografia. Ele apresenta um retrato angustiante de um momento em que a propagação da AIDS, associada ao preconceito que a doença e a homossexualidade despertavam, era contraposta à lentidão com que agiam os órgãos responsáveis pelos testes de novas medicações e sua liberação para consumo. Quem se beneficiava com isso era só a indústria farmacêutica ao criar uma demanda reprimida que, usando o desespero de pacientes à beira da aniquilação, não hesitava em lançar remédios subtestados e sobrevalorizados que intoxicavam os doentes ao mesmo tempo em que arruinavam suas contas bancárias.
Um filme imperdível e merecedor de Oscar, ainda mais quando a safra anda bastante fraca e sem grandes histórias para contar.


Avaliação: *****

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