quarta-feira, 13 de agosto de 2014

Bistrô Romantique (Brasserie Romantiek)

País: Bélgica
Ano: 2012
Gênero: Drama
Duração: 102 min
Direção: Joël Vanhoebrouck
Elenco: Filip Peeters, Koen De Bouw e Barbara Sarafian.

Sinopse: no dia dos namorados, a dona de um restaurante recebe uma surpreendente proposta de um amor do passado. Paralelamente, durante o jantar, uma dona de casa informa ao marido que tem um amante e uma cinquentona pensa em suicídio.

Crítica: o primeiro longa do diretor belga Joël Vanhoebrouck agrada o público em geral. Traz ótimas interpretações, bons diálogos, excelente fotografia e bastante maturidade à trama.
A história se passa no restaurante que dá título ao longa, durante o jantar de comemoração ao dia dos namorados. Pascaline (Sara de Roo) comanda o bistrô junto com o irmão e chef Angelo (Axel Daeseleire) e bolam, com auxílio de poucos funcionários que possuem, um menu fixo para a noite. O primeiro a chegar ao bistrô é Frank (Koen de Bouw), um antigo amor de Pascaline. Após vinte anos, Frank reaparece com a proposta de levar Pascaline para viver com ele em Buenos Aires.
Todas as mesas do bistrô são ocupadas por casais completamente diferentes uns dos outros, assim como suas histórias e seus relacionamentos. Não só casais, Frank está sozinho, só com a empreitada de reconquistar Pascaline. Sozinha também está Mia (Ruth Becquart), que cogita suicídio e ganha a companhia e conselhos do garçom. Em outra mesa, Roos (Barbara Sarafian) faz confissões ao marido e nos apresenta a perspectiva de um casamento falido.
À medida que o cardápio do jantar é apresentado ao espectador, conhece-se também os personagens e seus relacionamentos. Nos conflitos que surgem, somos levados a refletir sobre os nossos.
Mas apesar do desconforto em algumas situações, tudo é tratado de forma leve, sem muita severidade.
Um bom filme para se assistir a dois ou mesmo só.

Avaliação: ***

Read more...

The Rover – A Caçada (The Rover)

País: Austrália/EUA
Ano: 2014
Gênero: Drama
Duração: 103 min
Direção: David Michôd
Elenco: Guy Pearce, Robert Pattinson e Scoot McNairy.

Sinopse: em um futuro próximo, os habitantes australianos vivem uma rotina perigosa, onde a criminalidade impera. Com o passar dos anos, Eric (Guy Pearce) já perdeu quase tudo o que tem, e torna-se um homem duro e impiedoso. Quando o seu último bem, seu carro, é roubado por uma gangue, ele vai atrás destes homens. No caminho, ele é obrigado e levar consigo Reynolds (Robert Pattinson), o ingênuo membro da gangue, abandonado por seus comparsas.

Crítica: o cenário social do filme – uma espécie de faroeste contemporâneo – revela um total colapso, uma terra árida e abandonada.
Surge, então, um lobo solitário, Eric (Guy Pearce), que teve seu carro roubado por alguns homens em fuga no deserto australiano. Estes deixam para trás Rey (Robert Pattinson, bem convincente no papel), irmão de um dos ladrões (Scoot McNairy), que servirá como guia e refém ao protagonista.
Entre um clímax violento e outro, aliás sempre repetitivo, é nítida a crueldade do homem que revela a total descrença no ser humano, responsável pela matança de tudo que é vivo.
A trama deveria ter aproveitado essa premissa para aprofundar-se em questionamentos, mas não o fez. Com exceção de uma cena ou outra (a melhor é uma entre Robert Pattinson e Scoot McNairy que faz você se esquecer do resto do filme), o enredo está longe de se destacar entre tantos já produzidos para a tela do cinema.

Avaliação: **

Read more...

Um Herói do Nosso Tempo (Va, Vis et Deviens)

País: Bélgica/França/Israel/Itália
Ano: 2005
Gênero: Drama
Duração: 140 min
Direção: Radu Mihaileanu
Elenco: Moshe Abebe, Moshe Agazai, Rami Danon, Roni Hadar, Roschdy Zem, Sirak M. Sabahat, Yaël Abecassis e Yitzhak Edgar.

Sinopse: o drama busca inspiração no êxodo de 8 mil judeus etíopes (chamados "falashas"), em 1984, que fugiam do governo pró-soviético de seu país para tentar algum tipo de salvação em Israel. Eles empreenderam a pé uma peregrinação de aproximadamente 600 quilômetros, da Etiópia ao Sudão, buscando a partir dali chegar à terra prometida que acenava com fartura e dias melhores. Porém, apenas a metade chegou viva a um campo de refugiados no Sudão, onde famintos de toda a África disputavam pela sobrevivência. É neste campo sudanês que um garoto de oito anos (Moshe Agazai) é praticamente expulso do lugar pela própria mãe, que lhe diz duramente o tal título original do filme: "Vá, Viva e se Transforme".

Crítica: infelizmente, o título original “Vá, Viva e se Transforme” ganhou uma tradução simplória em português.
A trama aborda uma história incomum: o êxodo de judeus etíopes para Israel. Acontecimento que se deu também com a ajuda financeira dos Estados Unidos e Reino Unido.
Uma mãe que não é judia vê nessa oportunidade uma salvação para o filho Shlomo (Salomão – nome que passa a suar ao entrar em Israel), sobretudo por já ter perdido seus dois outros filhos menores. Ordena que ele entre na fila que o conduzirá ao repatriamento em Israel. Junta-se, ainda que contra a sua vontade, a outra mulher que se passará por sua mãe. No entanto, ela já estava doente e, após alguns dias, ela falece. Shlomo se vê completamente só em sua nova moradia.
A adaptação não é fácil. Lá ele tem tudo o que nunca sonhou em ver ou possuir. Mas, ao mesmo tempo, está sofrendo e confuso por estar mentindo, com medo de ser descoberto e sentindo muita falta da sua mãe. Por achar que nunca mais verá sua mãe, ele passa a ter comportamento agressivo na escola, insiste em dormir no chão, recusa-se a comer e tenta fugir da escola. A solução para ajuda-lo surge quando é adotado por uma família, que já tinha dois filhos.
A longa duração do filme permite acompanharmos sua trajetória até a fase adulta, passando pela infância turbulenta, contudo cercada de amor dos pais adotivos, a adesão à religião e às tradições, a descoberta do amor na adolescência, os dilemas entre estudar medicina fora e servir ao exército e Israel, o regresso a Israel depois de se formar, o casamento com uma garota branca que conhece há 10 anos, tornar-se pai e a revelação da verdade: de que não é judeu.
É bela uma passagem do filme em que um policial diz que ele é mais judeu que todos ali, que ele sabe e conhece todas as crenças e tradições e pratica a religião. Orienta também que ele não se preocupe com o que as pessoas falam, mas para seguir em frente.  
Surgem, nesse caminho, momentos difíceis de preconceito, seja por cor ou religião. As críticas à sociedade israelense ortodoxa são bem videntes.
A superação de tudo isso tem uma grande razão: retornar ao Sudão para encontrar sua mãe. Ele o faz, agora como médico.
Uma história que nos faz pensar como tudo pode ser diferente quando as portas se abrem, quando as barreiras são derrubadas e quando se tem fé em algo.  

Avaliação: ****

Read more...

Bilheterias Brasil - TOP 10

Seguidores

  © Blogger templates Newspaper III by Ourblogtemplates.com 2008

Back to TOP