domingo, 22 de janeiro de 2012

A Separação (Jodaeiye Nader az Simin)

País: Irã
Ano: 2011
Gênero: Drama
Duração: 123 min
Direção: Asghar Farhadi
Elenco: Leila Hatami, Peyman Moadi, Shahab Hosseini, Sareh Bayat, Sarina Farhadi, Babak Karimi, Ali-Asghar Shahbazi, Shirin Yazdanbakhsh, Kimia Hosseini e Merila Zarei ED Hayedeh Safiyari.

Sinopse: após se divorciar da esposa Simin (Leila Hatami), Nader (Peyman Moaadi) é obrigado a contratar uma jovem para tomar conta de seu pai idoso que sofre de Alzheimer em estágio avançado. Porém a diarista está grávida, e trabalhando sem o consentimento de seu marido, condições que junto a um terrível incidente, levará as duas famílias a um julgamento de cunho moral e religioso.

Curiosidade: do mesmo diretor de ‘Procurando Elly’.
Vencedor do Globo de Ouro 2012 de Melhor Filme Estrangeiro

Crítica: a obra chama a atenção pela condução primorosa e força de seu enredo e personagens. Temas comuns, como responsabilidade, respeito, honestidade e amor são tratados com uma incrível simplicidade.
A maioria dos filmes iranianos denunciam o regime retrógrado e cerceador das liberdades, funcionando como gritos de indignação. ‘A Separação’, no entanto, tem uma abordagem mais ampla, indo além do Irã e sua sociedade reprimida numa exploração bem mais complexa e universal do ser humano como um todo, não apenas como ser social e político.
É um drama familiar, mas principalmente moral. Um filme que nos ajuda a lembrar que os iranianos, por mais distantes que possam parecer de nossa realidade, partilham alegrias, tristezas, decepções, esperanças e problemas básicos com a vida como nós.
A história é contemporânea e ambientada na capital iraniana, onde acompanhamos a complicada separação do casal Nader e Simin. Além da crise afetiva, uma questão se impõe aos dois: Simin deseja sair do país por achar que o lugar não oferece o ambiente ideal para o crescimento da filha, mas Nader não concorda em viajar e deixar o pai com Alzheimer sozinho, o que gera a disputa pela guarda da adolescente. Enquanto a Justiça não põe fim ao conflito, Simin vai temporariamente para a casa da mãe, deixando o marido sozinho com a filha e o pai doente.
A trama é envolvente do início ao fim e conta com excelentes atores.

Avaliação: ****

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A Música Segundo Tom Jobim

País: Brasil
Ano: 2011
Gênero: Documentário
Duração: 88 min
Direção: Nelson Pereira dos Santos
Elenco: Tom Jobim, Vinicius de Moraes e Sylvia Telles.

Sinopse: feito totalmente com trechos musicais e repleto de fotos e vídeos de arquivo, conta a trajetória de Antônio Carlos Jobim.

Crítica: o cineasta apostou no ‘totalmente musical’. O documentário não tem depoimentos, mas fotos e inúmeras imagens de arquivo mostrando a força da bossa nova e como a música de Tom Jobim ganhou o mundo, sendo cantada e interpretada por inúmeros artistas. Suas canções são cantadas em inglês, francês, italiano e, até, em alemão.  
Bem editado e musicado. Ao término da sessão, é impossível não sair cantando.

Avaliação: ***

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2 Coelhos

País: Brasil
Ano: 2011
Gênero: Ação
Duração: 108 min
Direção: Afonso Poyart
Elenco: Alessandra Negrini, Caco Ciocler, Fernando Alves Pinto, Aldine Muller, Marat Descartes e Neco Villa Lobos.

Sinopse: Edgar (Fernando Alves Pinto) encontra-se na mesma situação que a maioria dos brasileiros: espremido entre a criminalidade, que age impunemente, e a maioria do poder público, que só age com o auxilio da corrupção. Cansado de ser vítima desta situação, ele resolve fazer justiça com as próprias mãos e elabora um plano que colocará os criminosos em rota de colisão com políticos gananciosos. À medida que o plano de Edgar é executado, descobrimos pouco a pouco suas reais intenções e sua história, marcada por um terrível acidente e um amor que ele jamais esqueceu.

Crítica: o longa-metragem de ação é pioneiro no trabalho de efeitos visuais no Brasil. Bastante ágil e com uma trilha sonora eletrizante, chama a atenção pela construção estética e por todas as misturas feitas pelo cineasta que também assina o roteiro e a produção, além de participar da montagem.
Aqui conhecemos Edgar, interpretado por Fernando Alves Pinto, um rapaz sarcástico e observador que nos narra a história em primeira pessoa, nos conduzindo em um plano elaborado por ele para algo que não sabemos bem do que se trata. Edgar nos apresenta bandidos de diversos níveis, políticos corruptos, um casal de advogado e promotora, mas sem muitas explicações sobre seu plano. Não há uma ideia exata de onde tudo isso irá parar.
A linguagem é irônica e crítica (de forma bem leve) e as cenas de suspense e ação surpreendem com várias reviravoltas na trama que, também, conta com um pouco de romance. Mas todo esse ritmo só prende mesmo a atenção do espectador do meio para o final. No início, a trama escorrega e não é bem direcionada. 
O esforço e a criatividade do cineasta merecem reconhecimento. 

Avaliação: **

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