segunda-feira, 2 de abril de 2012

Pina (Pina)

País: França/Alemanha/Reino Unido
Ano: 2011
Gênero: Documentário
Duração: 106 minutos
Direção: Wim Wenders

Sinopse: um tributo à coreógrafa alemã Pina Bausch (1940-2009), considerada uma das artistas revolucionárias da dança moderna.

Crítica: o diretor Wim Wenders é uma das mais importantes figuras do Novo Cinema Alemão, mas nem sempre seus filmes são fáceis de assistir. ‘Pina’, por exemplo, pode agradar ou não.
É difícil classificá-lo. Documentário? Musical? Biográfico? A dúvida é porque não se retrata aqui a vida dela, apenas mostra-se que era uma dançarina e que amava o que fazia. Os depoimentos dos ex-alunos são de poucas palavras.
O que fica claro mesmo é que o diretor presta uma homenagem à coreógrafa e dançarina alemã Philippina ‘Pina’ Bausch, falecida em 2009. Vale destacar que, quando as filmagens começaram, ela ainda estava viva.
O curioso é que a Alemanha indicou esse filme tanto para a categoria de Filme Estrangeiro como para a de Documentário no Oscar.
O certo nesse trabalho foi a escolha da tecnologia 3D, muitíssimo bem empregada. A experiência audiovisual é incrível e merece ser vista em uma grande tela de cinema.

Avaliação: ***

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quinta-feira, 29 de março de 2012

Aura (El Aura)

País: Espanha/Argentina
Ano: 2005
Gênero: Drama
Duração: 134 min
Direção: Fabián Bielinsky
Elenco: Ricardo Darín, Dolores Fonzi, Pablo Cedrón, Nahuel Pérez Biscayart e Jorge D'Elía.

Sinopse: Ricardo Darín (Esteban Espinosa) é um pacato taxidermista. Ele sofre de ataques epiléticos enquanto planeja o crime perfeito de forma obsessiva. Acreditando que policiais são burros demais, assim como os bandidos, o protagonista aproveita de sua memória fotográfica e talentos estratégicos para criar o plano.

Crítica: um filme com Ricardo Darín sempre vale a pena assistir. Não é dos seus melhores trabalhos, mas prende a atenção pela história criativa, repleta de detalhes, e pelo suspense. Sua atuação é soberba como sempre.
A narrativa é lenta, os diálogos são raros, mas tudo meticulosamente calculado para envolver o espectador. A falha maior do longa é ser um pouco extenso.

Avaliação: ***

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quarta-feira, 28 de março de 2012

Beleza Adormecida (Sleeping Beauty)

País: Austrália
Ano: 2011
Gênero: Drama
Duração: 102 minutos
Direção: Julia Leigh
Elenco: Emily Browning, Rachel Blake e Ewen Leslie.

Sinopse: a estudante universitária Lucy é contratada para um trabalho em que ela só precisa adormecer e acordar.

Crítica: a diretora estreante mostra-nos um filme intrigante, diferente, com cenas desconcertantes e constrangedoras, às vezes. A personagem Lucy é sempre distante, inalcançável, mantendo um mistério essencial que transborda nos longos planos fixos e abertos do filme.
Lucy é mostrada nua, sem pudores, em situações incômodas, mas seu interior, sua alma, serão sempre fragmentados numa narrativa fantasmagórica, incompleta.
Pode-se argumentar que a obra não consegue manter sua força ao crer demais em uma articulação que se esgota durante o seu desenvolvimento, ou seja, não é capaz de construir uma aura suficientemente misteriosa em torno da protagonista, e o que seria angústia e dúvida passa a ser monotonia dramática e também visual.
De toda maneira, o desfecho do longa-metragem abre possibilidades curiosas, sendo certamente o plano mais interessante de toda a trama que continua conosco ao término da projeção.

Avaliação: **

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