segunda-feira, 15 de abril de 2013

Chamada de Emergência (The Call)


País: EUA
Ano: 2012
Gênero: Suspense
Duração: 94 min
Direção: Brad Anderson
Elenco: Halle Berry, Abigail Breslin, Michael Eklund, Evie Thompson Morris Chestnut, Michael Imperioli, Justina Machado e Tara Platt.

Sinopse: telefonista da polícia de Los Angeles tenta, à distância, ajudar adolescente sequestrada por um psicopata.

Crítica: Brad Anderson já é um diretor conhecido por seus suspenses, mas esse está distante de alguns ótimos trabalhos anteriores, como ‘O Operário’, ‘Mistério da Rua 7’ e ‘Feliz Coincidência’’.
A história gira praticamente em torno de Casey Welson (Abigail Breslin), que será sequestrada pelo psicopata Michael Foster (Michael Eklund), e a atendente de emergência Jordan Turner (Halle Berry). Por um telefone celular e trancada em um porta-malas, Casey tenta ajuda através do 911.Jordan tenta dar as coordenadas do paradeiro do veículo à polícia que luta para identificar o psicopata e encontrá-lo.  
A trama prende a atenção se você não ficar questionando nada durante a trama. Há algumas falhas, como por exemplo, não se explicar quem é a pessoa nas fotos encontradas no esconderijo do psicopata, que seria a razão do seu comportamento. Seria sua filha, sua mãe, uma ex-namorada?
O roteiro é fraco e cria situações improváveis. Se você não for muito exigente, dá para assistir ao filme. Mas o que decepciona mesmo é o final, inacreditável e imaturo. O diretor colocou toda a seriedade da história por água abaixo.

Avaliação: **

Read more...

Seráphine


País: Bélgica/França
Ano: 2008
Gênero: Biografia
Duração: 125 min
Direção: Martin Provost
Elenco: Yolande Moreau, Ulrich Tukur, Anne Bennent, Geneviève Mnich, Nico Rogner, Adélaïde Leroux, Serge Larivière e Françoise Lebrun.

Sinopse: em 1913, Wilhelm Uhde, colecionador alemão de arte, aluga uma casa no interior da França para fugir da agitação de Paris. Para cuidar da casa, contrata Séraphine, mulher de 48 anos sem muita instrução. Um dia, descobre que ela pinta nas horas vagas e constata em seus quadros um grande talento. Uma relação improvável e conturbada se instaura entre os dois, à medida que Séraphine, emocionalmente instável, entra no mundo da arte e conhece o sucesso e a fortuna. Baseado na vida da grande pintora Naif (ou Arte Primitiva Moderna), Séraphine de Senlis (1864-1942).

Crítica: uma breve biografia da pintora francesa (nascida em Arsy, em 1864) de origem humilde, com um talento nato para a pintura. Sua vida, suas obras, a descoberta de sua arte por Wilhelm Uhde, um judeu alemão amante da arte, são retratadas no filme.
Sua pobreza não cerceou sua criatividade, menos ainda a diversidade de sua obra. Jamais teve aulas de pintura, e nunca participou do meio cultural de sua época, mas tinha uma paixão secreta: sem que ninguém suspeitasse, ela pintava.
Séraphine perdeu seus pais aos seis anos, quando foi viver com uma irmã mais velha.  Trabalhou como pastora, e em 1881 foi trabalhar como empregada no Convento das Irmãs da Providência en Clermont, ofício que desempenhou até 1901.
A partir daí começou a trabalhar como doméstica nas casas de Senlis. Sua arte tornou-se conhecida graças a uma feliz coincidência. Um crítico de arte e colecionador chamado Wilhem Uhde, responsável pela descoberta de Rousseau, alugou um quarto numa das casas em que Séraphine trabalhava. Ficou encantado com o seu trabalho e ao mesmo tempo espantado, ao saber que havia sido feito por uma simples empregada doméstica. Uhde a encorajou a optar pela pintura.
Infelizmente, a carreira da pintora foi muito curta. Em 1930, depois de apenas 3 exposições, Uhde parou de comprar os quadros de Séraphine em consequência da Grande Depressão. Ela foi dominada pela loucura, sendo internada numa clínica psiquiátrica, onde morreu sozinha e sem amigos em 1942.
Com um bom roteiro e atuações grandiosas, o longa é uma merecida homenagem a uma mulher que fez diferença no mundo artístico.  

Curiosidade: o filme ganhou sete prêmios César, incluindo Melhor Filme.

Avaliação: ***

Read more...

Deixe a Luz Acesa (Keep the Lights On)


País: EUA
Ano: 2012
Gênero: Drama
Duração: 101 min
Direção: Ira Sachs
Elenco: Thure Lindhardt, Zachary Booth, Julianne Nicholson, Paprika Steen, Souleymane Sy Savane, Marilyn Neimark, Sebastian La Cause, Sarah Hess, Roberta Kirshbaum, Jamie Petrone e Stella Schnabel. 

Sinopse: na Nova York de 1997, o documentarista Erik conhece o advogado Paul. O que a princípio poderia ser apenas um encontro sexual se transforma em algo muito mais sério, um relacionamento de 10 anos. Paul não assume publicamente que é gay, preocupado com a carreira, já Erik é intenso e destemido. A relação amorosa deles dois vai se tornando instável à medida que eles têm que lidar com seus vícios e compulsões e confrontar seus próprios limites. Enfim, a trajetória emocional e sexual percorrida por dois homens que vivem experiências de amor, dependência e amizade.

Crítica: é louvável que existam mais filmes sobre relações homoafetivas, tema tão raro nos cinemas. Na maioria dos casos, as histórias de amor gay tornam-se um produto de nicho, destinado aos cinemas de arte das grandes cidades, não sendo levado ao público amplo. A simples existência de ‘Deixe a Luz Acesa’ pode ser interpretada como um mérito. Por outro lado, fica a impressão de que a temática mereceria uma abordagem mais complexa do que a mostrada aqui.
Nas primeiras imagens, surgem desenhos de nus masculinos. A temática homossexual é a principal chamariz. De maneira resumida, pode-se dizer que esta é uma conturbada história de amor entre Erik (Thure Lindhardt) e Paul (Zachary Booth), que se separam e se encontram várias vezes ao longo de dez anos.
Uma questão pode suscitar certos problemas éticos no que diz respeito aos clichês da representação de gays. Os dois homens encontram-se para uma noite casual, eles são vistos várias vezes multiplicando os parceiros – a maioria deles superficiais. Eles se envolvem com drogas, e quando ligam para o médico, é para saber o resultado do exame de HIV. Essas coisas acontecem, porém o problema surge quando isso é mostrado de forma exagerada, criando a impressão de generalização, como se toda relação homossexual girasse em torno de drogas e promiscuidade.
Eles quase nunca são vistos trabalhando, ou emitindo pensamentos sobre outras pessoas, a sociedade, a religião, sobre o que quer que seja. Algumas cenas em casa são bem naturais, mas faltou explorar mais os diálogos, a relação com os amigos, o cotidiano no trabalho para que a trama ficasse mais real. Paul, por exemplo, tem uma ex-namorada, ele não se assume publicamente e isso poderia ter sido mais trabalhado na história.
As presenças femininas são superficiais: as duas mulheres em cena são a irmã do protagonista (Paprika Steen) e sua melhor amiga (Julianne Nicholson). Nenhuma delas tem uma personalidade marcante, são apenas ferramentas acessórias do roteiro. Na tela, mostra-se a passagem do tempo, contada praticamente a cada dois anos.
O grande destaque do filme é mesmo Thure Lindhardt, o ator dinamarquês que vive Erik com perfeição. Apesar das falhas, é uma bela história de amor e despertará a curiosidade dos espectadores devido ao tema.

Avaliação: ***

Read more...

Bilheterias Brasil - TOP 10

Seguidores

  © Blogger templates Newspaper III by Ourblogtemplates.com 2008

Back to TOP