segunda-feira, 25 de agosto de 2014

Tudo Acontece em Nova York (Swim Little Fish Swim)

País: EUA/França
Ano: 2012
Gênero: Comédia Dramática
Duração: 100 min
Direção: Ruben Amar, Lola Bessis
Elenco: Dustin Guy Defa, Brooke Bloom e Lola Bessis.

Sinopse: Mary (Broke Bloom) é uma enfermeira trabalhadora e cansada de sua vida. Seu marido, Leeward (Dustin Guy Defa), músico, tem pouco sucesso na carreira artística e nunca consegue manter um emprego. A relação entre os dois está bastante desgastada, e a situação piora com a chegada de Lilas (Lola Bessis), uma jovem francesa que não tem onde ficar, e acaba morando no apartamento do casal.

Crítica: um filme que fala da dificuldade de realizamos nossos sonhos, seja sozinho ou a dois, tendo como pano de fundo a bela Nova York, onde há gente de todo tipo. Mary é uma enfermeira que trabalha duro para sustentar o apartamento alugado e a filha, já que seu marido Leeward é músico, mas tem pouco sucesso ou aspiração na carreira. Com um discurso anticapitalista, nunca gravou um CD e recusa fazer musicais para comerciais que dariam um bom dinheiro.
Nesse impasse e com a relação desgastada, Lee parece tentar esquecer-se da pressão da esposa em conseguir um trabalho chamando os amigos para tocar em casa. Lee é bastante convincente no papel. Uma cena engraçada é quando tentar persuadir os amigos a lerem um livro, escrito em 1976, chamado “Doe ao Próximo”. Tentando levar isso ao pé da letra, há uma garçonete que vive no sofá de sua casa; ele convida um músico de rua para o aniversário da sua filha; chama o entregador de pizza para comer junto com ele e a filha; entre outros.
A questão é levar seus ideais adiante quando não são compatíveis com os sonhos de Mary que quer morar numa casa maior e com mais privacidade. Tudo piora com o surgimento de uma francesa chamada Lilas, que está em NY tentando provar seu talento artístico. Com o seu visto quase vencendo, consegue prorrogar seu retorno a Paris por mais uns dias e se instala no “outro sofá” do apartamento de Mary e Lee.
Apesar dos problemas, a aparição dela servirá para que Lee, enfim, grave um CD, ainda que seja distribuído gratuitamente.
A revelação da gravação vem somente ao final para Mary. Uma história para se refletir sobre a vida e o que fazemos dela, de descoberta e de amadurecimento pessoal.

Avaliação: ***

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Quanto Mais Quente Melhor (Some Like It Hot)

País: EUA
Ano: 1959
Gênero: Comédia
Duração: 120 min
Direção: Billy Wilder
Elenco: Jack Lemmon, Tony Curtis, Marilyn Monroe, George Raft, Al Breneman, Joe E. Brown, George E. Stone, Joan Shawlee, Grace Lee Whitney, Harold "Tommy" Hart, Harry Wilson e Helen Perry.

Sinopse: em 1929, em Chicago, Joe (Tony Curtis) e Jerry (Jack Lemmon) são músicos desempregados à procura de trabalho. Acidentalmente, a dupla testemunha o Massacre do Dia de São Valentim, no qual o criminoso Spats Colombo (George Raft) aniquilou Toothpick Charlie (George E. Stone) e sua gangue. Com medo de represálias, Jerry e Joe se veem obrigados a deixar a cidade. Sem ter como se sustentar, eles decidem pegar o primeiro trabalho que aparece a sua frente: fazer parte da banda de garotas Sweet Sue (Joan Shawlee) e suas Sincopadoras. Para poderem participar do grupo, os dois se vestem com trajes femininos e fingem ser mulheres. A banda está indo de trem para Miami, para uma reunião dos Amigos da Ópera Italiana. Joe resolve se autodenominar de Josephine e Jerry, de Daphne. Tudo parece ir bem até que eles conhecem Sugar Kane (Marilyn Monroe), a bela vocalista da banda. Jerry se apaixona perdidamente por ela, mas Joe faz questão de relembrá-lo de que eles não podem ser desmascarados. Quando chegam a Miami, um milionário (Joe E. Brown) se apaixona por Daphne e Joe elabora planos para tentar conquistar Sugar. O problema maior é que, no encontro dos Amigos da Ópera Italiana, estão Spats Colombo e sua gangue.

Crítica: o longa tem uma boa história com um enredo bem amarrado. Lançado em 1959, é impressionante como ainda faz rir, principalmente quando Jack Lemmon (no papel de Joe) e Tony Curtis (como Jerry) estão em cena. Após presenciarem um assassinato, precisam deixar a cidade o quanto antes. A única saída é se travestir e entrar para uma banda formada apenas por mulheres, que está prestes a partir para uma turnê em Miami. É na viagem que eles conhecem Sugar Kane (Marilyn Monroe), uma bela mulher atrás de conquistar um milionário.
Todo em preto-e-branco, o início é interessante parecendo um típico filme de gângsteres. Só depois, as peripécias dos músicos vestidos como mulheres de aparência duvidosa vão ganhando a tela.
O elenco é afinado e o roteiro lidou muito bem com a comédia que explora com inteligência os papéis de gênero e a identidade sexual na sociedade. De forma dinâmica, vamos acompanhando a dupla em fuga.

Avaliação: ***

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sábado, 23 de agosto de 2014

Império do Sol (Empire of the Sun)

País: EUA
Ano: 1987
Gênero: Drama
Duração: 184 min
Direção: Steven Spielberg
Elenco: Christian Bale, John Malkovich, Miranda Richardson, Nigel Havers e Ben Stiller.

Sinopse: Jim Graham (Christian Bale) é um garoto de 11 anos de uma família inglesa que vive no Oriente. Jim tem um padrão de vida alto, mas de repente é separado de seus pais em virtude da China ser invadida pelo Japão. Isso o obriga a se defender e a crescer, tornando-se então um sobrevivente em um campo de concentração com rígidas regras. Baseado no livro de J.G Ballard.

Crítica: o filme de Steven Spielberg mostra os horrores da Segunda Guerra Mundial sob a ótica do garoto Jim (Christian Bale).
Bem produzido, tanto que levou várias indicações ao Oscar nas categorias de Direção de Arte, Fotografia, Figurino, Edição, Trilha Sonora e Som, porém deixou a desejar no conteúdo. Ao contar a história sob a ótica do menino Jim, limita as asperezas da guerra, deixando tudo leve e superficial demais. Da guerra mesmo e de suas razões, se fala pouco.
Às vezes, nem sabemos quem é quem na trama e isso, decididamente contribuiu de forma negativa para a obra. O roteiro deveria ter encontrado um equilíbrio entre a aventura e crescimento do menino preso em um campo de concentração japonês (já que era filho de um inglês, e todos os ingleses (que não fugiram) foram encarcerados pelos japoneses que tomavam o poder, depois de anos de colonização inglesa) e as consequências da Guerra. Jim só volta a ver seus pais após o fim do conflito. No dia em que tentavam fugir, Jim perdeu-se dos seus pais.
A atuação de Christian Bale, então com 13 anos, é impressionante, tendo em vista o que se exigiu dele para o papel. O problema mesmo está no enredo mal direcionado, sem profundidade dos personagens que viviam aquele momento e real exposição dos acontecimentos.

Avaliação: ***

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