segunda-feira, 31 de agosto de 2015

Homem Irracional (Irrational Man)

País: EUA
Ano: 2015
Gênero: Drama
Duração: 94 min
Direção: Woody Allen
Elenco: Joaquin Phoenix, Emma Stone e Parker Posey.

Sinopse: em crise existencial, o professor de filosofia Abe Lucas chega para lecionar em uma pequena cidade dos Estados e Unidos. Logo uma de suas alunas, Jill, se aproxima dele devido ao fascínio que sente pelo seu intelecto, além da tristeza que sempre carrega consigo. Simultaneamente, ele é alvo de Rita, uma professora casada que tenta ter um caso com ele. A vida começa a melhorar para Abe quando, numa ida à lanchonete com Jill, ouve a conversa de uma desconhecida sobre a perda da guarda do filho devido à uma decisão do juiz Spangler. Abe logo começa a idealizar o assassinato de Spangler e como, por ser um completo desconhecido, jamais seria descoberto.

Crítica: Woody Allen é sempre esperado e mesmo quando seu novo filme não é uma obra-prima, ao sairmos do cinema, ele já deixa saudades e aguardamos pelo próximo.
“Homem Irracional” é diferente, mais pesado, com um toque de suspense, a estilo de “Match Point” (2005). As piadas são poucas, mas o texto é genial como sempre: crítico, sarcástico, mordaz.
Joaquin Phoenix e Emma Stone estão em completa sintonia. Destaque também para Park Posey, muito à vontade no papel.
O filme vai de um extremo a outro em torno de seu protagonista, o professor Abe Lucas (Phoenix). Da vontade de não mais viver, Abe encontra uma estranha motivação que o faz arregaçar as mangas e fazer algo que ele considera nobre.
Nessa mudança de atitude, ele melhora de humor, melhora sua postura em sala de aula, passa a amar.
Mas uma nuvem negra paira no ar quando seu plano “perfeito” é descoberto e, para resolver o problema, os instintos mais primitivos vêm à tona.
O espectador é fisgado do início ao fim e fica apreensivo sem saber o que acontecerá aos personagens.
Amor, solidão, desconfiança, medo, egoísmo, todos esses sentimentos humanos são muito bem explorados na história por alguém que é um gênio ao retratar as fraquezas da humanidade.

Avaliação: ***

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O Fabuloso Destino de Amélie Poulain (Le Fabuleux destin d'Amélie Poulain)

País: França
Ano: 2001
Gênero: Comédia
Duração: 120 min
Direção: Jean-Pierre Jeunet
Elenco: Audrey Tautou, Mathieu Kassovitz, Maurice Bénichou, Isabelle Nanty e Jamel Debbouze.

Sinopse: após deixar a vida de subúrbio que levava com a família, a inocente Amélie (Audrey Tautou) muda-se para o bairro parisiense de Montmartre, onde começa a trabalhar como garçonete. Certo dia encontra uma caixa escondida no banheiro de sua casa e, pensando que pertencesse ao antigo morador, decide procurá-lo ­ e é assim que encontra Dominique (Maurice Bénichou). Ao ver que ele chora de alegria ao reaver o seu objeto, a moça fica impressionada e adquire uma nova visão do mundo. Então, a partir de pequenos gestos, ela passa a ajudar as pessoas que a rodeiam, vendo nisto um novo sentido para sua existência. Contudo, ainda sente falta de um grande amor.

Crítica: um clássico contemporâneo; uma obra genial, criativa e inovadora. Não faltam elogios para esta película.
Puro e belo, fala de amor e dos prazeres da vida com uma leveza que é difícil de esquecer. O enredo é interessante, Audrey Tautou está perfeita no papel, assim como todo o restante do elenco (super afinado).
Os detalhes às pequenas coisas chamam a atenção. A fotografia carregada nos tones fortes (sobretudo, verde e vermelho) é um dos grandes destaques da história que flui numa sequência enriquecedora.
Um filme imperdível!!!

Avaliação: ****


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quinta-feira, 27 de agosto de 2015

A Dama Dourada (Woman in Gold)

País: EUA/Reino Unido
Ano: 2014
Gênero: Drama
Duração: 109 min
Direção: Simon Curtis
Elenco: Helen Mirren, Ryan Reynolds e Daniel Brühl.

Sinopse: década de 1980. Maria Altmann é uma judia sobrevivente da Segunda Guerra Mundial que decide processar o governo austríaco para recuperar o quadro "Woman in Gold", de Gustav Klimt - retrato de sua tia que foi roubado pelos nazistas durante a ocupação. Ela conta com a ajuda de um jovem advogado, inexperiente e idealista. Baseado na história verídica de Maria Altmann.

Crítica: o filme agradará grande parte do público. Histórias que abordam o Holocausto costumam ter grande apelo emocional.
Em 1998, Maria Altmann (Helen Mirren) inicia uma ação contra o governo austríaco, reivindicando seus direitos sobre cinco quadros de Gustav Klimt que haviam pertencido a sua família e foram sequestrados pelos nazistas.
Vem a ajudá-la um jovem advogado, neto de Arnold Schönberg (bem interpretado por Ryan Reynolds), o compositor. O terceiro elemento é um jornalista austríaco (Daniel Brühl) muito mais disposto a colaborar com a senhora judia do que com o governo.
A memória pessoal de uma jovem judia que perde os pais nos campos de concentração e nem mesmo quer botar os pés na Áustria. Mas terá que vencer os seus medos para ir atrás do que busca. Aí começa o excesso de sentimentalismo no filme, apoiado também em vários flashbacks).
Trazer ao presente os horrores da Europa sob o nazismo e, sobretudo, a tão ignóbil quanto entusiástica acolhida dada a Hitler pelos austríacos, é louvável, porém falta um roteiro que conduzisse isso de forma mais inteligente ou não tão comum e previsível.
Outro fator incômodo no filme é a esposa do jovem advogado. Seu papel é tão pequeno, que é quase dispensável à trama.
No mais, Helen Mirren se sai bem como sempre. Um filme bom, mas não marcante.

Avaliação: ***

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