quarta-feira, 28 de novembro de 2018

Um Trem em Jerusalém (A Tramway in Jerusalem)


País: França/Israel
Ano: 2018
Gênero: Drama
Duração: 94 min
Direção: Amos Gitai
Elenco: Mathieu Amalric, Yaël Abecassis e Hana Laslo.

Sinopse: em Jerusalém, as linhas de trem conectam diversos distritos, do leste ao oeste da cidade. Diferentes histórias e encontros acontecem na jornada do trem, conforme observa-se esse mosaico da humanidade, em uma cidade que é o centro espiritual para tantas religiões diferentes.

Crítica: a premissa do filme do israelense Amos Gitai é simples e poderia ter tido um bom resultado se a execução tivesse contado com maior esmero da produção e da direção.
Os diálogos são jogados a esmo, sem ligação um com outro, sem profundidade nos temas abordados, que até são interessantes. Política, religião, cultura, relações humanas e problemas pessoais e socais surgem nas conversas despretensiosas dos passageiros.
O trajeto, do subúrbio ao centro, marcado por horários que surgem na tela, nos faz acompanhar a rotina de algumas pessoas.
O problema é que, além do assunto pouco explorado, as atuações são (na quase totalidade) ruins. E a participação do ator francês Mathieu Amalric é totalmente desnecessária (dispensável mesmo), não fazendo nenhuma diferença à trama.
Por esses personagens serem o cerne do filme, já que a ideia era acompanhar um pouco de suas vidas, quase sempre passadas despercebidas, deveria haver um aspecto mais atraente.
Sem falar nos longos minutos de apenas imagem ou música (esta em excesso), sem qualquer conversação. E isso se repete mais de uma vez. 
Ao final, tem-se a impressão de que faltou muito ao filme. Nada ali nos faz pensar ou refletir após o término de sua exibição.

Avaliação: *

Read more...

A Voz do Silêncio


País: Brasil
Ano: 2018
Gênero: Drama
Duração: 98 min
Direção: André Ristum
Elenco: Marieta Severo, Stephanie de Jongh, Arlindo Lopes e Marat Descartes.

Sinopse: o passar dos anos é impiedoso para todos. No filme, sete personagens aparentemente comuns conduzem suas vidas buscando, cada um, aquilo que acredita lhe trazer satisfação pessoal. Mas, mesmo com vidas distintas e distantes, eles se aproximam pela maneira como orientam suas existências com base em preocupações mundanas.

Crítica:
Avaliação: a conferir

Read more...

segunda-feira, 26 de novembro de 2018

A Prece (la Prière)

-->
País: França
Ano: 2018
Gênero: Drama
Duração: 107 min
Direção: Cédric Kahn
Elenco: Anthony Bajon, Damien Chapelle e Alex Brendemühl.

Sinopse: Thomas (Anthony Bajon) é viciado em drogas. Para dar um fim à esse hábito, ele decide participar de uma comunidade de ex-usuários que vivem isolados nas montanhas e usam a oração como uma forma de se curarem. Inicialmente relutante, Thomas aos poucos aceita se submeter a uma vida espartana de disciplina, abstinência, trabalho árduo e orações frequentes. Ele descobre a fé, mas também o amor, e um novo tipo de tormento.

Crítica: o filme começa com a imagem de um garoto no banco de passageiros de um carro. Ele tem uma expressão de derrota, além de um olho roxo. A cena será repetida duas vezes, com pequenas variações, em contextos distintos. As três versões da cena do carro representam três momentos diferentes na trama, nos quais se transmitem visões conflitantes sobre o papel da religião na vida de Thomas (Anthony Bajon). Tudo isso é muito bem colocado.
O garoto é Thomas (Anthony Bajon), um adolescente viciado em heroína que é levado, contra a sua vontade, para uma casa, nas montanhas, onde vivem outros jovens que estão em recuperação de algum vício. Meninos para um lado, meninas para o outro. Esta é uma das primeiras coisas que lhe é dita ao chegar lá. Fora isto, ele é obrigado a deixar todos os seus pertences na administração e a cortar o cabelo. O tratamento é baseado na conversa, na amizade e na oração. Muita oração. Além disto, no primeiro mês, um recém-chegado não pode nunca permanecer sozinho. Esta pessoa é obrigada a estar sempre na companhia de um “irmão” que já está ali há mais tempo. Esta é a maneira encontrada para que os jovens tenham força de vontade, resistam e não caiam. Sobram regras e normas de conduta.
Aos poucos, Thomas se acalma e se acostuma com o cotidiano religioso. Logo é ele que vai ajudar um novato.
La Prière (no original) defenderia o valor terapêutico do catolicismo (tema pouco explorado no cinema), ilustrado pela longa cena de confessionário, com os personagens compartilhando as suas histórias trágicas diretamente para a câmera – e, por consequência, para o espectador.
No entanto, o roteiro dá uma última guinada nos minutos finais. A dúvida surge e questionamentos vem à tona.

Avaliação: ***

Read more...

Bilheterias Brasil - TOP 10

Seguidores

  © Blogger templates Newspaper III by Ourblogtemplates.com 2008

Back to TOP