A Terra Vermelha (La Tierra Roja)
País: Bélgica/Brasil/Argentina
Ano:
2015
Gênero: Drama
Duração: 104
min
Direção: Diego
Martinez Vignatti
Elenco: Geert Van Rampelberg, Eugenia Ramírez Miori, Enrique
Piñeyro, Hector Bordoni e Jorge Aranda.
Sinopse: Pierre (Geert Van Rampelberg) trabalha em uma
fábrica multinacional e é responsável por derrubar árvores em bosque para
plantar pinheiro a fim de fazer papel. Um dia, Pierre conhece Ana, uma
professora rural que luta pelos problemas ocorridos na população pelo uso
inadequado de agrotóxicos e ele se encontra entre o fogo cruzado.
Crítica: o tema central e bastante relevante do longa é
o uso indiscriminado de agrotóxicos, abarcando também outros assuntos
correlatos, como o desmatamento, o clientelismo político, a corrupção, a
desigualdade social, a exploração dos camponeses.
A trama se passa na
floresta de Misiones, no nordeste da Argentina, onde o belga Pierre (Geert van
Rampelberg) é contramestre de uma multinacional que corta árvores ilegalmente e
em seu lugar planta pinheiros para produzir papel. Os habitantes sofrem de
câncer e de doenças de pele e os bebês nascem com malformações.
A história nos mostra dois
lados: os mocinhos e os vilões. Do lado dos mocinhos, está a professora Ana (Eugenia
Ramírez Miori), o médico Balza (Enrique Piñeyro) e um ativista local (Hector
Bordoni). Do lado oposto, Pierre, seu capataz, os chefes da papeleira
multinacional alegando que geram empregos e o governador (que fecha os olhos
para as denúncias feitas pelo médico e pelos moradores locais, já preocupadíssimos
com a quantidade de pessoas enfermas).
Difícil é acreditar que um
belga não soubesse dos malefícios do uso contínuo de agrotóxicos (nas
plantações e, por conseguinte, no rio que banha a região).
Não falta violência ou
cenas de ação, mas o filme se perde um pouco com um romance entre Pierre e a
professora Ana, que por vezes traz situações novelescas. E a tentativa de
explorar o lado bom de Pierre como treinador de rugby dos adolescentes (que trabalham para ele) também acaba não tendo o efeito esperado no filme.
Tenta-se dramatizar com uma
ficção (salientando que algumas atuações também deixam a desejar) quando, de
repente, um documentário pudesse ter sido um gênero melhor para explorar um
tema tão sério e importante para ser explorado.
Avaliação:
***
0 comentários:
Postar um comentário