segunda-feira, 10 de outubro de 2016

Capitão Fantástico (Captain Fantastic)

País: EUA
Ano: 2016
Gênero: Drama
Duração: 118 min
Direção: Matt Ross
Elenco: Viggo Mortensen, Frank Langella, George Mackay e Samantha Isler.

Sinopse: Ben (Viggo Mortensen) é o pai de seis crianças pequenas, que decide fugir da civilização e criar os filhos nas florestas selvagens do Pacífico Norte. Ele passa os seus dias dando lições às crianças, ensinando-os a praticar esportes e a combater inimigos. Um dia, no entanto, Ben é forçado a deixar o local e retornar à vida na cidade. Começa o aprendizado do pai, que deve se acostumar à vida moderna.

Crítica: o drama, exibido no Festival de Cannes, merece ser aplaudido de pé. A discussão que levanta sobre educação, modos de vida, valores, sobre o que é certo ou não, adequado ou não, é incrivelmente equilibrado. E é isso que está em jogo: o equilíbrio, o meio termo, saber quando se deve ceder ou não.
A história de Ben com seus seis filhos é impressionante. O estilo de vida optado vai contra tudo o que definimos ser o correto – simplesmente porque estamos acostumados ao que a sociedade e aos outros considerados “normais” ditam como coerente: morar numa casa, filhos na escola, carro para se locomover, alimentação comprada no mercado, roupas caras, entretenimento comandado pela tecnologia.
Ben tem uma família feliz, em sua casa/ônibus ambulante, morando em vários locais. Tal felicidade é abalada pela doença e morte da esposa. A sua vida tranquila é ameaçada pelo sogro que não concorda com a vida errante que o genro leva e, sobretudo, quando isso envolve as crianças.
No período dessa pequena convivência na cidade, para enterrar o corpo da esposa (e aí surge outro problema, pois o desejo dela era ser cremada e não sepultada em um cemitério), um dos filhos se aproxima do avô e decide ficar.
Ben não consegue aceitar tal decisão e algo inesperado acontece na tentativa de levar o filho de volta a qualquer preço. Surgem, então, dúvidas e questionamentos sobre tudo o que ele acreditava até então. Viver longe dos filhos parece inaceitável.
Os debates sobre dinheiro, sustento, saúde, ensino, são muito calorosos. O mérito do longa é conseguir fazer com que nós também nos questionemos sobre qual é o melhor jeito de viver e sobre como devemos agir quando os filhos fazem suas escolhas.
Um aprendizado, de fato. E um final surpreendente!

Avaliação: ****

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