sábado, 10 de janeiro de 2015

O Crítico (El Crítico)

País: Argentina
Ano: 2013
Gênero: comédia romântica
Duração: 98 min
Direção: Hernán Guerschuny
Elenco: Rafael Spregelburd, Dolores Fonzi, Blanca Lewin, Ignacio Rogers, Alfonso Ponchi Baron, Telma Crisanti e Cecilia Czornogas.

Sinopse: comédia romântica (até para quem odeia comédias românticas). Dirigido por Hernán Guerschuny, o filme conta a história de Víctor Téllez, um severo e renomado crítico de cinema que odeia comédias românticas e tem a convicção de que o melhor cinema foi o feito no passado. Talvez por seu ofício, sofre do que denomina "la Maladie du Cinéma": vê o mundo como um grande filme que não pode deixar de criticar incessantemente. Ao procurar um novo apartamento, conhece inesperadamente Sofía, uma bela mulher mas que pouco tem a ver com seu estilo. Ele a definiria como "elementar, puro clichê". Porém, o acaso os leva a viver situações dignas de uma comédia romântica. Téllez tenta escapar mas se dá conta que nada pode fazer quanto à vingança do gênero que tanto odeia.

Crítica: “El crítico” desenvolve-se em torno do cotidiano de Víctor Téllez (Rafael Spregelburd), prestigiado resenhista portenho que se diz vítima do que chama de “maladie du cinéma”: vê o mundo como um roteiro cheio de clichês, sobre o qual não cansa de criticar. Sisudo e rabugento, acredita que o grande cinema morreu há décadas e odeia filmes populares.
O filme tem partes criativas e engraçadas. Ele pensa em francês, como se estivesse num filme da nouvelle vague.
Víctor se tornou um especialista em identificar e fustigar os clichês das comédias românticas: câmera lenta, fogos de artifício, corridas na chuva, beijos melosos etc.
A virada da trama ocorre quando Víctor se apaixona por Sofia, mulher misteriosa com quem disputa um apartamento em Buenos Aires. A partir daí, ele passa a ser vítima dos clichês românticos que sempre tentou denunciar.
Mas na sequência o filme se torna previsível e já sem grandes inovações. Mesmo que não seja uma obra-prima e que sua premissa – sobre a vida ser maior que o cinema e sobre o papel da subjetividade na apreciação de qualquer obra de arte, não seja tão original, a comédia romântica vale a pena, sobretudo se vista a dois.

Avaliação: ***

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