sexta-feira, 10 de maio de 2013

Pedalando com Molière (Alceste à Bicyclette)


País: França/Espanha
Ano: 2011
Gênero: Drama
Duração: 104 min
Direção: Philippe Le Guay
Elenco: Fabrice Luchini, Lambert Wilson e Maya Sansa.

Sinopse: no auge da sua carreia de ator, Serge Tanneur (Fabrice Luchini) vive como eremita quando Gauthier Valence (Lambert Wilson), um ator de televisão bajulado pelo público, o procura para lhe propor um papel em “O Misantropo” de Molière.

Crítica: muitos não conhecem a preparação que atores fazem tanto para entrar em um palco ou em um filme, mas se estiver a fim de conhecer, um bom exemplo, embora de forma bem cômica, é assistir ao filme "Pedalando com Molière". O título original é Alceste (um dos personagens do livro) de bicicleta. Uma das cenas do filmes é justamente os dois pedalando à beira-mar e recitando o texto.
O longa, para quem não gosta muito de textos praticamente lidos e interpretados, pode até cansar um pouco, mas a forma de interação entre os protagonistas é muito bacana e diverte na medida fazendo com que mesmo eles lendo textos nos divirtam com tudo que fazem. Literalmente um filme de atores, onde pouco importa a história que está se passando já que os protagonistas conseguem fazer muito mais pela trama.
A sinopse nos mostra que cansado da carreira de ator, o respeitado Serge Tanneur decide abandonar os palcos e se aposentar, vivendo isolado na pequena Ilha de Ré. Sua calma é interrompida pela chegada de Gauthier Valence, ator de televisão popular, que o convida a interpretar o papel principal em uma adaptação de "O Misantropo", de Molière. Afinal, a nova condição de Serge combina muito bem com o personagem clássico... Após a recusa inicial, Serge propõe um desafio: ambos devem ensaiar a primeira cena da peça juntos, nos papéis de Philinte e Alceste, e depois de cinco dias treinando, ele dará a resposta sobre sua participação. Começam assim os jogos de poder e manipulação entre os dois homens.
Esse jogo que ambos os atores fazem no filme acaba se tornando a grande diversão da obra e chega a ser impressionante o que ambos fazem num "simples" ensaio, cada um tentando levar vantagem sobre o outro e vice-versa, implicando com a forma de dizer uma palavra, de forma que a condução da história vai indo num ritmo tão forte que não sabeos que proporções irá tomar.
Os atores fazendo papéis de atores é algo preciso que poucos conseguiriam fazer. Eu sou fã de Fabrice Luchini e aqui ele está sublime mais uma vez.
Nesse desenrolar, coadjuvantes surgem e histórias paralelas interrompem os ensaios: Serge vai olhar uma casa para morar e Gauthier vai a uma clínica fazer vasectomia.
O local onde o filme se passa, ilha de Ré, em frente à comuna francesa La Rochelle, é um charme. E os diálogos são hilários, impossível não se divertir.
Mas nem tudo é diversão. Algumas falas parecem traduzir o momento de cada um e ego, inveja e competição virão à tona mostrando do que o ser humano é capaz.
A direção é impecável, os atores formidáveis, os risos garantidos e o final está à altura. Não perca!

Avaliação: ****

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