quarta-feira, 8 de novembro de 2017

Happy End

País: Áustria/França/Alemanha
Ano: 2017
Gênero: Drama
Duração: 108 min
Direção: Michael Haneke
Elenco: Isabelle Huppert, Jean-Louis Trintignant, Mathieu Kassovitz e Fantine Harduin.

Sinopse: Calais, França. Georges Laurent (Jean-Louis Trintignant) é o patriarca da família, que está preso em uma cadeira de rodas. Sua filha Anne (Isabelle Huppert) ainda mora com ele, enquanto que seu filho Thomas (Matthieu Kassovitz) acaba de retornar para a casa do pai, junto com a esposa e a filha Eve (Fantine Harduin), cuja mãe faleceu recentemente. Entre eles existe uma intensa incomunicabilidade, que faz com que todos levem a vida segundo seus interesses pessoais.

Crítica: Michael Haneke é, sem sombra de dúvidas, um dos diretores mais secos e cruéis do cinema atual, por construir situações cotidianas de forte impacto emocional. Basta enumerar seus trabalhos anteriores, como Amor, A Professora de Piano, A Fita Branca, Caché. Diante dessa apresentação, conclui-se que o título “Final Feliz” é totalmente irônico.
A sequência de abertura, por exemplo, é extremamente parecida com a de Caché e o próprio desfecho de Amor também acontece em “Happy End”. Ainda assim, o longa demonstra força graças ao rigor estético e narrativo empregados pelo diretor, que adia ao máximo a revelação de qualquer informação sobre a história que está sendo contada.
Trata-se da incomunicabilidade, resultante do individualismo dos dias atuais – tema central da história. Para enfatizá-la, são eliminadas praticamente todas as conversas olho no olho entre os personagens, que, na maioria dos casos, falam entre si através do telefone. E a tecnologia entra em ação para também ressaltar tal dificuldade nas relações pessoais, com referências às gravações feitas via celular, tipo Snapchat e Instagram Stories, e ainda chats, Facebook e vídeos no YouTube. Para tanto, Haneke explora o formato de tela e a estética de cada uma destas mídias sociais, de forma a provocar uma rápida identificação com o espectador. O resultado é bom e agrada.
Haneke encobre momentos importantes envolvendo os mesmos personagens, revelando-os apenas verbalmente – e lá quase no final, o que cria uma grande tensão.
Vale destacar o talento do diretor para suas criativas e inesperadas ideias. Uma delas surge logo no início, na sequência com um guindaste. É ver o filme para entender. Muito bom!

Avaliação: ***

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